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Diversos autores (LOUW, BOSCH, VENTER, 2001; ANTONELLO, RUAS, 2005; HAY, 2006; ROGLIO, 2006; RUAS, COMINI, 2007; HAY, HODGKINSON, 2008; WARHURST, 2011; VAZQUEZ, RUAS, 2012), nos últimos anos, direcionam seus trabalhos para as questões de aprendizagem e desenvolvimento de competências em cursos de formação e desenvolvimento gerencial lato sensu. São trabalhos desenvolvidos acerca da aprendizagem proporcionada em cursos de MBA ou, no caso brasileiro, em cursos de formação e desenvolvimento gerencial lato sensu. Com metodologias diversas e aplicadas em diferentes culturas, pode-se dizer que são trabalhos que apresentam uma coesa contribuição para a construção da apresentação de diversas visões e formas de se analisar a aprendizagem e o desenvolvimento de competências dentro desses cursos.

Na pesquisa de Louw, Bosch e Venter (2001), são aplicados questionários em estudantes graduados em MBA de universidades da África do Sul, entre os anos de 1985 e 1995, recebendo-se no total de 633 respondentes. Este trabalho tem como primeiro objetivo identificar a visão dos alunos sul-africanos acerca dos resultados proporcionados por um curso de MBA. O segundo objetivo do trabalho é apresentar uma análise da qualidade percebida por esses alunos em relação a esta modalidade de cursos.

Quanto ao primeiro objetivo, os autores afirmam que os cursos de MBA “tem sucesso em desenvolver a habilidade de identificar a relação entre elementos, conceitos, teorias e integrar eles com uma nova realidade, oferecendo a oportunidade de colocar em prática o que foi aprendido” (LOUW, BOSCH, VENTER, 2001, p. 43). Suas conclusões apresentam os resultados de que os cursos de MBA ajudam no desenvolvimento dos conhecimentos dos alunos.

Referente às questões de qualidade, foram apresentadas 31 variáveis que abordaram questões que levaram os autores a diversas conclusões. Destaca-se, entre elas, que um dos principais objetivos de um curso de MBA é a preparação dos alunos para uma carreira de sucesso nos negócios. Outra contribuição a qual deve ser dado destaque é que as habilidades interpessoais devem receber uma maior ênfase nos currículos destes cursos.

Ainda, 420 alunos deram sua opinião em forma de pergunta aberta sobre o que pensavam sobre o futuro dos cursos de MBA. Abaixo são apresentadas algumas dessas conclusões (LOUW, BOSCH, VENTER, 2001, p. 44).

I. Os cursos MBA deveriam incorporar questões mais práticas, proporcionando uma aprendizagem mais experiencial e de ação;

II. Os cursos devem ter uma abordagem mais contextual, relevante e atual;

III. Proporcionar uma maior ênfase em administração de pequenos negócios e em empreendedorismo.

Mesmo em se tratando de um trabalho aplicado na África do Sul há anos atrás, acredita-se que o trabalho de Louw, Bosch e Venter (2001) apresenta um abrangente parâmetro sobre as questões de formação gerencial. Deve-se destacar, ainda, sua metodologia que, explorando a percepção dos alunos, acaba demonstrando que a visão do aluno sobre o curso é essencial para a aprendizagem e, consequentemente, para a melhor qualidade de determinado curso.

Antonello e Ruas (2005) desenvolvem seu trabalho avaliando os cursos de pós- graduação lato sensu, praticando uma reflexão sobre a formação gerencial, tendo como pano de fundo as questões de aprendizagem em ação. Procuram, portanto, através deste trabalho, apresentar alternativas para um melhor desenvolvimento desse tipo de curso. Os autores destacam a importância das estratégias de aprendizagem e argumentam que ela pode ser até mais importante do que o conteúdo apresentado em determinadas disciplinas; sendo, neste caso, um fator mais importante para formação de determinadas competências. Dentro do

desenvolvimento do trabalho, retomam a pesquisa de Lewin, em especial, suas construções acerca da pesquisa em ação, que geraram uma metodologia conhecida e que consiste basicamente em construir determinado conhecimento através de situações que explorem a ação.

