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III. HUNGARY

4. Conclusions and recommendations

Os Organic Light Emitting Diodes (OLED), que também são denominados por Light Emitting polymers (LEP), constituem uma tecnologia que está afecta, à classe dos ecrãs luminosos e monitores, e que tem sido firmemente desenvolvida nos últimos anos. Em português, OLED é conhecido como díodo orgânico emissor de luz, tendo chegado às manchetes da comunicação social em 2003, com um milhão de unidades vendidas como parte de uma pequena aplicação para uma máquina de barbear da Philips, que dava a indicação do

principal impulsionadora no desenvolvimento desta tecnologia) lançando definitivamente esta tecnologia de emissão de imagens para o mercado mundial (Salmon, 2004). O monitor OLED (Organic Light-Emitting Diode) ou díodo orgânico emissor de luz é uma tecnologia criada pela Kodak em 1980 e que promete telas planas muito mais finas e leves do que as de plasma, e mais baratas do que as de LCD [21].

Uma tela OLED é composta por díodos orgânicos, feitos por moléculas de carbono que emitem luz ao receberem uma carga eléctrica. A sua principal vantagem inerente é que, ao contrário dos díodos tradicionais, essas moléculas podem ser directamente aplicadas sobre a superfície da tela, usando um método de impressão, às quais são depois acrescentados filamentos metálicos, que conduzem os impulsos eléctricos a cada célula, compondo-se assim uma tela digital com um custo extremamente baixo [20].

Os OLEDs, enquanto tecnologia, estão estreitamente ligados aos televisores e aos monitores, pois é este o seu principal campo de actuação; contudo, inúmeras outras aplicações poderão usufruir das mais diversas características e funcionalidades desta tecnologia. Os díodos orgânicos emissores de luz estão a emergir como a tecnologia de ponta para a nova geração de ecrãs de tela plana passíveis de serem utilizados nos mais diversos aparelhos eléctricos, como telemóveis, rádios de automóveis, câmaras digitais, máquinas de barbear, GPS, Mp4, televisores, entre outros (Wong e Ho, 2009). Sendo os televisores o grande campo de acção e aplicação desta tecnologia, é portanto desejável caracterizar esta tecnologia fazendo referência às suas vantagens em relação às outras tecnologias utilizadas para a criação de monitores e televisores.

É apenas uma questão de tempo até que os OLED tenham aplicações reais no mercado de televisores de grandes dimensões. Contudo, após o seu aparecimento, prevê-se ainda serem necessárias alguns anos para que estes possam ter um impacto de relevo no mercado dos televisores (baixa de preços após a novidade). Segundo a empresa “Cambridge Display Tecnhology” detentora da patente principal da tecnologia OLED, esta será a tecnologia que vai tombar gigantes na indústria dos LCD (Liquid Crystal Display) e dos PDP (plasma display panel), principalmente no sector dos televisores e dos monitores de grandes dimensões (Salmon, 2004).

Como consequência de amplos esforços de investigação multidisciplinar, os OLED modernos trazem uma série de benefícios para as pessoas, quando comparados com outras tecnologias de reprodução de imagens, tais como CRT (Cathode Ray Tube), LCD (Liquid Crystal Display), LCD+LED (Liquid Crystal Display mais a tecnologia de iluminação Light Emitting

Diodes) e mesmo PDP (Plasma Display Panel), esta tecnologia (OLED) é considerada a revolução antecipada na indústria dos ecrãs e televisores. As principais vantagens da tecnologia OLED para aplicações de tela plana, FPD (Flat Panel Display), são as suas propriedades de auto-emissão, alta eficiência luminosa, capacidade de cores, ângulo de visão alargado de cerca de 180:, alto contraste, baixo consumo de energia, baixo peso, possibilidade de imagem em larga escala e poder ser flexível (Wong e Ho, 2009).

Muitos progressos têm ocorrido tornando o desempenho dos OLEDs (organic light emitting diodes) mais eficiente em termos de luminosidade, brilho, eficiência e estabilidade luminosa (Zhang et al., 2002). Estes progressos têm conduzido não só ao aumento do número de vantagens como também destacado cada vez mais esta tecnologia das suas directas concorrentes. O principal problema que está a atrasar o desenvolvimento e a implementação desta tecnologia é o curto tempo de vida que esta detém, mas as soluções para este problema parecem estar para breve (Salmon, 2004).

