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4. EUROPEAN PERCEPTIONS OF IMMIGRATION AS A

5.1 T HE SECURITISATION OF ASYLUM AND IMMIGRATION

5.1.1 The link between immigration and crime

Este trabalho trouxe uma série de dados e conclusões a respeito de contaminação de solos e águas subterrâneas em áreas de disposição de resíduos sólidos urbanos (RSU), além de informações importantes específicas do aterro da CTRS- BR 040. Estudos detalhados sobre contaminação em aterros sanitários ainda são muito recentes e incipientes, até porque este ambiente geoquimicamente complexo dificulta tais tipos de trabalho. As constantes mudanças que os aterros de RSU sofrem ao longo de seu período de operação complicam ainda mais este tipo de estudo e tornam seu monitoramento difícil e demorado.

Apesar das dificuldades de montagem e de reprodução das condições de campo, houve uma boa repetibilidade dos ensaios de coluna, pois a condutividade hidráulica do solo e o comportamento dos elementos no lixiviado efluente não variaram muito de um experimento para o outro, mostrando ser um método eficiente para estudos em aterros, onde muitas vezes o estudo in situ é difícil. A percolação do lixiviado pelas colunas foi acelerada, sendo a velocidade do ensaio aproximadamente 150 vezes maior que a estimada de campo. Isto pode ter prejudicado as interações lixiviado/solo no interior das colunas, entretanto, sem o aumento da velocidade de percolação não seria possível a coleta diária de lixiviado efluente e, consequentemente, a realização das medidas.

Em geral, pode-se dizer que a concentração de elementos-traço, tanto no lixiviado bruto, quanto no efluente é baixa. Em relação à concentração de elementos maiores e traços no efluente das colunas, os elementos As, Be, Cd, Li, Pb e V ficaram abaixo do limite de quantificação do método em algumas colunas. Em relação aos valores orientadores da Portaria n° 2914 do Ministério da Saúde e da COPAM (Valores de Investigação) para as águas subterrâneas, os elementos Al, As, Ba, Co, Cr, Mn, Ni, Na, Pb e Zn ficaram acima das mesmas em algumas colunas, principalmente quando o pH do lixiviado estava ácido. Elementos-traço importantes, tais como Pb, As e Cd não foram detectados devido a baixa sensibilidade (limite de detecção) do método utilizado. Isto pode ser um problema, principalmente em relação ao Pb e As, pois o limite de detecção é maior do que o limite de investigação da COPAM para águas subterrâneas.

Ao final do ensaio, constatou-se que vários elementos foram retidos no solo, tais como: Ca, Co, S, Sr, P, Mg, Mn, K, Na, Ti e Zn. Outros, por outro lado foram lixiviados, como Ba, Cu, Cr, Y e V. Em geral, pode-se afirmar que está ocorrendo retenção de íons pelo solo, evidenciado pelos gráfico de sólidos totais dissolvidos (Figura 5.7) e, principalmente, pelo de condutividade elétrica (Figura 5.6). O Na, K e o bicarbonato, que reconhecidamente apresentam caráter conservativo e não são

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retidos, constituem parte expressiva da carga sólida do lixiviado analisado. Portanto, a redução verificada da condutividade do lixiviado efluente em relação ao lixiviado bruto (Figura 5.6) confirma que outros íons menores estão sendo retidos mesmo depois de 40 anos de fluxo (100 dias de ensaio). Como no campo, a carga hidráulica exercida pelos líquidos lixiviados é menor e a espessura de saprolito é muito maior que nos ensaios, o poder de retenção pode ser ainda maior nas condições reais. A modelagem realizada utilizando o programa PHREEQC trouxe informações das possíveis reações de precipitação/dissolução no interior das colunas e muitos dos elementos provavelmente estão precipitados na forma de óxidos/hidróxidos, sulfetos, sulfatos, carbonatos e fosfatos. A diminuição inicial do pH (fase ácida dos ensaios de coluna) favoreceu a dissolução dos minerais, com exceção da barita (BaSO4) e o potencial redox (Eh) mais negativo favoreceu a precipitação de sulfetos. Como neste aterro o lixiviado se encontra na fase metanogênica (pH alcalino e Eh negativo), a tendência é que haja uma grande quantidade de sulfetos precipitados, além das outras fases já citadas. Além da precipitação, possivelmente uma significativa quantidade de elementos maiores e traços estão adsorvidos nas partículas do solo, favorecido pelos valores alcalinos de pH, apesar de sua difícil quantificação, pois não foi possível fazer as isotermas de sorção. O lixiviado é uma solução muito complexa, com inúmeros elementos químicos, além de uma grande quantidade de matéria orgânica, que dificulta o estabelecimento de isotermas, devido à interferência desses íons uns nos outros.

