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8.1 Participation in meetings, demonstrations and in activities

8.1.2 Demonstrations and use of public space

Com o com ent a DAYRELL ( 1996, p.148) , no m om ent o em que os alunos cr uzam o por t ão da escola, ocor r e um a espécie de r it o de passagem . Eles passam a assum ir papéis específicos — difer ent es daqueles desem penhados em casa ou na r ua — , num pr ocesso de int er ação ent r e as suas pr ópr ias exper iências e a t r adição/ cult ur a da escola. Nessa per spect iva, a obser vação das ent r adas e saídas dos t ur nos e do per íodo do r ecr eio for neceu pist as int er essant es par a ent ender aspect os da cor por eidade e das int er r elações ent r e os difer ent es suj eit os no espaço da escola.

3 .2 .1 . O m ov im e n t o n a s e n t r a da s e sa ída s

Cr ianças conduzindo suas m ochilas de r odinhas com o se fossem car r os de cor r ida, na descida da r am pa que dá acesso à escola. Adolescent es r indo, cont ando casos, fazendo chacot as com os colegas, ger alm ent e em gr upos hom ogêneos de sexo. Gr upos de m eninos assent ados no chão nas pr oxim idades de suas salas, disput ando j ogos de “ t apão” com suas figur inhas r edondas, conhecidas com o t azos. Um ent r a- e- sai de pais e m ães, que apr oveit am o m om ent o de levar os filhos par a t r at ar de algum assunt o na coor denação ou conver sar com a dir et or a e vice- dir et or a, que est ão sem pr e no

por t ão r ecebendo os alunos e suas fam ílias. Est as são algum as cenas que car act er izam o m om ent o da ent r ada dos t ur nos.

A t r adicional for m ação de filas par a ent r ar nas salas ou deslocar - se pela escola ( em ger al com separ ação de sexo) , m uit o ut ilizada nas sér ies/ ciclos iniciais do Ensino Fundam ent al, não é um a pr át ica com um na E. M. Hor izont es. Tam pouco há necessidade de “ policiam ent o” par a assegur ar a ent r ada dos alunos em suas r espect ivas salas. A ausência de filas e de agent es disciplinár ios no m om ent o da ent r ada é, do m eu pont o de vist a, im por t ant e indicat ivo de um a nova for m a de a escola r elacionar - se com o aluno e sua cor por eidade, além de cont r ibuir par a a consolidação da aut onom ia das cr ianças e adolescent es que lá est udam . 3

Cenas sem elhant es às da ent r ada são vist as nos hor ár ios de saída. Esses m om ent os envolvem , t am bém , at ividades espor t ivas. É com um alunos per m anecer em na escola após o per íodo das aulas par a j ogar fut ebol, sendo que, em det er m inados dias da sem ana, o ginásio é ocupado por gr upos pr é- or ganizados. Um desses gr upos cont a com a par t icipação de um pr ofessor , alunos e ex- alunos da escola. Out r o gr upo que j oga sem analm ent e, or ganizado pela m ãe de um a aluna, cham a a at enção pela diver sidade: adult os, cr ianças e adolescent es, de am bos os sexos, m ist ur am - se nas equipes e j ogam com cur ioso ent r osam ent o.

Especialm ent e às sext as- feir as, quando as aulas se encer r am após o r ecr eio, a escola se abr e par a difer ent es pr át icas cor por ais. Além do m ovim ent o nas quadr as, é com um encont r ar , no pát io, o pessoal do gr upo de t eat r o, equilibr ando- se sobr e per nas de pau ou execut ando m alabar ism os e j ogos dr am át icos. No audit ór io, ouve- se o r it m o m ar cado do r ap, onde a t ur m a da oficina de br eak ensaia seus passos. Bolas, pneus e at é biciclet as podem ser vist os r odando pelos pát ios, conduzidos por alunos que, ao invés de ir em pr a casa, opt am por per m anecer na escola, com o se est endessem o t em po do r ecr eio.

