2 Forskningsteori
2.2 Tidligere forskning
2.2.3 De multidimensjonale hensyn
Locais visitados: Fortaleza de São José (Ilustração 10), à beira do rio Amazonas; barracão da Comunidade Negra local, no qual presenciamos uma importante manifestação cultural – o Marabaixo; o Museu Sacaca de Desenvolvimento Sustentável localizado na sede central do IEPA - Laboratório de Plantas Medicinais: e campus do IEPA; Mercado de Produtos da Floresta; sedes das Associações Indígenas e o Quilombo do Curiaú.
Ilustração 10: Na chegada a Macapá atividade cartográfica na Fortaleza de São José
Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá Laboratório de Plantas Medicinais:
A integração do homem ao meio ambiente é o eixo em torno do qual se desenvolve o trabalho do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá - IEPA. O programa de Zoneamento Ecológico-Econômico (Ilustração 11) centra-se nesse princípio ao identificar as características e o potencial de cada região. O PDSA entende ser essa a base para a ocupação racional e exploração econômica sustentável.
Ilustração 11: No Museu Sacaca mapa retratando os resultados do Zoneamento Ecológico- Econômico
No laboratório de pesquisa, o IEPA, através do seu Centro de Plantas Medicinais e Produtos Naturais, testa o potencial científico das plantas e, quando comprovado, são fabricados medicamentos a partir dos princípios ativos naturais.
O Centro também desenvolve projetos de construção de hortos medicinais caseiros, escolares e comunitários e os museus "Waldemiro Gomes" e "Costa Lima" documentam e repassam para a comunidade o resultado do trabalho. O esforço é de integrar a ciência e a tecnologia à realidade local, levando em consideração os aspectos econômicos, sociais e culturais.
Temas para reflexão – específicos para os temas relativos ao IEPA:
Quais os avanços alcançados na tecnologia de alimentos?
Em que medida as pesquisas do IEPA tem sido realizadas no sentido de fazer valer as vantagens comparativas do Amapá?
Como o IEPA trabalha a questão do conhecimento das populações tradicionais?
Qual a relação com as comunidades tradicionais?
Aspectos sócio-econômicos da produção de fitoterápicos.
Relação entre a pesquisa desenvolvida pelo Instituto e a política de saúde do Governo do Amapá
Relação entre as atividades desenvolvidas pelo IEPA e o acesso da comunidade local aos produtos e serviços do Instituto.
Há avanços na pesquisa de fiterápicos promovidos pelo Instituto? Que avanços tecnológicos têm sido alcançados pelo IEPA?
Como esses avanços têm se traduzido na melhoria da qualidade de vida da população?
Quais são as principais áreas de atuação do Instituto? Quais os principais problemas?
Ao observar a sala do Zoneamento Ecológico e Econômico, o que se revela sobre o Estado do Amapá? Liste suas observações.
Registre também suas impressões mais subjetivas:
Campus do IEPA/Fazendinha
Os alunos e alunas assistiram a palestras sobre tecnologia de alimentos, fitoterápicos e biopirataria. Os temas prioritários abordados nas palestras giraram em torno das pesquisas realizadas no IEPA e que se utilizam das vantagens comparativas do Amapá. Além disso, os temas: Etnobiodiversidade e Biopirataria também foram abordados.
Foram apresentados ainda o Zoneamento Ecológico e Econômico (ZEE)66 do Estado do Amapá e o Gerenciamento Costeiro (GERCO)67.
66 Instrumento técnico de informação destinado a subsidiar o planejamento e a gestão territorial.
67 Trabalho de ordenação da costa do Amapá nos seguintes setores: Setor Amazônico ou Estuarino e Setor Atlântico ou Oceânico (limitados naturalmente pelo Rio Araguari).
Associações dos Povos Indígenas e Casa do Índio:
Existem no Amapá cinco Terras Indígenas homologadas pela FUNAI: Uaçá, Galibi, Waiãpi, Juminá e Parque Indígena do Tumucumaque. Na cidade de Macapá estão várias sedes das Associações desses grupos, que tratam de questões políticas e da comercialização dos produtos das comunidades. Para preparar os alunos e alunas para essa atividade, entre outras coisas, solicitamos a leitura do texto: “A Demarcação das Terras e o Futuro dos Índios no Brasil” do antropólogo Beto Ricardo.
• APITU – Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque. • APIO – Associação dos Povos Indígenas do Oiapoque.
• APINA – Conselho das Aldeias Waiãpi.
Tarefas propostas no caderno de campo – específicas para as lideranças indígenas:
Cada grupo deve realizar pelo menos duas entrevistas para obter informações sobre:
As principais atividades econômicas tradicionais e as novas atividades que têm surgido como alternativa para geração de renda.
Os principais problemas do grupo.
A relação com o Órgão Indigenista Oficial – a FUNAI. A situação geral da população indígena do Amapá.
Participação das Associações nas decisões sobre temas que os afetam.
A criação das Associações. A participação dos jovens.
As técnicas de cultivo e de extrativismo. O manejo dos recursos naturais.
A existência do garimpo e os riscos socioambientais
O Programa de Educação Indígena do PDSA e o Programa de Saúde. Incorporação das propostas desses grupos na Agenda positiva do Estado.
Mercado de Produtos da Floresta
Neste local há venda de produtos feitos a partir do conhecimento popular sobre as plantas e ervas da Amazônia, tendo como carro-chefe os produtos derivados da castanha do Brasil. (Ilustração 12)
Tarefas propostas no caderno de campo - específicas para a observação do Mercado:
Descrição detalhada dos produtos
Relato das suas impressões. O que mais lhe chamou a atenção? Observação: Há uma riqueza de informações neste local. Fique atento às cores, aos cheiros, às ervas, aos produtos medicinais.
Descubra que produtos são esses, para que servem? Aprofunde suas observações. Envolva-se com o ambiente.
Quilombo do Curiaú
Ilustração 13: Quilombo do Curiaú a construção da identidade a partir de fortes laços entre os membros das comunidades.
Foram realizadas visitas às Comunidades quilombolas de Casa Grande, Curiaú de Dentro e Curiaú de Fora. As discussões propostas: identidade étnica, implantação de alternativas econômicas para a comunidade (ecoturismo); avanços e retrocessos quanto à participação da comunidade nos processos que envolvem a criação da APA do Curiaú em área ocupada pelo quilombo.
Questões propostas no caderno de campo - específicas sobre a comunidade quilombola de Curiaú:
O projeto de ecoturismo e o de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) representam um benefício para a comunidade?
A comunidade participou e/ou foi consultada quanto à implantação da APA?
Participou ou tem participado da elaboração do zoneamento da área? Quais os principais problemas relacionados a sua especificidade cultural?
Existem escolas que abordem questões específicas da comunidade negra?
Há uma organização política da comunidade? Em torno de que questões?
Podemos perceber algum elemento de agregação do grupo? A luta pela terra pode ser considerada um elo entre eles?
Qual é a situação legal das terras da Comunidade? Existe título? Em nome de quem?
Como surgiu a comunidade?
Caso haja lideranças do Movimento Negro do Estado do Amapá, procurem descobrir em que medida a luta dos quilombolas está inserida na luta dos negros urbanos, como eles tratam a questão do direito a terra, da organização, da representatividade frente aos movimentos urbanos etc.
3.5.2. RDS do Rio Iratapuru e Laranjal do Jari