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Deltakarperspektiv og opplæringsrettar

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3. Vaksenopplæring. Styringsverk, integrering og demokratispørsmål

3.1 Deltakarperspektiv og opplæringsrettar

O turismo religioso é um dos tipos de turismo mais remotos de que se tem conhecimento. Construções arquitetônicas maravilhosas, feitas com a pretensão de agradar a determinado deus são ainda hoje pontos de visitação quase que obrigatória na Itália e Grécia. Templos que tanto ontem como hoje atraem turistas no mundo todo. Vale ressaltar que os motivos turísticos em torno do mesmo ponto mudaram. Antigamente se viajava para tais templos com o objetivo de agradecer aos deuses pela boa colheita, o nascimento de um filho, a vitória de uma guerra, a cura de alguma doença dentre outras aflições. Na atualidade a visita para tais locais é de caráter exploratório. É interessante notar que das chamadas “Sete maravilhas do mundo antigo” quatro têm caráter nitidamente religioso (Grande Pirâmide de Gizé, Estátua de Zeus, Templo de Artemis e o Colosso de Rhodes).

Se analisarmos as religiões hoje mais conhecidas, como é o caso do cristianismo, islamismo, judaísmo e budismo podemos enumerar alguns lugares e crenças, especificas de cada uma.

De acordo com Silva (2004), no Islamismo temos cinco obrigações do fiel, primeira, crer em Alá e Maomé; segunda, orar cinco vezes ao dia virado para Meca (cidade santa); terceira, dar o zakat (esmola de lei); quarta, realizar jejum no

O livro sagrado é o Corão, e os fiéis obedecem ao Hadithque, que são as leis muçulmanas.

No Budismo, temos a prática da meditação como forma de alcançar o equilíbrio entre o corpo e o Cosmo. Os que alcançam os ensinamentos de Buda e seus discípulos são chamados de Sangha.

No Judaísmo, Silva (2004) destaca que não existe um conjunto de crenças e dogmas universalmente aceito por todos os judeus. Uma das concordâncias é a existência de um único deus e a adoração nas sinagogas. O monumento mais importante é o Muro das Lamentações em Jerusalém.

Por fim o Cristianismo, religião predominante no ocidente, prega a Bíblia como livro sagrado e Jesus (chamado Cristo) como profeta. Após ter sido adotada pelo império Romano espalhou-se pelos domínios Romanos, tornando-se a religião predominante na Europa, ex-colônias da América e África. Destacam-se nessa religião a peregrinação ao sepulcro de Jesus em Jerusalém, o caminho de Santiago de Compostela na Espanha, Basílica de São Pedro no Vaticano, cidade de Fátima em Portugal, dentre outras.

Wilkinson (2000) destaca outras regiões consideradas pontos de turismo religioso mundial: Templo de Ammón no Egito, Lhasa a “casa” de Dalai-Lama no Tibet, cidade de Délfos na Grécia, Olímpia berço dos Jogos Olímpicos na Grécia e Benarés/Kasi na Índia.

A diferença do turismo “convencional” para o de cunho religioso reside no fato de que no caso do turismo religioso, o turista busca contato com algum lugar considerado santo ou sagrado, nesse lugar ele acredita que terá um contato com o sagrado, o importante é o encontro da fé. Como disse Oliveira et al. (2004, pag.26) o turismo religioso “è como uma viagem de negócios: o negocio da fé”. Assim como os turistas convencionais, o turista de motivação religiosa consome também paisagem, estadia, restaurantes, transporte, segurança, ou seja, tem um conjunto de necessidades que devem ser atendidas para que ele volte numa próxima vez.

De acordo com Oliveira (2004) existem três praticantes do turismo religioso: o romeiro, o peregrino e o penitente, além dos que vão, não em busca do sagrado para si, mas para ver a busca e ação dos outros. Podemos acrescentar a essa lista

os que vão somente para participar das festas, motivados pela curiosidade e não pelo sagrado.