Acr edit o que a liber dade de m ovim ent ação dos alunos e fam ílias nos t em pos de ent r ada e saída dos t ur nos r evela a per cepção, por par t e das

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Em bor a não sej a com um , algum as vezes pr esenciei pr ofessor as or ganizando seus alunos em filas par a se deslocar em ent r e um espaço e out r o, dur ant e o hor ár io de aulas. Flagr ant es com o esse r evelam que, m esm o num cont ext o de inovação pedagógica, pr át icas “ t r adicionais” podem per m anecer .

pessoas que ali t r abalham , est udam ou cir culam , da escola com o espaço colet ivo de sociabilidade. Cont r ibuem par a isso, ao m eu ver , t ant o o cont ext o do Pr ogr am a Escola Plur al quant o a hist ór ia da escola, cuj a exist ência se deve à m obilização dos m or ador es do bair r o em t or no de um pr oj et o colet ivo, com o se v iu no capít ulo ant er ior .

3 .2 .2 . Re cr e io: a liçã o de com pa r t ilh a r e spa ços

A hor a do r ecr eio, com o na m aior ia das escolas, é consider ada pelos alunos com o um dos m elhor es m om ent os do dia. Na E. M. Hor izont es, est e é um t em po bast ant e r ico em t er m os de pr át icas cor por ais. O fat o de cada um dos dois t ur nos diur nos congr egar , sim ult aneam ent e, t ur m as dos t r ês ciclos, confer e ao r ecr eio um a car act er íst ica de diver sidade et ár ia m uit o int er essant e. Essa int egr ação de ciclos é vist a pelos pr ofissionais da escola com o um a im por t ant e conquist a, o que pode ser per cebido nas palavr as de um a pr ofessor a:

“ Acho m aravilhoso. Os t r ês ciclos de for m ação t odos m ist ur ados na hor a do r ecr eio, colet ivam ent e. E t eve escola que não conseguiu ainda, não t eve cor agem de m ist ur ar . Ficam naquele m edo, né? ‘Ser á que a gent e põe?’ At é nisso a

E. M. Hor izont es conseguiu r om per . Muit o legal.” ( Professora do 1o ciclo)

Os alunos m enor es diver t em - se cor r endo por t odos os espaços ( aut or izados ou não) : pulam cor da, r olam pneus, invent am infinit as for m as de br incar de pegador . E t am bém escalam as ár vor es que, no r ecr eio, par ecem est ar car r egadas de fr ut as m adur as, t am anho o núm er o de cr ianças dependur adas em seus galhos.

Ent r e os m aior es, são m ais com uns at ividades que envolvem espor t es, com o j ogar fut ebol4 ( o que inclui a br incadeir a do Açougue) , r ebat er com a bola de vôlei, br incar de Cor t a- t r ês, j ogar t ênis de m esa. Br inca- se t am bém de basquet e na ár ea ext er na onde est ão afixadas as t abelas: disput as de pequenos j ogos ent r e duplas ou t r ios, Gar r afão, Vint e- e- um , ou sim plesm ent e ar r em essos à cest a usando qualquer bola ou obj et o.

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Assim com o os suj eit os da pesquisa, opt ei por usar o t er m o fut ebol par a designar o j ogo de quadr a que é oficialm ent e cham ado de fut sal.

Música e dança t am bém fazem par t e do r ecr eio. Ao lado de apar elhos de som por t át eis, em pr est ados pela escola, gr upos de est udant es se r eúnem par a ouvir e dançar suas canções favor it as. Rodas de br eak — onde alunos de difer ent es idades ( m eninos, na m aior ia) , adept os ou sim pat izant es do m ovim ent o hip- hop, ar r iscam suas evoluções acr obát icas — cont r ast am com out r os gr upos em que m eninas ( som ent e elas) r epr oduzem as cor eogr afias do

funk car ioca.

