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bairro Petrópolis, onde atualmente o Grupo tem a cessão de três salas do prédio para realizar ensaio, guardar material e ter um espaço de atelier.

Guígui inicia a conversa, citando a experiência da montagem do espetáculo Milagre do mercado velho, no ano de 1994. Esta experiência coletiva formou o grupo Dragões da Dragún e o compunham, vários atores de diferentes grupos da cidade e o diretor Lourival Andrade, de Itajaí.

Neste mesmo período, Guígui trabalhava no SESC e constituiu o grupo Ânima e organizou a Festa Catarinense do Teatro.

Depois destas experiências, que foram em partes frustrantes para a artista, surgiu a necessidade de se desvincular do poder público e criar e produzir a qualquer custo. Segundo a entrevistada, se inicia uma história nova no teatro de Lages.

Guguí - Pode falar? O que significa teatro de rua?

Imagina se não existisse teatro de rua, ia fazer alguma diferença?E se ele existe, tem alguma função? Por que você faz teatro de rua? E não faz teatro nos teatros?

É... Estou tentando pensar numa forma mais organizada, porque, quando você fala... Essa tua pergunta é interessante, por que na rua e não dentro de um espaço fechado... A impressão que eu tenho, que quando se faz teatro no espaço fechado, mais uma introdução, para eu tentar organizar minha resposta para o teatro de rua que é o foco. È que se ensaiou se programou, se produziu e se elitizou o momento espetacular, artístico para que pessoas vejam. Cobrando ou não o ingresso dentro desse espaço fechado, já estão delimitados também os padrões sociais, econômicos, comportamentais de pessoas que

vão lá se reunir. Elas vão a fim, porque são afins também entre elas ‘Ah, você foi ao teatro? Filho vou te levar no teatro’ então, são pessoas que estão de certa forma, ligadas entre si, que vão passivamente assistir um espetáculo artístico, cultural, entende? Mas para um momento, para uma elite. É tudo programado. Mas o teatro de rua, a impressão que eu tenho, é de que já existe antes ainda, através do simples brinquedo, de assumir uma interpretação diferente, seja brincando, a criança brincando, a pessoa imitando a outra. O ser humano, nas cavernas já se expressava assim. Antes de haver a linguagem, a primeira linguagem era a do corpo. Então, a impressão que eu tenho é que o teatro de rua está mais ligado com essa ação mais original de representar, do que o teatro que é elaborado para um espaço físico fechado.

Aí, a impressão que eu tenho também, é que o teatro que eu idealizo e que a gente vem tentando encontrar no Menestrel Faze-dô, o teatro de rua que a gente tenta encontrar e idealizar está mais perto desse teatro original, livre, sem precisar estar em um espaço fechado, devidamente ensaiado e marcado. Mas que também, que seja tão expressivo quanto, que seja tão artístico e elaborado quanto. Porque aí, você tem que ter uma linguagem, você tem que ter um padrão estético, de evolução humana, mas que tenha também um compromisso de se comunicar mesmo. Para aquele momento ali onde você está. Você pode contar muitas histórias e levar as pessoas para outras épocas, tudo elaboradamente bem feito dentro de um espaço fechado, mas... E você até pode fazer isso no teatro de rua. Mas me parece que o teatro de rua, na rua, é mais aqui agora. E ele depende das pessoas que estão te assistindo, que não estão passivas, que não são da mesma... Não tem o mesmo pensamento, não tem a mesma categoria social, econômica, a mesma classe, sabe.