Por consequência, Antonello e Ruas (2005) sugerem, em seu trabalho, que seja explorada, na aprendizagem de cursos lato sensu, a exploração das chamadas comunidades de práticas que os autores definem como “um grupo interdependente de pessoas com conhecimento complementar e que integram através de (recursos e outras) relações” (MERALI, 2000); sendo, por assim dizer, uma espécie de respostas aos problemas que os indivíduos venham a presenciar. Acrescentam ainda:

Além disso, as comunidades de prática consideram o conhecimento tácito e são compostas por entusiastas que voluntariamente querem aprender e pertencer a um grupo onde se partilham ideias. O sentimento de pertencer transmitido pelas comunidades de prática é um aspecto muito importante. Ele justifica a relevância dos artefatos de seus membros: rituais, linguagem, histórias, etc. A duração e o estilo de gestão são as principais diferenças entre comunidades de prática e equipes de projeto. (ANTONELLO, RUAS, 2005, p. 43)

Assim, é apresentada, no trabalho, uma metodologia que se utiliza das comunidades de prática. Os autores terminam o estudo dizendo que os cursos de pós-graduação lato sensu podem ganhar muito nas suas questões metodológicas através desta forma de ensino. E a grande contribuição das comunidades de prática, que, diga-se de passagem, não é só mérito dela, mas sim de ambientes onde haja interação entre indivíduos, é que através delas também é possível que seja desenvolvida, reformulada e renovada uma determinada competência e/ou, ainda, o conhecimento.

Os trabalhos de Hay (2006), Hay e Hodgkinson (2008) são desenvolvidos em programas de MBA localizados no Reino Unido. São estudos que buscam responder aos críticos desta modalidade de curso. Os autores, através destas pesquisas, procuram encontrar abordagens que proporcionam uma análise mais coerente dos programas de MBA. O trabalho de Hay (2006) identifica o que é proporcionado nestes cursos, apresentando três grandes resultados aos alunos: (a) a ampliação das perspectivas, (b) uma maior percepção de si e (c) ferramentas, técnicas e teorias; argumentando que estes três resultados encontrados são de contribuição direta ao desenvolvimento do indivíduo, pois ele passa a ter uma nova postura em relação a si, aos outros e à organização. Destaca-se, então, que esses cursos proporcionam com que o indivíduo obtenha uma visão diferente de si e dos outros inseridos no contexto no qual atuam. Na conclusão, apresenta que “a relação entre programas de MBA e práticas

gerenciais é complexa, com contribuições para as práticas que, muitas vezes, se fazem sutis e indiretas” (HAY, 2006, p, 295). Ou seja, existe, sim, uma aprendizagem nesta modalidade de cursos, que, entretanto, por vezes, não é notada em seu desenvolvimento, embora se acredite que, nas práticas gerenciais, nas atividades diárias dentro de organização, estes resultados começam realmente a ser mobilizados. Afirmações estas confirmadas ao final do trabalho, no qual a autora defende que a aprendizagem proporcionada aos alunos em programas de MBA tem valor maior do que as críticas que estes cursos recebem e que o valor prático do que é aprendido neste curso não pode ser ignorado no desenvolvimento gerencial.

Nesta mesma linha de pensamento Hay e Hodgkinson (2008) argumentam que os programas de MBA agregam grande valor às práticas gerenciais, sendo uma resposta às críticas em relação aos programas MBA. O trabalho segue a tendência de Hay (2006), retomando os resultados encontrados por ela. Utilizando-se, neste caso, da apresentação da opinião de diversos estudantes. Outra contribuição que o trabalho apresenta é a apresentação de uma reflexão crítica sobre a educação em cursos de formação gerencial. Portanto, uma das possibilidades de aprendizagem em programas MBA surge através da exploração de situações gerenciais reais que possam ser refletidas e experimentadas dentro destes cursos.

Nesta linha, Roglio (2006) e Warhaurst (2011) desenvolvem trabalhos sobre as questões de aprendizagem reflexiva e a busca pelo significado da aprendizagem gerencial ao indivíduo. Começando por Roglio (2006), sabe-se que seu trabalho é desenvolvido com o intuito de gerar uma visão sobre executivos reflexivos, sobre sua formação reflexiva e, ainda, analisou-se a importância da troca de experiências na formação de executivos. A autora se utiliza da abordagem de aprendizagem experiencial argumentando que, nos cursos de formação gerencial, deve existir uma relação espiral entre ação e reflexão. Abaixo, adaptado de Roglio (2006, p. 12), é demonstrado como essa interação entre ação e reflexão ocorre nesses cursos:

I. Aplicação de experiências e conceitos direcionados às práticas gerenciais em atividades dentro da sala de aula, em grupos de estudo ou em conversas informais; II. Troca de experiências profissionais e pessoais;

III. Formação de equipes de aprendizagem; IV. Análise de situações reais em estudos de caso; V. Dramatização de situações reais.

