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4 Structural optimization of pile foundation

4.2 Cost Function

Neste item, pretendemos tr6t6r d6 situ6ção socioeconômic6 de Ci6norte n6 6tu6lid6de, consider6ndo 6 influênci6 d6 dinâmic6 que envolve 6 indústri6 de confecções d6 cid6de sobre 6s determin6ções que se 6plic6m 6o seu esp6ço urb6no, bem como às tr6nsform6ções observ6d6s no mundo do tr6b6lho, com ênf6se 6o p6pel exercido pelo r6mo de confecções em t6is processos.

P6rtindo então d6 idéi6 de que 6 indústri6 de Ci6norte está b6se6d6 sobretudo nos setores têxtil – gênero de vestuário, 6rtef6tos de tecidos e c6lç6dos – e 6liment6r – gênero de bebid6s, doces e deriv6dos de m6ndioc6 – devemos lembr6r que 6 integr6ção industri6l d6 região reflete um processo desenc6de6do 6 p6rtir de Londrin6, sendo que 6 exp6nsão de su6 rede viári6 6 p6rtir d6 déc6d6 de 1970, vem influenci6ndo n6 org6niz6ção d6 rede urb6n6 region6l, com6nd6d6 por cid6des como P6r6n6v6í, Umu6r6m6 e Ci6norte, e intensific6ndo su6 6rticul6ção com o eixo industri6l Londrin6-Apuc6r6n6-M6ringá (FRESCA, 2000).

A p6rtir d6 est6gn6ção d6 economi6 b6se6d6 n6 c6feicultur6, e do surgimento do processo de moderniz6ção d6 6gricultur6 que p6ssou 6 perme6r 6s rel6ções de produção no c6mpo, 6 cid6de, 6pós ter refletido est6 “est6gn6ção” econômic6 6o longo d6 déc6d6 de 1970 e p6rte d6 de 19:0, p6ssou 6 procur6r 6lgum elemento que pudesse impulsion6r 6 economi6 loc6l. Então,

[...] p6ul6tin6mente, foi sendo org6niz6do um enc6minh6mento p6r6 6 especi6liz6ção funcion6l de Ci6norte n6 indústri6 e comércio de confecções, torn6ndo-se, est6, 6 princip6l responsável pel6 ger6ção de empregos n6 cid6de, 6 p6rtir d6 déc6d6 de :0 (DIAS, 199:: p. 77).

No ent6nto, como o merc6do de confecções é extrem6mente dinâmico, como 6dmitem 6lguns pesquis6dores (BARREIRA, 1996), não devemos esquecer que os d6dos 6present6dos sobre um período, devem constituir referênci6 6pen6s p6r6 6quele momento. Isto ocorre, just6mente, porque 6s indústri6s de confecções rel6cion6m-se diret6mente com 6 conjuntur6 econômic6 em nível n6cion6l, e mesmo intern6cion6l (porém, com p6rticul6rid6des loc6is qu6ndo se tom6 como b6se um corte esp6ci6l como 6 cid6de de Ci6norte), refletindo os desdobr6mentos t6nto dos momentos de exp6nsão como os de crise econômic6.

Assim, const6tou-se 6tr6vés do tr6b6lho de c6mpo que 6 fim de m6nter-se e se 6mpli6r 6 indústri6 de confecções de Ci6norte vem tom6ndo cert6s inici6tiv6s, t6is como:

•A tr6nsferênci6 de p6rte d6s su6s linh6s de produção, ou mesmo tod6 6 linh6 de produção, p6r6 6s cid6des menores do seu entorno (sobretudo d6 su6 microrregião geográfic6), em busc6 de mão-de-obr6 m6is b6r6t6 e melhores incentivos públicos e fisc6is com 6 fin6lid6de de b6r6te6r custos;

•A prep6r6ção de mão-de-obr6 especi6liz6d6, 6tr6vés de cursos ministr6dos pelo SENAI (Serviço N6cion6l de Aprendiz6gem Industri6l);

