Este último momento se desenvolverá a partir de considerações finais sobre o tema do testemunho e de uma tentativa de ressaltar pontos significativos da reflexão realizada até aqui e que são relevantes para a compreensão do termo na atualidade.
No início deste estudo foi levantado o questionamento: Quem é Testemunha de Jesus Cristo? Dessa pergunta fundamental se desenvolveu este trabalho e muitos argumentos foram levantados. Mas, para responder esta pergunta, é necessário compreender que a Testemunha por excelência é o próprio Jesus Cristo, é Dele que brota a raiz e o sentido de ser Testemunha no ontem e no hoje da História.
A partir disso, se compreende a importância deste conceito para a atualidade e o entendimento fundamental que ele não é simplesmente uma teoria, mas uma implicação prática na vida do cristão, na sua vivência eclesial e na sua atuação na sociedade. Os pontos destacados a seguir podem ajudar a compreender a importância de ser Testemunha hoje.
a. O Testemunho dado por Deus
Desde a Grécia antiga o costume de invocar os deuses como testemunha de algum acordo vem sendo utilizado e a figura divina poderia ser invocada para iluminar uma situação ocorrida e não necessariamente para garantir alianças.
No Antigo Testamento o entendimento de que o Senhor é uma testemunha pessoal do que realiza em favor dos homens vai também sendo desenvolvido e é testemunha daquilo que
acontece na história humana e também nos pensamentos do homem.
Deus testemunha em favor de Jesus quando confirma na Sua vida o cumprimento das passagens do Antigo Testamento. Nos Evangelhos, Jesus diz que se Ele der testemunho de si mesmo o seu testemunho não será verdadeiro, mas o Pai dá testemunho Dele.
Em Atos dos Apóstolos, Deus ou o Espírito ou a Escritura são sujeitos de um juízo que confirma a veracidade de determinada afirmação e Deus também dá testemunho da Palavra que era anunciada pelos apóstolos por meio de sinais e milagres que eles realizavam.
O Espírito Santo também testemunha a respeito de Jesus, e para Lucas a presença do Espírito é essencial para que se possa realizar o testemunho. Paulo afirma que o Espírito de Deus testemunha, junto com o nosso espírito, que nós somos filhos de Deus.
Segundo a Tradição Joanina, quando Jesus não estiver mais sobre esta terra, o Espírito Santo continuará o testemunho Dele, pois ele é o Espírito da verdade, ou simplesmente a verdade. E o testemunho da comunidade dos cristãos será o testemunho do Espírito a ela concedido – isso indica a compreensão que o ato de testemunhar do cristão é também uma resposta a esse testemunho divino.
O testemunho mais importante de toda da história da salvação é o testemunho de Jesus. É nele que todos os demais testemunhos encontram sua eficácia. E o maior e mais decisivo testemunho de Jesus foi o que Ele deu com sua morte na cruz, oferecendo-se a si mesmo em sacrifício ao Pai e firmando com a humanidade uma Nova Aliança. Esse testemunho permanece na história e na vida sacramental da Igreja69.
A Paixão de Cristo, segundo Adriano, é o objeto central no tema do testemunho, tornando-se o modelo para todas as testemunhas que, sofrendo como o Cristo, a Ele se configuram. Nesse sentido a vida cristã se torna uma preparação para o martírio, ou seja, a vida doada por amor a Deus a aos irmãos, e que é o seguimento mais radical, dado numa
69 Cf. ADRIANO, José. Testemunho e Martírio nas Sagradas Escrituras. RCT, São Paulo, Ano II, n. 08,
progressiva imitação até o fim e, com a morte, esta se trona perfeita70.
Deus não cessa de testemunhar o seu amor pela humanidade, por meio de Jesus Cristo e do Espírito. Aquele que ouve Sua voz ouve o testemunho que Ele dá e que convida toda a Igreja a se unir a este testemunho pela adesão ao Seu Plano Salvífico.