Lá você encontra pessoas, no seu estado de ser humano. É um teatro mais orgânico, é um teatro mais verdadeiro. Sem querer menosprezar ou diminuir o teatro dentro de um palco, fechado... Porque pode ser tão verdadeiro quanto. Mas o teatro de rua tem mais desafio e tem mais comunicação com as pessoas e devolve o teatro original, àquele que é para que todas as pessoas expressem. É aquele que é humano mesmo. Mas daí você pode falar assim ‘tem teatro na rua e tem teatro de rua... ’ Tem essa discussão. Esses trocadilhos. Que tem a ver e não tem a ver. Você sente quando você está

envolvido por um espetáculo, quando ele te chama para dentro dele. E o teatro de rua tem muito mais essa possibilidade. Mas te chama mesmo, não para você dar uma participaçãozinha boba e depois muito obrigada e aplausos para ele, não. Chama para refletir, para pensar, para participar... Mas de forma real, entende? De forma real mesmo. Você está ali, do lado da pessoa, você está olhando no olho dela e ela está se identificando com a tua história. Aí você tem um compromisso. Eu acho assim, de como ocupar esse espaço da rua, de como se beneficiar disso...

Você considera o teatro de rua uma invasão no espaço da cidade?

Se você levar em conta, do ponto de vista de construção da cidade, em que ela não tem espaços, a não ser espaços fechados para esse tipo de expressão, então é uma invasão sim. Aliás, uma invasão maravilhosa, fundamental, providencial. Que precisa acontecer mais que uma vez, o tempo todo. Para o ser humano lembrar que é ser humano. E que a vida pode ser uma grande brincadeira. Porque hoje você está aqui, amanhã você está lá. A dramaturgia, na rua tem que ser tão orgânica quanto a vida que pulsa na rua. A dramaturgia tem esse compromisso de estar falando para as pessoas da rua, coisas que as pessoas possam identificar, no momento em que estão na rua. Que é ela mesma, que é ela e a vida dela, seja aonde for.

Então, se você levar em conta, que a cidade não está preparada para receber, é uma invasão sim. E é uma invasão que tem que persistir que tem que continuar. Uma vez eu tive um delírio e eu falava para o Lota e ele riu da minha cara, achando que eu estava maluca. Mas eu disse com toda convicção do mundo ‘ Se aqui agora, tivesse uma interpretação, uma apresentação de teatro e logo na próxima praça, a gente assistisse a outra peça de teatro, que estivesse falando sobre outra coisa, com outras pessoas. E que a gente entrasse num teatro agora e tivesse uma apresentação lá, com as pessoas sentadas e se tivesse uma apresentação lá na escola e se os professores fossem artistas de teatro, se os políticos soubessem atuar melhor... Imagine que magnífico! E que avanço teríamos todos na nossa inteligência, se tudo pulsasse na fantasia do teatro. ’ Não é querer tornar tudo uma grande fantasia e mais nada. Não, o teatro é real, por mais fantasioso, por mais alegoria, por

mais brincadeira que ele use, no fundo ele é real porque ele é de ser humano para ser humano. É a única coisa que de fato, é real. Que identifica totalmente o ser humano. Então, quando um teatro que vai para a rua só por ir, com aquela coisa fechada de palco, daí, não é teatro.

Mas eu estava olhando e as minhas experiências mostram também, que tem espetáculos que você faz um bom aproveitamento da rua, do espaço urbano, sensacional até, rapel, perna-de-pau, loucuras, bastões de carvão, aquela coisa gigantesca e tal. Mas que não é exatamente o teatro de rua que não precisa as pessoas ver. Elas precisam da beleza, claro. Mas elas precisam também pensar. Elas precisam saber. Tem que ter esse compromisso. É como ver um quadro, uns vão conseguir ver, outros não. Agora, uma peça de teatro viva, dentro desse contexto, todos vão de alguma forma participar e se identificar e dialogar com esse trabalho.

O ator de rua tem que ser outro... Que não é o do cinema... tá bom o meu perfil, sabe...não vou olhar para a câmera e tal. Atriz de teatro de rua tem que olhar para a câmera, olhar no olho. Tem que ter o olhar, você não pode fingir que as pessoas não estão ao teu lado. E os personagens têm que estar abertos para isso. O ator tem que estar aberto. A linguagem do espetáculo aberta. Então eu acho que é essa a diferença e acho mesmo. Gosto muito vou a espetáculos, embora faça bastante tempo que eu não veja um espetáculo de palco que me agrade. Eu vi alguns em espaços alternativos que eu não esqueço. E vi teatro de boneco que eu não esqueço que tem o palquinho dele, mas daí já é outra coisa, que é o palquinho deslocado, para todos os lugares... Também é teatro de rua. O mamulengo é teatro de rua. Não é de outro lugar que não seja da rua, do povo, do popular.

