Anexo 1 – Slides do Caso Clínico apresentado no Mini Congresso de Cirurgia 191
Anexo 2 – Nível de cumprimento dos objectivos pessoais de aprendizagem. 196
Índice de Tabelas e Figuras
Tabela 1 – Resumo das actividades semanais durante o estágio parcelar de Cirurgia. 169 Tabela 2 – Temas dos seminários teóricos de cirurgia realizados no HBA. 169
Tabela 3 – Temas dos seminários teórico-‐práticos de cirurgia realizados no HBA. 169 Tabela 4 – Cirurgias a que se assistiu durante o estágio de cirurgia geral (n=28). 171 Tabela 5 – Pequenas cirurgias a que se assistiu durante o estágio de cirurgia geral. 174 Tabela 6 – Doente observados em consultas externas de cirurgia. 177
Tabela 7 – Temas apresentados nas sessões clínicas. 178
Tabela 8 – Casos observados em consultas de oncologia. 184
Tabela 9 – Actividades realizadas no Atendimento Médico Permanente. 184 Tabela 10 – Casos observados em imagiologia em AMP. 185
Tabela 11 – Casos observados em consultório no AMP. 186
Tabela 12 – Temas apresentados no Mini Congresso de Cirurgia. 188
Figura 1 – Frequência de género e de idade observada no BO (n= 28). 173 Figura 2 – Actos cirúrgicos observados em BO (n= 28). 173
Figura 3 – Nível de participação nos actos cirúrgicos observados em BO (n= 28). 174
Figura 4 – Frequência de género e idade observado nos exames especiais de gastroenterologia (n= 66). 180
Figura 5 – Frequência exames observados em gastroenterologia (n= 66). 180 Figura 6 – Principais motivos de realização de colonoscopia (n= 39). 181
Figura 7 – Principais achados nas colonoscopias (n= 39). 181
Figura 8 – Principais motivos de realização de endoscopias digestivas altas (EDA) (n= 25). 182 Figura 9 – Principais achados nas endoscopias digestivas altas (EDA) (n= 25). 182
Introdução
Este relatório visa uma síntese das actividades realizadas durante o estágio parcelar em Cirurgia, no âmbito do programa do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM), tendo sido realizado no Hospital da Luz, de 6 de Abril a 22 de Maio de 2015, sob orientação do Dr. Paulo Roquete.
Com base nos objectivos gerais de aprendizagem delineados pela Ficha da Unidade Curricular do Estágio em Cirurgia, definiram-‐se alguns objectivos pessoais que permitissem um apuramento das aquisições conseguidas durante os estágios em Cirurgia realizados no 4º e 5º anos, bem como colmatassem algumas lacunas de aprendizagem que esses mesmos deixaram dado terem sido essencialmente observacionais. Este relatório inclui uma descrição das actividades desenvolvidas sob orientação do tutor, nomeadamente, em ambiente de bloco operatório e de enfermaria, nas consultas externas de cirurgia. Descrevem-‐se, ainda, actividades programadas como as realizadas no departamento de exames especiais de gastroenterologia e no atendimento médico permanente (AMP), bem como outras experiências que foram facultadas pelo tutor, tais como a presença no centro de oncologia.
Descrevem-‐se algumas das actividades observadas e realizadas, bem como as competências adquiridas durante este estágio. Refere-‐se, também, a participação nalgumas actividades consideradas de relevo como as reuniões do departamento de cirurgia, as sessões clínicas, as reuniões multidisciplinares e as actividades formativas programadas e não programadas realizadas.
Pretende-‐se uma descrição das principais aquisições, não só atendendo aos objectivos pessoais inicialmente estabelecidos mas, também, daquelas que foram sendo oportunisticamente alcançadas e que caracterizam a prática e as particularidades da cirurgia geral e cuja dinâmica constitui uma oportunidade única de aquisição de competências práticas e de aquisição de princípios orientadores de referenciação.
Finaliza-‐se com uma reflexão crítica do estágio onde se aborda o nível de cumprimento dos objectivos pessoais propostos, as principais aquisições deste estágio, bem como os aspectos positivos e negativos identificados.
Em Anexo, encontram-‐se os slides sobre a temática apresentada no âmbito do mini congresso realizado pelos alunos do 6º ano do MIM e cuja realização encerrou este estágio.
Objectivos Pessoais de Aprendizagem
De seguida, definem-‐se alguns objectivos a aprofundar através do estudo contínuo, da presença em ambiente de bloco operatório, enfermaria e consultas externas, bem como através da discussão de casos clínicos observados. Enumeram-‐se também alguns objectivos pessoais relativos a competências de teor mais prático idealmente a alcançar.
Competências, comportamentos e atitudes clínicas a alcançar Contactar e utilizar a semiologia cirúrgica.
Conhecer algumas das principais síndromes cirúrgicas, sua etiopatogenia, diagnóstico e tratamento. Conhecer situações clínicas com indicação cirúrgica electiva e urgente.
Saber avaliar o estado nutricional e o risco cirúrgico de um doente.
Saber executar as técnicas de pequena cirurgia mais comuns e conhecer as técnicas de assepsia e de anestesia necessárias para o efeito.
Conhecer o instrumental cirúrgico.
Propor a realização de exames complementares ao diagnóstico (MCD), incluindo exames invasivos quando necessário.
