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Roma in Romania: Contextual opportunities and challenges

IV. ROMANIA

1. Roma in Romania: Contextual opportunities and challenges

Os díodos orgânicos emissores de luz, OLED, mostram-se como a grande promessa para revolucionar as tecnologias de visualização, na comunidade científica. Apesar de ser a grande tecnologia do futuro no campo dos ecrãs planos, o primeiro aparecimento público do OLED ocorreu em 1963, na aparência de EL (electroluminescência) verde numa tela de pouca espessura (Wong e Ho, 2009). Desde então muita investigação tem sido realizada conduzindo a avanços de modo a levar a tecnologia OLED a outro nível. As características distintas entretanto criadas levam os OLED por caminhos distintos, por exemplo, conduzindo aos WOLED e aos AMOLED, emissores de luz branca e emissores de grande qualidade de resolução, respectivamente.

No caso da aplicação da tecnologia OLED, nos televisores, não são mais necessárias outras formas para se criar uma fonte luminosa para o seu funcionamento, pois este emite luz própria quando estimulado por uma corrente eléctrica. Os OLEDs são compostos por elementos azuis, verdes e vermelhos que se combinam entre si para formarem as restantes cores. Consomem pouca energia, são mais baratos de se produzir e têm melhor contraste e cor do que as alternativas que visam substituir [19].

No campo das aplicações de iluminaria, há estudos estéticos e formais que têm vindo a ser desenvolvidos para por em prática a implementação da tecnologia OLED como fonte de iluminação. Já foram criadas estruturas de tectos com vários tamanhos e de diversas formas, (hexagonais, quadradas, pentagonais, orgânicas, entre outras) para se estudar a implantação dos OLEDs na estrutura arquitectónica e ver quais os níveis de iluminação resultantes (consoante a forma e o tamanho da estrutura) [22]. Num relatório da organização,

luminosidade com baixas temperaturas de cor que a restante concorrência. Para ambientes residenciais, o intervalo aceitável de temperatura da cor está compreendido entre os 3000ºK e os 4000ºK [22].

A tecnologia OLED terá eventualmente no futuro preços acessíveis, e excelentes vantagens sobre os LCDs e os PDPs, uma vez que a fabricação do ecrã OLED parece muito mais simples do que a das concorrentes tecnologias. Logo, há um enorme potencial para se atingirem baixos custos de produção e consequentemente baixos valores de preço de venda. Contudo, a tecnologia OLED terá de lutar contra o rápido decréscimo de preços das outras tecnologias de ecrãs planos (Vaan, 2007).

O distinto processo de fabricação dos OLEDs leva, por si só, a várias vantagens comparativamente com as outras tecnologias de ecrãs planos, embora o método ainda não seja comercialmente viável para produção em massa. Os OLEDs podem ser impressos em qualquer base usando uma impressora a jacto de tinta ou mesmo tecnologias de impressão de tela (Pardo, Jabbour e Peyghambarian, 2000). Permitem um maior contraste artificial (tanto no alcance dinâmico como no estático, medido em condições puramente escuras), possuem também um ângulo de visão superior em relação aos LCDs e são auto-emissores de luz, não necessitando assim de backlight porque os pixéis OLED emitem luz autonomamente. Possuem ainda a capacidade de criar o verdadeiro preto (cor muito difícil de produzir por todos as outras tecnologias de imagem), com um tempo de resposta teoricamente inferior a 0,01ms, sendo assim permitidas taxas de actualização de imagem de 100.000Hz (Pardo, Jabbour e Peyghambarian, 2000).

Apesar de terem um menor consumo energético médio que todos os seus concorrentes, na produção da cor branca, as telas OLED consomem três vezes mais, o que pode ser muito prejudicial para aplicações como telemóveis e dispositivos que dependam de bateria [24]. O grande problema dos OLED, como já foi referido, é o ainda limitado tempo de vida que os materiais orgânicos proporcionam aos ecrãs OLED. Em particular, a emissão da cor azul por parte dos OLED, só tem em média um tempo de vida útil de catorze mil horas, o que é um valor muito pouco aceitável. Nas tecnologias concorrentes o tempo médio de vida ronda as sessenta mil horas.