Assim, o primeiro e fundamental testemunho é o do próprio Deus. A iniciativa gratuita e amorosa parte Dele e chega até nós; o testemunho do homem é, então, uma resposta a esta ação divina que, dirigindo-se a nós, confirma dia a dia, na história humana, a vontade que todos possam alcançar a salvação e participem de sua vida divina.
b. O Testemunho dado sobre Deus
Desse testemunho que Deus não cessa de dar à humanidade, brota o testemunho do homem que deve ser, inicialmente, um testemunho da presença de Deus ao longo de sua história. No Antigo Testamento, o testemunho fundamental de Israel é aquele que esse Povo dá do próprio Senhor e de feitos Ele realiza em seu favor. O próprio Deus fala pelo profeta Isaías que este Povo será Sua testemunha diante de todos os povos e de seus ídolos.
Paulo exorta todos seguirem fiel e pacientemente até a morte, como fez o Messias, tornando-se também uma testemunha de Jesus. E Pedro se expressa como uma testemunha dos sofrimentos de Cristo.
Aos pés da cruz, o Discípulo Amado dá testemunho do cumprimento da missão salvadora de Cristo Jesus, levando ao entendimento de que o cristão é testemunha de Jesus e seu Mistério Salvífico. O foco desse testemunho será sempre a Pessoa e a Missão de Jesus centrado no Mistério da Pessoa do Verbo Encarnado e do Projeto Salvífico do Pai.
O testemunho sobre Deus, em especial, de Jesus e seu Mistério Salvífico deve fazer parte do anúncio dos cristãos também nos dias atuais. Não basta hoje um conhecimento
70 Cf. ADRIANO, José. Testemunho e Martírio nas Sagradas Escrituras. RCT, São Paulo, Ano II, n. 08,
teórico se este não vem acompanhado de uma coerência de vida e ação, baseada nos ensinamentos de Jesus e na prática deles no cotidiano.
c. O Testemunho como o Falar Bem de Alguém
O testemunho é um falar sobre Jesus, mas também pode ser entendido como o falar sobre outra pessoa. Esse entendimento de que o testemunho possibilita falar bem de alguém, já é usado desde o século V a.C. É certo que o termo leva a compreensão de que não é simples falar bem de alguém que se identifica com o testemunho, pois, algumas vezes o testemunho pode ser também de acusação. Aristóteles já argumentava que as convicções morais e
filosóficas que alguém possuía poderiam ser confirmadas por meio do testemunho de outra pessoa sobre ela.
No Novo Testamento, podem-se encontrar várias passagens abordando esse tema. O testemunho nos Evangelhos Sinóticos pode ser entendido como uma atestação da boa
reputação de alguém em meio à comunidade cristã. Em Lucas o povo dava testemunho das palavras de graça que saíam da boca de Jesus.
Paulo dá testemunho da generosidade dos irmãos da Macedônia. A Carta aos Hebreus traz o relato de Abel ofereceu um sacrifício e isso lhe rendeu o testemunho de que ele era justo. As Cartas de João pregam que deve-se atestar que determinada pessoa tem uma boa reputação e dar um bom testemunho sobre alguém.
Testemunhar bem dos irmãos é uma necessidade também na Igreja atual. A humanidade parece inserida em uma cultura que dá mais valor àquilo que é errado ou mal e a luta contra essa realidade está no âmago desse sentido do testemunho. Todos são santos e pecadores, mas a santidade dos cristãos deveria ser divulgada para que também se possa compreender que é possível viver e testemunhar o Evangelho nos dias atuais.
d. O Testemunho de um Objeto
Não só aos homens é reservado o direito de testemunhar. Pode-se perceber que no Antigo Testamento já se entendia que um objeto poderia ser utilizado como testemunho de uma ação realizada diante dele. No hebraico já está presente o significado de “monumento” ou de “memorial” material que atesta uma aliança.
Moisés convoca o céu e a terra como testemunhas da conclusão da Aliança. O Cântico de Moisés é um testemunho de acusação contra aqueles que se desviam dos preceitos do Senhor. Essas testemunhas não humanas são como observadores daquilo que está acontecendo ou que está sendo dito.
