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4. EUROPEAN PERCEPTIONS OF IMMIGRATION AS A

4.1 T HE LINK BETWEEN IMMIGRATION AND CRIME

4.1.1 Creating security in the Single Market

O aquífero na região do aterro sanitário é do tipo livre, constituindo um sistema composto pelo manto de intemperismo na parte superior e por rochas fraturadas na parte inferior, formando um aquífero granular sobreposto a um fissurado, em comunicação hidráulica (Silva et al., 1995, Beato 2001). O substrato encontra-se fraturado preferencialmente nas direções NW e NE, direções preferenciais dos cursos d´água, sendo os fraturamentos de direção NE os mais favoráveis à circulação de águas subterrâneas, pois coincidem com direções de fraturas abertas (Beato 2001, Tecisan 2005b). Em ensaios realizados nos poços do aterro, a condutividade hidráulica variou entre 1,10x10-5 e 3,11x10-4 cm/s, com um valor médio de 9,3 x 10-5 cm/s (Tecisan 2005b). No mesmo trabalho, encontraram-se valores de condutividade hidráulica no horizonte C do solo entre 10-6 e 10-7 cm/s. A recarga local foi estimada em 299 mm/ano (Tecisan 2005b), valor compatível com o de outras áreas do embasamento da região (Mourão 2007).

Silva et al., (1995) definem a região do bairro Califórnia, nos arredores do aterro, como zonas de recarga preferenciais do aquífero no Complexo Belo Horizonte, onde ocorrem as melhores condições de infiltração no aquífero. Com dados de nível d’água medidos em poços localizados no interior do aterro, a Tecisan (2005b) elaborou um mapa potenciométrico, mostrado na Figura 3.7. Com ele, conclui-se que o fluxo das águas subterrâneas ocorre concordantemente com a topografia original do aterro, e as áreas mais elevadas se comportam como zonas de recarga e as baixas correspondem as de descarga.

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Figura 3.7 - Mapa potenciométrico do aquífero no aterro de Belo Horizonte - CTRS BR-040 em Dez/2004

(Tecisan 2005b).

Mesmo com o abastecimento público de água cobrindo toda a região, percebe-se que o uso de água subterrânea é crescente nos bairros limítrofes ao aterro, por meio de cisternas e poços tubulares.

O aquífero em alguns trechos próximos do aterro encontra-se comprovadamente contaminado, mas aparentemente esta contaminação não atingiu ainda os bairros limítrofes (Tecisan 2005b). Beato (2001) levantou perfis de resistividade elétrica na área do aterro a fim de delimitar plumas de contaminação. Os dados apresentam fortes indícios de contaminação pelo aterro, que são reforçados pelos altos valores de condutividade elétrica em amostras de águas subterrânea. Também foram detectados diversos elementos-traço (Cd, Pb, Al, Ba, Fe, Mn, Hg e Zn) nas águas subterrâneas, elementos que são objetos principais deste estudo.

As águas subterrâneas da área do aterro da CTRS têm sido rotineiramente analisadas desde o ano de 2000. No começo o monitoramento era feito em somente cinco poços (PSB1, PSB2, PSB3, PSB4 e PSB5), passando depois para quinze poços em 2005, incluindo então mais dez (PM1 a PM10), alguns ilustrados na Figura 3.8. Atualmente, o monitoramento da qualidade da água subterrânea realizado pela empresa CTQ possui um total de 27 poços, seis desses multiníveis.

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Figura 3.8 - Mapa de localização dos poços de monitoramento na área do vale do córrego dos Coqueiros,

onde foi coletada a amostra de solos (Barella, 2011).

Dados químicos de alguns destes poços mostram sinais de contaminação das águas subterrâneas. A Tecisan (2005b), em coleta de amostras de água subterrânea no inicio da estação chuvosa, mostrou que há parâmetros acima dos limites de potabilidade da Portaria n° 2914 do MS (Brasil, 2011), tais como: alumínio total, bário total; chumbo total; cor aparente; cromo total; ferro; manganês total e solúvel; mercúrio total; nitrogênio amoniacal; STD; turbidez; coliformes fecais e totais. De acordo com trabalho posterior (CTQ 2008), a maior parte dos poços apresentou problemas

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com coliformes, sobretudo os fecais. A cor aparente e a turbidez também tiveram valores muito superiores ao recomendado em número considerável de amostras, e estes dois parâmetros estão relacionados com altos teores de matéria orgânica, com compostos de ferro e alumínio e com partículas em suspensão, que também foram encontrados em maiores concentrações. O sulfeto de hidrogênio ocorreu esporadicamente acima do VMP (poços PM8 e PM11 – Figura 3.11), podendo estar relacionado com a redução de compostos sulfatados no ambiente redutor do aterro. O pH se mostrou abaixo de 6,0 em alguns poços (PM 07, PM12, PM09, e PSB2), Esses valores baixos de pH não são incomuns na região e podem ser provocados pela presença de matéria orgânica no solo (Beato, 2001; CTQ, 2008), Nas proximidades de aterros esses valores podem modificar-se de acordo com a fase de decomposição dos resíduos, tornando-se alcalino na presença de lixiviado em fase metanogênica.

