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Podemos definir Mediateca como uma biblioteca informatizada e multimédia que tem como objetivo fundamental proporcionar, a todos os possíveis interessados, a consulta de uma vasta gama de serviços e suportes de informação, quer de carácter técnico especializado, quer de carácter geral e cultural, facilitando o acesso à informação e ao conhecimento necessários ao desenvolvimento socioeconómico e contribuindo para a formação e aperfeiçoamento do capital humano, ao mesmo tempo que alarga o acesso à cultura e à sua fruição pelos utilizadores.

Além dos espaços físicos onde se inserem, as mediatecas englobam equipamentos diversos, onde são recolhidos, tratados e disponibilizados vários tipos de documentos e suportes de informação, que constituem recursos pedagógicos quer de atividades quotidianas de ensino, quer para atividades curriculares não letivas, quer ainda para a ocupação de tempos livres e de lazer.

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Estamos pois, perante uma estrutura de informação, uma unidade multimédia, que organiza, processa e disponibiliza a documentação e a informação áudio, visual e impressa, recorrendo aos meios tecnológicos que possibilitam a sua divulgação.

O crescente recurso ao digital veio proporcionar novas oportunidades e também novos desafios para gerir a informação que se encontra disponível e deve ser organizada no âmbito da atividade humana (Gouveia 2012). Sociedade do Conhecimento, caracterizada por uma mudança constante, fruto de uma revolução tecnológica sem precedentes que veio mudar a forma como vivemos, trabalhamos, estudamos e nos divertimos, a promoção da leitura continua a ser vista como um investimento no capital humano, já que as práticas de literacia surgem, em vários estudos realizados, associadas ao conceito de crescimento económico e desenvolvimento social equilibrado.

Cabe ao mediatecário conhecer e utilizar as novas tecnologias, principalmente as ferramentas e serviços da Web 2.0, para comunicar com os leitores, aproximá-los de textos em diferentes formatos, para lhes fazer chegar a informação sobre os livros e outros tipos de textos e, sobretudo, para os envolver em atividades e projetos que envolvam a introdução das TIC no seu dia-a-dia.

De entre um vasto leque de atividades podemos apontar algumas que possam promover a Cultura Digital como por exemplo:

 Desenvolver um serviço de sugestões de leitura e de solicitação de novas aquisições (utilizando o blogue, as redes sociais, o sítio Web da Mediateca, o e- mail ou o telemóvel);

 Dinamizar pequenas palestras as TIC e como usufruir das suas vantagens no seu dia-a-dia;

 Criar projetos com escolas e universidades utilizando as diversas ferramentas que se encontram disponíveis para uma melhor integração com o currículo escolar;  Partilhar com os alunos, nos seus Smartphones, tablets ou outros dispositivos

móveis, livros digitais de acesso gratuito;

 Organizar clubes de leitura ou fóruns de discussão, promovendo a discussão à volta das leituras realizadas e com possível recurso às ferramentas e serviços da Web 2.0;

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 Preparar momentos de leitura entre pares, em que os grandes leem para os pequenos, sobretudo para crianças com dificuldades em ler;

 Criar um espaço (em suporte impresso ou mesmo digital) com comentários críticos das leituras realizadas e de trabalhos realizados na Mediateca;

 Envolver os alunos na produção de livros (ou áudio livros ou livros digitais) que reflitam a evolução dos mesmos enquanto leitores;

 Adaptar um livro a uma peça de teatro, a um filme, a uma banda desenhada ou a um vídeo;

 Organizar sessões informativas com os pais sobre as vantagens da leitura e a utilização das TIC como apoio ao processo de ensino aprendizagem.

As Mediatecas podem e devem ser um espaço para a promoção da Cultura Digital dos professores. No entanto a introdução das tecnologias deve ser um processo gradual que os professores vão vivenciando e que se pode dividir em cinco passos segundo (Costa, A e Peralta, et al, 2008) citado (Alexandra & Parada, 2013) e referenciado no trabalho apresentado pela autora em Dias da Investigação na UFP.

 Entrada: Aprendizagem do essencial para a utilização das novas tecnologias;  Adoção: Uso das tecnologias como suporte ao ensino tradicional;

 Adaptação: Integração das novas tecnologias no ensino tradicional;

 Apropriação: Incorporação do potencial das tecnologias em projetos curriculares e cooperativos;

 Inovação: Descoberta de novos contextos de utilização das várias tecnologias. A figura 1 ilustra as 5 fases de integração das TIC pelos professores em contexto educativo.

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Figura 1 – Apresenta as 5 etapas do processo de desenvolvimento do professor face a integração das TIC segundo Jordi Adell.

Na fase inicial ou de Entrada (primeira fase) torna-se necessário criar condições para que professores sejam recetivos às potencialidades que as TIC possam vir a desempenhar no processo de ensino e aprendizagem, devendo-se apelar aos novos papéis que o professor do século XXI desempenha como mediador do conhecimento para os alunos.

Nesta fase podemos apresentar palestras, eventos, visitas à Mediateca onde se salientará o papel que ela desempenha em difundir informação técnica, pedagógica, didática e científica de suporte a diversas atividades, tais como o ensino, a aprendizagem e a investigação.

Na Adoção (segunda fase), devem-se promover os valores fundamentais na utilização das TIC, como questões de segurança, direitos de autor, ética, entre outras para que se possa ultrapassar, diversos receios, na sua utilização. Também nesta fase se deve descrever e demonstrar o uso de equipamentos tecnológicos que estão ao nosso alcance, assim como tarefas básicas que podem ser úteis ao ensino por exemplo começar pelo tratamento de texto até a sua impressão.

Na Adaptação (terceira fase), já se pretende integrar as TIC em diferentes fases do processo de ensino, levar a que os participantes incluam no seu currículo, o uso de

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algumas ferramentas tecnológicas, tais como, blogues, navegadores da Web, wikis, entre outras. Desta forma, podemos já acrescer algo ao nosso currículo como forma de complemento.

Na Apropriação (quarta fase), já se pretende a incorporação do potencial das tecnologias em projetos curriculares e colaborativos, podendo demonstrar a variedade de tutoriais existentes para o acompanhamento das disciplinas fazendo com que os participantes procurem sítios e catálogos para identificarem o Software adequado para objetivos ou padrões específicos de aprendizagem e analisar esses pacotes em relação à sua precisão e alinhamento com o currículo. O interessante seria que eles começassem a utilizar ferramentas síncronas (chats) e assíncronas (foros de discussão) para discussão de suas pesquisas e interesses.

Na Inovação (quinta fase), já se pretende utilizar as ferramentas Web 2.0, incluindo software pedagógico em contexto educativo.

Nesta fase pode-se descrever como o uso das TIC e tipos específicos de programas, podem ajudar os alunos a entenderem e aplicarem o conhecimento da matéria e as formas como esta tecnologia pode apoiar a aprendizagem, baseados em projetos, por exemplo, gerar e discutir diferentes casos: como as equipas de alunos se transformam em biólogos marinhos ou oceanógrafos usando a Web e aplicando conceitos para identificar formas de proteger os sistemas ecológicos, o acesso a bibliotecas virtuais, cursos em sistema de e- learning, cursos em sistema de b-learning, museus virtuais, laboratórios virtuais entre outros.