4. Analyse og funn
4.1 Å leve med kjønnsbarrierer
Neste item apresentam-se às informações referentes ao perfil do usuário médico e dos integrantes do Colegiado Gestor, obtidas através da aplicação dos instrumentos de coleta de dados, questionário e entrevista, respectivamente. Perspectivando uma melhor identificação e visualização das características dos profissionais médicos participantes da pesquisa, houve a necessidade de apresentar no Quadro 12, as informações obtidas do Bloco 1 do questionário, relativas à “idade”, “sexo”, “estado civil”, “nível de escolaridade”, “especialidade”, “tempo de atuação no PSF” e “atendimento fora do PSF”, a fim de facilitar o procedimento de análise e discussão dos dados e a configuração do Objetivo Específico 1 “Traçar o perfil dos médicos vinculados ao Programa de Saúde da Família do Distrito Sanitário III”.
MÉDICOS IDADE SEXO ESTADO CIVIL ESPECIALIZAÇÃO ATUAÇÃO NO PSF ATENDIMENTO FORA DO PSF
M1 33 F Divorciada Terapia Intensiva (M) 05 Não
M2 63 M Casado Clínica Médica (G) 11 Não
M3 50 F Casada Med. Preventiva (E) 04 Não
M4 56 F Casada Saúde da Família (E) 08 Não
M5 58 F Casada Pneumologia (E) 09 Hospital
M6 60 F Divorciada Ginecologia (E) 06 Consultório
M7 56 F Casada Ginecologia (E) 06 Hospital
M8 63 F Casada Saúde da Família (E) 07 Não
M9 39 M Casado Ginecologia (E) 06 Hospital
M10 26 F Solteira Clínica Médica (G) 01 Não
M11 54 F Divorciada Clínica Médica (G) 12 Hospital
M12 64 F Casada Ginecologia (E) 09 Não
M13 41 F Solteira Dermatologista (E) 04 Hospital
M14 79 M Casado Pediatra (G) 04 Não
M15 62 M Casado Clínica Médica (E) 01 Hospital
M16 31 F Solteira Saúde da Família (E) 04 Não
M17 50 F Casada Saúde da Família (E) 05 Hospital
M18 60 M Casado Clínica Médica (G) 04 Não
M19 64 F Divorciada Clínica Médica (E) 12 Não
M20 56 F Casada Saúde da Família (E) 08 Hospital
M21 64 M Casado Pediatria (E) 07 Não
M22 59 F Divorciada Clínica Médica (G) 11 Não
M23 50 F Casada Pediatria (E) 05 Não
M24 28 F Solteira Clínica Médica (G) 02 Não
M25 34 F Casada Saúde da Família(M) 09 Hospital
M26 62 M Casado Clínica Médica (E) 06 Não
M27 55 F Casada Pediatria (E) 08 Hospital
M28 - F Casada Pediatria (E) 07 Não
Quadro 12: Perfil dos Usuários.
Nota: G = Graduação E = Especialização M = Mestrado D = Doutorado Fonte: Dados da Pesquisa / 2009.
O grupo amostral, composto de 28 médicos, sendo sete (25%) do sexo
masculino e 21 (75%) do sexo feminino, apresentou, também, resultados
diferenciados no que diz respeito à média de idade dos homens, o equivalente a sessenta e um anos e três meses (61,3), enquanto que nas mulheres a média de idade corresponde a quarenta e nove anos e quatro meses (49,4).
Diante das variáveis apresentadas, observa-se claras diferenças no perfil dos usuários pesquisados, que houve um maior predomínio no número de profissionais médicos do sexo feminino em detrimento aos profissionais do sexo masculino, o que demonstra uma possível identificação e atração das mulheres por atividades de cunho social e de natureza intimamente relacionada ao cuidar, ao tratar e ao dar assistência e atenção básica em saúde ao ser humano. Em linhas gerais, pode-se afirmar que na sociedade vigente é perceptível a redução nas funções da mulher no que tange à maternidade e a dedicação ao lar e notório a crescente ocupação da figura feminina em setores antes permeados, apenas, por profissionais do sexo masculino, o que corrobora os dados da pesquisa de Albuquerque, Oliveira e Ramalho (2009).
Em relação à idade dos médicos, observa-se que os profissionais do sexo masculino possuem uma média de idade elevada em se comparando com os profissionais do sexo feminino, isto nos trás à tona a concepção sobre a diferença de acesso ao processo de ensino-aprendizagem existente, ao longo dos tempos, entre homens e mulheres e, neste sentido, a medicina era um curso, provavelmente, freqüentado e voltado, em sua grande maioria, para o publico do sexo masculino. Segundo os pesquisadores paraibanos, pode-se atrelar este fato ao argumento que os profissionais de medicina do sexo masculino possuem idade mais elevada devido estes atuarem a mais tempo e com mais experiência nas ações e nos serviços públicos de saúde. (ALBUQUERQUE; OLIVEIRA; RAMALHO, 2009).
