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Consequences for the macro-economy: bank and central bank balance sheets,

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4. Consequences

4.2. Consequences for the macro-economy: bank and central bank balance sheets,

Após uma revisão bibliográfica sobre detecção de alterações do coberto florestal com imagens de observação da Terra, pôde-se comprovar que, apesar de haver bastantes trabalhos realizados nesta área, não foram encontrados trabalhos que abordassem, conjuntamente, as diferentes alterações do coberto florestal.

Contudo, baseado nas conclusões obtidas pela referida, pode-se concluir que existem alguns pontos pertinentes para efectuar a detecção e diferenciação das alterações do coberto florestal:

1. Perante as épocas de incidência das diversas alterações do coberto florestal, a aquisição das imagens deverá ser efectuada durante o final do Verão (Setembro). A opção pelas imagens obtidas durante esta época deve-se a: - Durante esta época (final do Verão e início do Outono), os estratos

herbáceo e arbustivo entram na sua fase de senescência, evitando a confusão entre determinadas ocupações do solo como, por exemplo, a confusão entre novas plantações (com pouca vegetação, após a inserção de novos espécimes arbóreos) e cortes florestais (com resíduos de exploração e estratos herbáceo e arbustivo).

- Esta fase do ano aborda o final da época de incêndios florestais, encontrando-se presentes todas as características mais importantes deste tipo de alterações do coberto florestal (Pereira et al., 1997), nomeadamente, os materiais carbonizados. Nesta época, ainda não houve limpeza destes materiais ou regeneração natural da vegetação, pois ainda não começou a época das chuvas.

- Como a introdução de novos espécimes arbóreos ocorre, normalmente, entre os meses de Outubro e Abril (Caetano e Santos, 2000), esta altura é a mais indicada para captar áreas de novas plantações com o solo mobilizado.

- Durante esta época do ano existe, também, facilidade de aquisição de imagens limpas de nuvens, devido à rara ocorrência de nebulosidade.

2. Na maioria dos trabalhos efectuados para a identificação de alterações do coberto florestal têm sido utilizadas metodologias multitemporais (Al-Rawi et

al., 2001; Barbosa et al., 2000; Barbosa et al., 2002; Cohen et al., 1998;

Franklin e Lavigne, 2000; Franklin et al., 2002a; Franklin et al., 2002b; García-Haro et al., 2001; Gerard et al., 2003; Kushla e Ripple, 1998; Lynds e Allen, 2001; Matricardi et al., 2001; Ochego, 2003; Recondo et al., 2003; Riaño et al., 2002; Salvador et al., 2000; San-Miguel-Aynz et al., 2002;

Santos et al., 1999; Sunar e Özkan, 2001; Willhauck, 2000; Yijun e Yousif, 2003).

As metodologias multitemporais permitem identificar ocupações do solo que, frequentemente, acarretam confusões na identificação das alterações do coberto florestal. Alguns exemplos são:

- Identificação de massas de água e áreas urbanas que, sendo ocupações do solo estáticas, podem ser diferenciadas de áreas dinâmicas como as áreas ardidas (Koutsias et al., 2000).

- Identificação de áreas de solo nu (áreas estáticas) e sua diferenciação de áreas com mobilização de terrenos para inserção de novos espécimes florestais (novas plantações).

- Identificação de áreas onde, embora exista algum quantitativo de vegetação, tenha havido uma diminuição brusca de vegetação (áreas de corte), permitindo a diferenciação de áreas de corte de áreas com uma cobertura de vegetação herbácea e arbustiva.

Conquanto, para a utilização de metodologias multitemporais, há necessidade de adquirir as imagens em períodos aniversários (Jensen, 1996; Lunetta, 1999; Lynds e Allen, 2001), de forma a evitar alterações derivadas de diferenças fenológicas da mesma espécie florestal.

3. A maioria dos trabalhos científicos utiliza metodologias que fazem uso de informação proveniente de transformações de bandas, cujo principal objectivo é realçar a intensidade e estado da vegetação (Al-Rawi et al., 2001; Cohen et al., 1998; Eastwood et al., 1998; Franklin e Lavigne, 2000; Franklin

et al., 2002a; Franklin et al., 2002b; García-Haro et al., 2001; Gerard et al.,

2003; Kushla e Ripple, 1998; Lynds e Allen, 2001; Ochego, 2003; Rodriguez

et al., 1997; Sunar e Özkan, 2001; Salvador et al., 2000; Willhauck, 2000;

Yijun e Yousif, 2003).

As transformações de bandas mais utilizadas são os índices de vegetação. Destes, o mais comum é o NDVI (Al-Rawi et al., 2001; Barbosa et al., 2000; Eastwood et al., 1998; García-Haro et al., 2001; Kushla e Ripple, 1998; Ochego, 2003; Riaño et al., 2002; Salvador et al., 2000; Santos et al., 1999;

Sunar e Özkan, 2001; Willhauck, 2000; Yijun e Yousif, 2003) que, quando comparado com outras transformações de bandas (Barbosa et al., 2000; García-Haro et al., 2001; Santos et al., 1999), tem obtido óptimos resultados.

4. Mais recentemente, para a identificação das alterações do coberto florestal, as metodologias mais clássicas, que utilizavam bandas, ou transformações de bandas, que abordavam os comprimentos de onda do vermelho e infravermelho próximo (por exemplo, o NDVI), têm sido substituídas por metodologias que utilizam, também, o comprimento de onda do infravermelho médio (Barbosa et al., 2002; Cohen et al., 1998; Eastwood et

al., 1998; Escuin et al., 2002; Flanders et al., 2003; Franklin et al., 2002a;

García-Haro et al, 2001; Gerard et al., 2003; Koutsias et al., 2000; Matricardi

et al., 2001; Mitri e Gitas, 2003; Recondo et al., 2003; Trigg et al., 2003;

Yijun e Yousif, 2003). A utilização do infravermelho médio acarreta grandes vantagens para a identificação e diferenciação das diferentes alterações do coberto florestal. O recurso a uma metodologia que aborde o infravermelho próximo e médio, permite identificar as massas de água, devido à sua muito baixa ou nula reflectância nestes comprimentos de onda (Caetano, 2002; CCRS, 2003; Mather, 1993), facilitando a sua distinção das áreas ardidas que, frequentemente, criam algumas confusões (Koutsias et al., 2000).

A resposta espectral das diferentes alterações do coberto florestal tem curvas espectrais bastante diferentes ao longo destes comprimentos de onda (Figura 4.2.), sendo estas as zonas do espectro electromagnético, em conjunto, que contêm a maior quantidade de informação para a diferenciação das diferentes alterações do coberto florestal.

5. Frequentemente, de forma a evitar possíveis confusões entre alterações de coberto florestal e outras classes que não o sejam, utiliza-se cartografia de ocupação do solo, previamente realizada, como máscaras de análise (Caetano e Santos, 2000; Franklin et al., 2002a; Franklin et al., 2002b; Matricardi et

coberto florestal a áreas onde estas realmente podem ocorrer, isto é, em espaços florestais.

5. EFEITOS DA ESCALA NA CARACTERIZAÇÃO DE DADOS

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