Nos Evangelhos Sinóticos o testemunho pode acontecer por um objeto, um
acontecimento ou uma declaração, usado como documento ou prova de algo ocorrido. A poeira dos pés dos apóstolos servirá de testemunho contra algum lugar. O ouro e a prata dos ricos, segundo Tiago, enferrujarão, e isso será um testemunho contra eles no dia do Juízo Final.
Hoje na Igreja há locais que testemunham a fidelidade dos cristãos, ou que testemunham determinados acontecimentos que nos relembram a ação de Deus na história. São lugares e coisas que devem ser preservados, mas que constituem um sinal de que o homem deve continuar sendo fiel à Aliança e ao Projeto Salvífico do Pai.
e. O Testemunho por meio de uma Experiência Direta
Na esfera jurídica, desde a Grécia Antiga o testemunho deve acontecer como consequência de uma experiência direta da pessoa que se propõe a testemunhar sobre algo. Da testemunha se exige correspondência à verdade dos fatos ocorridos e que realmente ela ateste a relação direta que teve com eles.
primeiro implica uma experiência direta, enquanto o segundo significa que o testemunho pode ser realizado porque conhece o fato ao qual está se referindo. Qualquer atestação de um fato deve ter por base um conhecimento direto.
A Tradição Lucana apresenta que o testemunho se baseia num conhecimento direto,
mas esses acontecimentos devem estar relacionados à história de Jesus, em especial, aos relacionados à Sua ressurreição. Em Atos dos Apóstolos, a pregação da Igreja irá se
basear no testemunho autêntico e obrigatório daqueles que tiveram o privilégio de ver e ouvir o Senhor Ressuscitado.
Paulo diz que o testemunho é algo que se faz por um conhecimento direto, sendo ele uma ação individual ou uma experiência comum de várias pessoas. Pedro dá seus conselhos porque ele é uma testemunha ocular da Paixão de Jesus.
Na perícope central deste estudo percebe-se que o Discípulo Amado é reconhecido como uma testemunha presencial daquilo que aconteceu com Jesus Cristo e que retoma o sentido de uma testemunha no Antigo Testamento. Ele “viu” aquilo que aconteceu com Jesus, e isso é necessário para uma afirmação fiel daquele que testemunha.
O verdadeiro testemunho de Jesus passa, então, por uma experiência direta com Ele. Hoje se reconhece que, para se ter uma vida cristã, é preciso ter um encontro com a pessoa de Jesus e, a partir daí, desenvolver o seu testemunho e uma vida que corresponda a essa experiência realizada que é capaz de transformar a existência humana.
f. O Testemunho por meio de uma Experiência de Fé
Já no grego antigo se começa a compreender que o testemunho de alguém pode se fundamentar em suas ideias e na verdade que essa pessoa possui; assim, muitas vezes a experiência da testemunha era baseada em objetos que não podem ser
Por outro lado, como foi visto, no Antigo Testamento não se reconhece o testemunho dado apenas a partir da convicção subjetiva de uma pessoa e que não pode ser verificado. Pelo contrário, o ato de testemunhar exige da testemunha um conhecimento pessoal do acontecimento. Porém, quando se trata de confirmar a divindade de Deus, esse não é um fato observável e controlável. É um fato garantido somente pela fé, que a fé apenas contempla de longe e, por isso, pode testemunhar quando não estiver cega ou surda.
Daí se chega à compreensão de que o conteúdo do testemunho é constituído de uma verdade religiosa da qual a testemunha é convicta por meio de sua própria experiência, ou seja, por uma experiência religiosa e uma certeza que ele sustenta com vigor e deseja que seja reconhecida como verdade que não é racional e que não pode ser verificada empiricamente.
Nos Evangelhos Sinóticos um acontecimento não pode ser testemunhado sem que se sinalize o seu significado e que se entenda que este só pode ser alcançado pela fé. Isso se entende sob um ponto de vista de Deus como um “fato real”, mas este se encontra em um
plano diferente dos demais fatos relacionados à história de Jesus, da Sua encarnação ao Seu sepultamento. Nesse sentido, não se pode fazer uma convalidação desse testemunho
que não pode ser constatado, mas este pode ser acreditado tendo por base uma notícia que foi dada e depois testemunhada.
