4. COUNTRY REPORT: THE CASE OF MALAWI (Frik Sundstøl 5 and Emmanuel Kaunda 6 )
4.7. THE CONTRIBUTIONS OF BUNDA COLLEGE OF AGRICULTURE (BCA) TO FULFILLING THE GOALS IN THE EDUCATION POLICY RELATED TO THE
Existem também outras janelas de exibição, ou seja, espaços específicos para que os filmes sejam mostrados: viIdeocassete e DVD, televisão aberta, televisão paga, Internet. Com práticas diferentes, a exibição nesses canais complementa o espaço disponível para a comercialização dos filmes. No entanto, as salas de cinema são as mais importantes para a carreira de um filme, por serem o ponto inicial dos lançamentos. As outras janelas aproveitam o desempenho de um título no circuito exibidor para planejar suas estratégias de lançamento. O pensamento corrente é: se um filme vai bem nos cinemas, deverá repetir a mesma performance nos outros espaços.
Devido à alta competitividade para agendar filmes nas salas de cinema, algumas produções estrangeiras são lançadas diretamente no mercado de vídeo e DVD e outras fazem sua estréia na TV. Isso porque o fluxo de produtos no mercado doméstico – vídeo e TV – é mais ágil do que nas salas de cinema, fazendo com que a grande oferta de produtos audiovisuais seja absorvida. Essa prática é quase inexistente no que se refere aos lançamentos nacionais.
Até agora, a exploração que elimina a sala de cinema não tem sido desenvolvida para títulos nacionais.
Existe uma estreita relação entre a exibição e a distribuição cinematográfica. A distribuição é interdependente do circuito de cinemas, pois a circulação dos filmes no mercado nacional depende da estrutura física da exibição para projetar o filme e atingir as platéias.
Quando percebemos que o circuito de salas está instalado em zonas com grande concentração de cinemas, principalmente nas capitais e maiores cidades do interior, entendemos um dos fatores-chave da acirrada competição entre os distribuidores de filmes. O espaço de exibição cinematográfica no país é limitado e não possui uma rede capaz de atingir todo o território nacional. Esse fato restringe os pontos de lançamentos, tornando-os fundamentais para cada empresa distribuidora e para cada novo título.
A redução dos pontos de lançamento aumenta as chances dos distribuidores mais influentes, que possuem amplo catálogo de lançamentos e recursos de divulgação. Se o distribuidor também é o dono de salas de cinema, o estrangulamento do mercado é ainda maior, pois os filmes dessa empresa ocuparão todo ou a maior parte do tempo de exibição.
A carência de circuitos de exibição no interior do Brasil aumenta as problemáticas já expostas. Além disso, interrompe a difusão do cinema no país. A distribuição de qualquer mercadoria depende de uma rede capaz de interligar pontos de consumo. Não é o que acontece com o cinema, pois ele não tem uma malha de exibição presente em todo o território. Se compararmos, por exemplo, a presença da televisão em 98% dos municípios brasileiros e as salas de cinema, instaladas em apenas 8%, podemos pensar que o cinema e seu circuito exibidor é uma forma de comunicação a ser desenvolvida no país.
O aumento de salas na década de 90 deveu-se especialmente ao investimento de capital estrangeiro nas instalações de novos circuitos, normalmente em formato multiplex. Essas empresas conservam a tendência de explorar as zonas mais populosas e ainda inserem um nível de qualidade –
referente aos equipamentos de som e projeção – que aumenta o custo dos investimentos. Os cinemas do interior sempre foram mantidos, em sua maioria, por empresas nacionais. A diminuição da participação do capital nacional na abertura de novas salas contribuiu para a redução desses equipamentos no interior do país. Com a exigência de qualidade equiparável à dos circuitos estrangeiros, os custos de instalação tornaram-se ainda mais impeditivos.
Podemos inferir que a redução do circuito exibidor, por exemplo, na década de 80, tem relação direta com os baixos resultados do filme brasileiro. Com menos salas, o público em geral será reduzido, assim como os canais para os lançamentos. Os filmes mais comerciais serão privilegiados, pois a performance dos dois setores – distribuição e exibição – fica baseada em poucos lançamentos que tenham garantia de êxito econômico. Isso elimina a possibilidade de uma carreira comercial para filmes que não se encaixam nesse perfil. Fica claro também a tendência capitalista da exibição no país, voltada apenas para o retorno financeiro.
A diretriz econômica do setor é reforçada pelo fato de que poucas iniciativas públicas acontecem nessa área. A participação do estado em espaços menos comprometidos com o lucro poderia funcionar como uma alternativa à programação padronizada das salas comerciais. Políticas culturais destinadas à abertura de novas salas e à manutenção do circuito existente não são implantadas no Brasil até os últimos anos. Assim como a produção e a distribuição nacionais dependem de recursos públicos, a exibição poderia ter sido incluída em programas de fomento há mais tempo. Isso só veio a ocorrer recentemente.
Temos quase 50% dos brasileiros morando em cidades desprovidas de salas de cinema. Isso interfere no conceito de público brasileiro. O público de cinema no Brasil é composto pelas populações das regiões economicamente mais fortes e com maior concentração populacional. Provavelmente, isso gere também uma padronização no perfil de consumo, estimulando a manutenção do sucesso de produtos específicos. Novas preferências poderiam se
sobressair entre as demandas do mercado caso diferentes platéias fossem inseridas na rede de exibição.
Soma-se a isso o fato de que 50% dos brasileiros consomem programação cinematográfica apenas através das televisões abertas (a mais difundida) e das videolocadoras. Esse público assistiu e adaptou-se ao formato das produções estrangeiras, já que a televisão brasileira praticamente não exibe filmes nacionais e o mercado de vídeo doméstico é dominado pelas distribuidoras americanas.