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Fonte: Fecam, 2012.

Por fim, examinando os municípios com economias mais dinâmicas, percebemos uma predominância desses nas regiões do Vale do Itajaí e Sul Catarinense. Em termos de porte populacional, esses municípios não são nem tão grandes, nem tão pequenos (com exceção de Ascurra), como podemos ver no Quadro 23. Já o Quadro 24, que traz os piores colocados, mostra que criar sustentabilidade econômica para os pequenos municípios catarinenses (menos de 5 mil habitantes) é, possivelmente, um dos maiores desafios da

nossa economia. Dos 77 municípios com índice “Baixo”, vermelho, apenas sete não tinham menos que 5.000 habitantes.

Quadro 23 - Municípios com Melhores IDMS Econômico

Mesorregião Microrregião Município Pop. em 2010

IDMS – Economia

Vale do Itajaí Itajaí Porto Belo 16.118 0.954

Grande Florianópolis Florianópolis Palhoça 137.199 0.930

Vale do Itajaí Blumenau Indaial 54.794 0.906

Vale do Itajaí Blumenau Blumenau 309.214 0.905

Oeste Catarinense Chapecó Pinhalzinho 16.335 0.894

Norte Catarinense Joinville Araquari 24.814 0.891

Vale do Itajaí Blumenau Luiz Alves 10.449 0.881

Grande Florianópolis Florianópolis Snt. Amaro da Imperatriz 19.830 0.866

Vale do Itajaí Blumenau Gaspar 57.958 0.864

Norte Catarinense Joinville Massaranduba 14.668 0.863

Vale do Itajaí Blumenau Ascurra 7.419 0.863

Vale do Itajaí Itajaí Itajaí 183.388 0.862

Vale do Itajaí Blumenau Brusque 105.495 0.861

Sul Catarinense Criciúma Nova Veneza 13.316 0.860

Vale do Itajaí Itajaí Itapema 45.814 0.858

Grande Florianópolis Tijucas Nova Trento 12.179 0.857

Oeste Catarinense São Miguel do Oeste Mondaí 10.231 0.855

Grande Florianópolis Florianópolis São José 210.513 0.853

Vale do Itajaí Blumenau Timbó 36.817 0.849

Oeste Catarinense Chapecó Maravilha 22.104 0.848

Fonte: a autora, 2012.

Quadro 24 - Municípios com Piores IDMS Econômico

Mesorregião Microrregião Município Pop. em 2010 IDMS – Economia

Serrana Campos de Lages Bocaina do Sul 3.290 0.204

Serrana Curitibanos Vargem 2.808 0.226

Oeste Catarinense Joaçaba Matos Costa 2.838 0.247

Serrana Curitibanos Brunópolis 2.852 0.264

Oeste Catarinense Xanxerê Galvão 3.475 0.282

Oeste Catarinense Xanxerê Jupiá 2.148 0.293

Oeste Catarinense Chapecó Flor do Sertão 1.588 0.305

Oeste Catarinense Chapecó São Miguel da Boa Vista 1.904 0.307

Serrana Campos de Lages Anita Garibaldi 8.627 0.327

Continua...

Mesorregião Microrregião Município Pop. em 2010 Economia IDMS –

Oeste Catarinense São Miguel do Oeste Barra Bonita 1.878 0.334

Oeste Catarinense Chapecó Sul Brasil 2.766 0.347

Serrana Curitibanos Ponte Alta do Norte 3.303 0.353

Serrana Campos de Lages Celso Ramos 2.773 0.358

Oeste Catarinense Chapecó Irati 2.096 0.361

Norte Catarinense Canoinhas Timbó Grande 7.165 0.376

Oeste Catarinense Xanxerê Marema 2.203 0.378

Serrana Campos de Lages São José do Cerrito 9.273 0.388

Oeste Catarinense São Miguel do Oeste Paraíso 4.080 0.391

Oeste Catarinense Joaçaba Ibiam 1.945 0.396

Fonte: a autora, 2012.

