4 METHODOLOGY
4.4 Data collection
Após a revisão da literatura para a extensiva compreensão do tema em estudo, segue-se a descrição da metodologia a utilizar no estudo do “Mobbing nos Enfermeiros em Ambiente Hospitalar”, que consiste na operacionalização do método por processos e por técnicas que o investigador utiliza no decorrer de toda a investigação.
Segundo Fortin (2009) o conhecimento adquire-se de muitas formas, mas, a investigação científica é a mais rigorosa e aceitável, uma vez que assenta num processo racional. Este método de aquisição de conhecimentos possui poder descritivo e explicativo dos factos, dos acontecimentos e dos fenómenos. A metodologia tem como objetivo analisar as caraterísticas dos vários métodos disponíveis, e possíveis de utilização, considerando as suas vantagens e desvantagens.
Prodanov & Freitas (2013) mencionam que ao selecionar-se a metodologia tem que se ter em atenção o problema em estudo, os recursos materiais e financeiros disponíveis, o nível de abrangência do estudo, a equipa humana e outros elementos que possam surgir na investigação.
Assim, neste Capítulo serão clarificados o tipo de estudo; as hipóteses em investigação; o desenho da investigação; a população e amostra; a operacionalização das variáveis; o instrumento de recolha de dados; os procedimentos éticos e administrativos e os procedimentos estatísticos para o tratamento dos dados.
Assim conceptualizou-se um estudo cujas caraterísticas serão abordadas de seguida.
3.1. Tipo de Estudo
O tipo de estudo descreve a estrutura utilizada segundo as questões de investigação e os objetivos do estudo, visando descrever as variáveis ou grupos de variáveis, os sujeitos, explorar ou examinar as relações entre variáveis ou ainda verificar as hipóteses de causalidade formuladas (Fortin, 2009).
No decurso desta fase o investigador determina o método e os procedimentos que utilizará para obter resposta às questões em investigação colocadas.
Neste sentido, este tipo de estudo possui as seguintes caraterísticas:
Encontra-se no âmbito da investigação não experimental, uma vez que não se manipulam as variáveis em estudo. Procurou-se, contudo, controlar ao máximo as variáveis confundentes ou parasitas, com o objetivo de eliminar eventuais ameaças à sua validade interna (Freixo, 2009).
A análise é quantitativa, pois pretende garantir a precisão dos resultados, evitar distorções de análise e interpretação, possibilitando consequentemente, uma margem de segurança quanto às divergências. A finalidade deste tipo de estudos é descrever, verificar relações entre variáveis e examinar as mudanças operadas na variável dependente (Freixo, 2009). Segundo Prodanov & Freitas (2013) este tipo de pesquisa considera que tudo pode ser quantificável, traduz em números opiniões e informações para as classificar e analisar. De acordo com Borch & Arthur, citados por Franco (2001), a abordagem quantitativa, também designada de objetivista, permite realizar um estudo com amostras grandes e representativas e um estudo de investigação linear. Paralelamente, os dados são recolhidos a partir dos inquiridos, sob a forma de questionários estruturados e/ou dados cross-section. Este tipo de abordagem é caraterizada tanto por vantagens como por algumas desvantagens. Assim, como vantagens distingue-se o conhecimento estruturado, validade interna, generalização, previsibilidade e baixo custo. Nas desvantagens, pode-se dizer que a abordagem objetivista é caraterizada por modelos limitados e estáticos, simplicidade, distância em relação à realidade e, por vezes, falta de aplicação prática.
É um estudo descritivo, pois tem como principal objetivo descrever as caraterísticas de determinada população ou fenómeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis, como é o caso deste estudo (Gil, 2009). O “pesquisador apenas regista e descreve os fatos observados sem interferir neles”, ao seja, os fenómenos são estudados mas não são manipulados pelo investigador (Prodanov & Freitas, 2013: 52). O estudo descritivo visa a descrição do fenómeno em estudo, a especificação dos conceitos decorrentes do mesmo e a elaboração de um quadro conceptual que, além de definir a perspetiva do estudo serve de ligação entre os conceitos e a sua descrição. Assim, este irá consistir num relato essencialmente descritivo da realidade encontrada, podendo ao longo do estudo ser apresentada uma perspetiva comparativa e analítica, ao extrair as variáveis que explicam os diferentes conhecimentos, atitudes e expetativas da população em estudo. É também um estudo analítico e correlacional, pois tem como objetivo não só
descrever as caraterísticas de determinada população ou fenómeno, mas também estabelecer relações entre as variáveis em estudos (Gil, 2009).
De acordo com o período e sequência, é um estudo do tipo retrospetivo e transversal, pois a recolha de dados irá recorrer num determinado período de
tempo, estabelecendo um corte com o passado e o futuro. Segundo Freixo (2009) nos estudos transversais os fenómenos estudados referem-se a um período de tempo bem definido e com uma população relativamente homogénea.
Para justificar o estudo e garantir uma orientação foram formuladas hipóteses de investigação.
3.2. Hipóteses de Investigação
As hipóteses são formulações provisórias e prováveis, utilizadas para tentar dar resposta a um problema, procurando-se explicar ou predizer o que se desconhece. Tal como as questões de investigação, as hipóteses incluem as variáveis em estudo, a população alvo e o tipo de investigação a realizar. As hipóteses são “uma suposta, provável e provisória resposta a um problema, cuja adequação será verificada pela pesquisa” (Marconi & Lakatos, 2011: 139). Esta suposição é provisória pelo que deve ser testada para verificar a sua validade (Prodanov & Freitas, 2013).
As hipóteses provêm, na maior parte das vezes, da observação de fenómenos na realidade e da sua conjugação com o “estado da arte” dessa mesma temática, Assim considerando o exposto pelos vários autores na parte teórica e o que se conhece do campo em estudo, colocam-se as seguintes hipóteses de investigação:
Hipótese 1.1 (H1.1): Existe relação significativa entre a variável género e a presença,
frequência e intensidade global e média de condutas de mobbing nos enfermeiros.
Hipótese 1.2 (H1.2): Existe relação significativa entre a variável idade e a presença,
frequência e intensidade global e média de condutas de mobbing nos enfermeiros.
Hipótese 1.3 (H1.3): Existe relação significativa entre a variável estado civil e a presença,
frequência e intensidade global e média de condutas de mobbing nos enfermeiros.
Hipótese 2.1 (H2.1): Existe relação significativa entre a variável anos de profissão e a
presença, frequência e intensidade global e média de condutas de mobbing nos enfermeiros.