10. Analysen av det russiske aksjemarkedet
10.6. VAR-modell
10.6.1. Dekomponering av varians
Para visualizar quais procedimentos técnico devem ser empregados como forma de efetivação deste processo de estudo é preciso, antes de tudo, destacar a existência de um tipo de consciência interpretativa situada no interior da noção de reflexividade que se expressa através de uma linguagem que objetiva o mundo e o converte em experiência intersubjetiva (BERGER; LUCKMANN, 2008, p. 204). Deve-se, no entanto, ter claro que as palavras e as expressões não possuem o mesmo significado para todos os indivíduos, pois os mesmos
termos empregados fazem sentido de acordo com o seu contexto específico de produção (FODDY, 1996, p. 43-45).
Como forma de operacionalização deste estudo, torna-se preciso documentar os contextos concretos de produção dos sentidos estabelecidos pela linguagem dos atores. Para isso, são utilizados os seguintes instrumentos empíricos de pesquisa: um diário de campo composto pelo registro das observações de impressões contextuais, e pela documentação das conversas e diálogos estabelecidos entre os atores e o pesquisador e entre os atores com relação a outros atores situados fora do MNCR/RS, e, também, por anotações realizadas nos momentos de reunião tanto do referido movimento, quanto de instâncias mais amplas com outros atores. Ou seja, cada instância deste movimento ou reunião com demais atores foi considerada enquanto uma observação de campo com a finalidade de coleta de dados empíricos. Também foram realizadas quatro entrevistas: duas em Porto Alegre na base Cavalhada do MNCR/RS e duas entrevistas realizadas na base do município de Santa Cruz do Sul deste movimento. O critério para a escolha dos entrevistados foi o acúmulo de experiência reconhecido pelos catadores dos dois referidos grupos de base. A sondagem sobre o reconhecimento deste acúmulo de experiências se deu a partir de conversas estabelecidas com alguns catadores destes grupos.
As saídas a campo em momentos em que foram privilegiados a reflexão e o debate protagonizados pelos catadores para a pesquisa de seus processos de organização e de articulação são tratados como espaços de feedback. Estes foram estabelecidos, em sua maioria, durante as instâncias de reunião da coordenação executiva do MNCR, as quais são compostas por geralmente seis lideranças deste movimento e por dois apoiadores convidados, entre os quais me incluo, tais instâncias aqui citadas foram realizadas em Gravataí nos dias: 20 de setembro de 2009; 23 de fevereiro; 17, 24 e 27 de março de 2010. Também, faço alusão às informações empíricas obtidas no âmbito da pesquisa de campo durante a reunião de formação da equipe de formadores do projeto CATAFORTE2, composta por nove formadores, dos quais seis são catadores e três são apoiadores, entre os últimos também me incluo) ocorrida no dia 10 de abril de 2010. Deste mesmo projeto também menciono a aula
2 O Projeto de Fortalecimento do Cooperativismo e do Associativismo dos Catadores de Materiais Recicláveis
(CATAFORTE) é uma ação originada a partir de um convênio entre a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES) e a Fundação Banco do Brasil (FBB) que tem por objetivo organizar a intervenção do Estado em nível federal na reciclagem de materiais a partir de um projeto de cunho nacional que integre formação e assistência técnica. Conforme termo de referência: “O esforço inicial, nesse sentido, é para a articulação das políticas públicas existentes voltadas para o reconhecimento, apoio e fomento aos empreendimentos econômicos solidários oriundos da organização dos trabalhadores/as do setor, visando à ampliação dos direitos sociais dos catadores de materiais recicláveis” (MINISTÉRIO..., 2009, p. 3).
inaugural realizada no dia 31 de março e a interlocução com uma formanda do CATAFORTE ocorrida no dia 21 de julho de 2010. Faço referência, ainda, aos dados conseguidos durante a reunião de coordenação estadual do MNCR (composta por dois representantes das sete regiões em que o MNCR está organizado no RS3) ocorrida no dia 30 de março. Além disso, cito certos aspectos das observações de campo realizadas nos dias 5 de fevereiro; 25 e 29 de março; 6 e 7 de abril de 2010. E, por fim, faço uso dos relatórios do Encontro das 700 Lideranças do MNCR realizado em Brasília (RELATÓRIO..., 2006) e do Seminário Conquistas e Avanços na Cadeia Produtiva dos Materiais Recicláveis pelos Catadores realizado em Porto Alegre (RELATÓRIO..., 2010). Foram utilizados, de modo complementar, dois procedimentos acessórios de pesquisa: o primeiro se refere à uma reportagem antiga publicada na mídia escrita sobre a questão social pesquisada (LIXO..., 1960). E, o segundo procedimento auxiliar consiste na exposição de três imagens fotográficas tiradas durante as idas ao campo, assim como a exposição de um antigo fragmento de imagem sobre os catadores extraída da referida reportagem (Ibid.). Estas imagens foram colocadas uma ao lado da outra nas pertinentes ocasiões deste estudo. Tal procedimento auxiliar, por meio da utilização dessas imagens, tem por finalidade estabelecer paralelos de comparação das formas de ilustração de certas circunstâncias elucidativas encontradas no campo.
Foram, deste modo, coletados dados empíricos através de variados procedimentos de pesquisa tais como entrevistas, participação em diversas instâncias do MNCR/RS (executivas, estaduais e seminários), experiências de interlocução entre os grupos de catadores e junto a outros atores institucionais, documentos virtuais e impressos, diário de campo, comparação entre fotografias e imagens. Tal diversidade de procedimentos é, assim, utilizada como forma de esclarecer o contexto das relações estabelecidas nos momentos de pesquisa e também como forma de construção dos três objetos de interpretação que constituem o presente estudo: as próprias relações de pesquisa, a questão social da reciclagem e os quadros interpretativos do MNCR/RS e da rede de atores e instituições para encaminhamento político desta questão social. Objetos que compõem de modo simultâneo a reflexividade dos atores e do pesquisador, a desigualdade em termos sociais, políticos e econômicos do contexto e as possibilidades de articulação de redes sóciopolíticos entre distintos atores.
3 Nos dias de hoje os comitês regionais do MNCR são: Vale do Rio Pardo; Fronteira Oeste; Região Metropolitana de Porto Alegre e Vale do Gravataí; Norte; Centro e Serra. Sendo que os três últimos comitês encontram-se, atualmente, sem realizar reuniões entre os catadores dos municípios que os compõem.