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Chapter 9 ISO 55000 versus the PSA Regulations

9.2 Correlation Table between ISO 55001 and the PSA Regulations

As redes podem ser diferenciadas quanto a sua duração, governança e estabilidade, assim como para o fim para o qual foram criadas. Powell e Grodal (2006) propuseram quatro tipos considerando a estabilidade temporal e as formas de governaça: 1) redes informais – baseadas na troca de conhecimento; 2) redes de projetos – combinações de curto-prazo para realizar metas específicas; 3) redes regionais – onde a proximidade geográfica ajuda a sustentar uma comunidade comum; e, 4) redes de negócio – alianças estratégicas entre partes com propósito definido. Assim, há uma diversidade de tipos (estruturas) de rede, Inpken e

Tsang (2005) categorizam as redes em duas dimensões: o eixo vertical representa o quanto representa qual a posição ocupada por cada integrante na cadeia de valor da rede; e o eixo horizontal representa o quão estruturado ou não estruturado é a conformação de cada tipo. A figura 5 representa graficamente cada tipo. Abaixo segue uma breve descrição dos três tipos predominantes:

 Redes Intracorporativas – consiste de um grupo de organizações operando sob uma mesma identidade corporativa. As redes intracorporativas são analisadas como um grupo de organizações em vez de uma unidade, pois cada uma provê informações relevantes na relação do desempenho com o grau de autonomia outorgado as subsidiárias, a distância física e cultural, a natureza do negócio e o grau de descentralização do processo de tomada de decisão (INPKEN, TSANG, 2005; GOSHAL, BARTLET, 1990).

 Alianças Estratégicas – são formadas por um grupo de empresas que voluntariamente se envolvem para trocar, compartilhar e co-desenvolver produtos e serviços. Estes relacionamentos cooperativos são caracterizados pela conservação dos recursos, pela busca de novas competências e pelo compartilhamento dos riscos (EISENHARDT, SCHOONHOVEN, 1996).

 Distritos Industriais – é uma rede de firmas independentes que operam no mesmo segmento de mercado e compartilham a mesma localidade geográfica, se beneficiando da economia de escala e da aglomeração. Geralmente há universidades e centros de pesquisa próxima a estes distritos industriais que capacitam os profissionais e provém suporte tecnológico.

Figura 5 – Tipologia para Redes

Fonte: INPKEN, TSANG, 2005.

Quando as firmas juntam-se numa rede fortemente integrada e fazem investimento conjuntos para produção e co-especialização de sua força de trabalho, geram um recurso de difícil imitação e promovem desempenho superior, fundamental para o aumento de competitividade DYER (1996). Se o foco do estudo é a colaboração, esta pode ainda ser dividida, segundo Kahn, Maltz e Mentzer (2006), em dois grandes eixos: relacionamento e tecnologia. O eixo baseado em relacionamento é fortemente baseado na confiança e comprometimento, e o outro eixo é fortemente baseado no uso da tecnologia de informação (TI).

O Sebrae classifica a Movelaria Paulista como um Arranjo Produtivo Local (APL), gancho para explicitar a diferença entre os clusters e APLs.

“Os clusters podem ser diferenciados dos APLs não só pela intensidade dos vínculos criados entre os atores (freqüência e qualidade das interações), mas também pelo papel que as organizações do Estado cumprem no desenvolvimento endógeno. Espera-se que nos APLs, a atuação do governo (em suas múltiplas esferas) seja pautada por estratégias ativas de apoio e incremento da produtividade, principalmente nos negócios das pequenas e médias empresas. Por sua vez, o desenvolvimento econômico em clusters ocorrerá com maior participação das empresas privadas e iniciativas locais”.

Os clusters são formados por firmas e indústrias interligados por relacionamentos verticais (compras/fornecedor) e/ou horizontais (clientes comuns, tecnologia etc.) e com os principais atores e instituições (universidades, governo etc.) localizados numa mesma região (PORTER, 1998). A proximidade geográfica é o condutor que facilita a troca de conhecimento e o desenvolvimento das instituições, encorajando a melhoria da divisão do trabalho e da capacidade de inovação. No Brasil o termo APL está associado à intervenção do governo visando o desenvolvimento e planejamento regional, além do caráter político e social, engloba a elaboração de políticas públicas com ênfase nas questões de desenvolvimento sustentável e que estimula o protagonismo local (FIGUEIREDO, DISERIO, 2007).