Eu acho que vem muito com essa nossa vontade de fazer do teatro outra coisa, um direito. A pessoa tem o direito. Eu acho que é esse teatro que a gente quer fazer. Quê as pessoas tem o direito de olhar. E que a gente tem o direito de fazer. É esse o teatro que a gente quer fazer. E aí por que a rua? Porque a rua é o espaço mais arejado do mundo (risos) Porque não tem limites, não tem limite de público, não tem limite de dimensão... Só a chuva né! Mas dá para fazer uma peça com guarda-chuva, dá para fazer peça só para dias em que estiver chovendo, dá para ir para baixo de uma lona, de uma marquise, enfim.

Estar na rua, geralmente tem um pensamento de comunhão maior. Das pessoas com a sua obra. Elas querem mais isso. As pessoas que estão na rua, querem mais comunhão com as outras pessoas. Com certeza. Não que os de palco não queiram. Mas é que esta inquietação, do artista que vai para a rua, inquietação de realidade. Porque vamos falar de artista de rua mesmo. Daquele tipo aquelas três ceguinhas, de Campina Grande lá na Paraíba, do Índio Chiquinha, do Oi Nóis Aqui Traveiz, dos Parlapatões... è teatro de rua, é teatro popular, é artista popular de rua.

Então, ele vai, eu acho, por essa necessidade. Quando elas vão cantar na rua, não estou lembrando agora a musiquinha, elas colocam a vida delas para as pessoas e generosamente cantam, alegram essas pessoas. E esse artista que vai para a rua, tem essa coisa com ele, esse amor pela rua pelas pessoas diferentes. Você não se importa de se trocar em um banheiro sujo. É lógico que você queria que ali tivesse um camarim cheio de flores e frutas e luzes. Mas não tem. Aliás, você até se assusta quando encontra um banheiro assim.

Mas é na rua que agente encontra o humano. Então, acho que tem uma diferenciação. O artista nem sempre é tão generoso com a sua formação. Porque, os que procuram sobrevivência, e eu acho que me encaixo aí e o Menestrel Faze-dô se encaixa nessa situação, das três cegas, do Índio Chiquinha. Porque a gente fala de sobrevivência o tempo todo. A gente levou a nossa arte para a rua para sobreviver também. O que há de mal nisso? De você querer sobreviver? Aí, a gente não está lá na mesma situação, a gente está crescendo, está percebendo que precisa ter dinheiro para levar para a rua, sem precisar... Porque na rua mesmo, você não ganha dinheiro. As pessoas que vão te assistir, elas não dão. Essa história de passar chapéu, no Brasil nunca funcionou. Funciona num festival, mesmo assim não vai garantir a tua vida.

Então aí você percebe que existe o compromisso com essas pessoas, que precisa ser continuado, preservado, precisa prosseguir. Tenho compromisso contigo e tenho um compromisso com o teu trabalho, mas as duas coisas têm que andar juntas. E aí você vai fazer projeto. Vai pelo menos financiar as apresentações para você poder estar lá. E você escolhe onde você

está e aonde você quer estar. Que é importante também. Eu tenho colegas, conhecidos, que vão para um festival aqui, festival ali, lá e cá e daqui a pouco vai lá para o Vietnã, daqui a pouco vai lá para não sei aonde, viajando, viajando e vai ganhar uma grana legal... Mas nada garante, não muda a situação. Muda a situação como profissional, talvez melhore, mas vai ter que continuar viajando. Você tem que ter uma estrutura. Você precisa. Tem que ter um compromisso, teu trabalho precisa ser para alguém. Para alguma coisa.

