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D ISKUSJON OG IMPLIKASJONER AV NOEN VIKTIGE FUNN

5. DISKUSJON

5.3 D ISKUSJON OG IMPLIKASJONER AV NOEN VIKTIGE FUNN

A discussão dos resultados será apresentada por pontos para tornar mais explícita a sua leitura. No que se refere a relação entre as lâminas Stroop e a Escala TAS-20, a principal conclusão que se retirou deste resultado é que a Lâmina 1, possuindo o caráter de ser neutra, apresentou, de facto, as pontuações mais altas nos três grupos, estabelecendo assim o seu critério prévio de menor interferência no Teste, em comparação com as Lâminas 2 e 3. Recorda-se que esta Lâmina inicial é a única, dentre as três, sem a intensão de ativar emoções.

Antes de refletirmos sobre estas conclusões, vale a pena, antes, destacar que o resultado aqui encontrado relativamente a prevalência da Alexitimia se mostrou um pouco fora dos padrões vistos na literatura. Estes resultados dão a entender que quase metade de toda a amostra tem, em algum nível, traços alexitímicos (90 sujeitos). A literatura afirma que somente 2% da população em geral apresenta estes níveis (Linden, Wen, & Paulhus, 1994, citado por Louth, 1998). O que devemos ter em conta é que mais da metade da nossa amostra é clínica (Grupo Patologia Maligna e Grupo Patologia Benigna), e que nestes casos, os níveis de alexitimia sobem de probabilidade, podendo atingir 22%, conforme a patologia (Prazeres, 2000; Taylor et. al., 1997; Taylor, 1984; Krystal, 1979). Ainda assim, difere bastante dos índices encontrados aqui. Embora, exista outra ressalva para este resultado. Acreditamos ser necessário mais investigação da presença da Alexitimia em pacientes com cancro, e também, em carácter, talvez, mais urgente, pela escassez, de pacientes com doenças benignas com representação social de receio ao desenvolvimento do cancro.

Outro resultado que se destaca nesta análise é a diferença das pontuações entre grupos. Até podíamos sugerir a efetividade do teste para diferenciar sujeitos com Alextimia, com Alexitimia Intermédia e Sem Alexitimia, se estabelecêssemos um ponto de corte. Neste sentido, os sujeitos Sem alexitimia tiveram melhores prestações no Teste do que os sujeitos Com Alexitimia Intermédia, ao passo que, também nesta mesma direção, os sujeitos Com Alexitimia Intermédia tiveram melhores prestações no Teste do que sujeitos Com Alexitimia. Embora, este parâmetro se tenha revelado, os resultados entre si, não nos permitem tentar estabelecer algum outro parâmetro alternativo para identificar a Alexitimia nesta investigação, através do Teste. Primeiro, porque os valores entre si, foram muito modestos ao nível estatístico, no que toca as diferenças. E mais do que isso, em segundo lugar, porque a

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nossa intenção era investigar a interferência das Lâminas ativadoras na prestação do Teste

Stroop Emocional, tendo como parâmetro os sujeitos terem ou não Alexitimia.

Se tivesse havido significância estatística entre os resultados das lâminas seria possível provar a efetividade do Teste Stroop Emocional. De facto, a Lâmina 1 obteve pontuações mais elevadas em comparação com as Lâminas 2 e 3. Embora, isto deixa de ser relevante quando, posteriormente, vimos que tratou-se de diferenças modestas, e que as Lâminas 2 e 3 obtiveram, também estas, entre si, valores muito similares, não sugerindo assim a intereferência Stroop Emocional.

Ainda foi possível verificar que o Grupo Sem Aleximitia revelou as diferenças mais significativas em termos de diferenças entre pontuações (embora, para reafirmar, não estatísticas), em ordem decrescente, ou seja, melhor pontuação na Lâmina 1, e piores pontuações nas Lâminas 2 e 3, sucessivamente.

Algo que pode vir a ser analisado, nas próximas investigações, mediante estes resultados, é o porquê alexitímicos apresentam prestações atencionais menores no teste, quando comparados ao Grupo Alexitimia Intermédia e Sem Alexitimia, nesta ordem.

Podem existir algumas explicações, e até, talvez, justificações, para a ocorrência desses resultados. Aos alexitímicos é atribuído uma marcada dificuldade em diferenciar afetos, como por exemplo, não conseguirem fazer distinção entre o medo, a ansiedade e a tristeza, enquanto emoções diferenciadas. Aliada a essas dificuldades estes sujeitos também não conseguem ser competentes em descrever as sensações fisiológicas das emoções (Sayar, Gulec & Topbas, 2004; Jódar, Valdés, Sureda, & Ojuel, 2000; Lumley, et al., 1996). Se isto ocorreu em relação a visualização das Lâminas, é bem capaz de que não tendo gerado o efeito previsto pelos Testes Stroop, gerou ao menos um atraso nas respostas. Os resultados encontrados aqui, também, nos podem remeter a possíveis falhas no construto da Alexitimia, já que o Teste Stroop e reconhecidamente efetivo pelo números de investigações que provam a sua efetividade. A investigação de Rodrigues, Takushi, Silva, Risso, Roitberg, Martins, Oliveira & Campos (2014), à partir de uma revisão bibliográfica de cinco estudos clínicos, questionaram a confiabilidade do construto da Alexitimia. Nesse estudo, os autores objetivaram refletir sobre o construto, utilizando como método entrevistas semi- estruturadas, estruturadas e testes projetivos em uma amostra de pacientes psicossomáticos. Os resultados evidenciaram que mesmo pacientes com capacidade para falar e nomear os seus próprios sentimentos, não apresentavam, de forma linear, a configuração mental característica da Alexitimia, concluindo assim que este conceito ainda revela muitas fragilidades, não vislumbrando a pessoa, ou o paciente, de forma individualizada tendo em conta o seu funcionamento mental de forma individual.

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Se, de facto, o construto possuir estas fragilidades, seria difícil, ou mesmo impossível, que a intereferência Stroop se revelasse no Teste, como vem sendo verificada em várias psicopatologias com estatuto de percencer aos Manuais Médicos de Psiquiatria. No entanto, deixaremos aqui, a ideia de é preciso voltar a investigar essa mesma associação entre o Teste

Stroop e a Alexitimia para ficarmos melhor esclarecidos. Só a partir daí, é que poderemos

afirmar, com maior convicção, se o construto da Alexitimia carece, realmente, de ser melhor redefinido na literatura do tema.

Ressalvamos mediante a isso que, ainda que tivesse havido a interferência Stroop, este estudo não seria passível a generalização dos dados pelo caráter inovador que teve.