DIAGNÓSTICO SITUACIONAL
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que está se analisando. Este tipo de determinação é primordial para qualquer projeto relacionado a resíduos sólidos, sendo utilizado dentre outros fins para o dimensionamento de unidades de compostagem, triagem e de outras unidades componentes do sistema de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
Tal caracterização possibilita também o estudo do comportamento físico dos elementos que compõe os resíduos podendo-se, portanto compreender melhor a massa como um todo. As características dos resíduos influenciam na umidade, no peso específico seco, úmido e das partículas sólidas dos materiais, na compressibilidade e na resistência das células nos aterros de lançamento final (FARIAS & BRITO, 2000).
Neste sentido, a composição gravimétrica do Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA (2012), apresenta a matéria orgânica (51,41%) como o material com maior representatividade dentre os resíduos segregados (metal, papel/papelão/embalagens multicamadas, plásticos, vidro, matéria orgânica e outros), diferente do vidro que possui a menor quantidade, representando 2,39% do total gerado no país (Gráfico 1).
Gráfico 1 – Composição gravimétrica estimada dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil (2008).
Fonte: A partir dos dados do IPEA (2012).
Referente aos municípios componentes da Região Sul Fronteira (Polo 09), foi verificado que estes possuem características semelhantes, ou seja, os hábitos e costumes, a legislação, as condições climáticas, as variações da economia, o poder aquisitivo e o nível educacional. Sendo assim, de maneira geral, o que os diferencia é o número de habitantes, fator que definiu a quantidade de estudos de gravimetria que foram realizadas no PIGIRS-CONISUL (2014), existindo assim, quatro composições gravimétricas, realizadas nos municípios de Tacuru, Sete Quedas, Mundo Novo e Naviraí/MS. Portanto, foi realizada uma metodologia analisando a faixa populacional para definir as composições gravimétricas Nota-se que para o município de Laguna Carapã/MS, foi utilizada a composição gravimétrica informada no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS).
Metais 2,89% Papel, Papelão e Embalagens Multicamadas 13,08% Plástico 13,54% Vidro 2,39% Matéria Orgânica 51,41% Outros 16,69%
Seguindo essa premissa, para os municípios de Antônio João, Aral Moreira, Paranhos e Tacuru, foi observado que a matéria orgânica possui maior representatividade (52,21%), seguida pela categoria “outros” e “plástico” com 18,54% e 17,75% respectivamente (Gráfico
2). É importante frisar que na categoria “outros” estão inseridos os resíduos sanitários,
embalagens multicamadas e rejeitos.
Gráfico 2 – Composição gravimétrica estimada dos resíduos sólidos dos municípios de Antônio João, Aral Moreira, Paranhos e Tacuru.
Fonte: A partir de informações do CONISUL (2014).
Nota: Composição gravimétrica aferida no CONISUL (2014) para os municípios da região com até 8 mil habitantes.
Já para os municípios de Coronel Sapucaia e Sete Quedas/MS, a matéria orgânica é o material de maior significância em termos quantitativos com 39,81%, contrariamente à categoria “metal” com aproximadamente 2,27% (Gráfico 3).
Gráfico 3 – Composição gravimétrica estimada dos resíduos sólidos dos municípios de Coronel Sapucaia e Sete Quedas.
Fonte: A partir de informações do CONISUL (2014).
Com relação ao município de Amambai/MS, foi verificado que a matéria orgânica apresenta uma maior percentual diante dos demais (52,27%), seguido pela categoria “plástico” que apresenta aproximadamente 17,82% (Gráfico 4).
Papel/ Papelão 8,49% Plástico 17,75% Vidro 1,44% Metal 1,57% Outros 18,54% Matéria Orgânica 52,21%
Composição gravimétrica de Antônio João, Aral Moreira, Paranhos e Tacuru
Papel/ Papelão 7,61% Plástico 18,90% Vidro 3,59% Metal 2,27% Outros 27,82% Matéria Orgânica 39,81%
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Gráfico 4 – Composição gravimétrica estimada dos resíduos sólidos de Amambai/MS.
Fonte: A partir de informações do CONISUL (2014).
O município de Ponta Porã/MS, apresenta matéria orgânica como o material com
maior representatividade (60,17%), contrariamente à categoria “metal” que possui menor
percentagem (1,69%) em relação aos outros materiais (Gráfico 5).
Gráfico 5 – Composição gravimétrica estimada dos resíduos sólidos de Ponta Porã/MS.
Fonte: A partir de informações do CONISUL (2014).
Nota: Composição gravimétrica aferida no CONISUL (2014) para os municípios da região com mais de 32 mil habitantes.
Por fim o município de Laguna Carapã/MS possui estudo de composição gravimétrica realizado na elaboração do seu Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, assim nota-se que a matéria orgânica representa 53,46%, seguido pela categoria papel/papelão com aproximadamente 16,25% sendo os materiais de significância em termos quantitativos. Papel/ Papelão 8,74% Plástico 17,82% Vidro 3,14% Metal 1,47% Outros 16,56% Matéria Orgânica 52,27%
Composição gravimétrica de Amambai
Papel/ Papelão 9,18% Plástico 16,93% Vidro 2,23% Metal 1,69% Outros 9,80% Matéria Orgânica 60,17%
Gráfico 6 – Composição Gravimétrica de Laguna Carapã/MS
Fonte: A partir de informações de Laguna Carapã (2013).
Comparando os dados da composição gravimétrica brasileira com os dados do Polo 09 – Região Sul Fronteira, observa-se a semelhança entre os valores apresentados, sendo que para ambos destaca-se a matéria orgânica como material com maior percentual.
A composição gravimétrica estimada do Polo 09 foi obtida através dos estudos já realizados em alguns municípios. Assim, em termos de quantidade gerada a matéria orgânica possui maior representatividade, sendo superior a 50% nos municípios de Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã e Tacuru/MS, ao contrário das tipologias de vidros e metais, que representam as menores gerações (Tabela 1).
Tabela 1 – Composição gravimétrica dos municípios do Polo 09 – Região Sul Fronteira.
Fonte: A partir de informações do CONISUL (2014) e Laguna Carapã (2013).
Nota: Os materiais com pequenas quantidades (resíduos sanitários e embalagens multicamadas) e os rejeitos foram adicionados a categoria “outros”.