Com esta contribuição, um dos primeiros fatos que se nota é que a autora apresenta a influência da aprendizagem experiencial em relação ao ensino gerencial. São contribuições que acabam por ajudar na reflexão da postura do professor como condutor da mobilização da aprendizagem em cursos de formação gerencial lato sensu. A exploração de situações práticas faz com que o aluno reflita e traga de suas experiências profissionais novos exemplos e soluções para contribuir com o desenvolvimento do curso em que está estudando.

Em Warhurst (2011), é apresentada uma construção teórica e empírica em relação ao tema. O autor apresenta, em seus estudos, uma análise crítica em relação à gestão, na relação e importância da prática para os gestores e na contribuição de cursos MBA para os gestores em suas atividades diárias. Uma interessante contribuição é a afirmação de que “as relações são a forma de definir gestão” (WARHURST, 2011, p. 14). Na visão dos gestores, relacionar- se com os outros indivíduos é um dos grandes objetivos da área da gestão. É importante saber, interagir com o próximo, possuir uma correta comunicação. Outra conclusão é a de que estes cursos de formação gerencial acabam proporcionando um novo sentido às práticas dos gestores, ajudando-os a encontrarem sentido em determinadas atividades. Por fim, o trabalho traz a reflexão sobre a questão de que os cursos de formação gerencial devem fornecer ferramentas e recursos para que o trabalhador obtenha a oportunidade de acabar formando sua identidade como gestor.

As contribuições até agora apresentadas estão focadas em relação ao desenvolvimento da formação gerencial, apresentando-se a relevância deste tipo de formação e apresentaram- se, também, ideias para um melhor desenvolvimento destes cursos. Entretanto, acredita-se que é relevante ir além. Para isso, é interessante que sejam estudados alguns trabalhos que apresentam a contribuição desses cursos em relação à mobilização e desenvolvimento de competências individuais.

Uma contribuição acerca dessa proposta vem de Ruas e Comini (2007), trabalho no qual foram aplicados survey´s e entrevistas com cerca de 300 alunos participantes de 14 cursos de pós-graduação em formação gerencial. Ruas e Comini (2007) afirmam que os currículos e métodos pedagógicos desenvolvidos em cursos de pós-graduação em formação gerencial não estão alinhados com as práticas profissionais. Portanto, desenvolvem seu trabalho em busca de uma contribuição para direcionar a construção de referências sobre o desenvolvimento de competências no ambiente desses programas.

Uma das grandes contribuições deste trabalho é a apresentação da relação entre as expectativas dos alunos quando começam um curso comparado com o resultado final

percebido por eles. A seguir são apresentadas as expectativas e os resultados que eles exteriorizam ao final do curso, resultados estes apresentadas em Ruas e Comini (2007, p. 6).

I. Saber empregar conceitos, métodos e ferramentas da gestão contemporânea de maneira oportuna e adequada (quando, como e onde): Obtiveram contato e exploraram conceitos, mas acreditam que, ao final do curso, não estão aptos a aplicar todo o conhecimento e experiência proporcionados;

II. Visão estratégica e de negócios: Conseguiram desenvolver a análise, críticas e sistematizações acerca dos conteúdos desenvolvidos em sala de aula, porém acreditam que é importante aplicar algumas dessas capacidades nas empresas em que atuam; III. Capacidade de atuar em ambientes mais complexos ou diferentes: Estimulou-se, nestes

cursos, a auto avaliação mais objetiva, o que, segundo os alunos, acabou proporcionando uma maior confiança para atuar em diversificadas situações;

IV. Identificar oportunidades no negócio, desenvolver novos projetos e apresentar e defender novas ideias: Apesar do contato com muitas ideias e perspectivas inovadoras, argumentaram que foram raras as situações em que conseguiram colocar em prática essas construções em suas atividades profissionais;

V. Explorar e desenvolver competências relacionais: Durante o curso, lidaram com opiniões e exploraram uma tolerância em relação a pessoas com uma visão diferente da sua. Contudo, não conseguiram identificar se isso ficou ou não restrito ao ambiente do curso;

VI. Aprender com seus próprios erros e acertos: Algumas atividades do curso fizeram com que houvesse uma maior reflexão dos alunos, deixando neles a certeza de que é um dos aspectos fundamentais para o crescimento como pessoa e em sua profissão.

