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Eu sou nordestino e sou paulistano: Nasci lá, me criei aqui. Em São Paulo eu gosto de tudo O sistema oferece muitas coisas boas. (Leonildo Rodrigues,2003)

No diálogo com os canudenses da Zona Sul de São Paulo, pôde-se entender a necessidade de se respeitar às diferenças, bem como entender a forma de lutar dos canudenses para firmar o direito de ter diferenças. Logo, esta postura de respeitar tais diferenças se constitui numa exigência da própria concepção de fazer um trabalho de História Oral.

Assim, foi possível constatar que as narrativas apontam diferenças, tensões e conflitos, entre os canudenses, pois alguns deles, que moram no “condomínio dos canudenses”, demonstram que São Paulo é uma cidade boa para se viver o que contradiz algumas narrativas de Antônio Pereira e Roberto Santos, conforme narrado no capítulo 2.

Ao perguntar a Leonildo como é a sua vida em São Paulo, ele responde contando sua vida desde a infância; sobre este assunto, pensava-se ouvir inicialmente sua vida de trabalho, de estudos. No entanto, o tempo, a fase da vida, em que Leonildo iniciou sua narrativa, não era o mesmo tempo que eu esperava obter como resposta. Era de se esperar que o mesmo começasse a falar de sua vida atual, pelo fato de ser jovem, porém quando começou a narrar sobre sua vida em São Paulo, iniciou pela forma como foi trazido, para esta cidade, ainda bebê. Narrou, também, a separação de seus pais e suas narrativas apontam as experiências que teve ao morar em diversas regiões desta cidade. Eis um fragmento da narrativa de Leonildo

Leonildo: Eu nasci em Canudos e com onze meses de nascido, meus pais venderam o que tinha lá em Canudos e vieram morar em São Paulo. Minha mãe é Maria José dos Santos e meu pai é Antônio Rodrigues César. Morei doze anos na Barra Funda, morei mais 6 anos na Cachoeirinha, depois fui pra Itaquaquecetuba, depois no Jandira, morei em vários lugares aqui em São Paulo. Eu estudei aqui em São Paulo, fiz o prezinho, até, agora com o decorrer do tempo, parei de estudar, agora eu voltei, estou fazendo o primeiro, vê se eu termino. Eu sou nordestino e sou paulistano: nasci lá, me criei aqui e convivo mais com canudenses. Em São Paulo, eu gosto de tudo, tem muita

mulher bonita, o sistema oferece muitas coisas boas, o emprego, a verba, é isso que faz a gente se movimentar, o emprego.77

É importante considerar estas minúcias que, na verdade, não são minúcias simplesmente, mas podem ser analisadas, por exemplo, como um tempo simbólico escolhido por Leonildo para contar sua história. Não é o tempo cronológico dos acontecimentos, nascer, crescer e morrer. Indagando-se à respeito de sua vida atual, ele fez questão de falar sobre a mudança dos pais, que “venderam tudo o que tinham” para mudar para São Paulo e em seguida, acentuou sobre a separação dos mesmos, anos depois. Quando Leonildo narra sobre seus pais, diz em um certo momento eu não sei falar disso, não.

As narrativas de Leonildo possuem um tom da história que lhe fora ensinada. Sua história é a história contada por seus pais. A narrativa que ele expressa é a que ele sabe, porque aprendeu de seus pais. O tempo simbólico, que viveu, de mudanças e a separação dos pais, está marcado em suas memórias. Durante toda a conversa, ele apontou várias vezes, ao falar que morou com tios, primos e uma namorada, o assunto da separação dos pais. Ao afirmar não sei falar disso não pode significar alguns limites e avanços de suas experiências, narradas por ele com este tempo demarcatório, por este marco - a vida dos pais - e que, de certa forma, reflete também na maneira de contar sua própria história, ou seja, a história que lhe foi contada. Atualmente, Leonildo, juntamente com Roberto e Antônio, residem no “Condomínio dos canudenses”. O nome deste espaço de moradia é chamado por Leonildo de “condomínio” e por Antônio que também é morador, de “vila”. È chamado de condomínio porque na entrada existe um grande portão de ferro que comporta dentro de um mesmo terreno, quatro casas e no fundo do quintal, mais cinco casas. São ao todo nove famílias, em torno de 25 pessoas, que vivem com um quintal comum.78