4.1.3 Dimensão Sociocultural: Educação, Saúde, Cultura e Habitação em Santa Catarina

A dimensão Sociocultural obteve o melhor resultado entre as dimensões do IDMS, 0.745, tendo 290, dos 293 municípios, classificados em desenvolvimento Médio ou Médio Alto. Esse índice foi puxado para cima, sobretudo, pelas subdimensões de Educação e Saúde, que apresentaram médias altas na maior parte de suas variáveis. Como mostra o Mapa 12, predominaram, no estado, as cores amarelo e verde claro (Médio Alto e Médio), com apenas três municípios em Médio Baixo (alaranjado): União do Oeste, Cerro Negro e Guabiruba.

Mapa 12 - Índice de Desenvolvimento Sustentável dos Municípios: Dimensão Sociocultural

Abaixo apresentamos o Quadro 25, que traz os índices e faixas classificatórias de cada subdimensão da área Sociocultural e resgata do Capítulo 3 os seus respectivos pesos. Com isso, iniciamos a análise dos indicadores socioculturais, que buscam aferir as condições de saúde, educação, cultura e moradia em nossos municípios por meio, sobretudo, da verificação quanto ao atendimento de políticas sociais básicas, da existência de estruturas de gestão ativas e, quando possível, da qualidade dos resultados alcançados137. Na sequência apresentamos a matriz de indicadores da mesma dimensão, que aparece no Quadro 26.

Quadro 25 - Índices, Pesos e Classificações da Dimensão Sociocultural

Dimensão/Subdimensão Índice Peso Classificação

Dimensão Sociocultural 0,745 25% do Valor do IDMS (índice

geral) MÉDIO

Subdimensão Educacão 0,815 45% da Dimensão Sociocultural MÉDIO ALTO

Subdimensão Saúde 0,771 35% da Dimensão Sociocultural MÉDIO ALTO

Subdimensão Cultura 0,375 10% da Dimensão Sociocultural BAIXO

Subdimensão Habitação 0,707 10% da Dimensão Sociocultural MÉDIO BAIXO

Fonte: a autora, 2012.

137 Nem sempre é possível medir a qualidade das políticas e seus resultados, já que isso depende da

disponibilidade de dados em cada área. No caso da Educação, foi possível fazer esta aferição a contento por conta de variáveis como o IDEB e a taxa de abandono escolar, que sinalizam sobre a qualidade do ensino-aprendizagem. Na Saúde, podemos observar a qualidade do sistema de saúde municipal, por exemplo, pelo percentual de crianças nascidas com baixo peso e pelo percentual de mães que amamentam seus filhos até os seis meses de idade. Mas, em Cultura e Habitação, essa possibilidade ficou bem mais restrita face às limitações de informações.

Quadro 26 - Matriz de Indicadores da Dimensão Sociocultural Dimen são Subdi mensã o

Indicador Variável (total = 57) Fonte Ano

SO CIO CUL T UR AL E DUCAÇÃO Qualidade da Educação

IDEB - Anos iniciais SED/SC138 2009

IDEB - Anos Finais SED/SC 2009

Índice Analfabetismo SED/SC 2010

Existência de Conselho Municipal de Educação em atividade

IBGE. Perfil

Munic.139 2009 Percentual de Abandono Escolar de 5ª a 8ª série SED/SC 2010 Percentual de Abandono Escolar no Ensino Médio SED/SC 2010 Taxa de Distorção Idade-série SED/SC 2010 Cobertura Taxa de Atendimento (população em idade escolar atendida) SES/SC. RIPSA140 2010

SAÚDE

Mortalidade

Taxa de Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP)

por óbito registrado SES/SC. RIPSA 2010 Taxa de Mortalidade por Neoplasias Malignas SES/SC. RIPSA 2010 Fatores de

Risco e Proteção

Prevalência de Aleitamento Materno Exclusivo nos

primeiros 6 meses de vida SES/SC. RIPSA 2010 Percentual de Nascidos Vivos com Baixo Peso SES/SC. RIPSA 2010