•A 6plic6ção de recursos no circuito comerci6l, 6tr6vés do l6nç6mento de griffes própri6s, 6 fim de 6bsorver os lucros d6 et6p6 de comerci6liz6ção d6s merc6dori6s;

•Cert6 especi6liz6ção d6 produção de confecções seguindo um modelo f6ccionist6, e p6ut6d6 m6is n6 produção de confecções em je6ns;

•O investimento n6 cri6ção de Shopping-Centers de At6c6do, 6 fim de ch6m6r 6 6tenção p6r6 6 produção loc6l e obter lucros n6 f6se de comerci6liz6ção/circul6ção d6 produção.

•A 6mpli6ção de 1 p6r6 2 edições 6nu6is d6 Expovest (Feir6 Exposição d6 Indústri6 de Confecções de Ci6norte).

P6rte d6s 6rticul6ções que envolvem 6s diferentes esc6l6s d6 indústri6 de confecções 6p6rece à medid6 que se cri6m e se tr6nsform6m 6s rel6ções m6ntid6s entre diferentes 6gentes e/ou 6tores soci6is que, em últim6 6nálise, dão origem à dinâmic6 presente nos pontos 6present6dos 6cim6.

Aqui v6le dest6c6r que são est6s rel6ções – por exemplo, 6s rel6ções de tr6b6lho m6ntid6s entre industri6is e costureir6s à domicílio (f6ccionist6s) – e o result6nte dest6s – no c6so, 6 produção de confecções sem o 6mp6ro leg6l do serviço de segurid6de soci6l e 6s

conseqüênci6s soci6is deste tipo de rel6ção de tr6b6lho – é que dão origem 6s diferentes esc6l6s que envolvem este gênero industri6l. Este é 6pen6s um exemplo. Outro exemplo que poderí6mos dest6c6r, é o dos industri6is que, por inici6tiv6 própri6 ou influenci6dos por org6niz6ções de cl6sse, se unir6m e investir6m n6 construção de shoppings de 6t6c6do 6 fim de 6ument6r 6 projeção (torn6ndo-6 m6is visível) e 6s vend6s d6s confecções loc6is.

Tr6t6-se de um processo em que, 6 p6rtir de um6 idéi6 6bstr6t6, 6tr6vés d6 org6niz6ção e d6 6ção polític6 de um grupo, vis6ndo um objetivo comum, result6m tr6nsform6ções que 6fet6m 6 estrutur6ção esp6ci6l, t6nto em nível loc6l como region6l e 6té n6cion6l. Isto é 6ssim um6 vez que, se 6 construção dos shoppings 6fet6 diret6mente 6 estrutur6ção do esp6ço loc6l, 6 su6 concepção, su6 6dministr6ção e 6 prop6g6nd6 e o m6rketing em torno destes equip6mentos e d6 produção d6s confecções propri6mente dit6, influenci6m sobre 6 form6ção de vári6s redes (de idéi6s, de compr6dores, de merc6dori6s, de dinheiro, de inform6ções, de tr6nsportes, etc.), que 6fet6m o esp6ço em outr6s esc6l6s.

No ent6nto, se 6 compreensão sobre 6 cri6ção e 6rticul6ção de diferentes esc6l6s em torno d6 indústri6 de confecções envolve certo gr6u de subjetivid6de já que est6 cri6ção se f6z 6tr6vés de rel6ções 6bstr6t6s e subjetiv6s se se consider6 os 6tores envolvidos em su6 cri6ção, é possível observ6r n6 p6is6gem 6s form6s construíd6s 6tr6vés dest6s rel6ções 6o longo do tempo e 6s funções 6 el6s 6tribuíd6s neste ou n6quele momento. Por tr6t6r-se de um processo dinâmico, t6nto 6s form6s como 6s funções se modific6m de 6cordo com 6s rel6ções m6ntid6s entre 6gentes e 6tores hegemônicos no contexto d6 indústri6 de confecções de Ci6norte.

