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O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – CEFET/MG, órgão autárquico vinculado ao MEC, foi criado como Escola de Aprendizes Artífices de Minas Gerais pelo decreto n° 7.566 de 23/09/1909, e começou a funcionar em 08/09/1910.

O CEFET-MG completa 100 anos de história de ensino e, segundo Pereira (2008), sua trajetória foi iniciada no início do século XX, com a Escola de Aprendizes Artífices de Minas Gerais (EAA-MG). A Escola fazia parte da primeira rede federal de ensino profissionalizante criada em 1909, pelo Presidente da época Nilo Peçanha, em 19 (dezenove) capitais da República. No âmbito político-educacional as Escolas de Aprendizes Artífices propagavam os valores republicanos e tinham o intuito de solucionar os problemas sociais da época, integrando crianças e adolescentes carentes ao mundo do trabalho e da modernidade capitalista, que se iniciava no Brasil.

Desde sua criação em 8 de setembro de 1910, como Escola de Aprendizes Artífices, instalada na capital do Estado, Belo Horizonte, passou por várias denominações e funções sociais. A Escola desde seu início comprometeu-se com a construção de práticas educativas e processos formativos, que vão ao encontro do seu papel e das demandas societárias que lhe foram postas. A política praticada veio se pautando pelo caráter público, além de crescente busca de integração entre cultura e produção, entre ciência, técnica e tecnologia21.

A trajetória histórica do CEFET-MG está associada ao trabalho técnico desde sua origem, criada pelo governo central, com o objetivo de ensinar um ofício aos “desvalidos da sorte”, oferecendo uma formação profissional primária aos alunos na faixa etária de 10 a 13 anos. Em 1941, duas décadas após a Proclamação da

República, a EAA-MG se transforma em Liceu Industrial de Minas Gerais. Em 1942 houve a alteração da denominação para Escola Industrial de Minas Gerais.

Com o crescimento da industrialização no Brasil houve necessidade de qualificação da mão-de-obra, quando a Instituição se adequou, passando a se denominar Escola Técnica de Belo Horizonte, com a função de preparar técnicos para atender a esse setor produtivo. O Ensino Industrial passa a ter o grau médio com a Lei Orgânica do Ensino Técnico Industrial, através do Decreto nº 6.029, de 1942. De acordo com Gariglio (1997, p. 59), essa lei possibilitou às Escolas Técnicas Federais manter seus cursos de aprendizagem, básicos e técnicos, transformando o curso que formava artífices em cursos de educação geral, abolindo os cursos artesanais.

Em 1943 a Escola Técnica de Belo Horizonte cria o primeiro curso de grau médio: Curso Técnico de Construção de Máquinas e Motores, atual Curso Técnico de Mecânica.

Em 1959 a Escola Técnica de Minas Gerais passa a ser denominada Escola Técnica Federal de Minas Gerais.

Em 1969, no auge do desenvolvimento industrial, A Escola Técnica Federal de Minas Gerais é autorizada a ministrar cursos de curta duração de Engenharia de Operação, com base no decreto nº 547, de 18 de abril de 1969. Em 1971 foram implementados cursos de Formação de Tecnólogos e, em 1972, os primeiros cursos superiores de Engenharia de Operação nas modalidades Elétrica e Mecânica, com duração de três anos, para atender à demanda da indústria automobilística. Através da Resolução 5/77, de 28 de março de 1977 o Conselho Federal de Educação revogou o currículo mínimo do curso de Engenharia de Operação, que se transformou em Engenharia Industrial Elétrica e Engenharia Industrial Mecânica, agora com duração de 5 anos, a partir de 1979.

Em 1978 a Escola Técnica Federal de Minas Gerais foi transformada no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, por força de leis e decretos federais. O CEFET passa a ser uma instituição especializada “na oferta de educação tecnológica, nos diferentes níveis e modalidades de ensino com atuação prioritária na área tecnológica”. O CEFET/MG, assim como todos os Centros Federais de Educação Tecnológica, tem a categoria de Instituições de Ensino Superior, ao lado das

Universidades. Ressalta-se que a atuação de CEFET/MG nos âmbitos articulados do ensino da pesquisa e da extensão já está vigente desde a sua criação, pela Lei de 1978.

O CEFET/MG tem por finalidade “formar e qualificar profissionais no âmbito da educação tecnológica, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, para os diversos setores da economia, bem como realizar pesquisa aplicada e promover o desenvolvimento tecnológico de novos processos, produtos e serviços, em estreita articulação com setores produtivos e a sociedade, especialmente de abrangência local e regional, oferecendo mecanismos para a educação continuada, segundo o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI ”22.

Hoje ministra cursos de Ensino Médio Técnico, Pós Técnico, Educação Inclusiva, Educação de Jovens e Adultos, Profissionalizante, Graduação Lato Sensu e Stricto Sensu, Curso de Formação de Professores.

O CEFET-MG conta com nove unidades de ensino no Estado: três campi em Belo Horizonte e mais sete localizadas nos municípios de: Araxá, Curvelo, Divinópolis, Leopoldina, Nepomuceno, Timóteo e Varginha. Apresenta treze cursos de graduação, sendo sete nos campi de Belo Horizonte: Bacharelado em Administração, em Química Tecnológica, Engenharia da Computação, Engenharia de Materiais, Engenharia de Produção Civil, Programa Especial de Formação Pedagógica de Docentes, Engenharia Elétrica e Engenharia Mecânica.

Apesar desta condição atual de Instituição Federal de Ensino Superior, diante de seu panorama histórico, o CEFET-MG mantém sua imagem ligada aos cursos profissionalizantes.