Com a construção desta reflexão, é possível notar que há uma disparidade entre o que se espera de um curso dessa modalidade e o que é percebido ao final dele pelos alunos. Ruas e Comini (2007) argumentam que a expectativa dos alunos ao começo desses cursos passa pela questão de uma maior aplicabilidade em relação às suas atividades profissionais. Ainda, que, realmente, o que ocorre é um desenvolvimento de capacidades, as quais, se exploradas em suas atividades, irão proporcionar a geração do que podem vir a se tornar competências. E, ainda, a importante afirmação:

Esses alunos não negam as “capacidades intelectuais” – segundo eles, as mais exploradas nos cursos – estão entre as maiores carências da atividade gerencial cotidiana, expressa por “muita ação e pouca reflexão”. Neste contexto, valorizar capacidades intelectuais como organização de textos, análise e crítica, síntese, associação de ideias e outras semelhantes parece fazer muito sentido. (RUAS e COMINI, 2007, p.7)

Portanto, constata-se que os alunos percebem que há uma falta de reflexão em suas atividades profissionais, indo ao encontro da ideia de reflexão apresentada por Kolb (1984) na construção de sua teoria experiencial.

Nesta mesma linha de pensamento, na qual, através da percepção dos alunos, avalia-se a percepção das competências e aprendizagem mobilizadas e desenvolvidas em cursos de formação gerencial lato sensu, Vazquez e Ruas (2012) apresentam sua contribuição. Tais autores aplicarm uma metodologia qualitativa em cerca de 160 alunos distribuídos em seis cursos diferentes, entre os anos de 2004 e 2008; sendo pertinente destacar que o trabalho é desenvolvido em instituições públicas e privado de cidades que figuram entre os 10 melhores cursos do país na área de formação e desenvolvimento gerencial.

Esse estudo apresenta que, atualmente, destacam-se duas perspectivas em relação às questões de aprendizagem gerencial. A primeira perspectiva consiste em uma real aproximação com as estratégias das organizações, perspectiva esta que acaba obrigando os cursos de pós-graduação a passarem por uma reestruturação, a fim de focalizar questões práticas de gestão. A segunda perspectiva se baseia na reflexão de que a aprendizagem nestes cursos é complexa, não podendo se deixar ir pelo caminho da banalização da mesma; sendo, para isso, necessário que estes cursos exijam entregas práticas para a apresentação de seus resultados. É uma afirmação que acaba corroborando o que foi estudado anteriormente no presente trabalho, quando se fez uma revisão acerca da aprendizagem. Volta-se, assim, à afirmação de que a aprendizagem não acaba sendo algo simples. Esta reformulação de pensamento sobre a aprendizagem também tem sido observada nas tendências pedagógicas dos cursos e programas de formação gerencial lato sensu.

Durante o trabalho, os autores apresentam a contribuição de que o aluno deve ser o protagonista de sua aprendizagem. Gizam que é a partir de sua postura dentro do curso que realmente se efetivará uma diferença em sua aprendizagem; que os resultados dependerão de sua capacidade de aplicar, em suas atividades profissionais, o que foi mobilizado em aula.

Assim, os autores acabam identificando três aspectos que os alunos vivenciam nestes cursos, a saber: “(a) abertura para explorar novos modos de interpretar o mundo; (b) desenvolvimento de capacidades específicas; (c) e desenvolvimento de competência

relacional” (VAZQUEZ; RUAS, 2012, p. 309); aspectos abrangentes e que serão apresentados no quadro 4.

Quadro 4 - Validade dos aspectos observados pelos estudantes

Resultado Aspectos Conceito

Experiência - Abertura para explorar novas formas de interpretar o mundo.