A história do “condomínio”, segundo as narrativas dos que moram ali, começou com o Roque que comprou de um rapaz, parte do terreno. Mesmo sem documentação, Roque foi construindo e convidou outro canudense José Domingues para morar lá. Depois foi Leonildo que comprou uma outra parte do terreno e assim começou a sua história. Conforme as narrativas, o terreno não é da Prefeitura, mas sabem que é uma área de manancial. Possui luz elétrica e eles querem legalizar o terreno. O “condomínio” está localizado ao lado da represa de Guarapiranga. No momento da construção de sua casa, Roque recebeu fiscalização da prefeitura e a obra foi embargada. No entanto, resolveu este problema e segundo narra, possui ligação de energia elétrica, paga luz e imposto, é tudo oficial.

7 7 Entrevista realizada, em suas casas, em julho/ 2003.

Para os que ali vivem, o problema da moradia foi resolvido, visto que não precisam mais ficar indo de uma casa para outra em busca de um lugar onde se fixar por causa do emprego. Até o condomínio se tornar uma realidade, a prática era morar com parentes, irmão, primo, cunhado, amigo e quando o grupo ia crescendo, ia desmembrando, separando, ou concentrando todos com um parente, onde a casa comportasse a todos ou que fosse mais próxima do trabalho. Neste sentido, o lugar de moradia era o grande problema a ser enfrentado por estes migrantes canudenses, uma vez que quando um parente conseguia um emprego para outro, e este morava longe, rapidamente mudava de casa, ia morar com um outro parente mais próximo à firma.

A experiência de morar em grupos, ou morar num espaço comum, de forma coletiva e cada um em sua casa, pode ser compreendida como uma alternativa de moradia que os canudenses mais jovens conquistaram. Formaram uma vila de canudenses. São casas pequenas, que eles, aos poucos foram construindo, colocando móveis e comprando utensílios. Leonildo, por exemplo, comprou uma parte do terreno de um terceiro, no cartão de crédito e algumas coisas, comprou fiado. O “condomínio dos canudenses”, situado no bairro São Francisco, perto da represa de Guarapiranga é considerado por eles o melhor lugar para morar porque é um espaço deles, eles construíram. Se para os mais antigos, esse problema da moradia e de mudar para cá e para lá, era impossível de se resolver, os mais jovens conseguiram resolvê- lo com alternativas e numa rapidez surpreendente para eles mesmos.

Leonildo e Roque, quando indagados sobre o começo desta experiência, de construir um lugar coletivo de moradia, e que ainda está em construção, afirmaram:

Leonildo: Não tinha nada construído aqui, aí eu comprei e comecei a construir aqui. Comprei tudo fiado, nos cartões de crédito. Primeiro foi o Roque, depois eu, depois o Antônio, e hoje tem cinco casas e ali fora também tem gente de lá, como o Edir e a família, que nós conhecemos aqui. Engraçado, nós conhecemos o Edir aqui, ele saía com nós, aí conheceu uma das meninas que era canudense que saía com a gente e ele começou a se envolver e acabou casando com ela. O grupo é até casamenteiro.79

Roque: No começo era feio, aqui era tudo mato.Hoje está bonito A gente começou assim: primeiro era um barraco de madeira, até deixo aqui pra deixar de lembrança e depois, construímos com alvenaria.80

7 9 Entrevista realizada em suas casas em julho/ 2003. Ver também DVD: Memorie e storie di canudenses

nella città di San Paolo, Rede Rua, 2004.

