3 Comparative assessment
3.2 Compositional Analysis
de coleta de dados. Para atender ao terceiro objetivo específico do estudo, foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas com os três professores que preencheram os critérios delineados.
“Na análise, deve-se considerar as palavras e os seus significados; o contexto em que foram colocadas as ideias; a consistência interna, a frequência e a extensão dos comentários; a especificidade das respostas; e a importância de identificar as grandes ideias”. (SILVA, GODOI e BANDEIRA-DE-MELO, 2010, p. 342).
Seguindo a orientação acima exposta, a pesquisadora passa a relacionar a fala dos entrevistados aos temas relevantes para esta pesquisa. A apresentação e discussão dos dados coletados, obedece à sequência de respostas dadas pelos entrevistados ao roteiro de perguntas constante nos Apêndices D e E.
1ª Entrevista:
Professor entrevistado: Thiago
No início da entrevista a pesquisadora ressaltou que o entrevistado foi um dos professores mais bem avaliados pelos alunos do curso de Direto em dois semestres consecutivos. Quando perguntado sobre o que justificaria a avaliação dos alunos na opinião dele, o professor destacou sua dedicação, sua didática e seu empenho em se reinventar a cada semestre.
Eu acho que justifica a avaliação, não apenas a metodologia, a didática, a forma de se levar, de transmitir a mensagem para eles, mas também a dedicação, o fazer aquilo que gosta e fazer bem feito. Eu amo o que eu faço, eu faço isso com o maior prazer. Eu fico pensando formas de melhorar minha aula a cada semestre. Então, nunca o semestre tem a mesma metodologia do outro semestre. Sempre eu vou aprimorando e aproveitando situações.
O professor revelou que desenvolveu seu saber-ensinar a partir de experiências enquanto estudante, dando aulas de reforço para colegas de sala.
Na escola onde eu estudei, eu fui primeiro lugar no 2º ano e primeiro lugar no 3º ano, então, os meus colegas de turma estudavam comigo. Eu ia para a sala e aula, eu dava a aula que os professores tinham dado, eu replicava aquela aula. Então, todas as tarefas, todas as atividades que meus professores passavam, meus colegas estudavam comigo na véspera das provas. “Minhas aulas”, muitas vezes, eram mais bem frequentadas que as dos professores que davam “aula normal”, porque eu falava a linguagem dos colegas e eu dava aquela aula usando aquela mesma língua, aquela mesma forma de falar que eles falavam.
Refletindo sobre como e onde aprendeu a ser professor, o entrevistado se considera um vocacionado e revela verdadeira paixão pela profissão. Considerou que é possível que se aprenda a ensinar, mas destacou que você estaria aprendendo apenas uma técnica, transformando a sua atuação docente num processo mecânico.
Na minha opinião ser professor é vocação. Pra tudo na vida que você vá desenvolver, é preciso ter vocação. Eu adoro música, eu adoraria aprender a tocar violão, mas não é a minha vocação ser cantor ou ser músico. Eu sou formado em Direito, eu sou advogado, mas o meu maior prazer é estar na sala de aula. Para mim, você pode aprender a ser professor? Pode! Mas você pode aprender uma técnica e aplicar aquela técnica. Dependendo da situação isso fica de uma forma robotizada. É como você acordar, escovar os dentes, fazer suas necessidades. Está naquele piloto automático. Para qualquer tipo de profissão você precisa ter paixão.
Quando a pesquisadora indagou se o entrevistado se preparou para exercer a atividade docente, o professor revela que não passou por um processo formal de preparação para o exercício da docência no ensino superior. Considerou que as experiências como professor no ensino médio o auxiliaram no exercício da docência na universidade.
O que você chama de preparação? Estudar técnicas para dar aulas? Não. Porque estas técnicas eu já tinha absorvido da minha função de professor do ensino médio. Eu entendo que a vivência do ensino médio e do ensino fundamental foram de extrema importância para o ensino superior. Então, se há uma preparação? A preparação para mim seria: ter um planejamento, saber aonde eu vou alcançar, o que eu quero para aquela aula, o que é que eu pretendo para aquele dia e quais são as formas que eu vou utilizar para aquilo ali ser alcançado”. “Eu não estudei para isso, para mim isso é natural. Eu nunca parei para pegar um livro para estudar como seria. Eu acho que é o lidar com o ser humano, isso sai de mim. Da minha criação familiar, de tudo. Enxerga a importância de utilizar as tecnologias no processo de ensino-aprendizagem.
