CHAPTER VII – MOVING OUTSIDE THE CLASSROOMS: REAFFIRMING AS WELL
7.2 Playground experiences: From reaffirming to challenging gendered identity and
7.2.4 Cross gender interactions: Negotiating the gender norms and values
Com os dados de acidentes de trânsito registrados na malha rodoviária regional gerenciada pela DR-4/DER, e devidamente disponibilizados para esta pesquisa, construiu-se dois bancos de dados, sendo um relacional e outro georreferenciado.
O banco de dados georreferenciado foi construído em plataforma SIG fazendo-se uso do programa QGIS. Com ele pode-se produzir os mapas temáticos dos trechos críticos da malha rodoviária pertencente ao DR-4. A representação dos trechos críticos foi o primeiro passo para se analisar esses trechos.
Foram levantados métodos para a identificação dos pontos críticos e decidiu-se pela utilização de dois métodos para posterior comparação, ou seja, utilizou-se o método da taxa de
acidentes e o método da taxa de severidade. Os dois métodos foram adotados, principalmente,
pelo fato de que, ambos utilizam do volume médio diário de veículos (VDM), o que permite fazer-se comparações entre trechos ou pontos com diferentes volumes diários médios. Outro
283 259 312 276 295 185 200 233 185 243 2 2 3 0 4 29 25 24 23 27 0 50 100 150 200 250 300 350 2010 2011 2012 2013 2014 N ú m ero d e Aci d en tes Anos danos materiais com feridos sem envolver pedestes com feridos envolvendo pedestre com vítimas fatais
aspecto que foi fundamental na escolha dos métodos foi o fato de que eles já são utilizados por órgãos rodoviários federais.
Como foi observado dos dados contidos nas Tabelas 3, 4, 5, 6 e 7, os valores, tanto das
taxas de acidentes como das taxas de severidade, apresentaram alguma tendência de
decaimento com o passar dos cinco anos de estudo, assim como os valores das taxas de
severidade, que levam em conta a gravidade dos acidentes.
Isso pode significar que, apesar do número de acidentes total na malha rodoviária regional não apresentar uma tendência explícita de queda no número de acidentes, a gravidade dos acidentes diminuiu, apesar do número de mortes ter aumentado nos anos de 2013 e 2014.
Esse aumento, no entanto, pode ter ocorrido pelo fato de terem sido registrados, nestes dois anos, dois acidentes com veículos coletivos, que por suas características levavam uma quantidade bem maior de passageiros do que em veículos individuais (carro, moto, caminhão etc.). No geral, a gravidade dos acidentes decaiu no período de 2010 a 2014, porém, registrando- se mais acidentes que resultaram somente danos materiais e menos acidentes com vítimas fatais, como mostra a Figura 35.
Os métodos utilizados para a localização dos pontos críticos apresentaram bons resultados e são coerentes com o que se esperava. O que os diferenciou, em relação a outros métodos disponíveis, foi a consideração da gravidade dos acidentes, com a atribuição de pesos (caso do método da taxa de severidade). Esse método leva em consideração a gravidade do acidente e, portanto, caracteriza aquele ponto crítico como grave devido a um acidente fatal ou não fatal.
Os dois métodos cumprem bem sua função, localizar o trecho crítico, e cabe ao aplicador do método escolher qual o método mais se aproxima de seu objetivo. Muitas vezes, o método da taxa de severidade irá apontar um trecho crítico como sendo aquele que possui um acidente fatal, enquanto que o método da taxa de acidentes mostrará aquele trecho que mais teve acidentes, sejam eles fatais ou não. Ou seja, muitas vezes os responsáveis optam pelo método da taxa de acidentes, já que ele indica qual trecho possui mais acidentes leves para assim aplicar medidas mitigadoras.
Os dados de acidentes (qualitativos e quantitativos) foram analisados e tratados para formar dois bancos de dados, o relacional e o georreferenciado. Fazendo-se uso dos dados desses dois bancos foi possível fazer uma análise sobre a acidentalidade na malha rodoviária.
A malha rodoviária em questão possui volumes relativamente baixos de tráfego, com VDMs variando de 1500 a 7500 veículos; mesmo assim, possui consideráveis números de acidentes. Toda malha rodoviária estudada possui pista simples e acostamento. Em alguns trechos possui a terceira faixa. A partir dessas informações foram gerados mapas, que permitiram produzir a visualização dos pontos críticos de acordo com os dois métodos.
As imagens obtidas por satélite do Google dos trechos críticos possibilitam a oportunidade de análise visual para apoiar as devidas decisões, após associar ao trecho os elementos analisados (rodovia, tipo de acidente, dia da semana etc.).
Pela Figura 30 observa-se que os trechos considerados mais críticos foram aqueles localizados próximos às áreas urbanas. A incidência desses pontos críticos nessas áreas urbanas é relativamente comum, e é nessas áreas que também aconteceram os acidentes com pedestres; apesar de serem baixos, obteve-se acidentes envolvendo pedestres próximos as áreas urbanas. Além disso, em todo o período analisado (2010-2014) constatou-se que os trechos críticos tiveram na sua maioria como tipos de acidentes a colisão transversal. Esses acidentes, muitas vezes descritos como veículos que adentram rotatórias sem os devidos cuidados, acabam colidindo transversalmente.
Em vista do objetivo geral desta pesquisa, que era o de analisar o nível de segurança viária através da sua acidentalidade, e compará-la com os objetivos estabelecidos pela Década de ação para segurança viária, concluiu-se que apenas algumas metas foram alcançadas, como a implementação das UBAs e construção de rotatórias, aumento de radares e reforços na sinalização horizontal e vertical. Assim, tem-se que o objetivo maior da Década, que é o de diminuir em 50% o número de mortes e feridos no trânsito, não está sendo cumprida.