Neste processo de conseguir espaço próprio de moradia, foram criando novas formas de morar, com tensões entre os mesmos. Tratava-se de conflitos entre os canudenses que chegavam e os que já residiam em São Paulo, bem como com os conterrâneos que ficaram em Canudos. Não se trata de uma discussão a respeito de definir “quem mora com quem”, mas da opção dos mais jovens em ter além de um espaço próprio, um estilo de vida diferente, de assumir prioritariamente a construção da casa própria para sair do aluguel e, assim, ter uma vida independente, não residindo na casa de irmão ou irmã casada.

Gilberto, por exemplo, é um dos que tece críticas aos jovens do “condomínio”, mas ao mesmo tempo dá apoio, pois segundo conta, esses jovens eram crianças quando ele saiu de Canudos:

A gente dá apoio porque a gente é unido e tem aquelas horas de a gente dar conselho, e eles reclamam, essas coisas. E eles conseguiram emprego e logo arrumam uma mulher. 81

Ao conhecer o “condomínio”, ir de casa em casa para conversar com este grupo, houve a impressão de esta experiência ser uma forma criativa de convivência com familiares e bem diferente da família que tinham em Canudos. Lá, moravam com os pais na roça, ao mudar para a cidade, moravam com irmão, primo, cunhado. Ou seja, sempre no âmbito familiar, com pessoas já bem conhecidas, “da casa”.

A decisão de primeiro “sair do aluguel” é bem recebida por todos e a idéia de morar separado, se desligar dos familiares não significa necessariamente um rompimento com os mesmos. Ao contrário, o grupo que construiu o condomínio é composto por primos e amigos. Talvez a família destes migrantes canudenses, em São Paulo, tenha sido ampliada, e cresceu, a partir de um núcleo clássico - pai, mãe e irmãos - para uma experiência mais ampla, vivida sob outros parâmetros, com mais autonomia e liberdade, segundo eles próprios apontam. Os laços que os unem vão além de laços sangüíneos e a dinâmica de vida é diferente do de uma família como eles conheciam em Canudos. Sentimentos de confiança, “estar bem” com o grupo, amizade e companheirismo são sentimentos que os unem, afirmando uma relação de “caminhar juntos, planejar a vida”. Atualmente realizam festinhas no condomínio, convidam amigos para passar o final de semana, saem e chegam a qualquer hora sem ninguém para “controlar ou dar ordens”.

Pode-se pensar que este grupo, de certa forma, reelaborou uma outra forma de vida. Eles se inseriram na própria dinâmica que escolheram, e, ao mudar a maneira de viver, mudaram também a si próprios. Não se trata de uma “adaptação”, mas um processo de reelaboração de um modo de vida, construído coletivamente, com significados comuns. Talvez tenha sido uma maneira que conseguiram de se firmar em São Paulo, um jeito de ser canudense e paulistano, alterando os modos de vida para si mesmos, na comunidade.

Ao andar pelo condomínio, permanecer um pouco no quintal, subir na laje de uma das casas, ver as árvores frutíferas que existem no terreno, ver as pessoas se movimentando normalmente dentro dos seus espaços, foi possível analisar esta reelaboração, mudança que não aconteceu de forma brusca e repentina, e o modo de viver deste grupo de canudenses, que traz marcas do jeito de vida que tinham em Canudos.

Vale lembrar que em se comparando com as gerações anteriores, de fato esta nova forma de morar alterou a visão de como se organizar e viver na cidade. Por outro lado, notou- se, também, que a constituição deste espaço mudou as vidas dos canudenses, pois existem melhores condições de vida para eles, neste espaço do que em Canudos, no entanto; permanecem códigos e formas de vida que indicam uma “continuidade”, ou ainda, elementos presentes da maneira como se relacionavam, em Canudos. Por exemplo, o condomínio é elogiado e bem visto pelos que nele residem. E os aspectos mais evidenciados foram que neste espaço existe um grande quintal, cada um tem a sua casa, e todos se juntam para realizar atividades, se ajudar, fazer comidas, de forma coletiva.