Você pode fazer qualquer tipo de coisa na sala de aula, você tem tecnologias, você tem internet, você tem computador, você tem data show, você tem coisas que pode utilizar, mas não como muleta, e sim como uma forma de você estimular e transformar a sua aula em uma coisa gostosa, uma coisa prazerosa.
Reconhece as peculiaridades do processo de aprendizagem do público adulto. Tem consciência de que o aluno do ensino superior precisa se sentir envolvido no processo de aprendizagem, precisa encontrar sentido naquilo que está estudando, precisa se sentir estimulado.
Muitas vezes o aluno já vem estressado do trabalho dele, ele já vem as vezes com problemas de casa. Então eu tenho que fazer com que ele, ao entrar na sala, esqueça todos os problemas que ele tem e se ligue no conteúdo. Isso para mim é um dever meu, eu tenho que fazer isto. Eu não sei se todo mundo faz, mas eu faço, porque eu acredito que se eu fosse um aluno e eu chagasse cansado para assistir aula, eu não iria render o suficiente.
Quando perguntado sobre as características para ser um bom professor, e sobre os aspectos mais gratificantes da profissão docente, o entrevistado ressaltou o lado afetivo, a sensibilidade humana.
Dedicação, compreensão, compreensão não apenas do conteúdo, mas compreensão de vida. Um pouco de psicologia. Porque o professor, ele é professor, mas em muitos casos ele pode se tornar pai, amigo, irmão, primo, tio. Porque você constrói dentro dessa relação um verdadeiro ambiente familiar.
Reconhece a importância de valorizar cada aluno, ressaltando suas qualidades, seu potencial.
Existem aqueles alunos com quem você tem maior empatia, você se identifica. Mas todos eles são importantes. Todos eles têm a sua especificidade e ele é especial por algum motivo. Ele é especial porque ele é mais dedicado, ele é especial porque ele é mais brincalhão. E cabe a mim, como professor, conhecer o que cada um representa. O que cada um tem, para eu poder puxar o que é bom e poder trabalhar o que ele tem de bom.
Quando indagado sobre suas primeiras experiências na sala de aula, como professor do ensino superior, afirmou que se sentiu realizado, mas revelou também ter sentido um “friozinho na barriga”.
O primeiro sentimento que eu tive foi de realização pessoal, mas lógico, teve o medo, faltou saliva, a boca secou, porque era um público diferente. A cada semestre eu sinto a mesma coisa, aquele friozinho, sabe.
Reconhece que os saberes docentes são múltiplos e demonstra consciência de que a atividade docente envolve variadas dimensões:
Não é você ter o conhecimento pedagógico apenas, não é você ter o conhecimento didático apenas, não é você ter o conhecimento do conteúdo em si, mas você conhecer o seu aluno para saber até onde ele pode ir, até onde você pode exigir e como você vai usar suas técnicas para aplicar naquela
situação. Para que um professor seja um bom professor ele precisa ter dedicação, carisma, conhecimento, oratória e, principalmente, ser humano. Quando questionado se a pós-graduação contribuiu mais para sua formação como professor ou como docente, respondeu que a pós contribuiu nas duas áreas.
A pós me fez perceber que eu poderia melhorar naquilo que eu achava que eu já estava bem. Então, cada vez que eu tinha um módulo do mestrado, que eu tinha aula com outros professores que tinham cadeiras que eram diferentes, eu voltava para a sala de aula com outra visão. Eu conheci um texto novo, lá no mestrado, que eu pude pegar e aplicar aqui na sala de aula, dentro de uma disciplina que teoricamente poderia não ser aplicado, mas eu consegui fazer uma ligação com aquele texto que eu usei lá. Então isso me ajudou na sala de aula. Mas também fiquei surpreso pelo sabor da pesquisa. Me deu um desejo, uma vontade, quanto mais eu lia sobre aquele assunto, mais eu ia descobrindo coisas que eu não imaginava que existissem.
A respeito de ter cursado na pós graduação stricto sensu alguma disciplina dedicada à formação de professores, o entrevistado destacou a desenvoltura de uma das professoras, que é doutora em Educação, e detalhou o trabalho desenvolvido durante a disciplina.