Contactar com a obtenção de consentimentos informados inerentes a actos cirúrgicos. Saber referenciar o doente às diversas áreas de especialidades médicas e cirúrgicas. Contactar com a realização de protocolos cirúrgicos.
Desenvolver a capacidade de comunicação com doentes, colegas e outros profissionais de saúde. Desenvolver autonomia e responsabilidade progressivas em ambiente de bloco operatório. Adquirir as capacidades necessárias ao trabalho em equipe, bem como à sua futura liderança.
Adquirir conhecimento e autonomia na organização interna hospitalar e na articulação com os diversos serviços existentes.
Desenvolver a compreensão do que significa ser médico cirurgião, da identidade e da responsabilidade profissional, bem como os valores e as atitudes que os médicos devem cultivar.
Procurar cumprir o maior número de actividades do logbook de acordo com o nível de exigência proposto.
Descrição das Actividades
Durantes as oito semanas de estágio, as actividades semanais decorreram segundo a programação abaixo representada que se detalha de seguida. Realiza-‐se uma síntese das actividades realizadas destacando-‐se as competências adquiridas bem como a casuística observada.
Tabela 1 – Resumo das actividades semanais durante o estágio parcelar de Cirurgia. 1ª semana Seminários teórico práticos no HBA.
2ª semana
Estágio Opcional em Exames Especiais de Gastroenterologia. 3ª semana
4ª semana Cirurgia: bloco operatório (BO), consultas externas de cirurgia, enfermaria, unidade de cuidados intensivos, reuniões de departamento, reuniões multidisciplinares, sessões clínicas.
Centro de Oncologia: consultas externas de oncologia, hospital de dia, reuniões multidisciplinares. 5ª semana
6ª semana
Serviço de Urgência: Serviço de Imagiologia, Sala de triagem, Consultório de atendimento médico permanente (AMP), Sala de Observação (SO), Sala de Tratamentos de Enfermagem do AMP, Serviço de Patologia Clínica e tutoriais.
7ª semana Cirurgia: bloco operatório (BO), consultas externas de cirurgia, enfermaria, unidade de cuidados intensivos, reuniões de departamento, sessões clínicas, reuniões multidisciplinares.
8ª semana
Actividades Formativas Programadas
Seminários Teórico Práticos de Cirurgia no HBA
De acordo com um regime de frequência obrigatória, assistiu-‐se, diariamente durante uma semana, aos seminários de cirurgia, realizados das 08:30 às 16:30, no auditório do Hospital Beatriz Ângelo (HBA).
Estes temas foram considerados de interesse, embora se considere que uma abordagem mais prática e através de casos clínicos fosse mais interessante. Considera-‐se, ainda, a necessidade de um treino mais aprofundado e dedicado aos conceitos básicos de ferida e de sutura. As seguintes tabelas resumem os temas teóricos e teórico-‐práticos abordados.
Tabela 2 – Temas dos seminários teóricos de cirurgia realizados no HBA.
Tema Orador(es)
Liderança e trabalho de equipa. Eng. Isabel Vaz Princípios de gestão em cuidados de saúde. Dr. Artur Vaz Papel da simulação no curso pós graduado em cirurgia. Dra. Francisca Leite
Técnicas de comunicação. Dra. Rita Alcoforado Lopes
Gestão do stress e prevenção do burnout. Dr. Pedro Rocha Risco clínico e performance em cirurgia. Professor Doutor Rui Maio Regras de apresentação de trabalhos científicos. Dra. Nilza Gonçalves
Nutrição e cirurgia. Professora Dra. Marilia Cravo
Transplantação e medicina regenerativa. Professor Doutor Rui Maio
Tema Orador(es)
Comportamentos e atitudes numa enfermaria de cirurgia. Enfermeiras Teresa Simões e Teresa Afonso Procedimentos médico invasivos. Considerações éticas e
consentimento informado. Dr. António Martins Batista Princípios básicos de control de infecção: Procedimentos estéreis. Dr. Carlos Palos e colaboradores Colocação de acesso venoso periférico/venopunção; Manuseamento
de sistemas de soros e seringas infusoras; Injecção intradérmica, injecção Intramuscular, injecção endovenosa, injecção subcutânea; Colheita de hemoculturas; Colheita de sangue arterial; Colocação de linha arterial periférica; Colocação de cateter venoso central (jugular, subclávia, femoral).
Dr. António Messias e colaboradores
Anestesia local; Técnicas de sutura; Drenagem de abcesso; Abordagem do doente com unha encravada; Abordagem do hematoma subungueal.
Professor Dr. Rui Maio e colaboradores
Algaliação; Punção suprapúbica. Dr. Rui Sousa e colaboradores Inserção de sonda nasogástrica; Paracentese; Toque rectal;
Anuscopia.
Professora Doutora Marília Cravo e colaboradores
Imobilização do ombro, do cotovelo, do punho e dos dedos; imobilização do tornezelo, Joelheira gessada e elastic; redução da luxação anterior do ombro.
Dra. Rute Carvalho Silva
Abordagem da via aérea: Entubação traqueal (naso/oro);
Manuseamento da via aérea difícil; Cricotiroidectomia de emergência. Dra. Rita Pinto e Dra. Vânia Pacheco Inserção de dreno torácico; Toracocenetse; Biópsia pleural. Dr. António Bugalho