De acordo com os dados de concentração de elementos maiores e traços no lixiviado efluente e no solo após os ensaios e também pelo cálculo do índice de saturação pelo PHREEQC, pode-se afirmar que o solo tem certa capacidade de atenuação da contaminação, pois vários elementos foram retidos . Entretanto, a capacidade de retenção do saprolito é limitada, ocorrendo assim a lixiviação de alguns elementos em momentos diferentes nos ensaios de coluna, tais como Cr, S, Cu, Co, K, Na, Ni e V, e consequentemente a lixiviação para as águas subterrâneas e sua possível contaminação. Isto é um problema, pois a produção de lixiviado em aterros de RSU persiste por muitos anos, em grande volume.

Os ensaios de coluna mostraram-se ser uma boa ferramenta para quantificar a capacidade de atenuação natural do solo frente aos elementos químicos em lixiviados de aterros sanitários. Além disso, estes ensaios trazem uma grande quantidade de dados passíveis de serem utilizados em modelagem hidrogeoquímica, que possibilita compreender os processos nas plumas provenientes de aterros de RSU. O programa PHREEQC 2.18 mostrou ser uma ferramenta eficiente, que auxiliou na interpretação dos resultados obtidos nos ensaios de coluna e enriqueceu os resultados obtidos neste trabalho.

Frente a todos os resultados obtidos, e com base em estudos anteriores realizados no aterro sanitário da CTRS – BR040 (Sousa, 1998; Tecisan, 2005; CTQ, 2008), verifica-se que processos de atenuação natural ocorrem neste aterro, pois mesmo na pior situação encontrada (resíduo disposto

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sobre saprolito), elementos maiores e traços têm sido parcialmente retidos (CTQ, 2008). Destaca-se ainda que o aterro possui uma boa quantidade de poços de monitoramento, fato que facilita o acompanhamento dos processos e do grau de da atenuação.

Dentre algumas sugestões para trabalhos futuros, podem-se destacar algumas:

 Melhorar a vedação da coluna experimental: a característica do lixiviado bruto coletado foi modificada com o tempo devido à vedação ineficaz da coluna, permitindo a entrada de ar. Acredita-se que uma melhor vedação traga melhores resultados, principalmente no que diz respeito ao lixiviado efluente.

 Coleta de amostras de lixiviado efluente em diferentes profundidades: A coleta de efluente nas colunas somente foi realizada no final, depois que o lixiviado bruto percolou por toda a coluna de solo. Seria interessante criar um mecanismo para a sua coleta ao longo de toda a coluna de solo, para analisar a variação temporal de concentração com a profundidade. Além disso, as maiores concentrações de certos elementos no topo ou na base da coluna de solo seriam mais bem explicadas e a modelagem realizada pelo PHREEQC teria uma base de dados mais consistente, podendo-se saber quais são as possíveis reações ocorridas ao longo de toda a coluna de solo.

 Maior quantidade de análises de parâmetros físico-químicos e elementos maiores e traços no lixiviado bruto durante os ensaios de coluna para evidenciar o seu comportamento e modificações causadas com o tempo.

 Análise de partículas filtradas do lixiviado efluente: Durante o trabalho, fez-se somente a análise de partículas retidas no filtro do lixiviado bruto. A análise do lixiviado efluente também seria interessante para a qualificação e quantificação dos elementos maiores e traços associados a colóides.

 Utilização de Espectrometria de Massa com Plasma Acoplado Indutivamente (ICP-MS) para a análise de concentração de elementos-traço no lixiviado efluente: A utilização de Espectrometria de Emissão Atômica por Plasma Acoplado Indutivamente (ICP-OES) não foi suficiente para detectar alguns elementos-traço, em especial o chumbo, cádmio e arsênio, com limites de detecção elevados.

 Caracterização detalhada das condições do solo antes e depois dos ensaios, com emprego de microscopia eletrônica com EDS.

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