O ambiente de redes é propício para que as organizações desenvolvam a capacidade de gerar conhecimento pela combinação dos conhecimentos existentes em sua base interna com os novos conhecimentos advindos da rede. A criação e integração de conhecimento, incluindo o processo de compartilhamento, tem emergido como a prática de maior influência na organização atual (CARAYANNIS, WANG, 2008). Portanto, cada vez mais a organização busca associações estratégicas, fomentando uma complexa rede de relações internas e externas, visando à inovação e à geração de valor para os seus integrantes (CHESBROUGH, VANHAVERBEKE, WEST, 2008; SINGH, MITCHELL, 2005; GULATI, NOHRIA, ZAHEER; 2000): “a inovação é movida pela habilidade da organização em estabelecer relações, detectar oportunidade e tirar proveito das mesmas” (TIDD, BESSANT, PAVITT, 2008, p.23). Hatchuel, Lemasson e Weil (2006) ainda complementam que para uma organização desenvolver a capacidade de inovação com a finalidade de competir na economia moderna é essencial que ela tenha foco no design (Design Oriented Organization - D02). Para estes autores, design é definido como uma atividade coletiva com o objetivo de ampliar conceitos e conhecimento para chegar a soluções temporárias de produtos e/ou serviços,

utilizando o conceito de Knowing, conhecimento como ação (NONAKA, TAKEUCHI, 2004; COOK, BROWN, 1999). Tsai (2001) aborda a relevância da capacidade de aprendizagem organizacional e da posição na rede para a produção de inovação e aumento de desempenho. Indica que o fato do grupo ter uma posição central na rede de forma que possibilite o seu acesso a novos conhecimentos desenvolvidos por outros grupos e a sua capacidade absortiva afetam positivamente o desempenho e a geração de inovação. Conhecimentos e idéias são compartilhados e significados comuns são desenvolvidos através das interações. O conhecimento é socialmente construído e a aprendizagem organizacional envolve um complexo processo social na quais diferentes grupos de diferentes organizações interagem umas com as outras: “A empresa é um repositório de conhecimento e a habilidade de acessá- lo e integrá-lo de forma efetiva é realmente uma fonte de vantagem competitiva” (TSAI, 2001, p 1002). Logo, se inovar é uma meta ou um fim da organização, naturalmente as redes passam a ser um caminho que favorece o fluxo de informações e a construção do conhecimento, justificando a ênfase estratégica dos estudos das redes.

Em termos da criação do conhecimento, a inovação pode ser explicada como um processo social que transforma o conhecimento tácito num conhecimento articulável, o que requer um diálogo contínuo entre pessoas que vivem a mesma situação. Berger e Luckman (2000) argumentam que o conhecimento surge da construção social de entendimentos compartilhados dentro de um contexto de compreensões previamente construídas, ou seja, a transmissão de uma idéia inovadora pode ser facilitada se envolve partes que compartilham a mesma construção social. E nela estão inseridas as experiências passadas no estabelecimento de vínculos e nas interações como importantes recursos para firma estabelecer novas alianças que minimizem riscos. Para buscar capacidades complementares, a firma deve ter claro quais são os seus potenciais parceiros, ter uma idéia das suas necessidades e requisitos e ter informações sobre a confiabilidade destes parceiros (GULATI, 1999). Dada a ambiguidade e

a incerteza associada às alianças, o acesso às informações que possam reduzir os custos de busca e os riscos de oportunismo são ainda mais valiosos no escopo das PMEs, devido à limitação de recursos. Uma das fontes de tais informações é a rede onde a firma está inserida, onde os vínculos imersos são acumulados ao longo do tempo e podem ser uma importante base para troca de informações que habilitam as firmas aprenderem sobre novas oportunidades de alianças com parceiros confiáveis (COWAN, JONARD, ZIMMERMANN, 2007; GULATI, 1999; EISENHARDT, SCHOONHOVEN, 1996).