5. Diskusjon
5.2 De kvinnelige engleinvestorene sine nettverk
Após realizar a organização dos dados e informações contidas nos questionários preenchidos pelos professores, os mesmos foram criteriosamente analisados e os resultados descritos a partir das inferências fiéis às respostas dos sujeitos da pesquisa. Cabe ressaltar que, ao analisar os escritos dos professores, a fim de preservar o anonimato desses participantes, mantendo a ética em pesquisa com humanos da área de saúde, atribuíram-se códigos para cada questionário, ou seja, a letra do alfabeto “P”, para designar os professores, e os números de “1 a 28”, que indicam o número de sujeitos respondentes do questionário. Exemplo: P1, P2, P3 e assim sucessivamente.
Nesse último momento metodológico, agruparam-se os dados por respostas e analisaram-se sob a ótica dos métodos quantitativo e qualitativo. Utilizou-se o método quantitativo para a organização e análise dos dados relacionados às perguntas fechadas, mais notadamente, às questões referentes ao Bloco 1, com relação ao PERFIL DO USUÁRIO,
atendendo ao objetivo específico (OE a) e às questões do Bloco 2, sobre NECESSIDADES E USO DA INFORMAÇÃO, que atendem ao objetivo específico (OE b). Analisaram-se e discutiram-se os resultados através de inferências percentuais e estatísticas básicas, demonstrados através de gráficos e quadros.
Para analisar as perguntas abertas, concernentes ao Bloco 3, sobre a SITUAÇÃO RECENTE DE USO DA INFORMAÇÃO, empregaram-se abordagens do método qualitativo fazendo-se a análise de conteúdo, com base nas categorias de análise de Bardin (2000). Sendo assim, é necessário entender a seguinte definição de Análise de Conteúdo:
Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens. (BARDIN, 2000, p. 42)
Segundo Bardin (2000), as diferentes fases da análise de conteúdo organizam-se em torno de três polos cronológicos: a pré-análise; a exploração do material; e o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação. A pré-análise é a fase de organização propriamente dita, correspondendo a um período de intuições, que tem como objetivo tornar operacionais e sistematizar as ideias iniciais, de modo que conduza a um esquema preciso do desenvolvimento das operações sucessivas, num plano de análise. Já a exploração do material, é a fase de análise propriamente dita, correspondendo à administração sistemática das decisões tomadas, caso as diferentes operações da pré-análise tenham sido concluídas, convenientemente. Esta fase é considerada, pela autora, longa e fastidiosa, por consistir de operações de codificação, desconto ou enumeração, em função de regras previamente formuladas. Por fim, o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação é a fase em que os resultados brutos são tratados de maneira a serem significativos, ou seja, falantes e válidos. Nessa fase, são feitas operações estatísticas simples ou mais complexas que permitem estabelecer quadros de resultados, diagramas, figuras e modelos, os quais condensam e põem em relevo as informações fornecidas pela análise.
Na realidade da pesquisa, a pré-análise constituiu a leitura de todos os questionários com a observação das respostas, a identificação daquelas que foram dadas, incompletamente, fora do contexto da pergunta, dentre outras. Nessa fase, realizou-se a digitação de todas as respostas do questionário, para uma melhor utilização das mesmas nas próximas duas fases. Na exploração do material, começou-se a refletir como essas informações seriam descritas, de forma a torná-las mais compreensíveis aos leitores da pesquisa; como esses dados seriam
tratados e expostos para serem melhor assimilados. A última fase, que envolve o tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação, foi exatamente onde entrou a participação mais apurada da pesquisadora, que interagiu com os dados, interpretando-os, de tal forma que deu significados mais sólidos, contextualizados e interconectados com os pressupostos científicos que nortearam a pesquisa. Pode-se, ainda, acrescentar que essa fase englobou a análise feita, conforme interpretação pessoal da pesquisadora com relação aos dados obtidos na pesquisa, o que não teve como ser feita de forma neutra. São essas interpretações do pesquisador que contribuem para a geração de novos conhecimentos científicos.
Após realizar essas três fases da análise de conteúdo, cabe refletir o pensamento da autora, ao afirmar que a maioria dos procedimentos de análise organiza-se em redor de um processo de categorização. Categorização essa que se utilizou na análise dos dados dessa pesquisa, e, portanto, nesse momento, define-se categorização segundo Bardin (2000, p. 117), como:
[...] uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos. As categorias são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos (unidades de registro, no caso da análise de conteúdo) sob um título genérico, agrupamento esse efetuado em razão dos caracteres comuns destes elementos.
Ainda neste enfoque, é importante analisar as afirmações de Richardson (1999), quando recomenda que a aplicação metodológica da técnica de análise de conteúdo seja feita a partir da classificação e agrupamento de categorias objetivas, sistemáticas e relacionadas com a fundamentação teórica da pesquisa. Seguindo este raciocínio, com a mesma opinião, Minayo (1994) recomenda a utilização da técnica de análise de conteúdo pelo processo de categorização.
Com base nos autores citados, para a análise dos dados utilizou-se a Técnica de Categorização presente na Análise de Conteúdo de Bardin. Assim sendo, justifica-se a utilização da análise de conteúdo, com as categorias situação-lacuna-uso do modelo Sense-
Making, interligando-as às perguntas do questionário referentes ao Bloco 3 (3.1 a 3.6 e 4),
sobre a SITUAÇÃO RECENTE DE USO DA INFORMAÇÃO, estabelecendo relações com os objetivos específicos (OE b; OE c; OE d).
Enfim, ao final da pesquisa, atendendo ao último objetivo específico (OE e), propõem-se sugestões que podem contribuir para a melhoria do desempenho dos professores em suas práticas docente e pedagógica.
Após o conhecimento da metodologia da pesquisa, parte-se, neste momento, para os capítulos seguintes, onde se abordaram os temas relacionados com a pesquisa desenvolvida nessa dissertação.
4 CONTEXTO HISTÓRICO DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
O presente capítulo teve como objetivo principal apresentar uma breve descrição sobre os fundamentos teóricos da Ciência da Informação (CI), abordando temas que perpassam pelos visionários Otlet e La Fontaine; o surgimento da CI e seu objeto de estudo, a saber, a Informação; a relação intrínseca existente entre a informação e o conhecimento; e por fim, a relação entre a CI e Estudo de Usuários.