5 THE STRUCTURAL LEVEL OF TRUST IN DEFENCE AND SECURITY POLITICS
5.6 Conclusion
Por meio deste trabalho, foi possível realizar a proposição de projeto de fachadas articuladas para promover condições melhores de arrefecimento e controle de iluminação no ambiente interno de edificações em condomínios de casas padronizadas, além de fomentar novos critérios projetuais em arquitetura, que contribui para a eficiência energética e preservação do meio ambiente.
Apoiado em experiências empíricas adquiridas com a prática profissional, identificou- se que nas construções de condomínios de casas padronizadas, a rigidez e a repetição da forma da edificação são as principais dificuldades na busca de condições ideais para todas as unidades implantadas, resultando em diferenças no produto final, quanto ao emprego de estratégias de sombreamento e ventilação anuladas para algumas unidades.
Essas observações demonstraram que na maioria dos condomínios que seguem esse modelo, práticas projetuais com rigidez e a repetição da forma são recorrentes, e abre espaço para o projeto aqui apresentado, que oferece a fachada, por meio de movimentos alternados ou somados de rotação e translação, a flexibilidade necessária para atender às estratégias bioclimáticas da Zona 8, eliminando os problemas de implantação desfavoráveis que ocorrem nestes projetos
A partir das referências obtidas em livros e em sites especializados e durante as simulações de sombreamento realizadas em softwares e em laboratórios da UFRN, verificou-se que a capacidade de adaptação e controle das ações climáticas externas das fachadas é proporcional a sua mobilidade. Assim, procurou-se observar nas estruturas da natureza e nos diversos artefatos da arquitetura, elementos que possibilitem o efeito de aberturas e fechamentos de planos para promover flexibilidade. Os elementos articulados habitualmente utilizados para esse fim na construção civil possuem movimentos isolados, de translação ou rotação, que tornam a construção e a execução dos planos mais simples e mais baratos. Porém, limitam os elementos a poucas possibilidades, com critérios de desenhos estudados
e pré-estabelecidos para responder a uma determinada situação. Caso sejam desrespeitados tais critérios, suas funções são prejudicadas.
Por meio dos modelos executados para as duas propostas de fachadas flexíveis, pôde-se confirmar que os movimentos de rotação e translação realizados ao mesmo tempo permitem maiores mudanças nas estruturas articuladas, de acordo com o que foi previsto na proposta inicial desse projeto. Com isso, foram observadas e comprovadas as inúmeras possibilidades de aberturas e direcionamentos favoráveis ao controle da quantidade de luz, sombreamento e arrefecimento do ambiente interno. Observou-se também a eficiência das superfícies subdivididas para realizar movimentos complexos, tornando-se capazes de compactar ou estender seus planos, e também modificar temporariamente a sua forma. Com esses procedimentos aplicados as fachadas os resultados foram satisfatórios no que diz respeito às adaptações diversas, mas para permitir o aumento das possibilidades de movimentos, foi necessário o desenvolvimento de um sistema complexo de peças mecânicas criadas especialmente para cada caso.
As fachadas mostraram-se viáveis durante todas as fases do projeto, tendo o seu funcionamento testado por meio de softwares de analises de conforto ambiental como Ecotect e Sketchup, e software de animações tridimensionais como 3DS Max, onde a partir de princípios de cinemática direta e inversa, ilustraram tanto a eficácia quanto a funcionalidade técnica das articulações.
Com as simulações de sombreamento observou-se que a Fachada A é mais constante em seus resultados, adaptando-se para todas as direções. A Fachada B é mais eficiente para as direções leste e oeste, que recebem a radiação solar direta durante todo o ano, no entanto, não possui resultados satisfatórios para as demais direções. Assim, na aplicação em condomínios fechados que possuem a distribuição da casa padrão em todas as direções é mais eficaz utilizar a Fachada A. No caso específico, das unidades habitacionais com fachadas direcionadas para leste e oeste, que demandam mais reflexão do projetista no momento de solucionar o sombreamento, pode ser aplicada a Fachada B, que nestas direções alcançam resultados melhores que a Fachada A.
Com base no exemplo proposto para a aplicação das fachadas, visto no capitulo três, algumas recomendações são necessárias para que ocorra um bom emprego das propostas: é necessário prever um espaço adicional para acomodar a fachada no momento que ocorre a articulação e a mudança de forma; deve-se privilegiar a planta livre e a estrutura modulada facilitando a padronização das dimensões do projeto na produção em série; e indicações de materiais apropriados, resistentes e duráveis já que estruturas móveis estão sujeitas a diferentes formas de tensões, deformações e desgastes.