Dent r e t odas essas at ividades, há um a que é a gr ande est r ela do r ecr eio: o fut ebol. Sua pr át ica m onopoliza, pr at icam ent e sem concessões, o uso dos dois espaços “ oficiais” do espor t e ( o ginásio e a quadr a descober t a) , além de ser j ogado em out r os espaços adapt ados, m uit as vezes com bolas im pr ovisadas. No ginásio e na quadr a, concent r a- se gr ande núm er o de alunos: j ogando, esper ando a vez de j ogar ou sim plesm ent e assist indo às par t idas.

O uso dos espaços “ oficiais” do espor t e no hor ár io do r ecr eio é r egulam ent ado por m eio de um a t abela definida pela coor denação de t ur no e afixada m ensalm ent e num dos m ur ais do pát io. Os t r ês ciclos se r ev ezam no dir eit o aos espaços, sendo que um a das quadr as é dest inada às m eninas e out r a aos m eninos. A ocupação do ginásio e da quadr a descober t a, pelos difer ent es sexos, t am bém obedece a r evezam ent o: se, em det er m inado dia, as m eninas ocupam a quadr a, no dia seguint e est ar ão no ginásio. A t abela abaixo é um exem plo de or ganização sem anal dos espaços do r ecr eio.

Quadr o 4 - Divisão dos espaços no r ecr eio ( t ur no vesper t ino) 1o CI CLO 2o CI CLO 3o CI CLO dia da

sem ana Meninos Meninas Meninos Meninas Meninos Meninas

Seg P P G Q P P

Ter P P P P Q G

Qua G Q P P P P

Qui P P Q G P P

Sex P P P P G Q

Font e: car t az elaborado pela coor denação de t ur no. Legenda: G = ginásio; P = pát io5; Q = quadr a.

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Pát io, nesse caso, é um a denom inação genér ica usada par a designar qualquer espaço ext r a- quadr as.

Na ut ilização desses espaços, as exceções ao fut ebol ficam por cont a das m eninas do 1o e 2o ciclos que, às vezes, opt am pelo j ogo de queim ada. Nessas ocasiões, os m eninos cost um am par t icipar do j ogo, por ém , de um m odo ger al, as at ividades que se desenr olam nos espaços " oficiais" condizem com o que é designado pela t abela: são separ adas por sexo.

O dia de j ogar fut ebol é aguar dado ansiosam ent e pelos m eninos — especialm ent e os do 2o e 3o ciclos —, ainda que m uit os deles não t enham opor t unidade de par t icipar , pois o t em po é r est r it o e o núm er o de candidat os é bem m aior do que com por t a a dinâm ica do j ogo.

" Quando é o 3o ciclo no ginásio, você não vê ninguém , ninguém for a do ginásio, t odo m undo no ginásio quer endo j ogar bola, e é lógico que eu est ou lá dent r o, t am bém ” .

( Silas, 15 anos, 3o ciclo)

Muit os chegam a abr ir m ão da m er enda par a não cor r er o r isco de ficar de for a no m om ent o da com posição das equipes. O r evezam ent o de equipes ger alm ent e obedece à r egr a de um gol, m uit o com um no m eio escolar . De acor do com essa r egr a, o t im e que sofr e gol deve r et ir ar - se im ediat am ent e par a dar lugar a out r o de for a. Dessa for m a, um a falha pode significar a exclusão do j ogo e, por esse m ot ivo, os m eninos encar am com ser iedade cada j ogada e cobr am dos colegas de equipe um desem penho sat isfat ór io. Nessa per spect iva, t ant o as r egr as quant o o car át er ( com pet it ivo e r elat ivam ent e sér io) do j ogo são definidos pelas condições em que as par t idas são disput adas: pequeno espaço de t em po e gr ande dem anda por um lugar nas equipes. FARI A ( 2001a) , em est udo que enfocou o espor t e na cult ur a escolar , obser vou sit uações sem elhant es, em que r egr as, condut as e est r at égias de ocupação de espaço er am difer enciadas de acor do com o cont ext o. Diz ela:

“ Com aproxim ações e dist anciam ent os do fut ebol or ganizado/ pr oduzido em out ros âm bit os sociais, essas pr át icas nas escolas não est avam im er sas na m esm ice. Pelo cont r ár io, er am dinâm icas e se const it uíam , na pr ecar iedade da escola, a par t ir da cr iação de novas m aneir as de j ogar nas aulas de Educação Física, nos r ecr eios, nas ent r adas e nas saídas.” ( p.146- 147)

Os m ecanism os que definem os alunos que, dent re dezenas de pleit eant es, com põem as equipes de fut ebol no r ecr eio, envolvem aspect os

com o r elações de poder ( baseadas, na m aior ia das vezes, na pr evalência dos m ais velhos sobr e os m ais nov os) , laços de am izade ( as fam osas panelas) , habilidade par a o espor t e e or dem de chegada à quadr a.

Com os alunos do 1o ciclo a sit uação é difer ent e. Tant o m eninos quant o m eninas t êm dificuldade de se or ganizar par a iniciar o j ogo, e isso é usado com o pr et ext o par a que os alunos m aior es, m obilizando- se com r apidez, ocupem os espaços dest inados ao 1o ciclo. Nessas sit uações, os pequenos cost um am r ecor r er à coor denador a do t ur no par a r eiv indicar seus dir eit os:

“ Os m eninos invadem a quadr a e depois não gost am que a gent e invade, [ ...] com eçam a chegar lá e a at r apalhar o j ogo, pegam a bola e com eçam a chut ar nos out r os, daí a gent e cham a a [ nom e da coor denador a] .” ( Gabr iel, 9 anos,

1o ciclo)

“ Os m eninos gr andes, do 2 o ciclo e 3 o ciclo invadem nossa ár ea. Aí nós t em os que cham ar a [ nom e da coor denador a] só pr a deixar a gent e. Ela xinga eles e fala pra eles que aquele dia não é deles, é só nosso. Aí eles saem .” ( Ana Maria, 8

anos, 1o ciclo)

A vont ade de par t icipar do fut ebol é capaz de ger ar , inclusive, at os de “ solidar iedade” inusit ados, com o m ost r a o r elat o de um aluno do 1o ciclo:

“ Às vezes quando os m eninos do 2o ciclo e do 3o sabem que a gent e vai cham ar a [ nom e da coor denador a] , eles j ogam fut ebol j unt o com a gent e. Mas às vezes eles ensinam a gent e, por exem plo, ‘quer que eu coloco um goleir o bom lá no gol?’ Faz assim .” ( João Paulo, 9 anos, 1o ciclo)

Enquant o os m eninos ut ilizam t odas as est r at égias possíveis par a obt er um lugar no j ogo de fut ebol, as m eninas não enfr ent am esse pr oblem a. Não há disput a por vaga nas equipes, um a vez que o núm er o de m eninas da escola que gost am de j ogar fut ebol, apesar de ser bast ant e significat ivo em um a m odalidade espor t iva de dom ínio t r adicionalm ent e m asculino, é bem m enor do que o de m eninos. Est es são, quando necessár io, solicit ados par a com plet ar os t im es fem ininos, sendo ger alm ent e escalados com o goleir os.

O m at er ial espor t ivo/ r ecr eat ivo ut ilizado no r ecr eio é ger enciado por m eio de um pr oj et o que cont a com a par t icipação de t odas as t ur m as do 1o e 2o ciclos. Cr iado com o obj et ivo pr incipal de solucionar o pr oblem a do ext r avio

de bolas, o pr oj et o Recr eio Monit or ado delega aos alunos a r esponsabilidade sobr e t odo o m at er ial usado por eles dur ant e o per íodo. As t ur m as se r ev ezam nessa t ar efa, confor m e explica um a aluna:

“Por exem plo, um a t ur m a m onit or a o r ecreio por um a sem ana. Aí ela t om a cont a das cor das, das bolas, das pet ecas, das coisas em ger al. Aí eles descem dez m inut os ant es, m er endam , ar r um am as coisas, bat e o sinal do r ecr eio, dá o sinal do r ecr eio, eles r ecolhem . Fica isso por um a sem ana.” ( I sabel, 14 anos, 3o ciclo)

De acor do com um a das coor denador as, com o Recr eio Monit or ado, o pr oblem a de ext r avio de m at er ial dim inuiu significat ivam ent e, em bor a não t enha sido t ot alm ent e solucionado.