Na pós-graduação stricto sensu eu tive uma disciplina que era metodologia do ensino superior. A experiência foi muito boa, a minha professora ela era doutora em educação. Então, o nosso trabalho na disciplina foi desenvolver todo um plano de aula, mas não era só o plano de aula, mas tudo que envolve o aprendizado daquele aluno, desde o primeiro momento, que era a elaboração do plano de aula, até o final da competência que ele desenvolveu, passando por tudo. Por todos os trâmites da psicologia educacional.
No tocante à pós-graduação lato sensu, o professor destacou a deficiência do programa, corroborando a visão de Corrêa e Ribeiro (2013) e Masetto (2012), pois, considerou que, apesar de o programa ter ofertado a disciplina de metodologia do ensino superior, a formatação da disciplina, a abordagem realizada, parece não ter tido muita relevância para o pós-graduando.
Houve metodologia apenas, mas era metodologia científica, digamos assim. Teve a disciplina de metodologia do ensino superior, mas ela foi muito fraca, foi diferente da do mestrado.
Docente reconhece que a Instituição onde trabalha investe na formação de professores, mediante a oferta de bolsas para quem deseja realizar mestrado ou doutorado e também mediante a realização de cursos e oficinas.
Nós temos bolsa, se quisermos. Eles fazem o patrocínio da bolsa. Investem na possibilidade de pesquisa, se você quiser desenvolver uma pesquisa efetiva. Nós temos treinamento, aprimoramento sempre na empresa. A cada semestre
nós temos duas ou três reuniões de treinamento para melhoria da nossa técnica de ensino e aplicação dela.
No referencial teórico deste trabalho, foi relatado que os docentes se espelham em modelos de antigos professores, seja reproduzindo o estilo daqueles que consideram modelos positivos, seja não replicando a postura ou conduta de certos professores em razão das experiências negativas que tiveram enquanto estudantes (PIMENTA E ANASTASIOU, 2010; SOARES E CUNHA, 2010b). O entrevistado narra uma de suas experiências negativas enquanto estudante e enfatiza a falta de compromisso da professora.
Eu tive uma professora no ensino médio que ela dizia o seguinte: quem não sabe fazer nada na vida vai ser professor. Essa era a teoria dela. Então, ela era professora, porque ela não sabia fazer outra coisa da vida dela. E ela se tornou professora de geografia. Então, era uma falta de compromisso tão grande, que nós tivemos período no 3º ano do 2º grau em que ela passou duas semanas sem dar aula. Nós tínhamos quatro aulas, neste período, eram duas horas por semana, e nós ficamos duas semanas sem aula com ela na sala.
Quando indagado se na opinião dele saber ensinar é algo que se aprende ou é uma espécie de dom, o docente afirmou que no caso dele trata-se de um talento, mas também enxerga a possibilidade de se aprender a ensinar.
No meu caso, eu acho que é talento. Mas não significa dizer que uma pessoa que estude para isso não consiga fazer.
Discorrendo sobre as técnicas ou estratégias que utiliza para o desenvolvimento da aprendizagem na sala de aula, o professor menciona a utilização de vídeos e a exploração de casos reais (estudo de casos) e fala da necessidade de o aluno se sentir parte do processo de ensino-aprendizagem.
Uso vídeo, mas principalmente casos reais ou estudos de caso. Todo início de aula tem uma atividade. Eu coloco uma questão que ele vai ter que quebrar a cabeça para descobrir... que vai ser o assunto da aula daquele dia. Porque as vezes o aluno tem o conhecimento dele e eu posso pegar esse conhecimento que ele tem e agregar valor a ele. Eu não acredito em uma educação, em uma aula, em que eu vou repassar informação, em que eu vou ser o papagaio, falando, falando, falando, falando, sem nada. Pra mim ele precisa fazer parte daquele aprendizado.
Indagado sobre onde aprendeu a utilizar as técnicas ou estratégias de ensino que utiliza na sala de aula, o professor afirmou fazer experiências, testar e repetir aquilo que julga ter sido bem sucedido.
Eu fico pensando no que eu posso fazer de diferente para que meu aluno possa aprender. São experiências. Eu vou fazendo experiências. Veio a primeira turma, aquilo foi bem aceito, eu boto na segunda, boto na terceira, boto na
quarta. Mas eu fico estudando em casa, pensando formas de fazer aquilo diferente. Não existe uma fórmula pronta que possa ser aplicada em todas as aulas. Cada aula é diferente.
