3. RESEARCH METHODOLOGY
3.3 D ATA C OLLECTION I NSTRUMENTS
O termo “ensino a distância”, modificado para aprendizagem a distância, durante
os anos 80 (Jorge, 2001), foi usado pela primeira vez no início do Século XX: O seu
reconhecimento viria a ter início em finais do Século XIX, quando o Chautauqua
Institute, em Nova York foi autorizado a conceder diplomas de ensino a distância
(Jorge, 2001, p.16), mas a modalidade só se impôs nos anos 70, decorrendo da criação
de instituições de ensino a distância e a fundação de diversas Universidades Abertas e a
Distância, no Reino Unido (1969), Espanha, Alemanha, Paquistão, Israel, Austrália,
Costa Rica, Venezuela, Japão Tailândia, durante os anos 70.
As primeiras formas remontam ao Século XVII, com a publicação, em 1728, de um anúncio publicado no Boston Gazzette, em que um professor se propunha “ensinar a
pessoas que pretendem aprender […] sendo assim tão bem ensinadas como as que
vivem em Boston (Jorge, 2001, p. 15).
Para alguns autores, como García Aretio (2001), Power, (2002) e Garrison e
Anderson (2005), na evolução do ensino a distância podem identificar-se gerações ou
etapas. Estas gerações caracterizam-se, sobretudo pelos suportes tecnológicos e
posteriores modelos comunicacionais e pedagógicos implementados.
Na figura 2, pode-se observar a convergência do modelo do ensino presencial
para um modelo de ensino a distância.
Figura 2. Etapas do presencial ao e-learning (Fonte: Revista portuguesa de pedagogia, Ano 42-2, ano 2008, 181-202)
Gomes (2003) faz a distinção entre as várias gerações de Ensino a Distância e
afirma que se centra em grande medida nos processos de transação educacional, nas
e ao nível das interações entre professores/formadores e alunos/formandos e destes entre
si.
O foco não deve ser a tecnologia em si, mas os processos transacionais, de
mediação e de distribuição apoiam-se fortemente no desenvolvimento tecnológico e
marcam as várias gerações de ensino a distância, da era da mala-posta (Holmberg, 1982;
Verduin & Clark, 1991, citados por Jorge, 2001), à era da Internet.
Não existe consenso quanto ao início do ensino a distância, mas fala-se com
alguma frequência de 1840 correspondendo à criação, pelo inglês Isaac Pitman, de um
sistema de ensino de taquigrafia à base de fichas e intercâmbio postal do professor com
os alunos.
A figura 3 procura acentuar as diferenças entre as várias gerações de EaD
considerando a dimensão da diversidade de tecnologias disponíveis para efeitos de
mediatização e distribuição de conteúdos e a importância da dimensão comunicacional
quer entre alunos e professores, quer entre os próprios alunos.
Figura 3. Diferenças entre as várias gerações de EaD (Fonte: Revista
Nesta primeira geração do “ensino por correspondência” (cf. Garrison, 1985;
Nipper, 1989; Taylor 1999; Gomes, 2003, 2004), que podemos situar entre 1880 e 1945
(Jorge, 2001), a mediatização dos conteúdos é feita através de documentos impressos e
a sua distribuição é efectuada com base nos serviços de correio postal. A comunicação
entre professor/aluno e aluno/aluno é muito reduzida, sendo a modalidade de
comunicação de carácter assíncrono, via correio postal, o que implica um grande
desfasamento temporal entre o envio da mensagem e a recepção do feedback à mesma.
Uma segunda geração de Educação a Distância, surge na década de 70, é
marcada pela multiplicação das tecnologias de apoio, tais como a rádio, a televisão, o
telefone, a cassete, áudio, o videotape, a câmara miniaturizada, as fotocopiadoras, entre
outros (Verduin & Clark, 1991, citados por Jorge, 2001).
A comunicação é feita através de um modo síncrono e com carácter transitivo já
que as instituições proporcionavam tutoria por parte de professores/tutores através do
serviço telefónico. Em termos de suporte tecnológico começa-se a utilizar o áudio,
vídeo e audiovisual.
Pode considerar-se que o surgimento e expansão dos suportes digitais
informáticos e das comunicações através de redes de computadores estão na base do
surgimento da terceira geração de EaD. Esta geração representa novos modelos de
representação da informação e de construção do conhecimento por parte dos
alunos/formandos.
Este processo é acompanhado pelo surgimento de novos suportes digitais como
os CD’s e/ou DVD’s que permitem a criação de materiais de ensino-aprendizagem com
um nível de interactividade muito superior aos existentes anteriormente, nomeadamente
através do correio eletrónico que apresenta as vantagens de um meio de comunicação
A autora Gomes (2003), propôs que se considerasse a quarta geração de EaD que designa por “aprendizagem em rede” devido ao facto desta geração estar muito
associada à publicação e comunicação em rede através de serviços como os blogues, os
wikis e os podcastings. A disponibilização de informação deixa de ser um apanágio
exclusivo do professor/formador e da instituição de ensino/formação para poder incluir
as produções dos próprios alunos/formandos, quer individuais quer colectivas.
A construção colaborativa do conhecimento suportada pela possibilitada de
recurso a documentos multimédia na Web constitui assim um traço característico desta
4ª geração de EaD.
O surgimento de dispositivos móveis de telecomunicações (PDA, telemóveis.
Leitores de MP3 e MP4 entre outros), que progressivamente vão integrando um cada
vez maior e diverso conjunto de serviços, sendo que hoje podemos ver ficheiros vídeo,
ouvir emissões de rádio online ou ficheiros MP3 e MP4, beneficiar se serviços RRS,
podcasting, localização geográfica, envio de e-mail ou SMS, conversação áudio em
tempo real ou conversação em modo de texto, etc., em muitos PDA ou telemóveis de 3ª
geração tem causado interesse e reflexão de professores e investigadores, que começam
a perspetivar e explorar o seu potencial em contexto educativo. No domínio específico
da educação a distância pensa-se inclusive poder já falar de uma nova geração de
modelos de EaD, designada de mobile-learning (m-learning).
Esta mesma visão de m-learning é partilhada por Quinn (2002), referenciado em
Cobos, Mendonza & Niño, (2004).
A 6 ªgeração surge com a disponibilização de um serviço a que a empresa Linden Research Inc. chamou de “Second Life”, que nos permite criar personagens num
ambiente virtual. Esses mundos virtuais começam a despertar o interesse das