As duas fachadas podem ser adaptadas, com a utilização de materiais combinados e dimensões diferentes, e aplicadas em diferentes tipos de edificações horizontais e verticais que empregam a energia passiva para garantir eficiência à edificação, por exemplo: escolas, hospitais, bares, restaurantes e edifícios residenciais e comerciais.
Tentou-se a construção dos modelos das fachadas em uma escala maior, mas surgiram algumas dificuldades de ordem prática. A falta de ferramentas adequadas, mão de obra especializada, peças mecânicas que se adaptassem aos sistemas propostos e maquina apropriada para cortes de materiais foram responsáveis por algumas dificuldades de execução. Entretanto, dentro das condições de produção apresentada, a fachada mostrou-se aceitável e tecnicamente viável as condições e funções esperadas.
O estudo realizado teve como objetivo o desenvolvimento projetual, comprovação de sua eficiência e sugestões de potenciais materiais a serem empregadas nas fachadas, focando questões de eficiência energética, ecologia e resistência, que contribuem diretamente com a preocupação mundial em que se vive atualmente. Como possibilidade de aprofundamento dessa pesquisa, sugere o desenvolvido de um sistema automatizado para as fachadas propostas, com execução de ensaios mecânicos e simulações dos pontos de atritos e desgastes de materiais, com o foco em novas tecnologias, arquitetura e sustentabilidade.
REFERÊNCIAS
ADAPTIVE BUILDING INITIATIVE. Helio Trace: Center for Architecture, New York, NY. 2010. Disponível em: <http://www.adaptivebuildings.com/heliotrace.html>. Acesso em 31 de jan. 2012.
ARAÚJO, Eduardo H. S. de; MARTINS, Themis L. F.; ARAÚJO, Virgínia M. D. de. Dias climáticos típicos para o projeto térmico de edificações em Natal – RN. Natal: EDUFRN, 1998.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR: 15220-3: Desempenho Térmico de Edificações . Rio de Janeiro, 1998.
______. NBR: 07190: Projeto de Estruturas de Madeira . Rio de Janeiro, 1997.
______. NBR: 14724: Informação e Documentação: Trabalhos acadêmicos: Apresentação. 3 ed. Rio de Janeiro, 2011.
______. NBR: 6023: Informação e Documentação: Referências: Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
ATELIERS JEAN NOUVEL. Arab World Institute. Paris, france/ 1981 – 1987. Disponível em: < http://www.jeannouvel.com/english/preloader.html>. Acesso em 31 de jan. 2012.
BANEMA. Recomendações de Aplicação Painéis HPL. Maio de 2009. Disponível em: <http://www.banema.pt/img_upload/Recomendacoes_HPL_web.pdf>. Acesso em: 31 de jan. 2012.
CALATRAVA, Santiago. Milwaukee Art Museum, Milwaukee, USA. Disponível em: <http://www.calatrava.com/>. Acessado em: 31 de jan. de 2012.
______. Biografy. 1985. Ernstings Warehouse. Coesfeld, Alemanha 1983/85. Disponível em: <http://www.calatrava.com/>. Acesso em: 31 de jan. de 2012.
DEPARTAMENT OF STRUCTURAL DESIGN AND TIMBER ENGINEERING. Archistructura – Buildings: 358: Haus Gucklhupt. Disponível em: <http://www.archistructura.net/bldgs/358/index_en.html>. Acesso em 31 de jan. 2012.
DORFMAN, G.. Flexibilidade como balizador do desenvolvimento das técnicas de edificação no século XX. Cadernos eletrônicos da pós, Brasília, 2001
E- ARCHITECT. Kiefer Technic bad Gleichenberg: dynamic Façade, 2007. Architect: Giselbrecht + Partner ZT GmbH. Disponível em: <http://www.e- architect.co.uk/austria/kiefer_technic_showroom.htm> Acesso em 31 de jan. 2012.
EHRSTROM, Margaretha. et al. Nomination of Paimio Hospital for Inclusion in The World Heritage List. Disponível em: <http://www.nba.fi/fi/File/410/nomination-of-paimio- hospital.pdf>. Acesso em 31 de jan. 2012.
ETERNIT. Catálogo Técnico: Sistema construtivos Eternit. Publicado pela Eternit, Brasil, Julho, 2010.
FORMICA. Indoors & Outdoors: Formica Compact. Publicado pela Formica S.A.. Espanha, 2008.