O romeiro é aquele que por disposição própria se desloca a determinado local sagrado, buscando consumir cultura e não fé. Pode visitar qualquer destino turístico-religioso sem se apegar a nenhum. O romeiro é motivado pela curiosidade do sagrado. No caso do peregrino, a viagem se dá no intuito de pagar uma promessa ou atender ao pedido das divindades. A promessa pode ser a viagem em si ou a participação em determinado ritual. Por fim, temos o penitente, onde o motivo da viagem é o perdão pelos pecados, normalmente por meio de sacrifícios como autoflagelo ou desapego de bens.

Considerando a modalidade de roteiro, Oliveira (2004) classifica os roteiros turísticos religiosos como sendo: O Roteiro Padrão que é a ida do lugar profano para o sagrado. Roteiro Ritual, nesta se encena a sacralidade do local através de missas e atividades do clero. Por fim o Roteiro Espetáculo, uma mistura de sagrado com o profano, essa modalidade cria toda uma infraestrutura de lazer necessária ao turismo religioso. Festivais, show, festas, bares e restaurantes, entram em cena como forma de garantir as festividades recreativas para o turista.

Devido à transversalidade do turismo, a EMBRATUR6 (Instituto Brasileiro de Turismo) criou o programa “Roteiros da Fé”, uma forma vista por este instituto de promover o turismo religioso local e enfatizar as principais romarias e festividades religiosas.

As principais festas religiosas segundo a EMBRATUR (2002) por regiões são: Região Norte:

 Círio é Nossa senhora do Nazaré, no Acre e no Pará;  Festa de São José, em Amapá;

 Padroeiro de Santo Antônio de Borba, Padroeira Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Conceição no Amazonas;

6 Autarquia especial do M inistério do Turismo responsável pela execução de polít icas nacionais de promoção, marketing e apoio a comercialização de destinos t urísticos.

 O espetáculo teatral “O Homem de Nazaré”, em Rondônia;  Romaria do Senhor do Bonfim, em Tocantins;

Região Sul:

 São Francisco da Ordem e Nossa Senhora do Pilar, no Paraná;  Gramado Aleluia e Romaria de Fátima, no Rio Grande do Sul;  Santa Paulina, em Santa Catarina;

Região Nordeste:

 Padre Cícero, no Ceará;

 Encenação da Paixão de Cristo, em Recife;

Região Centro-Oeste:

 Cavalhadas de Corumbá e Procissão do Fogaréu, em Goiás;

 Nossa Senhora da Aparecida e Via Sacra de Sobradinho, no distrito Federal;  Encontro de oração Vinde e Vede, no Mato Grosso;

 Arraial de Banho de São João, no Mato Grosso do Sul;

Região Sudeste:

 Corpus Christi, no Espírito Santo;

 Nossa Senhora da Penha, Festa de São Sebastião e Festa do Divino, no Rio de Janeiro;

 Nossa Senhora da Aparecida (maior santuário mariano do mundo) e Nossa Senhora Achiropita, em São Paulo;

Embora a EMBRATUR não tenha dado destaque, no Nordeste podemos destacar: em Alagoas, a festa de Santa Maria Madalena; na Bahia, a festa de Iemanjá e Lavagem do Bonfim; no Ceará, festa de Santo António; no Maranhão festa do Divino; na Paraíba a festa de Nossa Senhora das Neves; em Pernambuco, temos; de forma geral as festas Juninas (São João, São Pedro e Santo António) têm muitos adeptos nos estados do Nordeste.

Com a preocupação de promover o turismo doméstico e as economias locais, vários governos estaduais e municipais cientes dos impactos econômicos do turismo têm promovido campanhas publicitárias para garantir que o seu estado ou município seja a escolha pelo turista nacional ou estrangeiro.