Neste sentido, mais que uma transição brusca, foi possivel sentir, um “continuum gradual” 82,

onde se pode perceber formas de vida que mesclam elementos culturais do público e do privado, costumes de vida interiorana de Canudos, por exemplo, com maneiras modernas aprendidas e apreendidas, em São Paulo. O local mais importante do condomínio para eles é o quintal. Ali mulheres alimentam seus filhos, pessoas conversam em voz alta, de uma casa para outra, rapazes bebem, dançam, brincam no meio do quintal, com música alta, entre outros. O quintal é um espaço de todos, eles se encontram, podem passar o tempo, conversam, enfim, pode ser o espaço público que é de todos e nele, as mulheres fazem suas tarefas tais como alimentar filhos, pedir condimento para a vizinha, lavar roupa e estendê-las à vista de todos, entre outras tantas tarefas. As casas possuem eletrodomésticos, aparelhos de som, uma estrutura de cozinha que, em Canudos não possuíam.

Este grupo não se fecha em si mesmo, eles mantêm os laços familiares com os primos e irmãos que são casados e que residem em bairros vizinhos. A família cresceu, não é somente pai, mãe, filho. Conta com os conterrâneos, com as famílias que residem nos bairros da Zona Sul e famílias de outros bairros. Realizam encontros com todas as famílias, fato que se torna uma festa.

Nos finais de semana, sempre se encontram, um visita o outro e sempre se reúnem em grupos de vizinhos, amigos. Importante é que esta dinâmica de “estar junto” não é somente quando José Alôncio convida ou mobiliza alguma reunião ou encontro. Em uma ocasião, visitando o Leonildo e o Roberto no “condomínio dos canudenses” oito rapazes conversavam

8 2 PORTELLI. Alessandro. Dividindo o mundo. O som e o espaço na transição cultural. In: Revista do

Programa de Estudos Pró Graduados em História e do departamento de História da PUC/SP, n. 26.Educ, São Paulo, 2003.

de fronte ao portão do condomínio. Todos eram vizinhos, de famílias conhecidas de Canudos e num domingo pela manhã, sentia-se um clima de alegria de estar junto, jogando conversa fora, contando piadas, mostrando fotografias do último canudense que chegou das férias, em Canudos. Um clima de brincadeiras, falando de um, de outro e comentando que, à tarde, alguns sairiam para o trabalho, como o José Domingues.

Alguns familiares podem não entender os significados desta experiência, ou como os “do condomínio” levam uma vida diferente. Ao saber da existência deste condomínio, surgiu o interesse para questionar como se constituiu, quem morava lá, e ouvir várias opiniões a respeito. Ao conversar com Maria e perguntar sobre a experiência, de morar no condomínio, Maria respondeu:

Maria Nascimento: A geração de hoje é bem diferente da minha, e o lugar ajuda. Eles não pagam aluguel, têm comida, água e luz... Não pensam no dia de amanhã...Eles abusam muito. Eu fico muito preocupada com eles, porque as mães ficam perguntando de lá como está cada um... Mas eles não querem construir uma família: eles moram com a mulher, mas brigam, têm ciúmes, bebem demais. Aí me chamam, as mulheres deles me ligam quase todo dia. Mas eles estão bem, eles são legais. Eles não querem ter compromisso...Têm filho e até assumem os filhos, mas não constroem famílias. Hoje a moda é ficar, não é casar. Eles têm uma cabeça diferente, e se perguntar se eles querem voltar para lá, acredito que eles não querem voltar, querem é trazer quem está lá. Eles querem é ter liberdade, ir para os bailes, cada final de semana é um salão diferente.83

A diversidade de opiniões e gerações está presente nas relações entre eles. O caso específico de Maria, ao ter esta opinião sobre os que moram no condomínio, pode ser compreendida como um conflito de ordem familiar, religiosa. Maria é evangélica e seu marido também. Segue todos os preceitos da religião, participa de cultos e atividades na igreja. Já, seu irmão mais novo que mora no condomínio não segue suas orientações.