SAÚDE

Cobertura da Atenção

Básica

Percentual Populacional com Cobertura da

Estratégia de Saúde da Família SES/SC. RIPSA 2010 Percentual Populacional com Cobertura de Atenção

Básica SES/SC. RIPSA 2010

Morbidade Taxa de incidência de Hipertensão SES/SC. RIPSA 2010 Recursos Proporção de Médicos por 1000 habitantes SES/SC. RIPSA 2010 Número de consultas médicas por habitante SES/SC. RIPSA 2010

CUL

T

URA

Promoção da Cultura

Adesão ao Sistema Nacional de Cultura CONGESC 2010 Existência de Legislação de Proteção ao Patrimônio

Cult material e imaterial

IBGE. Perfil

Munic. 2009 Existência de Conselho Municipal de Cultura

paritário IBGE. Perfil Munic. 2009

Iniciativas da

Sociedade Existência de Grupos Artísticos IBGE. Perfil Munic. 2009 Infraestrutura

Cultural Existência de Equipamentos Socioculturais

IBGE. Perfil Munic. 2009 H AB IT AÇÃ O Estrutura de Gestão para Políticas Habitacionais

Existência de Plano Municipal de Habitação (pronto ou em elaboração)

IBGE. Perfil

Munic 2009 Existência de Conselho Municipal de Habitação

IBGE. Perfil

Munic 2009 Existência de Fundo Municipal de Habitação IBGE. Perfil Munic 2009 Existência de Cadastro ou Levant.de famílias

interessadas em programas de Habitação IBGE. Perfil Munic 2009

Fonte: a autora (2012).

Essas classificações, embora reflitam um quadro animador, não devem ser interpretadas como situações “resolvidas”, sobretudo no caso da Saúde, onde, embora as médias sejam boas, a maior parte do mapa está coberta de amarelo, ou seja, a classificação geral da maioria dos municípios é mediana.

138 Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina. 139 Pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros do IBGE.

140 Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina. Rede de Informações Interagencial de Informações

Além disso, os indicadores selecionados para o IDMS focaram os tópicos mais estruturantes dos campos: a Educação Básica e Saúde Básica, que representam grande parte, mas não a integralidade das políticas nessas áreas. Questões ligadas à formação profissional e educação superior, além da saúde de média e alta complexidade, embora não possam ser “cobradas” em nível municipal141, são essenciais ao bem-estar social e determinantes na perspectiva do desenvolvimento regional, tendo profundo potencial para elevar as “capacidades humanas”142. Apesar de sua importância para o desenvolvimento dos municípios, esses elementos não estiveram presentes no sistema por não se tratar de estruturas que possam estar presentes em todos os municípios. São estruturas de nível regional.

Já no que se refere aos dados de Habitação e Cultura o resultado é menos otimista. Sem deixar de levar em conta que essas subdimensões foram construídas, basicamente, com variáveis binárias e que esse tipo de variável dá pistas um pouco menos completas do que as variáveis usadas nas outras dimensões, podemos considerar que ambas ainda se encontram desestruturadas em termos de instituições e instrumentos de gestão apropriados em considerável número dos municípios (conforme veremos a seguir).

Como podemos observar no Mapa da Habitação (Mapa 12), referente ao ano de 2009, o número de municípios com pouca ou nenhuma estrutura de gestão habitacional ainda é significativo. No referido ano foram detectados sete municípios com índice habitacional zero, significando que não possuíam (em 2009) nenhum instrumento para gestão do seu déficit habitacional. São 64 municípios com índice Baixo e 25 com Médio Baixo, resultando em 89 municípios fortemente desestruturados no que toca à área de habitação. As microrregiões mais atrasados neste quesito são as Chapecó, Campos de Lages, Joaçaba, São Miguel do Oeste e as pequenas municipalidades da microrregião de Blumenau.

141 Já que são competências da esfera estadual e federal.