Quanto ao “estado civil”, detectou-se uma variação significativa em relação
à condição social dos médicos(as) participantes da pesquisa: 67,8% afirmaram ser casados, 17,8% divorciados(as), 14,3% solteiros(as) e nenhum profissional se inseriu na categoria de viúvo ou separado, judicialmente. Estes resultados nos levam a acreditar que o profissional de medicina, ser social, emocionalmente equilibrado e capaz de transmitir à comunidade e aos pacientes em geral, confiança, segurança e status, tidos como indicadores qualificados, valorizados e prestigiados na sociedade contemporânea, conseguem, com veemência, despertar a atenção e a aceitabilidade
de muitas pessoas, o que pode vir a justificar o elevado percentual de médicos(as) casados(as). Valendo-se, novamente, do referencial teórico pesquisado sobre esta temática, pode-se afirmar que os ideais relativos ao matrimônio entre os profissionais de medicina, geralmente são superiores aos 50%, conforme constatação de estudo realizada com médicos de PSF, nas mesmas condições sociais e profissionais dos pesquisados. (ALBUQUERQUE; OLIVEIRA; RAMALHO, 2009). Evidencia-se, então, que há uma apreciação e valorização das comunidades médicas pesquisadas pela união matrimonial e, provavelmente, pela constituição de uma família.
No tocante aos percentuais, abaixo dos 50%, referentes aos médicos(as) divorciados(as) e solteiros(as), que optaram por não estar casados ou que preferiram não casar, o pesquisador, destaca, que pode ser uma tendência natural do homem, com boas condições econômico-salariais e que não demonstra interesse pelo o enlace matrimonial ou que não prefere ter envolvimento afetivo e compromisso sério com outra pessoa. Os ideais de liberdade, bem como a não responsabilidade de querer constituir uma família se dispunham, também, como opção para o grupo de médicos pesquisados.
Sabendo que o profissional de medicina necessita, abundantemente, de informações e que a sociedade em geral prioriza, cada vez mais, os profissionais com domínio de conhecimentos atualizados e capacitados para o exercício digno das exigências do homem moderno, procurou-se saber, dos médicos pesquisados
“Qual era o seu nível de escolaridade” e obteve-se como respostas os seguintes
percentuais: 7,2% afirmaram ter concluído o curso de mestrado, 67,8 concluíram o curso de pós-graduação em nível de especialização e 25% possuem apenas o diploma de graduação. Registra-se que nenhum médico investigado possui o diploma de doutorado. Os dados apresentados revelam que há uma preocupação, da grande maioria de médicos, (67,8% mais 7,2%), em se qualificar, em buscar novos conhecimentos em cursos de pós-graduação lato sensu e até stricto sensu, reafirmando o fato que estes profissionais estão condicionados e habilitados a atenderem as exigências da profissão e da sociedade.
Quanto ao contingente de médicos com apenas graduação (25%), pode-se deduzir e relacioná-los à falta de oportunidade, combinado com a carga excessiva de trabalho e a ausência de tempo para se dedicar aos estudos ou pela formação recente, caso dos informantes M10 e M24, que, ainda, buscam uma estabilidade
financeira no mercado de trabalho.
Seguindo a tese que a informação é uma ferramenta importante e pertinente para a formação e capacitação do homem, podendo lhes render melhorias ao seu perfil social e profissional, questionou-se ao grupo de médicos pesquisados sobre
“Qual a especialidade destes profissionais”, perspectivando conhecer a área em
que desempenham suas atividades. Observou-se, após este questionamento, que todos os pesquisados afirmaram ter habilitação especifica em uma determinada área e que são inúmeros os campos de atuação particular destes profissionais, identificando, desta forma, que o processo de saúde/doença humana pode ser compreendido e tratado nas Unidades de Saúde da Família por uma gama de médicos especialistas, como: nove Clínicos gerais, seis Médicos de Saúde da Família, cinco Pediatras, quatro Ginecologistas, um Pneumologista, um Dermatologista, um Terapeuta Hospitalar e um com especialidade em Medicina Preventiva, perfazendo assim, um total de 28 médicos disponíveis para a população vinculada ao Distrito Sanitário III, da cidade de João Pessoa, Paraíba.