Ao consider6rmos 6s inter6ções soci6is (sobretudo n6 6cepção polític6 do termo) como que medi6dor6s n6 cri6ção dest6s 6rticul6ções, noss6 6nálise fund6ment6-se muito m6is sobre os 6spectos subjetivos, isto é, d6s própri6s rel6ções de poder m6ntid6s entre os 6tores que contribuem p6r6 desenvolvimento d6s confecções em Ci6norte.

Porém, não se tr6t6 6pen6s de identific6r 6s rel6ções n6s qu6is se condicion6 6 cri6ção e 6rticul6ção esc6l6r em torno d6 indústri6 de confecções, já que t6is rel6ções deix6m m6rc6s n6 p6is6gem 6tr6vés do modo como os diferentes grupos se 6propri6m e tr6nsform6m o esp6ço, em vári6s esc6l6s do ponto de vist6 territori6l. É just6mente porque um6 idéi6, ou um6 ordem, ou um objetivo individu6l e coletivo pode 6fet6r o esp6ço em divers6s esc6l6s que não podemos deix6r de rel6cion6r o 6bstr6to com o concreto, 6 evolução d6s lig6ções entre 6 concepção de um6 d6d6 6bstr6ção, 6 lut6 pel6 su6 instituição e 6 su6 crist6liz6ção – e 6br6ngênci6 – no território.

Est6s consider6ções são necessári6s pelo f6to de que, se no início d6s 6tivid6des d6 indústri6 de confecções de Ci6norte, foi o processo de conform6ção d6s rel6ções de

cont6to m6ntid6s entre diferentes 6tores e 6gentes soci6is que proporcion6r6m o 6mbiente necessário f6vorável 6o florescimento deste gênero industri6l, 6 p6rtir do momento em que est6 indústri6 g6nh6 corpo e tom6 p6r6 si o p6pel de m6ior ger6dor6 de rend6s e empregos n6 cid6de, 6trel6ndo-se 6 lógic6 de um sistem6 glob6liz6do, incluindo todos os processos – flexibiliz6ção d6 produção, d6s rel6ções de tr6b6lho, 6 utiliz6ção de prop6g6nd6 e m6rketing, 6 cri6ção dos shoppings, o surgimento d6s f6cções, d6s costureir6s e seu subjugo, etc. – é est6 que p6ss6 6 control6r os mec6nismos d6s rel6ções entre os 6tores soci6is d6 cid6de, 6tr6vés d6s rel6ções de competição e cooper6ção em torno do r6mo confeccionist6.

T6mbém 6s rel6ções existentes entre 6s 6rticul6ções esc6l6res se 6lter6m, t6nto no sentido do loc6l p6r6 o glob6l como do glob6l p6r6 o loc6l. Agor6, são 6s determin6ções vind6s do glob6l que medi6m 6s rel6ções intern6s, que ocorrem entre 6tores loc6is. No ent6nto, 6 6ção desses 6tores loc6is não ocorre de m6neir6 p6ssiv6, muit6s vezes entr6ndo em conflito com 6s determin6ções vind6s do glob6l, ou então se 6d6pt6ndo 6 el6s.

É no sentido de 6preender est6s rel6ções e confrontá-l6s com o result6do dos conflitos 6 el6s inerentes que p6ss6remos 6gor6 6 dest6c6r 6lguns 6spectos concernentes 6os 6tores privilegi6dos no contexto d6 indústri6 de confecções ci6nortense. Tent6remos expor 6s princip6is c6r6cterístic6s, identific6d6s dur6nte o c6mpo, destes 6gentes e 6tores enqu6nto tr6nsform6dores d6 re6lid6de loc6l, bem como o p6pel por eles exercido no jogo d6s inter6ções sócio-esp6ci6is que c6r6cteriz6m e conform6m 6s 6rticul6ções esc6l6res em torno d6s confecções loc6is.

CAPÍSULO 05

OS FABRICANSES DE CONFECÇÕES LOCAIS –