De acordo com a OMT o turismo causa impacto em diferentes frentes e com força variada na economia. Exemplos disso é o pagamento de impostos estaduais e municipais, entradas de divisa (turista estrangeiro), salário dos trabalhadores das redes hoteleiras, restaurantes, transporte, importações e outra variada gama de impactos.

É importante ressaltar também as atividades que não servem exclusivamente para o turista, porém este se beneficia dela, como é o caso de chefes de cerimoniais (buffes), empresas de transporte, intérpretes, garçons, manobristas dentre uma série de encadeamentos posteriores. Quanto ao comércio temos um incremento nas vendas de fogos de artifícios, artesanato, cartões postais, alimentos diversos, bebidas diversas, vestimentas locais e literatura local.

De acordo com Santana (1997, Apud: Peréz 2009) os impactos do turismo se dividem em três frentes: Impactos econômicos, impactos Ambientais e impactos Culturais. Nos impactos econômicos vale ser resaltado que embora comumente haja a crença de que o turismo é sinônimo de melhorias locais, é importante

observar a possibilidade muito concreta de haver concentração de renda e violação de direitos dos proprietários iniciais das terras. Nos impactos físicos e ambientais temos as alterações provocadas na paisagem como forma de beneficiar o turismo. Por fim nos Impactos socioculturais, resultam da interação entre turista e residentes locais.

Nos impactos econômicos Peréz (2009) destaca os benefícios na balança de pagamentos do país, desenvolvimento de atividades ligadas ao turismo e por fim benefícios econômicos na região do turismo, como aumento da renda disponível, aumento das infraestruturas (principalmente de transporte) e aumento do emprego. Um ponto muito importante é a despesa que o turista tem com a sua estadia, geralmente dividida entre alojamento, transporte, alimentação e lazer (compras, teatros, shows). Como forma de realçar os impactos econômicos do turismo, Peréz (2009) destaca dois modelos de turismo que podem ser utilizados pelos gestores do destino turístico: o modelo de uma economia dependente do turismo e outro modelo dual ou poliactiva.

No modelo de dependência do turismo, a região sofre de uma maior sazonalidade e instabilidade, os ganhos podem ser apropriados no exterior do local gerador. Como exemplo, temos os grandes spas que contratam especialistas e músicos internacionais e renegam a inserção local. Nesse modelo há inflação de demanda, subdesenvolvimento estrutural e a desarticulação de produção local, estes fatos limitam o desenvolvimento local, criando uma dependência no fluxo constante de turistas e os benefícios geralmente não se traduzem em melhorias a setores externos ao turismo, não se capilariza. Outro problema que pode ser frequente em tal modelo é a perda de controle territorial dos residentes, uma não identificação da cultura local pelos residentes passando a assimilar a cultura do turista, mudanças na estratificação social, passando a ser composta por uma pequena burguesia local ligada ao setor turístico e por fim gera uma dependência na conjuntura econômica internacional favorável, sendo a única forma de garantir o fluxo de turistas.

No modelo dual ou poliactiva há uma tentativa de se desenvolver o turismo local com um link na atividade produtora da região. Nessa modelo se destaca o turismo sustentável e as cooperativas produtivas. Os arranjos produtivos locais e as

cooperativas se entrelaçam com os equipamentos turísticos e suprem as demandas de alimento, artesanato e divulgação cultural ao passo que o equipamento turístico promove oficinas de formação e qualificação da mão de obra, contrata apenas residentes locais ou na sua ausência elabora formações profissionalizantes e todo o conjunto de aspecto cultural local é evidenciado.

Nos impactos físicos e ambientais temos interação do turismo com o meio ambiente. O deslocamento de pessoas a um dado ponto gera impacto, esses podem ser positivos como a preservação de falésias e monumentos históricos, sendo uma estratégia adotada para atrair turistas ou negativos como é o caso da geração de lixo, barulho e depredação do patrimônio histórico.

