3. Produktivitetsvekst i somatikken 1999-2014
3.1 Datagrunnlag
Na Europa Ocidental, durante o feudalismo (séculos IX – XII), o setor predominante da economia era a produ- ção agrícola. As classes governantes eram constituídas pe- lo clero e nobreza, que controlavam as terras, a produção e o poder político. A Igreja Católica detinha o monopó- lio espiritual, enquanto a nobreza encarregava-se da pro- teção militar. Mas quem realizava o trabalho na sociedade feudal para manter estas classes?
Havia os artesãos que andavam de uma região para outra, produzindo o artesanato, em troca de casa, comida e algumas moedas, pois quase todo senhorio possuía sua produção de artesanato.
A imagem presente no documento 6 é um calendário que representa os camponeses que trabalhavam extrain-
do da terra o sustento para viver, ainda que, de forma miserável. Cerca de dois ou três dias por semana, exerciam seus serviços nas terras do senhor, sem serem pagos pelo trabalho, sendo uma obrigação feudal a
corvéia. Os camponeses estavam obrigados a realizar o cultivo primei- ramente nos campos do senhor, depois cuidavam dos seus. Entrega- vam parte do que produziam ao senhor do manso, a talha. Pagava tam- bém as banalidades para utilizar o moinho, o forno e o lagar.
Lagar: Espécie de tanque onde se espremem e se re- duzem a líquido certos frutos, especialmente as uvas.
(Dicionário Aurélio Bási- co da Língua Portuguesa,
1994-1995, p. 383)
Observe a imagem do documento e descreva o trabalho realizado pelos servos. Procure relacioná- lo com a economia feudal.
ATIVIDADE
O camponês servil era um escravo?
O escravo podia ser comprado ou vendido em qualquer tempo, co- mo ocorreu na antigüidade e na África da época moderna. O servo ti- nha o status legal de homem livre, embora os senhores procurassem mantê-los presos às suas terras por meio de obrigações feudais. Por- tanto, os servos não eram escravos, nem trabalhadores livres.
A servidão era uma relação de trabalho no qual uma pessoa (servo) devia obrigações a outra (senhor). Estas obrigações geralmente eram pagas em forma de tributos, em troca de um pedaço de terra para pro- duzir, de proteção e de segurança militar fornecidas por seus senho- res feudais. Como os escravos, os servos deviam obediência e lealda- de ao seu senhor.
Mas o que caracterizava um servo?
Calendário camponês, miniatura de um manuscrito fran- cês do século XV. Você pode observar as diversas tare- fas dos servos realizadas ao longo do ano. São algumas delas: plantar e colher, fabricar vinhos. FONTE: Muy his- toria, n. 1, p. 7, set.-out. 2005.
n
Texto 6
Por mais pesadas que estas obrigações pudessem parecer, num certo sentido, eram a antítese da escravatura, pois supunham a existência de um verdadeiro patrimônio nas mãos do devedor. Na sua qualidade de foreiro, o servo tinha os mesmos direitos que qualquer outro, a sua posse já não era pre- cária e o seu trabalho, uma vez satisfeitos os tributos e os serviços, só a ele pertencia.
(Adaptado de BLOCH, 1987 p. 273-279).
Texto 7
Havia os ‘servos dos domínios’, que viviam permanentemente ligados à casa do senhor e trabalhavam em seus campos durante todo o tempo, não apenas por dois ou três dias na semana. Havia camponeses muito pobres, chamados ‘fronteiriços’, que mantinham pequenos arrendamentos de um hectare, mais ou menos, à orla da aldeia, e os ‘aldeães’, que nem mesmo possuíam um pequeno arrendamento, mas ape- nas uma cabana, e deviam trabalhar para o senhor como braços contratados, em troca de comida.
Havia os ‘vilãos’ que, ao que parece, eram servos com maiores privilégios pessoais e econômicos. Distanciavam-se muito dos servos na estrada que conduz à liberdade, gozavam de maiores privilégios e menores deveres para com o senhor. Uma diferença importante, também, está no fato de que os deve- res que realmente assumiam eram mais preciosos que os dos servos. Isso constituía grande vantagem, porque, então, os vilãos sabiam qual a sua exata situação. Alguns vilãos estavam dispensados dos ‘dias de dádiva’ e realizavam apenas as tarefas normais de cultivo. Outros simplesmente não desempenha- vam qualquer tarefa, mas pagavam ao senhor uma parcela de sua produção. Ainda outros não trabalha- vam, mas faziam seu pagamento em dinheiro. Alguns vilãos eram quase tão abastados como homens livres, e podiam alugar parte da propriedade do senhor, além de seus próprios arrendamentos. Assim, havia alguns cidadãos que eram proprietários independentes e nunca se viram obrigados às tarefas do cultivo, mas pura e simplesmente pagavam uma taxa a seu senhorio.
(Adaptado de HUBERMAN, 1986, P. 7)
E o escravo, desapareceu do cenário feudal?
