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7. Forenkling av utbyttereglene

7.1 Dagens utbyttelovgivning

Nestes tempos de complexidade do conhecimento, o educador se torna o mediador de sua própria aprendizagem ao longo sua formação continuada, que segue um trajeto feito não apenas por aspectos formais, mas por necessidades de melhoramento em sua práxis educativa. Diante de toda a discussão anterior sobre formação continuada em um caldeirão de culturas, identidades e virtualidade, compreendemos por que a internet auxilia em seu trabalho de construção de conhecimento e apreensão de informações.

Para Moran (2007), a mediação pedagógica na EAD é necessária para o uso de técnicas e melhor desempenho do trabalho docente. Como a internet é a principal fonte da comunicação global mediada por computador, propicia o interesse de projetos lançados na rede e o compartilhamento com outras pessoas de mesmo grupo de investigação e pesquisa, o que supera a antiga busca demorada da pesquisa pré-internet.

A formação mediada pela internet e o ensino presencial são situações diferentes, mas não opostas; o modo de apreensão e as dinâmicas utilizadas para seu ensino e aprendizagem são distintos. No ensino a distância, é possível a interação com outras comunidades digitais, favorecendo-se a discussão online.

O trabalho numa educação aberta e a distância supõe uma interatividade, que, nos termos de Lévy (2003, p. 82), “assinala muito mais um problema, a necessidade de um novo trabalho de observação, de concepção e de avaliação dos modos de comunicação, do que uma característica simples e unívoca atribuível a um sistema específico”. Assim, o conceito de interação nos moldes da EAD resulta da participação ativa do usuário e permite que o docente adquira novas habilidades de aprendizagem. O ciberespaço expande e muda ações cognitivas como: memória, imaginação, percepção e raciocínio.

Com a hipertextualidade, as tecnologias digitais, as diversas janelas de conteúdos presentes nas redes digitais, os sites, a interação permite ao educador o desenvolvimento de várias aptidões, nesse sentido, a memória e a capacidade de relacionar um conteúdo com outros situados num campo virtual tornam-se mais acessíveis. As tecnologias favorecem as capacidades intelectuais com “novas formas de acesso à informação” e “novos estilos de raciocínio e de conhecimento (p. 157)”, de modo que as formas de (se) instruir geram motivação pessoal e coletiva para aprender, produzindo no docente o

impulso para superar a função clássica de transmissor de conteúdos, para tornar-se provocador de conhecimentos, compartilhando a troca de experiências.

A vivacidade das informações correntes cria em nós a sensação de desconforto diante de tantos dados a organizar e selecionar de acordo com nossos interesses individuais: daí que a EAD faz-nos desenvolver competências para lidar com o permanente fluxo de dados, implicando novas formas de interação no mundo social. De modo que as tecnologias implicam

A criação de novas formas de ação e de interação no mundo social, novos tipos de relações sociais e novas maneiras de relacionamento do indivíduo com os outros e consigo mesmo. [...] De um modo fundamental, o uso dos meios de comunicação transforma a organização espacial e temporal da vida social, criando novas formas de ação e interação, e novas maneiras de exercer o poder, que não está mais ligado ao compartilhamento local comum (FABIANO, 2003, p. 133).

Já que compreender o todo não nos é humanamente possível, podemos ao menos compartilhar e trocar experiências com outros professores: as redes interativas propiciam esse crescimento de conhecimento que não é finito, mas que promove a organização do trabalho coletivo, numa cooperação e esforço; portanto, a grande questão de uma formação a distância é o autogerenciamento da aprendizagem.

A formação exige continuidade para a obtenção de competências na vida social e profissional. No centro, está a conexão do sujeito com o próprio conhecimento, num “espaço cosmopolita e sem fronteiras de relações e de qualidades; um espaço da metamorfose das relações e do surgimento das maneiras de ser; um espaço em que se unem os processos de subjetivação individuais e coletivos” (LÉVY, 2007, p.121). Daí, o autodidatismo e o autogerenciamento da aprendizagem são essenciais.

O uso das TIC tem moldado as maneiras de concepção do conhecimento. Coll e Monereo (2010) alertam-nos, com vistas aos fins educacionais: nem toda tecnologia é viável. Docentes com muitos anos de experiência utilizam das TIC como estratégia de ensino apenas para complementar aulas expositivas, mas ensinar também supõe problematizar e instigar. Vale mais empregar a tecnologia para auxiliar na gestão dos múltiplos desafios existentes em sua prática profissional.

Para Sancho (1998), o objetivo do ensino é ajudar os alunos a compreenderem e a darem sentido ao mundo a sua volta: para isso, eles deverão utilizar os diferentes códigos e instrumentos existentes em nossa sociedade atual. O segredo, então, é compreender como as TIC podem auxiliar no processo de formação docente.

Para tanto, Coll, Mauri e Onrubia (2010) destacam o caráter mediador das TIC, efetivas quando comportam intencionalidade para planejar, organizar e regular as práticas docentes, provocando mudanças nos processos de aprendizagem e de ensino. Para entendermos as TIC como ferramentas mediadoras nesses processos, é necessário considerarmos os recursos tecnológicos disponíveis, o uso que deles fazem os docentes, que, no fim, os recriam e reconfigura, na melhor das hipóteses.

É neste mundo interconectado da contemporaneidade que se precisa levar em conta a influência da internet e das novas tecnologias da informação e comunicação sobre a formação docente continuada. Para Kenski (2006), a internet tem se tornado um espaço de interação entre os sujeitos, de possibilidades de aprendizagem em múltiplos espaços. Porém, a internet revolucionou o ensino no sentido genérico do termo, dependendo da forma com que, pela rede, se interconecta escola, professores e alunos. O ensino dependerá principalmente “dos processos de interação e comunicação das pessoas envolvidas no processo educativo do que das tecnologias utilizadas seja o livro, o giz, ou o computador e as redes” (p.121).

Identidade, diferença, virtualidade: categorias que, embebidas do olhar dos Estudos Culturais, submetem a formação docente continuada ao crivo da cultura. Neste trabalho, com o viés da gestão docente dos conflitos escolares, a obra de Elias e, de modo ampliado, os Estudos Culturais levam também a compreender a violência como um produto histórico e cultural, que pode ser controlado e, na melhor das hipóteses, evitado pedagogicamente, de modo a promover-se civilidade na escola.

Assim, no próximo capítulo trataremos da violência na escola e analisaremos o impacto da tecnologia e seu uso na geração de violência.