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THE DEMOCRATIC REPUBLIC OF THE CONGO

In document Sexual violence as a weapon in war (sider 38-61)

5 APPLYING THE THEORY

5.3 THE DEMOCRATIC REPUBLIC OF THE CONGO

Os tópicos desse planejamento baseiam-se na seqüência de uma aula de P.E.I.11 e expressam uma metodologia de mediação e uma prática avaliativa e reflexiva.

Os objetivos específicos buscam a explicitação da intencionalidade do professor, o primeiro critério para uma experiência de aprendizagem mediada, e

11 O Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI) de R. Feuerstein é aplicado a grupos mediante

focalizam as operações mentais e as funções cognitivas que se quer orientar mediante a atividade lúdica.

O vocabulário pertinente ao jogo e à atividade cognitiva alerta o professor para a necessidade de definir os conceitos e ajustar os seus significados no grupo, de modo a usar a linguagem como meio para organizar e expressar o pensamento: “palavra-chave” foi o termo usado junto aos alunos.

A previsão das dificuldades integra-se com as estratégias, adaptadas ao grupo e criadas pela professora ao longo do processo das oficinas. Implicam ambas em antecipar as dificuldades que os alunos irão encontrar e os recursos que poderão ser mobilizados. Para que isso seja possível, é importante que os professores pratiquem o jogo e se sensibilizem para os desafios que ele coloca.

O desenvolvimento da compreensão: é o momento do resgate do processo junto aos alunos e assim, prepara-se a finalização da atividade, orientando para uma síntese das aprendizagens ocorridas. É um momento de discussão e de partilha, no qual são retomados as dificuldades e os sucessos verificados no processo do jogo, as estratégias usadas, as regularidades encontradas e os progressos observados. Procura- se, com esse tópico, explicitar ao professor a necessidade de efetuar uma síntese e um encerramento da atividade de modo a orientar a tomada de consciência dos alunos. Este momento demanda uma reflexão por parte do professor e uma preparação prévia de perguntas e de exemplos que mobilizem para: 1) a abertura para possíveis aplicações, tendo como referencia o conhecimento construído no contexto do jogo (consistindo na mediação da transcendência); 2) a formulação de princípios generalizadores, enfocando as estruturas mais gerais, como atitudes e valores, que expressam um significado da atividade.

Anotações após a atividade: segue-se ao planejamento propriamente dito uma série de itens, que orientam o professor para uma reflexão à distância sobre a ação efetuada. Procura-se facilitar às professoras um relato, breve mas pertinente, que possa favorecer a discussão dos resultados e os novos planejamentos, ensejando a tomada de consciência por parte do professor.

4.3.4 O roteiro para análise do ato mental

Buscamos, em nosso estudo, identificar e especificar competências no sentido da orientação dos processos cognitivos dos alunos. Para propiciar a mobilização de recursos e o funcionamento intencional e produtivo dos professores nessa direção, buscamos ampliar os seus conhecimentos e a sua consciência a respeito desses processos cognitivos. Com essa finalidade, incorporamos ao planejamento usado pelas professoras um roteiro que facilita a análise da atividade cognitiva presente no jogo.

Esse roteiro foi extraído do instrumento denominado Mapa Cognitivo, idealizado por Feuerstein (1979; 1993) e usado para a avaliação e para a intervenção no contexto do L.P.A.D. 12 e do P. E. I. Esse instrumento apresenta sete parâmetros para análise tanto do processo mental como das características da atividade que é proposta aos sujeitos. Baseamo-nos no esquema que se encontra em Beltràn (1994) e em guias para aplicadores do P.E.I. formulados pelo mesmo autor. Esse esquema foi por nós adaptado para as finalidades das oficinas no sentido de promover nas professoras o conhecimento sobre os processos cognitivos dos alunos e não corresponde integralmente ao Mapa Cognitivo. O que resgatamos desse material para uso das professoras foi a sua especificação das operações mentais e das funções cognitivas. Enquanto as primeiras correspondem às formas ou estruturas mais gerais com que agimos mentalmente sobre a realidade, as segundas indicam o plano funcional dessa ação, correspondendo aos procedimentos que viabilizam as próprias operações mentais.