REGISTRO DA ENTREVISTA (2) COM Sérgio Gregório- REALIZADA EM 24 DE JULHO DE 2008, ÀS 19h00min - no Centro da cidade de Lages. Sérgio Gregório é ex integrante do grupo Menestrel Faze-dô.

Em sua opinião, o quê o trabalho do Menestrel significa para a cidade de Lages?

Você precisa conhecer para você se relacionar sentir falta, reconhecer a importância. Vou falar de um exemplo, da catedral que está aqui, eu posso reconhecê-la pela beleza arquitetônica, pelo processo construtivo, pelos materiais empregados, isso eu posso valorizar... E a ação do Menestrel dentro da cidade ela pode ser vista por diversas lentes, porque o grupo é uma experiência social, uma experiência que tem a sua razão no envolvimento com a sociedade. Não é uma ação fechada para um resultado de experiência daquele grupo de pessoas. Então ele está buscando transformar a realidade desta sociedade em que está inserido, em si o contexto da cidade de Lages. A cidade, neste estado para o grupo, ela se caracteriza de diversas formas. O centro, como um espaço histórico, onde tudo gira em torno, e os bairros, porque o próprio grupo está localizado num bairro, então o teu poder de atuação, ele fica dimensionado, ele é reconhecido, porque as pessoas te vêem diariamente trabalhando,existe uma proximidade maior do que com os outros espaços e é claro, a relação com os moradores que usufruem deste espaço, que é diferente, quem vive no bairro ou está andando no bairro e está na cidade. Desde o princípio, e aí já com a proposta da criação do grupo, veio em consonância o trabalho de oficina,de fomentar pessoas, até porque a gente tinha pouca formação, eu e o Robson menos e essa pouca formação ela precisava ter elementos para se qualificar, só que por outro lado, era vivenciando e enquanto elemento de troca, que era a nossa única moeda, era o trabalho, trabalho que era uma prestação de serviço, era o nosso conhecimento artístico ou a produção artística que a gente vinha desempenhando e aí foi fechada essa parceria. Tínhamos a oficina como primeiro meio de relação com a comunidade e mais próximo ainda com o

Ipiranga, que eram as crianças que freqüentavam o espaço COM VIDA, então ali tinha um encontro direto, realmente. O que sintetiza é... As possibilidades são ampliadas, porque o teatro, ele só acontece ao vivo, então é uma experiência que ela precisa ser vivenciada, então ela só acontece naquele momento, seja a oficina, ou seja, o espetáculo. Então os momentos de ação do grupo na sociedade, são muito pontuais, são os momentos de oficina ou são momentos de apresentação e deveria ser também muito forte a relação política da política cultural, que é... Ninguém pode se eximir da sua responsabilidade, dizer que é uma responsabilidade de terceiro, do poder público... você faz parte do poder público, a gente está vivendo num conceito de democracia, então é onde você se apodera, onde você vai construir a tua participação. Confesso sempre que essa por ser a mais difícil, por envolver elementos de recurso, foi a interlocução mais complicada, de conseguir comprovar para o poder público o que vinha sendo construído, o que se propunha que era uma ação para a comunidade, o benefício é da comunidade. Então o cachê nada mais se torna do que um meio de subsistência para o ator estar continuando a experiência dele em conjunto com o público, porque é ali que o espetáculo realmente acontece. Então, a partir do momento em que o grupo se propõem a discutir a sua realidade, a partir dessa vivência desses atores que são esses cidadãos, que estão inseridos nessa sociedade, então da própria vivência dele e da forma que se vê o mundo e fomentados é claro pela a discussão de grupo, isso vai para a rua, tentando reverberar essa idéia. Claro que se está reafirmando discursos, está que questionando outros, está se colocando a prova. Pode ser de forma óbvia, isso pode estar de forma subliminar, direta, indiretamente e essa é a grande mágica do teatro, da arte em si, de estar conseguindo através de outros veículos de comunicação, estar atingindo as pessoas de uma forma mais direta, mais sincera e aí eu acho que vários adjetivos poderiam ser colados, porque a gente está pedindo uma importância num campo imaterial, porque a cidade o que é? A cidade não é os prédios, a cidade é as pessoas, então se é o convívio das pessoas, é nisso realmente que eu estou mexendo. Então... Até onde eu estou contribuindo? Contribuindo como uma ação de lazer, e até onde pode ir? E aí existe a necessidade constante do grupo, de estar refletindo sobre sua prática nesse meio, para conseguir estar formulando propostas de uma interação que venha realmente a não perder de vista a

