3. Results and discussion
3.1 Effects of calorie restriction (CR) in mammals
3.1.1 CR in rodents
Ent : É?
P : Tinha cinco anos.
Ent : E depois dessa idade, assim, o que tu lembras?
P : Lembro de nada. Não lembro de nada de quando eu era pequeno.
Ent : Mas tu não lembra, assim, se tu brincavas, se tu ias na escola? P : Na escola. Não era na escola, era na creche.
Ent : E tu não lembras se era bom? P : Era bom.
Ent : Era?
P : Era. Eu não... eu não morava com a minha mãe. Eu morava com a minha vó aquela
Ent : Até os seis anos, né?
Ent : E por que foi mesmo que tu fostes morar com a tua vó?
P : Porque a minha mãe, quando ela me ganhou, ela não tinha condições. Ela disse pra minha mãe que quando eu nascesse, ela ia arruma um serviço e depois ela ia me pega de volta. Eu fiquei cinco anos com a minha vó e depois eu fui morar com a minha mãe.
Ent : Mas assim, durante esses cinco anos, tu vias a tua mãe? P : Via. Todos mês eu via sempre.
Ent : E teu pai?
P : O quê? Meu pai o quê?
Ent : O que tu lembra dele? P : Eu não lembro de nada dele.
Ent : Nada? (pausa longa) E ele... nesse período, nesse tempo que tu ficaste morando com a tua vó, que foi até os seis anos, tu alguma vez tiveste algum contato com ele?
P :Sim.
Ent : Sim?
P : Tive. Ele sempre me visitava.
Ent : E ele continua ti visitando lá na FASE? P : Não vai.
Ent : Não? Mas ele sabe que tu tá lá? P : Sabe.
Ent : E ele tem outra família, P.? P : Tem só outras irmãs.
Ent : Irmãs, não irmãos?
P :Irmão só com a minha mãe. Eu sou mais velho do meu pai. É só guria só, que ele tem, só eu de guri. (pausa)
Ent : E ele não te visita atualmente na FASE, por quê? P :Porque eu não quero a visita dele.
Ent : Não?
P : Não. Ele falou que ia fazê a identidade. E eu acabei me inojando, e não quero a visita dele. Só quero a visita da minha namorada, da minha mãe, dos meus amigo só.
Ent : Mas por quê? Ele te prometeu fazê a tua carteira de identidade? É isso?
P : Não, a identidade dele, eu tenho. O meu outro irmão fez, mas não quer vir. Então, eu não quero a visita dele. Só quero apoio do cigarro dele
Ent : Tá, deixa eu entender: sem a identidade, ele não pode entra lá, é isso? P : É. Só com identidade.
Ent : E por que tu achas que ele não fez a identidade ? P : Ele fez, só que ele perdeu... (pausa)
Ent : Tua namorada tem que idade? P : Dezessete.
Ent : E ela é há bastante tempo tua namorada? P : É.
Ent : Quanto tempo? P : Três, quatro meses já.
Ent : Ela estuda, trabalha?
P : Estuda. Ela trabalhava na Caixa, eu não sei se ela saiu ainda, não sei se ela saiu. Ela tá estudando de noite.
Ent : Mas em qual Caixa que ela trabalhava? P : Ela trabalhava lá na R. Não sei qual Caixa.
Ent : E como é que tu imaginas, assim, a tua vida daqui a cinco anos? P : Não sei.
Ent : Não sabe? (pausa) Mas o que tu gostaria que a tua vida fosse? Como tu gostarias que ela fosse daqui a cinco anos?
P :Morando com a minha mãe, com o meu pai e com os meus irmão. Só isso eu acho.
Ent : E tu acha que o teu pai e a tua mãe podem voltar a mora juntos? P : Pode.
Ent : Pode? O que te faz pensar isso? P : Não sei, porque eles só tão separado.
Ent :Tu eras bem pequeno, quando eles se separaram, né? P : Era. Tinha um ano.
Ent : Hã-hã. Mas o teu pai e a tua mãe se falam, se tratam bem?
P : Se falam . A minha mãe xinga ele também. Ela fala com ele. A minha mãe xinga ele, porque ele não veio me vê. E já falei pra ela que eu não quero mais a visita dele. (pausa)
Ent : E, financeiramente assim, ele te ajuda? P : Me ajuda. Me ajudava.
Ent : Ele te dava o quê ?
P : Me dava dinheiro, me dava roupa. No dia do meu aniversário, ele me deu tênis, me deu roupa. Sempre, ele me ajuda também, quando eu preciso. Quando eu não preciso, ele nem quer sabê.
Ent : Mas ele te registrou, P.? P : Não.
Ent : Não? Por quê?
P : Não sei. Quando eu era pequeno, ele e a minha mãe brigaram. Ele e minha mãe brigaram. (pausa)
Ent : E tu sabes por que eles brigaram? P : Não.
Ent :Na tua família, tem alguém com problema de saúde? P : Não.
Ent : Tem alguém que beba demais, ou use drogas? P : Não. Só eu sou usuário.
Ent : Só tu ? Tu tá tomando alguma medicação lá na FASE? P :Tô.
Ent : O quê?
P : Pra maconha. Remédio pra droga.
Ent : E tu tava fumando maconha todos os dias, antes de ir pra FASE? P : Cinco por dia só.
Ent : Cinco...? P : Por dia.
Ent : Cinco cigarros por dia? P : Não. Maconha?
Ent : É. P : É, era isso.
Ent : Isso é bastante, não é?
P : É. Mas quando eu saí, eu vou pará de usa também. Eu vou pará de fuma quando saí também, quando eu saí daqui de dentro.
Ent : E tu tinhas quantos anos quando tu começaste a fumar maconha? P : Quatorze.
Ent : Na FASE, então. E tu começaste a fumar por quê?
P : Porque eu via os outros fumando. Eu via os outros fumando, eu comecei a fuma também.
Ent : E o que tu sentia assim quando tu fumavas? P : Sentia nada.
Ent : Nada? Então, por que tu fazias?
P : Porque no início era bom né, depois tri ruim.
Ent : Por que é tri ruim?
P : Porque o cara fica chapado aí.
P : Ah, fica meio louco. Deixa meio louco o negócio. É ruim.
Ent : E agora, quanto tempo faz, então, que tu não fuma? P : Vai fazê agora cinco mês, que eu não fumo mais.
Ent : E tu sentes falta? P : Não.
Ent : Não? E a tua família sabia que tu fumava? P : Sabia. Só a minha mãe só.
Ent: Hã-hã. E tu sabe quem é que escolheu teu nome? P : Sei.
Ent : Quem foi? P : Foi a minha tia.
Ent : E essa tia era irmã de quem? P : Era irmã da minha mãe.
Ent : E era o nome de alguém?
P : Não, é que quando eu era pequeno, quando eu era pequeno, eu fui abaixado em hospitais, cortaram o cabelo do lado, quando eu vi, eles me apelidaram de F. no hospital. E em casa foi a minha tia que me deu o nome.
Ent : Então, o teu apelido era...? P : F. É F. ainda.
Ent : Ainda é? Mas, P . era o nome de alguém assim da família? Não? P : Não.