As operações mentais correspondem a ações interiorizadas, organizadas e coordenadas entre si, em função das quais elaboramos a informação proveniente de fontes externas ou internas (FEUERSTEIN, 1991). Aplicam-se a uma informação existente ou podem exigir a produção de novos dados que não estão imediatamente presentes. No primeiro caso, vão desde o reconhecimento e identificação de objetos,

12 O LPAD consiste num conjunto de provas reunidas por R. Feuerstein e aplicadas mediante uma

metodologia de mediação para: 1) avaliar o potencial de aprendizagem, enquanto flexibilidade das estruturas mentais e grau de modificação de conduta mediante uma orientação; 2) detectar as funções cognitivas que necessitam ser desenvolvidas. Está integrado ao seu programa de desenvolvimento cognitivo, o P.E.I.

sua localização espacial e temporal, até atividades mais complexas como comparação, classificação, seriação. No segundo caso, as operações exigem o raciocínio hipotético, silogístico, analógico ou inferencial.

As funções cognitivas exigidas pelo ato mental, cujo desenvolvimento é objeto da mediação, encontram-se discriminadas, nesse roteiro de análise, em três fases: Entrada, Elaboração e Saída. Embora as funções sejam interconectadas e interdependentes, essa divisão em diferentes fases é útil quando se trata de avaliar e de procurar corrigir as falhas ocorridas no processo. Verificamos, em muitos casos de crianças com alguma dificuldade de aprendizagem, que as deficiências nas fases de entrada e saída são mais freqüentes do que as falhas na elaboração, que é a fase mais interna do processo (a atividade propriamente endógena, para Piaget). Assim, por exemplo, a impulsividade ou a inibição da resposta, a falta de um comportamento metódico para recolher as informações, as dificuldades na orientação espacial, entre outras funções, comprometem a formulação de hipóteses para a elaboração das informações. Particularmente importantes são as funções que envolvem:

- na fase de entrada: a constância e permanência do objeto, a precisão na coleta das informações, a consideração de duas ou mais informações simultaneamente, o uso de instrumentos verbais adequados.

- na fase de elaboração: perceber o problema e defini-lo com clareza; ter uma conduta comparativa; distinguir dados relevantes de irrelevantes; elaborar categorias cognitivas.

- na fase de saída: o uso de instrumentos verbais adequados, a comunicação descentralizada, formular respostas precisas e exatas, a conduta controlada (não impulsiva nem inibida).

Com essa micro-análise do ato mental, em nossa experiência, obtemos meios para analisar os pontos mais deficientes do funcionamento cognitivo do indivíduo e para melhor situar a mediação necessária. Dessa forma, o roteiro para análise do ato mental é um instrumento que possibilita uma intervenção mais intencional ao professor. O Quadro 2 que reproduzimos abaixo mostra o roteiro de análise que foi usado nas oficinas de jogos.

QUADRO 2: Roteiro Para Análise do Ato Mental OPERAÇÕES MENTAIS (OP)

Identificação Comparação Análise Síntese Classificação Codificação Decodificação

Projeção de relações virtuais Diferenciação Representação mental Transformação mental Raciocínio divergente Raciocínio hipotético Raciocínio transitivo Raciocínio analógico Raciocínio lógico Raciocínio silogístico Raciocínio inferencial FUNÇÕES COGNITIVAS (FC)

fase de entrada (En.) fase de elaboração (El.) fase de saída (S.) 1. Percepção clara e

precisa

1. Perceber o problema e defini-lo com clareza

1. Comunicação descentralizada 2. Comportamento

exploratório sistemático

2. Distinguir dados relevantes e irrelevantes

2. Projeção de relações virtuais

3. Uso de vocabulário e

conceitos apropriados comparativa 3. Exercitar a conduta na comunicação das 3. Expressão sem bloqueio respostas

4. Orientação espacial

eficiente mental 4. Amplitude do campo ensaio e erro) 4. Respostas certeiras (sem 5. Orientação espacial 5. Percepção global (não

episódica) da realidade 5. Uso de instrumentos verbais adequados 6. Constatação da constância e permanência do objeto.

6. Uso do raciocínio lógico Precisão e exatidão na comunicação das respostas 7. Reunião dos dados

com precisão e exatidão conduta 7. Interiorização da própria visual. 7. Eficácia no transporte 8. Consideração de duas

ou mais fontes de informação.

8. Exercício do pensamento

hipotético inferencial. impulsiva. 8. Conduta controlada, não

9. Traçar estratégias para verificar hipóteses. 10. Conduta planificada 11. Elaboração de categorias cognitivas. 12. Aplicação da conduta somativa. 13. Estabelecer relações virtuais

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