GOULART, S.V. G; LAMBERTS, R.; FIRMINO, S.. Dados climáticos para projeto e avaliação energética de edificações para 14 cidades brasileiras – 2. Ed.. Florianópolis: Núcleo de Pesquisa em Construção/UFSC, 1998.
GREMONINI, Lucas; VICENTINI, Eduardo. Autômatos Celulares: Revisão Bibliográfica e exemplos de Implementação. Revista Eletrônica Lato Sensu – Unicentro, 2008.
Disponível em:
<http://web03.unicentro.br/especializacao/Revista_Pos/P%C3%A1ginas/6%20Edi%C3%A7 %C3%A3o/Exatas/PDF/1-Ed6_CE-Autom.pdf>. Acesso em: 31 de jan. 2012.
GRUBER, Petra. Biomimetics in architecture – architecture of life and buildings. NewYork: SpringerWien, 2011.
HOLANDA, Armando. Roteiro para Construir no Nordeste. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Pernambuco. Recife 1976.
KRONENBURG, Robert. Flexible, Architecture that Responds to Change. Londres: Laurence King, 2007.
LAMBERTS, Roberto; DUTRA, Luciano; PEREIRA, Fernando O. R. Eficiência Energética na Arquitetura. São Paulo: Editora PRO Livros, 2º edição, 2004.
LAMEM. Laboratório de Madeiras e Estruturas de Madeiras. Disponível em <http://www.set.eesc.usp.br/lamem/> Acesso em 25 de abril. 2011.
LENGEN, Johan Van. Manual do Arquiteto Descalço. São Paulo: Editora Empório do Livro, 2009.
MASCARÓ, Lúcia R. Luz, Clima e arquitetura. 3. 3d. São Paulo: Nobel, 1983.
OPENSPACE. Sistemas para Porta de Correr. Disponível em: <http://www.gosimat.pt/sistemas_harmonio.pdf>. Acesso em 31 de jan. 2012.
PORTAL SÃO FRANCISCO. Tatu Canastra. 1 fotografia, color. Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/animais/tatu-canastra.php>. Acesso em: 31 de jan. 2012.
RODRIGUES, Alvaro j.. Geometria Descritiva. Projetividades curvas e superfícies. 3d. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico S. A, 1969.
SCARAVA, Maria Eleni. Learning Emergence: Adaptive Cellular Automata Façade Trained by artificial Neural Networks. Londres, 2009. Dissertação (Mestrado). Bartlett School of Graduate studies/ University College of London. Setembro, 2009.
SCHUMACHER, Michael; SCHAEFFER, Oliver; VOGT, Michael-Marcus. Move. Basel - · Boston -· Berlin: Birkhäuser, 2010.
SOLAR FEEDS NEWS AND COMMENTARY. The Solar Heliotrope House Concept by Rolf Disch. Disponível em: < http://www.solarfeeds.com/the-solar-heliotrope-house-concept- by-rolf-disch/>. Acesso em 31 de jan. 2012.
STEVEN HOLL ARCHITECTS. Storefront for Art and Architecture. New York, NY. United States, 1992 – 1993. Disponível em : < http://www.stevenholl.com/project-detail.php?id=24>. Acesso em 31 de jan. 2012.
STYLEPARK. Evonik Industries: Plexiglas Satinice. Disponível em: <http://www.stylepark.com/de/evonik-industries/plexiglas-satinice?ref=news_article_collage>. Acesso em 31 de jan. 2012.
ULRICH, Knaack; TILLMANN, Klein; MARCEL, Bilow; THOMAS, Auer. Facades Principles of Construction. Basel · Boston · Berlin: Birkhäuser Verlag AG, 2007.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – Departamento de Matemática. Geometria Descritiva: aula 17T – Superfícies Regradas não Desenvolvíveis. Disponível em: <http://www.mat.uel.br/geometrica/php/gd_t/gd_17t.php>. Acesso em 31 de jan. 2012.
WEG. Tintas e Vernizes. Disponível em: <http://www.weg.net/br/Produtos-e- Servicos/Tintas-e-Vernizes/Tintas-em-Po/Poliester> Acesso em: 31 de jan. 2012.
APÊNDICE
A - SIMULAÇÕES DO SOMBREAMENTO DA FACHADA A – DIREÇÃO SUL E OESTE (ECOTECT)
Figura 106 - Cartas solares - composição 1 da fachada sul.
Figura 108 - Cartas solares - composição 3 da fachada sul .
Figura 110 - Cartas solares - composição 1 da fachada oeste.
Figura 112 - Cartas solares - composição 1 da fachada oeste.
APÊNDICE