Há ainda a melhorar o processo de selagem dos pixéis, pois a água pode danificar os materiais orgânicos que compõem o OLED, o simples aprisionamento entre dois materiais plásticos não aparenta ser suficiente para assegurar a longevidade e a segurança do ecrã por muitos anos, principalmente no caso dos ecrãs dobráveis e flexíveis. Por fim, ainda não estão

superados os problemas como a reflectividade, e a tecnologia OLED não é portanto fiável para utilizações como painéis publicitários outdoors nem para salas com demasiada iluminação (Pardo, Jabbour e Peyghambarian, 2000). Um estudo recente vem agora comprovar a fiabilidade dos OLEDs em termos de durabilidade com melhores resultados mesmo em locais com muitos reflexos e em salas com demasiada iluminação. E com possibilidade de aplicação na iluminação de grandes áreas, provando assim que a aplicação de FE (field-emission) com cavidades aumenta o seu tempo de vida em cinco vezes, comparativamente com o a vida da FE-OLED convencional, e pode agora atender as demandas de iluminação uniforme de grandes áreas (Li et al., 2009).

As primeiras aplicações de monitores OLED actualmente são em dispositivos móveis, como telemóveis, PDAs e até notebooks, onde o custo e a forma física do monitor foram decisivos para a implementação desta tecnologia. O preço de produção destes monitores tem caído bastante e hoje já é possível construir telas OLED muito mais baratas e quase tão duráveis quanto as telas de LCD equivalentes. Constantes pesquisas e melhorias têm sido feitas ao longo dos passados anos, levando cada vez mais para o mercado dos televisores esta tecnologia tão almejada, embora previsões indiquem que este mercado seja ainda dominado pelos mais recentes LCD, durante a próxima década (Tseng, Cheng e Peng, 2009).

De seguida é demonstrado um gráfico (Figura 1) que indica a quantidade de televisores vendidos a nível mundial, consoante a sua tecnologia. Este gráfico contém ainda a cinzento claro dados relativos à previsão de receitas na venda de televisores OLED. Esta Tabela nasce da junção de dois gráficos disponíveis em [106] e [107], referências que citam um relatório da DisplaySearch, que tem como titulo Quarterly Global TV Shipment and Forecast Report.

Figura 1: Gráfico de volume de vendas, em todo o mundo, de televisores consoante a sua tecnologia

[106] e linha de projecções de receitas para os televisores OLED [107].

Nota: Não existe a separação entre a tecnologia LCD, e LCD + LED, como tal a linha a traço interrompido

a vermelho correspondente à tecnologia LCD e engloba também a tecnologia LCD + LED. Só é feito um gráfico para o caso da tecnologia OLED, por ser a única das três tecnologias emergentes estudadas que já está implementada no mercado do produto ao qual foi associada (televisor).

É possível verificar após observação da Figura 1, que tem existido uma clara subida a pique da venda dos televisores LCD, compensada por uma queda brusca nas vendas dos televisores CRT. Isto configura-se claramente num caso de substituição tecnológica, que é por de mais evidente, mesmo ao cidadão comum. Os PDPs e OLEDs possuem volumes de vendas muito menores que os LCDs e mesmo que os CRTs, apesar de estes se encontrarem em acentuado estado de declínio. Contudo, também é possível verificar na linha interrompida a cinzento, que existem enormes expectativas para as receitas com a venda de televisores OLED, o que indica que esta é uma tecnologia na qual se vai apostar fortemente no futuro, e como tal poderá vir a rivalizar com a tecnologia actualmente líder de mercado (LCD). Fica contudo a dúvida se o OLED vai substituir o LCD tal como este último substituiu o CRT no mercado mundial de venda de televisores, ou se as duas tecnologias irão coexistir durante muito tempo (por analogia com a propulsão a gasolina e a gasóleo dos automóveis).

2.2.3 Comparação da tecnologia OLED com as tecnologias actuais