No que diz respeito ao “Tempo de atuação destes profissionais no
Programa de Saúde da Família”, os dados revelam uma média de participação de
seis anos e cinco meses (6,5), tempo suficiente, acredita-se, para conhecer a filosofia de trabalho preconizada pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 1998) para os profissionais de medicina, para desempenhar atividades práticas e informacionais de saúde/doença no contexto das Unidades de Saúde da Família e desenvolver, principalmente, conforme destaca Albuquerque, Oliveira e Ramalho (2009), ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, de forma integral e continua, atendendo, deste modo, sempre que possível a demanda e as necessidades de intervenções médicas e de informação em saúde do indivíduo e de toda sua família.
Ao serem indagados sobre o “Exercício profissional da atividade médica fora do ambiente das USF”, obteve-se como resposta que um participante, (3,6%),
afirmou desempenhar a função médica em consultório, 10 participantes, (35,7%), confirmaram que exercem, plenamente, as atividades e intervenções médicas na rede hospitalar e os demais, cerca de 17 profissionais, (60,7%), negaram, totalmente, a possibilidade de executarem ações e atividades de cunho médico fora do ambiente das Unidades de Saúde da Família. Os resultados apresentados, superior aos 60%, podem estar ligados ao fato de que o profissional de medicina, como os demais integrantes da equipe de multiprofissionais do Programa de Saúde
da Família, tenham que cumprir uma carga horária de 40 horas semanais, o que, provavelmente, justifica o não envolvimento da grande maioria dos médicos com outras atividades fora do contexto das unidades de saúde.
Convém informar, após observações do pesquisador, que os médicos vinculados ao PSF e que empregam seus conhecimentos teórico-práticos nas Unidades de Saúde da Família, do Distrito Sanitário III, demandam de um grande volume de informações para satisfazerem suas necessidades e superar as barreiras e/ou obstáculos surgidos, cotidianamente, no ambiente das USF. Há de se destacar que o cotejo destas informações com os dados obtidos, anteriormente, através de pesquisa desenvolvida por Albuquerque, Oliveira e Ramalho (2009), junto aos profissionais de medicina, do Distrito Sanitário V, permitiram o pesquisador constatar e revelar que os médicos atrelados ao PSF, mantêm-se, potencialmente, em estado de compartilhamento, de assistência e de orientação para família e toda comunidade, carecendo, desta forma, de tempo e de um grande esforço para gerenciar e disseminar conhecimento qualificado e buscar informações relevantes, que satisfaçam as suas necessidades e sejam úteis ao atendimento dos seus pacientes nas USF.
Com isto, pode-se afirmar que a extensa carga horária e o intenso volume de informações demandadas e utilizadas pelos médicos no desenvolvimento de suas atividades, no contexto do Programa de Saúde da Família, transformam-se, ao longo dos tempos, em barreiras e/ou obstáculos, que impedem estes profissionais de se dedicarem e assumirem, efetivamente, outros compromissos médicos fora do ambiente das USF. Embora estas dificuldades sejam freqüentes na vida dos profissionais de saúde vinculados ao PSF e que não vêem possibilidades de sanar ou alterar esta situação, surge, como alternativa de minimizar o déficit de acesso à informação e melhorar a interação comunicacional entre os médicos das USF com a coordenação do Distrito Sanitário III e com Secretaria Municipal de Saúde, os integrantes do Colegiado Gestor.
Segundo contato, feito através de entrevistas, do pesquisador com os integrantes do Colegiado Gestor, este órgão, considerado uma extensão administrativa, organizacional e técnica da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de João Pessoa, é responsável pela descentralização e gerenciamento de informações e ações de saúde para todo o território pertencente ao Distrito Sanitário III. Quanto aos integrantes do Colegiado Gestor, composto de dois assistentes
sociais, um farmacêutico e um fisioterapeuta, lhes competem às funções de compartilhar, acompanhar, apoiar e fazer os devidos encaminhamentos destas informações e ações, aos profissionais de saúde e as suas respectivas unidades de atendimento familiar, como forma de suprir, provavelmente, as necessidades e uso informacional dos médicos no contexto das USF, como se pode observar no item 6.2 a seguir.
No que tange o perfil dos médicos vinculados ao Programa de Saúde da Família, do Distrito Sanitário III, da cidade de João Pessoa, Paraíba, pode-se afirmar, em relação às variáveis: idade, sexo, estado civil, nível de escolaridade, especialidade, tempo de dedicação médica ao PSF e atuação profissional fora do ambiente das Unidades de Saúde da Família, que o Objetivo Específico 1 foi
alcançado.