A paisagem por si só não atrai os turistas, de forma geral é necessário construir infraestrutura que permita o deslocamento confortável do turista, a exemplo temos as estradas, aeroportos e hidrovias. Mas revela-se necessário a existência de certos confortos, esgoto sanitário, acomodações, alimentação, segurança e opções de divertimentos devem ser observados pelo município quando esta aposta no turismo como meio de desenvolvimento local. Cientes desta realidade, entra em cena a promoção do ponto turístico, de um lado destacam-se as belezas naturais, festas e diversão ou tranquilidade, do outro lado se destaca todo conforto que o turista poderá gozar durante a estadia.

Vale salientar que a preservação de espaços naturais para o turismo pode gerar problemas nas comunidades locais, remoções forçadas, falta de respeito a lugares considerados sagrados pela população ou de valor simbólico local que não seja comercializável (a exemplo uma árvore que representa a tradição local), são casos bastante recorrentes nas criações de equipamentos turísticos, principalmente os de grande porte que necessitam de maiores espaços.

Nos efeitos positivos dos impactos ambientais, podemos destacar o estímulo à conservação e melhoria da paisagem, esta estratégia visa atrair turistas que buscam o contato com a natureza, preservação ou recuperação de patrimônios como construções antigas ou parques de preservação ambiental. Outro ponto positivo é a maior utilização da planificação nos municípios, esta planificação é uma forma de otimizar recursos e demandas locais. Sobre os impactos ambientais negativos, temos a erosão do solo, provocada por obras de acesso ao local como as

ocorridas em beiras de estradas, aumento do lixo produzido e seu correto descarte, barulho provocado pela massa de turistas, desenvolvimento de cunho urbano não adequado à paisagem que se quer passar. Como exemplo, podemos citar um ponto turístico que remete a época colonial como é o caso do Centro Histórico em São Luis do Maranhão7 que não se casa bem com construções modernas, por fim destacamos o esgotamento de recursos locais como a água, obrigando o racionamento pela população ou o seu transporte de outras regiões.

Para evitar tais malefícios, deve-se respeitar a capacidade de sustentação do espaço. Peréz (2009, p 83) define capacidade de sustentação como sendo: “a capacidade ecológica, física, social e econômica de um destino turístico, que tenta lutar contra os riscos de sobrecarga”. Para manter a capacidade de sustentação do espaço viável, Peréz (2009) recomenda a utilização dos espaços de forma múltipla, contendo produção, conservação e lazer.

Já os impactos socioculturais do turismo são definidos como sendo a interação entre a cultura do turista e a do residente. Com o turismo há uma reestruturação econômica, política, institucional e cultural da região acolhedora. Essa interação pode ser observada na importação de tradições e costumes de um local para outro. Como exemplo tem-se o traje, relações de gênero, alimentação, bebidas, crenças dentre outras tantas influências sofridas no processo.

Peréz (2009) relata que a literatura, por regra geral, vê com maus olhos essa influência. Normalmente a cultura dominante altera e desestrutura as relações sociais locais, gerando uma homogeneização da cultura, geralmente a influenciadora é a do turista.

Porém, devemos observar que existem pontos positivos no que tange às interações, o enriquecimento cultural é sem dúvida um dos pontos mais importantes. O questionamento de estruturas de poder enraizadas nas comunidades podem também ser alteradas via influencias externas, como relações de hierarquia baseada em gênero, idade ou crença podem ser alteradas, em longo prazo, caso haja exposição prolongada. Outro destaque positivo é a preservação de aspetos culturais, como métodos tradicionais de produzir ou criar peças de artesanato e

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bijuterias, produção de calçado, confecção de trajes locais e restaurantes de comidas típicas. Esta opção por preservar a cultura local pode ser encarada como uma estratégia para a promoção do turismo centrado em turistas que queiram conhecer culturas diferentes.

Nas seções seguintes trataremos especificamente do tema turismo religioso no Ceará e em Juazeiro do Norte.

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