Com o os dem ais pr oj et os da escola, o Recr eio Monit or ado est á suj eit o a int er r upções por difer ent es m ot ivos. No t ur no da t ar de ele deixou de acont ecer ant es do final do 1o sem est r e, após o afast am ent o, por licença m édica, da coor denador a pedagógica r esponsável pelo pr oj et o. No t ur no da m anhã o Recr eio Monit or ado funcionou at é a gr eve, e após esse per íodo não foi r et om ado, sem que o m ot ivo fosse com unicado aos alunos.

“ Tinha isso [ Recr eio Monit orado] desde o ano passado. Ent r ou de gr eve esse ano, quando a gr eve acabou eles não volt ar am m ais no assunt o.” ( I sabel, 14 anos, 3o ciclo)

Na E. M. Hor izont es não há pr ofessor es ou coor denador es designados par a “ olhar o r ecr eio” , um a post ur a int encional da escola. Com o j á foi com ent ado ant er ior m ent e, os conflit os ent r e alunos são r esolvidos ou se “ aut o- r esolv em ” sem a int er venção de adult os6. Essa capacidade de gest ão de at r it os foi m encionada posit ivam ent e por um a das coor denador as. Ela com ent ou que cada vez m enos a coor denação é acionada par a esse fim . O único m ot ivo pelo qual as coor denador as de t ur no são solicit adas com um a cer t a fr eqüência é par a assegur ar que o dir eit o ao uso das quadr as sej a r espeit ado de acor do com a t abela est ipulada, confor m e j á foi r elat ado.

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Não pude per ceber , dur ant e os per íodos de obser vação do r ecr eio, nenhum pr oblem a significat iv o ocasionado pela conviv ência ent r e alunos dos diferent es ciclos. Nas ent r evist as, por ém , sur gir am r eclam ações a esse r espeit o. Os alunos m aior es ( 2o e 3o ciclos) queixam - se

de que os pequenos cor r em desgov er nadam ent e pelos pát ios, sem olhar par a fr ent e, o que cost um a causar t r om badas e acident es. Os pequenos, por sua vez, r elat am que cost um am ser int im idados pelos m aior es com am eaças diver sas. Reclam am t am bém que os m aior es cost um am “ fur ar ” a fila da m er enda.

A despeit o das t ensões que sur gem espor adicam ent e, a habilidade em com par t ilhar espaços é um a car act er íst ica m ar cant e da escola. At ividades desenvolvidas por gr upos dist int os acont ecem sim ult aneam ent e em espaços m uit as vezes r est r it os, sem que haj a at r it os. Um exem plo disso são as t abelas de basquet e — afixadas um a ao lado da out r a na par ede ext er na do ginásio — onde difer ent es gr upos j ogam suas par t idas sem que a int er seção ent r e os espaços sej a um pr oblem a.

Essa r elação dem ocr át ica com o espaço pode ser ilust r ada t am bém por um episódio bast ant e pit or esco pr esenciado por m im . Um a r oda de dança

br eak acont ecia no ginásio, em balada pelo som de um apar elho por t át il. Um a

um , os m eninos se avent ur avam a execut ar , no cent r o da r oda, passos da dança. At é alunos que não er am fam iliar izados com o br eak ar r iscavam suas evoluções, alguns com ser iedade, out r os invent ando, de pr opósit o, m ovim ent os esdr úxulos, par a fazer gr aça. Ninguém er a r epr im ido. Cur iosam ent e, os adept os do fut ebol não quiser am disput ar o dir eit o ao uso do espaço, t alvez