relação com as pessoas, com o espaço da cidade, que é muito fácil... Estamos falando de um universo muito grande. Hoje o Menestrel, com a experiência que ele tem dos anos de apresentação, imaginando que desde 94, com o Márcio e o Jean um pouquinho antes, seja pelo SESC com a Guígui e assim por diante, são dez, doze anos, que aqui em Lages, trinta mil pessoas tenham visto o que seria um número muito expressivo, ou que já ouviram falar de uma forma ou de outra. Mas se está pensando num longo espaço de tempo, então para você conseguir potencializar esta tua ação, você realmente precisa se perguntar qual é a ambição da tua entidade. Esse eu acho que é um momento que tem que se perguntar. Vejo de novo que hoje está se dando muita força e é natural, para a qualidade artística, da reestruturação do espetáculo, enquanto realmente o principal interlocutor é ali que se materializa toda a ação do grupo, as oficinas, a gente percebe que elas não estão desconexas, conheço a proposta do Projeto da Avon, conheço as outras propostas que tramitaram no estado e que foram aprovadas, que sempre tiveram também a oficina como um espaço de construção dessa relação com a comunidade, de aproximação. Então, no Projeto da Avon isso é mais claro ainda, nos outros também de certa forma estão bem claros, mas que é justamente, eu vou com a oficina, crio vínculo, dou a oportunidade de esta comunidade me conhecer, de fazer uma interação, de gerar um produto, para depois vir com o espetáculo e poder ter um diálogo mais sincero ainda. A oficina, no campo da arte educação, os benefícios dela, para uma sociedade são inúmeros, porque quando a gente for pegar as pessoas, como elas iniciam o seu trabalho artístico, sempre está muito relacionado com a questão da oportunidade, então a partir do momento que eu tenho a oportunidade seja de experimentar, de vivenciar, mesmo na experiência como espectador, eu tenho a oportunidade a partir disso de fazer escolhas, então... que seja, de buscar me informar mais, de interagir... O próprio trabalho do Menestrel é um trabalho de fomentador do teatro também, porque a partir do momento que as pessoas vêem, isso motiva as pessoas a estarem fazendo, por outro lado, espera-se estar discutindo a dignidade humana, a dignidade do trabalho artístico. O trabalho de rua ele é mais desprovido disso ainda, você vai no espaço da pessoa não é a pessoa que se prepara para ir no seu espaço. Então existe uma diferença de foco muito grande, por isso, de novo eu falo que a importância do grupo se dá justamente

a partir de quando ele se constrói para ter uma interação com a sociedade, o objetivo dele é esse, jê é uma busca direta dessa interação, não é fechado, não quer que as pessoas venham aqui experimentar, eu vou lá experimentar com elas e ver de que forma eu posso estar alterando o mundo delas.

Em sua opinião, o quê representa o teatro de rua? O teatro de rua é uma invasão no espaço da cidade?

De certa forma, se a gente for encarar o espaço cênico, o teatro, a casa de espetáculo, como um espaço preparado e um espaço em que as pessoas se preparam ir lá, em certo horário e que na rua, mesmo você fazendo uma interferência, que não é a situação do Menestrel, mas que seria montar um palco na rua, ou as várias formas de você delimitar um espaço dentro dela,