3.3 Evaluation of the threshold
3.3.2 Cyber-attack severely disrupting critical infrastructure
Nesse estudo acompanha-se o raciocínio exposto por Cairo de que
"infografia y visualización pertenecen a un mismo continuo en el que cada una ocupa extremos opuestos de una línea. Esta lína es paralela a otra cuyos límites son definidos por las palabras presentación y exploración" (2011, p.15).
Difere, portanto, da divisão proposta por alguns autores de que a infografia consistiria na apresentação de informação apenas, enquanto que a visualização estaria baseada na criação de ferramentas visuais que permitiriam ao público a exploração de conjuntos complexos de dados. (CAIRO, 2011).
Algunos gráficos son todo presentación y casi nada de exploración, por lo que son 'más infografia', mientras que otros permiten un enorme número de
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Para maiores detalhes de cada um dos princípios da Gestald aplicáveis ao Design, consultar as publicações já mencionadas de Cairo (2011), Dondis (1997) e Ware (2013).
lecturas, por lo que son 'más visualización'. Pero toda infografia y toda visualización contienen ambos ingredietes: exponen y ayudan en la refleión sobre lo presentado. Son palabras sinónimas.18 (CAIRRO, 2011, p.15, grifo na fonte).
Isso fica claro em diversos exemplos de visualizações que permitem que os usuários reflitam, encontrando informações além daquela que o diagramador visual possa ter considerado incluir (Figura 2-5). Apesar de não inclusas intencionalmente, as informações surgem a partir de padrões visuais que o usuário percebe na mensagem, graças à maneira que a inteligência visual opera, conforme abordado no capítulo anterior. De qualquer maneira, portanto, o diagramador desta mensagem deve elaborar mais um sistema visual de relação entre os dados ou informações do que simplesmente repassá-las ao usuário. Sendo assim, é recomendável que todo infografista também tenha habilidades em arquitetura e design de informação.
Figura 2-5 – exemplo de infográfico que expõe e permite a exploração ao mesmo tempo: apesar do texto de apoio, o leitor pode aferir novas interpretações a partir do gráfico exposto. Fonte: Cairo,
2011, p.17.
18 Alguns gráficos são todo apresentação e quase nada de exploração, de modo que são 'mais infografia',
enquanto outros permitem um enorme número de leituras, de modo que são 'mais visualização'. Mas toda infografia, e toda visualização contém ambos os ingredientes: expõem e ajudam na reflexão sobre o apresentado. São palavras sinônimas. [tradução do autor, grifo na fonte]
Estas possibilidades de exploração ficam ainda mais claras em infográficos
coletivos19 por exemplo (Figura 2-6), nos quais mais de uma camada de informação estão expostas. Nestes grandes infográficos o usuário leitor tem diante de si diferentes níveis de relação entre os dados expostos, cujo objetivo do designer foi permitir de maneira concomitante múltiplas conclusões a cerca do tema exposto.
Figura 2-6 – infografia coletiva, apresentando vários aspectos do funcionamento do tato. Fonte: Revista Saúde, Editora Abril apud Mostra Nacional de Infografia, 2010.
Entretanto, por se tratar de uma pesquisa voltada para usabilidade de tais peças de comunicação inseridas num contexto jornalístico, opta-se pelo emprego do termo
infografia, uma vez que este é o mais utilizado pelos autores desta área (CAIRO, 2008
e 2011; LUCAS, 2010; TEIXEIRA, 2010; VALERO, 2001, 2008a, 2009). Esse emprego do termo infografia no jornalismo é o tema de pesquisa bibliográfica realizada por Lucas (2010), que apresenta as definições de diversos autores da área. Em resumo, o autor propõe a possibilidade de perceber a infografia da seguinte maneira:
19 Este tipo de infográfico é composto por várias infografias e gráficos que juntos, em igualdade de
importância ou subordianados a um principal, fazem parte de um só discurso (VALERO, 2001 apud TEIXEIRA, 2010).
INFOGRAFIA = mapas, gráficos, tabelas, diagrama, instruções gráficas ou; INFOGRAFIA = diagrama jornalístico
Quadro 2-2 – possibilidades de composição de infográficos. Fonte: Lucas (2010)
Esta segunda proposta leva em consideração o amplo entendimento entre estudiosos do jornalismo de que a infografia seria um gênero deste (LUCAS, 2010). Ou ainda, como propõe a professora do Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Tatiana Teixeira, uma manifestação do gênero informativo. Por isso o infográfico jornalístico, segundo a autora (TEIXEIRA, 2010),
pressupõe uma narrativa, sendo que, neste caso, ela é construída a partir da inter-relação indissolúvel entre texto (que vai além de uma simples legenda ou título) e imagem que deve ser mais que uma ilustração de valor essencialmente estético, por exemplo, mas algo que tenha o propósito claro de contribuir para a construção e consequente compreensão plena desta narrativa.
Dessa forma, para a autora o infográfico pode ser entendido como composição de “elementos icônicos e tipográficos e pode ser constituído por mapas, fotografias, ilustrações, gráficos e outros recursos visuais” (TEIXEIRA, 2010), ou seja, uma visualização.
Segue-se adiante no estudo com uma definição particular, que aproveita características das definições até agora apresentadas:
INFOGRAFIA = visualização + narrativa.
Quadro 2-3 – composição da infografia. Fonte: elaborado pelo autor.
Desta maneira, não se restringe a infografia a uma disciplina, mas semelhante à visualização, considera-se uma ferramenta informativa, que emprega tecnologias da
primeira, aliada ou inserida numa estrutura narrativa, que pode ser expressa em forma textual ou verbal. Cabe esclarecer que narrativa, segundo Motta é o ato de "relatar eventos de interesse humano enunciados em um suceder temporal encaminhando a um desfecho" (2004 apud TEIXEIRA, 2010, p.33).
A narrativa serve como estrutura para histórias e acontecimentos (TVERSKY et al., 2008), proporcionando ao usuário uma leitura com mais sentido, sem impossibilitar a diversidade de interpretações. Além dos padrões visuais já mencionados, numa visualização que faça parte de uma narrativa, padrões de retórica também podem ser percebidos pelo usuário por exemplo (Bonsiepe, 2013), organizando semanticamente os fatos e acontecimentos.
Além disso, o conceito de narrativa compreende tanto texto pronunciado quanto texto escrito como possível elemento constitutivo de um infográfico. Como será visto no capítulo 3, é comum na infografia telejornalística a substituição do texto escrito pelo texto pronunciado, a narração.
No âmbito desse estudo, define-se infografia:
Uma visualização que seja composta de, ou faça parte de uma narrativa, inserida num contexto jornalístico, será considerada uma infografia.
Quadro 2-4 – definição de infografia. Fonte: elaborado pelo autor.
Com esta definição, fica subentendida à infografia todas as características previamente mencionadas a respeito da visualização. Cabe dizer ainda que, conforme será visto mais adiante, nem toda visualização utilizada no jornalismo faz uso ou está inserida em estruturas narrativas. Por isso, estas serão consideradas simplesmente como visualizações, de acordo com a definição previamente apresentada, sejam elas compostas de texto e imagem, ou simplesmente de imagens.