As expectativas em torno da tecnologia OLED são elevadas e vários protótipos já estão criados, mas ainda existem limitações; uma delas é o pouco tempo de vida que esta tecnologia tem em utilização, cerca de 1000 horas (embora já seja um valor aceitável para alguns tipos de aplicações). As previsões de mercado apontam para um pequeno nicho, principalmente para aplicações em pequenos monitores e ecrãs, em aplicações como telemóveis e mp3/mp4, entre outros produtos de pequenas dimensões, onde a concorrência não tem expressão (Vaan, 2007). Contudo, e se o desenvolvimento da tecnologia OLED continuar a este ritmo, os OLED serão lideres de mercado não só em aplicações de tamanho reduzido, prevendo-se que o mercado dos grandes ecrãs venha também a ser dominado brevemente por esta tecnologia.

Esta tecnologia tem como grande impulsionador do seu desenvolvimento (à imagem do que aconteceu anteriormente com o aparecimento dos LCD e dos PDP) a necessidade crescente de telemóveis, computadores portáteis e de todo um sem número de aplicações com dimensões reduzidas, necessitarem de um monitor com qualidade e tamanho reduzido, mas não só. Deve considerar-se também como impulsionador a vontade dos agentes que realizam o desenvolvimento tecnológico terem a intenção de incorporarem amiúde um visor de pequenas dimensões e com baixo consumo energético. Outro impulsionador da tecnologia OLED é a constante procura pela redução de espaço, pela diminuição de peso e pelo aumento da qualidade de imagem (Uchikoga, 2006). Existem vários tipos de OLED, tais como os de matriz passiva, os de matriz activa, os transparentes, os de emissão superior, os de tipo

A investigação no campo do OLED branco emissor de luz, WOLED (White organic light- emitting), está a levar a que estes dispositivos despontem rapidamente na comunidade científica, muito devido ao seu potencial para posteriormente se fabricar uma tela colorida pela combinação dos filtros de cor branca (o branco é formado pela mistura de três cores primárias: vermelho, verde e azul) (Brian, D’Andrade e Forrest, 2004). Os WOLED têm a utilidade de servirem a de si mesmos como auto-iluminação, não sendo assim necessário a backlight1 no caso dos monitores e dos televisores, contudo a grande aplicação desta tecnologia é a iluminação em geral. Os WOLEDs são fortes candidatos a fontes de iluminação, substituindo as convencionais lâmpadas incandescentes e mesmo as lâmpadas florescentes. Atendendo às suas características, tais como o seu tamanho compacto a sua aptidão para aplicações que necessitem de flexibilidade, as suas baixas tensões de operação e a sua boa eficiência energética, adivinha-se um vasto campo de aplicações para esta tecnologia (Wong e Ho, 2009).

Os WOLEDs são fontes de luz planas, e têm como uma das suas grandemente aclamadas propriedades o facto de terem uma grande área de emissão de luz. Esta é uma característica muito importante, que permite a distinção desta tecnologia como uma excelente fonte de luz, criando superioridade em relação às outras fontes de luz bem conhecidas, que se constituem essencialmente na forma de um ponto ou de uma linha de luz (Gerloff e Diekmann, 2010).

Os TOLEDs, (Transparent Organic Light Emitting Diodes) têm o ecrã de ambos os lados transparente ou semi-transparente, conseguindo desta forma criar aparelhos com transparência, que tanto podem ser visionados de um lado como de outro. Actualmente, tenta-se melhorar o contraste, com o objectivo de tornar muito mais fácil a visualização nestes ecrãs mesmo com a presença de reflexos de luz e de claridade solar. Os TOLEDs têm aparecido em exposições mundiais, em aplicações como janelas inteligentes, em GPS de automóveis embutidos no visor do carro, entre outras aplicações. O último ecrã transparente a ser apresentado foi o OLED da Novaled, na Finetech do Japão, que possuía uma transparência de 60-70% [23].

Há ainda a destacar o AMOLED, (Active-matrix organic light emitting device) que tem o potencial para se tornar no maior ecrã do mundo, e promete resoluções nunca antes vistas.

1 Backlight é a fonte de iluminação de ecrãs e monitores, que está por detrás da tela, OLEDs e PDPs não

necessitam desta fonte de iluminação, pois produzem a sua própria iluminação aquando da passagem de corrente eléctrica. Nos casos dos LCDs é preciso uma lâmpada maior em toda extensão do painel nos CRT é aplicada uma lâmpada fluorescente. Em ambos os casos o objectivo é o mesmo, iluminar a tela onde e criada a imagem.

Este difere dos OLED no seu funcionamento, pois recorre a silício policristalino de baixa temperatura e a silício amorfo como transístor de película fina, formando assim a tecnologia para o funcionamento do monitor (Chu, et al., 2006).

Como se depreende, as variantes da tecnologia OLED são muitas e o seu campo de aplicações é muito vasto. Esta é certamente uma tecnologia emergente que vai influenciar a forma de muitos produtos que venham a incorporar esta tecnologia.