Entendendo o que João apresenta como conceito de testemunha, de que o que vê pode enxergar mais plenamente quando a historicidade de Jesus é somada à experiência de fé, Adriano apresenta que, a cada tempo, podem se constituir novas testemunhas, como pessoas que professam e transmitem a fé, e trazem a ela outras pessoas, dando testemunho daquilo que Jesus foi e apresentando seu significado Salvífico. Esse entendimento do ser testemunha amplia a visão da Igreja e de sua missão no mundo de hoje71.
Paulo afirma que seu anúncio não é baseado em um testemunho ocular como o dos
71 Cf. ADRIANO, José. Testemunho e Martírio nas Sagradas Escrituras. RCT, São Paulo, Ano II, n. 08,
demais apóstolos, mas na verdade acolhida pela fé e propagada com um empenho pessoal. Paulo será testemunha de Jesus, proclamando seu Mistério e exortando a que se tenha fé Nele. Quando o testemunho acontece por uma verdade revelada e acreditada, ele passa a ser identificado como uma profissão de fé realizada pelo missionário, e isso vai se tornar o centro da vida e da proclamação realizada pelo apóstolo.
Aquele que testemunha viu o objeto do seu testemunho não somente com os olhos, mas com uma visão interior, contemplativa, que vê os fatos históricos unidos à realidade salvífica que os transcende, onde a verdade é conhecida pela fé. Ao mesmo tempo esse testemunho é um convite a crer, como apresenta João.
Compreende-se que um testemunho se baseia numa experiência direta de um acontecimento, mas que esse acontecimento pode ser um dado da revelação alcançado somente pela fé. Nesse sentido, Paulo é uma testemunha mais próxima dos cristãos de hoje, pois ele não viveu com Jesus, mas a sua experiência de fé o fez testemunhar.
Assim, os cristãos de hoje podem e devem testemunhar Jesus mesmo sem tê-Lo visto, mas essa ação exigirá uma experiência de fé com a Pessoa de Jesus que acontece no hoje e que sustenta suas palavras e ações.
g. O Testemunho como Memorial
O significado primeiro do termo “testemunho” no grego deriva ou do ato de fazer memória ou de um acontecimento que exige uma reflexão. Então, já se pode partir de um dado importante para a compreensão de que, para dar um testemunho fidedigno é preciso antes de tudo ter uma experiência com aquilo que se quer testemunhar.
Não se pode falar daquilo que não se conhece ou daquilo com que não se teve contato. Esse princípio fundamental deve reger a ação de dar testemunho. É preciso recorrer aos fatos como aconteceram, buscando uma reflexão sobre eles sem acrescentar nada que possa
desvirtuar o acontecimento fundante, ou seja, aquilo que marca seu início.
Esse acontecimento fundante pode, no entanto, ser positivo como algo que nos agrada, uma experiência de fé, um gesto de caridade que recebemos: assim, o ato de testemunhar pode se tornar uma afirmação desse determinado acontecimento. Por outro lado, pode também ser negativo como um acontecimento trágico, uma desilusão com alguém, um ato de injustiça que se presencia; então o ato de testemunhar virá como uma forma de negação de tal acontecimento e a busca de que ele seja reparado.
De certa forma, a ação do testemunho traz presente tal acontecimento e, como afirma Platão, o que foi experienciado ficará evidente através do testemunho de uma pessoa. Aquilo que só ela (ou algumas pessoas) vivenciou poderia ser ampliado e atingir várias pessoas, fazendo com que elas, também, mesmo que de outro modo, tenham contato com aquilo que foi o objeto desse testemunho.
Já no Antigo Testamento, o termo “testemunho” é utilizado para colocar em evidência ou relembrar um evento específico ou um grande feito. O povo ou alguns homens são
motivados para relembrar algo que foi firmado anteriormente, como a Lei do Senhor ou uma indicação do profeta.