Maria tem uma postura de irmã mais velha, preocupada com a vida dos mais jovens que residem no condomínio e com os pais que estão em Canudos e perguntam sobre a vida dos filhos. Valores como casamento, fidelidade, uma vida sem beber, são assumidos no cotidiano da família de Maria, mas para ela, seu irmão e demais rapazes do condomínio, não respeitam mais as tradições e ensinamentos que receberam desde criança. As relações sociais desse grupo, os conflitos e tensões, são conhecidas por todos os canudenses, até mesmo os que permanecem em Canudos.

No campo das tensões, entre os canudenses, este é um assunto de muitas discussões. E Leonildo dá sua opinião:

O importante é trabalhar, ter amigos e acima de tudo, curtir a vida, mas com responsabilidade… Todo final de semana a gente inventa alguma coisa, a gente assa uma carninha por aqui, a gente procura distrair, a gente vai pra salão, nessa região. Se tem um salão que a gente não foi, ainda vamos descobrir, a gente dança forró, pagode, axé, tudo o que tiver.84

Leonildo mora com uma irmã mais nova, adolescente, e é responsável por ela. Ele, ao sair de casa aos dezessete anos foi morar junto com a namorada durante dois anos. Ele está em São Paulo e a mãe de sua filha, Jennifer, está em Canudos porque ela não queria ter a filha em São Paulo. Esta iniciativa da esposa de Leonildo pode ser compreendida como uma ligação intensa com a terra natal, com a família, se for analisada a necessidade desta em ter a filha perto de seus parentes, de sua mãe, enfim, o desejo de dar à luz no seu chão, uma outra vida na sua própria terra, onde estão suas raízes e identidade.

Ambas visitarão o pai – Leonildo, no Natal e no Ano Novo, tendo em vista que ele esteve em Canudos ha dois meses atrás, em maio/2003 e não poderá viajar novamente este ano. Esta situação de famílias separadas pode ser compreendida como uma situação comum entre familiares nordestinos. Por diversos motivos, filhas saem de casa cedo para trabalhar em outras casas, ou para ajudar na renda familiar, ou porque a mãe concedeu por um tempo esta filha para uma comadre, ou avó. Uma questão a ser pensada é se esta situação natural /normal, é tipicamente comum nas famílias nordestinas. Outro aspecto a ser pensado, e vale a pena indagar, seria a realização de casamentos entre canudenses. Existem alguns casos dentro deste grupo de canudenses. Leonildo indica que esta prática ocorre hoje com alguns jovens o grupo é até casamenteiro. Este aspecto precisa ser pesquisado de forma mais profunda para se analisar, compreender se este é um ato comum entre eles, uma maneira de fortalecer os laços entre conhecidos e/ou familiares. Percebe-se, assim, que são elementos culturais, significativos para a manutenção de famílias e núcleos familiares canudenses.

Além deste aspecto, nota-se que algumas práticas dos que moram no condomínio dialogam de forma conflituosa com as práticas dos que vivem em família, freqüentam a igreja e/ ou moram em Canudos. Vários elementos determinaram esta relativa desvinculação da família

8 4 Entrevista realizada, em suas casas, em julho/ 2003.

Na fala de Maria, ela afirma que os mais jovens não pensam no futuro. “Fazer futuro” como esta afirmou, pode ser interpretado de diferentes maneiras. Para Maria, um casamento, uma família, uma boa escola para os filhos demonstram que, para se construir um futuro melhor, necessariamente se deve passar por essas experiências.

mudança dos mesmos. Para os familiares, os mais jovens estão “desrespeitando” os ensinamentos dos seus antepassados.

Apesar dos conflitos, familiares e parentes auxiliam na passagem de um estilo de vida para outro, colaborando não somente em forma mutirão, ou financeiro, mas também, de uma certa forma, contribuem para a reconstrução de valores, de representação de novos espaços e

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