A escravidão reduziu, na Europa ocidental, à medida que aumen- tava a servidão. Na Inglaterra do século XII, os escravos realizavam trabalhos domésticos, na França, ao norte do Loire, quase não ti- nham importância numérica. Então, os escravos não desapareceram na época feudal; gregos e muçulmanos capturados por mercadores, ao longo da costa do mar Negro, Ásia ocidental, África do Norte, fo- ram vendidos e utilizados no trabalho do campo, doméstico seja co- mo eunucos, concubinas ou prostitutas. A escravidão adquiriu certa importância na Itália, devido a proximidade com os países muçulma- nos, o que possibilitou o comércio de escravos da região do mediter- râneo e da África continental.
Entretanto, predominava na sociedade feudal três ordens definidas: O servo não podia entrar para ordens religiosas, não podia denun- ciar homens livres na justiça, nem dispor livremente de seus bens, não participava do exército (defesa), nem podia deslocar-se livremente. Havia, entretanto, diferenças nas condições de servo?
Pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, no deserto de Gizé (século XXVII – XXVI a.C. n
Ruínas do Coliseu. Iniciado no reinado de Vespasiano e terminado em 82 d.C. pelo imperador Domiciano. O grande anfiteatro tinha capacidade para 40 mil pesso- as sentadas e mais 5 mil em pé.
n
Documento 7
O domínio da fé é uno, mas há um triplo estatuto na Or- dem. A lei humana impõe duas condições: o nobre e o servo não estão submetidos ao mesmo regime. Os guerreiros são protetores das igrejas. Eles defendem os poderosos e os fra- cos, protegem todo mundo, inclusive a si próprios. Os ser- vos por sua vez têm outra condição. Esta raça de infelizes não tem nada sem sofrimento. Quem poderia reconstituir o esfor- ço dos servos, o curso de sua vida e seus inumeráveis traba- lhos? Fornecer a todos alimento e vestimenta: eis a função de servo. Nenhum homem livre pode viver sem eles. Quando um trabalho se apresenta e é preciso encher a despensa, o rei e os bispos parecem se colocar sob a dependência de seus servos. O Senhor é alimentado pelo servo que ele diz alimen- tar. Não há fim ao lamento e às lágrimas dos servos. A casa de Deus que parece una é, portanto, tripla: uns rezam, outros combatem e outros trabalham. Todos os três formam um con- junto e não se separam: a obra de um permite o trabalho dos outros dois e cada qual por sua vez presta seu apoio aos ou- tros.
(ADALBERON apud FRANCO JUNIOR, 1985, p. 34)
O bispo Adalberon de Laon ( –1031/1031 ), do século XI, relata que:
49 O Mundo do Trabalho em Diferentes Sociedades
www .sxc .hu n Castelo medieval. n Documento 10. Documento 9 Documento 8 www .cyberpadres .com n
Utilizando-se dos textos 6 e 7, você irá construir um quadro destacando as diferenças entre as ca- tegorias de servos feudais. Depois construa uma narrativa histórica sobre as relações de trabalho medievais.
Caracterize e compare o trabalho nas sociedades escravista e feudal. Analise como as relações de trabalho nestas sociedades fundamentam diferenças sócio-econômicas.
Em diferentes sociedades, os seres humanos construíram monumentos de magnífica arquitetura, que ainda hoje encantam pessoas do mundo inteiro. Destacam-se, entre estes, as construções das Pirâmides egípcias, o Coliseu de Roma e também os Castelos Medievais. Observe as imagens re- presentadas nos documentos 8, 9 e 10. Depois produza uma narrativa histórica destacando como foi possível a construção destes monumentos, considerando a tecnologia dos períodos expressos, bem como o trabalho empregado na construção destes monumentos.
ATIVIDADE
Referências Bibliográficas
BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997, p.94- 355.
BLOCH, Marc. A sociedade feudal. Lisboa: Edições 70, 1987
BOBBIO, Norberto e outros. Dicionário de política. Brasília: Universidade de Brasília. 1986, p. 1237.
BOND, Rosana. A civilização Inca. São Paulo: Ática, 2003, p. 39.
CAMBIANO, Giusseppe. Tornar-se Homem. IN: BORGEAUD, F. et al. O homem grego. Lisboa: Presença, 1994. Dir. de Jean-Pierre Vernant, p. 79.
CARDOSO, Ciro Flamarion S. O Egito Antigo. São Paulo: Brasiliense, 1982. ______. América pré-colombiana. São Paulo: Brasiliense, 1986.
DURANT, Will. A Idade da fé. V.3. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1957. (Col. História da Civilização).
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, out. 94 a fev.95, p. 383.
FRANCO JUNIOR, Hilário. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1985. Sugestão de leitura
MacDONALD, Fiona. Co- mo seria sua vida na Idade Média? São Pau- lo: Scipione, 1996.
Dê sua opinião sobre o relato do bispo Adalberon de Laon presen- te no documento 7, em relação à harmonia das três ordens: clero, no- breza e servo. Escreva sua argumentação e debata com a sala.
51 O Mundo do Trabalho em Diferentes Sociedades
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. Rio Janeiro: Guanabara, 1986. PINSK, Jaime. 100 documentos de História Antiga. São Paulo: Contexto, 2000.