No Novo Testamento, o Evangelho de João relata que o Discípulo Amado dá testemunho das coisas que aconteceram com Jesus e por isso as escreve como um memorial daquilo que foi a vida e a missão de Jesus.
Esse é um dado relevante para o testemunho cristão. Alguém só pode testemunhar sobre algo, seja este interior (abstrato) seja exterior (concreto) se ele fizer uma “experiência” com esse determinado objeto e, a partir daí, pode relatar isso a outros. Os dados armazenados em sua mente agora são expostos e se tornam capazes de até gerar uma nova experiência – semelhante (não igual) – em alguém, como no caso de uma experiência de fé.
Mistério Pascal de Cristo. Então, pode-se entender que a ação litúrgica torna-se, na atualidade, um “testemunho” desse Mistério para aquele que o celebra e se integra nele e a indicação de que Cristo continua presente e atuante na história e a santifica de maneira eficaz pela ação sacramental de Sua Igreja.
Trata-se de uma ação do Espírito, pois, de acordo com esse argumento, Ele é que possibilita ao cristão fazer memória dos acontecimentos ocorridos na economia da salvação. O próprio Jesus diz que o Espírito recordará aquilo que foi anunciado e ensinará outras coisas novas, isto é, possibilitará novas experiências. Assim, tanto aquilo que foi recordado como aquilo que foi vivenciado a partir de então poderão ser objeto do testemunho.
h. O Testemunho com Palavras
Em um inquérito judicial, o testemunho deve ser dado livremente e sem constrangimento, imposição ou tortura que possam interferir naquilo que se queira dizer e que deve corresponder à verdade de fato.
No Antigo Testamento, o testemunho se pauta em dois pontos fundamentais: o conhecimento de algo que aconteceu e o relato de tudo o que é de seu conhecimento. Assim, a experiência do testemunho se une àquilo que define o ato da comunicação, isto é, o “dizer”. O profeta Isaías vai argumentar que aquele que crê professa a sua fé por palavras, e isso pode ajudar outros a aderirem a essa fé.
Nos Evangelhos Sinóticos o testemunho é reconhecido como o depoimento do fato determinante e a atenção ao seu valor, no qual se acredita, se professa e torna público. O Evangelho do Reino deverá ser pregado em todo o mundo, como testemunho para todas as nações. São os apóstolos e os discípulos que foram enviados por Jesus para serem suas testemunhas que proclamam esta mensagem.
do mundo, enviado pelo Pai. A testemunha no Apocalipse é aquele que atesta, pelo anúncio, a verdade do Evangelho.
Assim, pode-se refletir que o testemunho se dá pelo anúncio de Jesus Cristo. Na atualidade isso permanece uma urgência, tanto que a Igreja não cessa de incentivar uma Nova Evangelização em todos os lugares. As palavras devem partir daquele que tem fé e se compromete a levar a fé aos demais, como um convite a aderir à salvação, mas nunca como uma imposição de ideias. Em especial, hoje se entende que as palavras do testemunho devem fazer parte de um diálogo em que todas as partes devem ser ouvidas.
i. O Testemunho com Ações
Epiteto, filósofo grego, já argumentava que nas horas difíceis, em que as palavras não são ditas, a ação de uma pessoa dá testemunho sobre a verdade de um ensinamento que ela apresenta. Mesmo que não modo totalmente semelhante ao filósofo citado, Isaías apresenta que a maneira de agir e o sacrifício da existência humana podem depor em favor do Deus Vivo, apontando para uma ação missionária junto aos gentios.
O homem que é curado por Jesus, no Evangelho, deve oferecer um sacrifício como testemunho de que a cura aconteceu conforme pedem os regulamentos de Moisés. Na Carta aos Hebreus, compreende-se que as pessoas se tornam testemunhas por uma fé que professaram com as suas vidas e suas ações.
As obras que Jesus realiza são, para os homens, um testemunho de que Ele foi enviado pelo Pai. As curas, os milagres, os atos de misericórdia, são um testemunho de que Jesus se