Ser permitido questionar e explorar uma diversidade de aspectos e dimensões das práticas de negócios.

Capacidades

- Capacidade Analítica e associativa.

Pensar além das rotinas diárias e especializar-se em algo que pode ser aplicado em diferentes conceitos.

- Capacidade Reflexiva

Construir significados para fazer uma ligação entre conhecimento e a capacidade de aprender com os desafios encontrados no local de trabalho.

- Capacidade de Tolerar diferenças

Saber escutar opiniões e posições contrárias e pensar sobre elas e sua relevância.

Competência - Competência Relacional Proporcionar relações e parcerias que tem como objetivo as interações de negócios.

Fonte: Adaptado de Vazquez e Ruas, 2012, p. 320.

Estes aspectos acabam por confirmar a importância da interação com próximo para a aprendizagem individual, que, consequentemente, leva à exploração das competências relacionais e das capacidades de tolerar as diferenças e opiniões contrárias. Portanto, os aspectos identificados por Vazquez e Ruas (2012) apresentam um panorama do que se desenvolve em cursos de formação e desenvolvimento gerencial lato sensu. Conclusão essa confirmada pelos autores, quando afirmam que o resultado mais valorizado na aprendizagem, de acordo com a visão dos alunos é “possibilitar a combinação de experiências com a abertura para explorar novas alternativas com capacidade e competências relevantes às suas práticas” (VAZQUEZ; RUAS, 2012, p. 320).

Estes autores defendem que os cursos de MBA acabam, dentro de sua aprendizagem, proporcionando aos alunos, mais desenvolvimento de capacidade do que necessariamente de competências. Argumentam que, mesmo não sendo uma competência em determinado momento, as capacidades se tornam mais dinâmicas e potenciais para a formação de competências. Apresentam assim, como se vê na figura 4, um framework desta construção; o qual basicamente apresenta que a combinação, expansão e renovação das capacidades passaram por um movimento contínuo de aprendizagem, podendo vir a gerar novas capacidades ou competências; sendo os cursos de MBA responsáveis por apresentarem ambientes nos quais os alunos têm a oportunidade de se engajar em seu processo de aprendizagem. Logo, os alunos devem assumir uma postura de protagonistas desse processo, e esse incentivo deve vir das atividades propostas pelo curso.

Figura 4- Framework conceitual do processo de aprendizagem em um contexto de MBA

Fonte: Adaptado de Vazquez e Ruas, 2012, p. 321.

Estes trabalhos sobre cursos de formação e desenvolvimento gerenciais contribuem para a compreensão de que esses cursos, de fato, colaboram para o desenvolvimento profissional e gerencial. A aprendizagem, dentro dos mesmos, pode acabar proporcionando o desenvolvimento de capacidades e competências. Para que isso ocorra, então, os trabalhos aqui apresentados demonstram que, o ensino nessa modalidade de curso, dentro de suas construções pedagógicas, deve partir do princípio de que haja estímulo ao aluno. Dessa forma, isso implica no fato de que o aluno possa refletir sobre suas ações, possa levar algo para sua empresa e aplicar o que aprende na sala de aula. Outra contribuição aqui exposta é a oportunidade dada ao aluno de enxergar a si mesmo e, através disso, ter uma postura diferente em relação às pessoas com as quais interage. Com certeza, a aprendizagem gerencial por consequência de competências é um tema instigante e que, diante das questões de competitividade atual, não pode deixar de ser estudado. Logo, cada contribuição ao tema passa a ser de grande relevância para a melhoria da aprendizagem individual e, também, pode atuar como contribuição às instituições que oferecem esta modalidade de curso.

3 MÉTODO DE PESQUISA

O objetivo geral do presente trabalho consiste em analisar quais as competências individuais e gerenciais, desenvolvidas dentro do processo de ensino e aprendizagem em programas de formação gerencial lato sensu realizado numa instituição de ensino do Estado Rio Grande do Sul, são as mais significativas de acordo com a percepção dos estudantes/participantes. Então, serão apresentadas, neste capítulo, as escolhas metodológicas, a apresentação dos métodos, os instrumentos de pesquisa que foram utilizados, a forma pelo qual os dados foram tratados, e também a apresentação das turmas e dos indivíduos que foram acompanhados na durante o andamento da pesquisa.