Alguns elementos-traço apareceram com teores anormalmente elevados. A comparação de resultados obtidos pela CTQ e a Tecisan a partir do ano de 2000 mostra que os mais problemáticos são bário, chumbo, cromo total e mercúrio total. O bário está claramente relacionado com os resíduos, pois exibe expressiva correlação com a condutividade (CTQ, 2008). Quanto ao cromo, é provável uma fonte externa de contaminação ou até uma relação com a composição litológica, pois de acordo com Sousa (1998) há elevados teores deste elemento nas rochas básicas aflorantes na área deste aterro.

O chumbo ocorre com concentrações maiores que as admissíveis em quase todos os poços (CTQ 2008). De acordo com estudo da Tecisan (2005b), é possível que a fonte de contaminação seja externa (aerossóis com alta concentração de chumbo), pois há dois pontos monitorados que se situam a montante do depósito de resíduos que possuem a concentração de chumbo mais elevada.

Na tentativa de melhor compreender a distribuição espacial dos elementos mais críticos, a CTQ (2008) criou mapas de isovalores de contaminação, utilizando-se de dados de doze coletas realizadas pela CTQ entre 2007 e 2008. Os parâmetros condutividade elétrica, sólidos totais dissolvidos, cloreto e bário mostram duas áreas mais críticas (Figura 3.9 a 3.12) quanto à contaminação, uma envolvendo o poço PM8 e em direção ao poço PM2, e outra envolvendo os poços PM10 e PM11.

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Figura 3.9 - Mapa de isovalores de condutividade elétrica (µS/cm) (CTQ, 2008)

Figura 3.10 - Mapa com isovalores em STD (mg/L). A isolinha de 300 mg/L está representada em vermelho

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Figura 3.11 - Mapa com isovalores em cloreto (mg/L) (CTQ, 2008)

Figura 3.12 - Mapa com isovalores em bário total (mg/L). A isolinha de 0.7 mg/L, que representa o VMP, está

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No último estudo hidrogeológico realizado no aterro (CTQ, 2008), recorreu-se a uma modelagem matemática para melhor entender a dinâmica de fluxo e de transporte de contaminantes, facilitando previsões de cenários futuros. A modelagem foi feita com o programa Visual Modflow, versão 4.3, da Schlumberger Water Services. Considerou-se na modelagem do transporte de contaminantes as variáveis advecção e dispersão hidrodinâmica e optou-se pelo uso do íon cloreto nas simulações de transporte, para evitar grandes erros na modelagem. Devido a dificuldades, analisaram- se dois possíveis cenários de áreas-fonte:

1. As fontes de contaminantes são pontuais e se encontram próximas aos poços onde foram detectados maiores valores de cloreto. A concentração utilizada foi o teor médio durante o ano hidrológico de 2007-2008, sendo a mesma considerada constante no tempo.

2. Empregou-se o teor de cloreto de 250 mg/L para delimitar a área fonte, utilizando mapas de distribuição espacial de cloreto gerada pelo programa Surfer 8.02.

Os dois cenários abrangeram um tempo de simulação de 20 anos (7300 dias) a partir de 2008 (2008-2027), tempo previsto para monitoramento ambiental do aterro da CTRS BR040.

Independentemente do cenário admitido pela modelagem, encontraram-se problemas de alteração da qualidade das águas subterrâneas no aterro da CTRS – BR040, principalmente na área do córrego Coqueiros (Figura 3.13), pois o lixiviado tende a avançar para esta área, exfiltrar e juntar-se com as águas superficiais. Mais de acordo com dados físico-químicos dos poços de monitoramento do aterro e do seu entorno e das modelagens matemáticas, essa contaminação não chega aos bairros limítrofes, sendo que a qualidade mais crítica ainda se encontra nos limites do aterro.

De qualquer maneira, outros estudos para comprovar esta hipótese são necessários, razão pela quais novos poços foram instalados na área em 2010, alguns multiníveis, com o intuito de trazer mais informações quanto à contaminação causada pelo aterro.

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CAPÍTULO 4