3. Produktivitetsvekst i somatikken 1999-2014
3.2 Resultater for produktivitetsvekst
3.2.3 Analyser som inkluderer kapital
No contexto do mundo industrial e informatizado, o trabalho é um esforço planejado e coletivo. Se quase tudo é produzido em indústrias ou com a ajuda de equipamentos (máquinas), as pessoas certamente irão em direção onde este modo de produzir se encontra, ou seja, pa- ra os grandes centros.
Contudo, com o avanço do capitalismo, o desenvolvimento tec- nológico e uma grande quantidade de trabalhadores o desemprego tornou-se uma realidade na maioria dos países industrializados e em quase todos os países pobres. Ocorreu, portanto, uma redução de em- pregos. O que quer dizer ter um emprego?
Quer dizer ter uma tarefa a ser feita, com um salário fixo, mesmo que essa remuneração não seja interessante. A esta noção podemos acrescentar que o emprego significa contar com recursos (renda) para ter, conseqüentemente, condições de consumir. Será que esta dimen- são que o trabalho tomou nos últimos anos não deixou o trabalho mais monótono e sem sentido?
Através do que foi dito, podemos perceber que não é o trabalho que vem diminuindo, mas sim o número de postos de trabalho, ou se-
31 O Conceito de trabalho balho que não teve início agora. A utilização de equipamentos com
alta tecnologia no setor produtivo teve início nas décadas de 1960 e 1970.
Então, pode estar ocorrendo uma mudança na forma de trabalhar? Será que por estas razões o emprego estaria chegando a seu fim? Ana- lisando o que foi dito até aqui, podemos perceber que o trabalho se transforma e ganha significados diversos conforme o período e o lo- cal que está sendo estudado, ou seja, a forma de trabalhar é dinâmi- ca, ela se altera como tudo na sociedade, está em constante mudança. Podemos ver o futuro somente como pessimistas ou os seres huma- nos (homens e mulheres) irão desenvolver alternativas e novas formas de trabalho?
• Debata essa questão com os colegas: A sociedade atual supervaloriza o trabalho ou apenas vê nele questões negativas? Após o debate, registre as conclusões do grupo e apresente para a classe.
DEBATE
• Com base no documento 9, organizem-se em grupo e elaborem uma dramatização sobre a cons- tante utilização das máquinas na substituição do trabalho humano. Depois, apresentem para as sala.
ATIVIDADE
• Apesar do pessimismo de alguns pesquisadores sobre a automação e a forma de produção nos úl- timos anos, percebe-se que os empregos começaram a aparecer recentemente, como mostram notícias dos jornais Jornal da Tarde e O Estado de São Paulo presentes nos documentos 9 e 10, respectivamente. Elabore uma pesquisa de opinião em sua escola, entre os alunos, professores e funcionários, sobre as razões do aumento do número de novos postos de trabalho e o local que eles estão aparecendo.
PESQUISA
Documento 9
A importância das novas tecnologias para o desenvolvimento econômico é inquestionável. Mas o seu impacto sobre o nível de emprego é matéria controvertida. Embora a maioria das tecnologias pro- duza uma economia de mão-de-obra, muitas delas geram novos mercados e novas oportunidades de trabalho.
A captação adequada dos efeitos negativos e positivos constitui um enorme desafio metodológico. Cada tecnologia tem seus próprios impactos. Além do mais, a sinergia entre elas gera efeitos compen- satórios – também de difícil apreensão.
O número de robôs, que era de 1.250, em 1980, saltou para 28.240, em 1990, e chegará a 34.140, no ano 2000. De um modo geral, a introdução de robôs ao longo do tempo resulta numa redu- ção de emprego. Essa redução é muito modesta no início, mas se acelera rapidamente durante o pro- cesso de difusão. Sem os efeitos compensatórios, os robôs reduzirão 180 mil empregos no ano 2000. Com os efeitos compensatórios, isso cairá, respectivamente, para 14 mil e 48 mil.
A maior redução de emprego ocorrerá nos setores automobilístico, mecânico e elétrico. Os solda- dores, por exemplo, perderão 60 mil empregos até o ano 2000. Um outro grupo afetado é o de meta- lúrgicas, operadores de máquinas e montadores. Os de maior risco são os trabalhadores de baixa qua- lificação. Por outro lado, a maior ampliação de emprego ocorrerá nas indústrias que produzem e cuidam dos robôs. Os eletricistas aumentarão em 14 mil e os mecânicos de manutenção em 16 mil.
Em suma, os robôs provocam mudanças dramáticas no nível e na estrutura do emprego. Mesmo assumindo os efeitos compensadores, a robotização mais destrói do que cria empregos. Os profissio- nais de baixa qualificação sofrem mais. Os mais qualificados têm uma grande chance de se beneficiar da nova tecnologia.
A antecipação dessas tendências é de fundamental importância para se traçar uma política de for- mação de mão-de-obra. Isso vale para qualquer país, até mesmo para o Brasil. Tendo em vista a im- possibilidade de se estancar a incorporação das novas tecnologias nos processos produtivo e admi- nistrativo, só nos resta montar sistemas de formação de mão-de-obra voltados para o futuro – e não para o passado. Conhecimento e agilidade são características essenciais para se poder educar, trei- nar, reciclar e reconverter a nossa força de trabalho. (PASTORE, 1997, pp. 54-55. / Texto publicado no Jornal da Tar- de em 31, jan. 1996).
Documento 10
Emprego formal cresce 15,3%.
Em agosto, são criadas 135.460 vagas com carteira assinada.
A queda vertiginosa da abertura de novos postos de trabalho formais na indústria – que passou de 72.168 vagas em agosto de 2004 para só 18.173 em agosto deste ano – não impediu que a gera- ção de empregos com carteira assinada apresentasse um saldo líquido positivo, no mês passado, de 135.460 novas ocupações em todo o País.
O resultado foi 15,3% superior ao verificado em julho, quando foram criados 117.473 empregos, embora bem inferior ao de agosto de 2004, quando o mercado de trabalho foi capaz de criar 229.757 novas ocupações.
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que admitiu a perda de velocidade na geração de empregos com carteira assinada, mas argumentou que o emprego continua em alta, só que em ritmo menor do que em 2004.
Em agosto, os setores que mais contribuíram para a geração de empregos foram serviços (mais 70.181 postos de trabalho), comércio (43.353) e construção civil (18.285). A agropecuária, que atra- vessa o período de entressafra no Centro-Sul do país, eliminou 20.541 postos de trabalho. (Adaptado de :
33 O Conceito de trabalho