Professor reconhece não ter passado por um processo formal de preparação para a docência no ensino superior.
Eu não tenho uma formação pedagógica. É tudo empírico. Tudo conhecimento de vivência. Com 23 anos de magistério eu posso dizer que aprendi com a vivência.
Professor costuma trocar experiência com seus colegas de profissão e costuma adotar práticas utilizadas por outros professores a fim de melhorar seu desempenho como docente.
Onde eu trabalho, isto é uma realidade semanal. Todo mundo que tem uma coisa interessante, compartilha, fala, e a gente vai trocando ideia. Olha, eu apliquei isso na sala, deu certo, pensa nisso, pensa naquilo... No meu caso, por exemplo, uma professora está usando uma metodologia através de um fórum, um blog, para que os alunos possam fazer debates. Eu achei isso interessante e passei a aplicar.
Quando perguntado sobre algumas iniciativas ou medidas que poderiam melhorar seu desempenho como docente, o entrevistado destacou a necessidade de se reinventar a cada semestre.
Eu acho que é fundamental sempre transformar, reciclar, ou ter ideias novas. Ou, se a criatividade não for suficiente, reciclar as antigas. Aquilo que eu fazia, fazer de outra forma. Acho que a iniciativa é sempre fazer diferente. Pensar diferente. Você se sentir incomodado com a sua própria forma de trabalhar. Porque a cada semestre, a cada momento, eu tento fazer algo diferente. Pensar coisas diferentes. A medida aí é ter capacidade de se reciclar. Eu acho que é a principal medida que eu posso adotar. Ter a capacidade de se reciclar. Então, nunca ser da mesma forma. Você sempre mudar. Estar disposto a fazer esta mudança. Acho que isso é o principal.
2ª Entrevista:
Professora entrevistada: Maria
Informada pela pesquisadora de que estaria na lista dos docentes mais bem avaliados do curso de Direito em dois semestres seguidos e questionada sobre o que, na opinião dela, justificaria a avaliação dos alunos, a professora destacou seu compromisso e dedicação no desempenho da atividade docente.
Acho que não existe um fator só que venha a justificar essa avaliação. Acho que é um conjunto. Quando o professor vai para sala de aula com disponibilidade, dedicação e esta disponibilidade engloba a vontade de estar ali e levar realmente para a sala de aula a preocupação de aprendizagem, desperta no aluno este entendimento de que o professor, de fato, está buscando
a atividade da docência ali dentro. Porque a atividade da docência engloba justamente essa preocupação com a aprendizagem do aluno.
A entrevistada se sentiu motivada a ingressar na docência no ensino superior em razão das experiências vividas por outros membros da família no exercício dessa atividade profissional, e também em razão de suas experiências como professora em outros níveis de educação.
Eu sou filha de professora, irmã de professor, fui professora no ensino fundamental e médio e tenho licenciatura em Pedagogia. Mas a minha vontade sempre foi ser professora no curso de direito. Então foi isso que eu busquei. A professora mostra consciência da necessidade de associar teoria e prática no ambiente universitário.
Eu entendo que a sala de aula é a oportunidade de você compartilhar aquela teoria de uma forma mais dinâmica, digamos assim. Eu chego a dizer que eu me divirto na sala de aula, não por fazer daquele momento uma brincadeira, mas realmente por colocar em prática na sala de aula aquela teoria e vice- versa. Pegar aquela prática lá de fora e trazer como reflexão teórica daqueles conteúdos”. “O prazer do professor está em ver que o aluno conseguiu assimilar o conteúdo. E quando eu falo em assimilar o conteúdo, eu não falo em assimilar aquele conteúdo, vamos assim dizer, seco, mas aquele conteúdo atrelado a uma prática profissional, atrelado à vida”. “Eu vou passar para os meninos a parte teórica de sentença. Então eu vou dar o conceito de sentença, espécies de sentença, aplicação da dosimetria da pena. Toda a parte teórica. Mas se eu passar toda essa teoria e não trouxer pra eles uma sentença, para que eles vejam aquela sentença como foi feita e não der oportunidade para que eles construam uma sentença a partir do caso concreto, eles não aprenderão o conteúdo.
Indagada sobre onde e como aprendeu a ser professora, a docente destacou ter aprendido com as experiências cotidianas.
Eu acho que não há um caminho para dizer assim: ah, eu vou aprender a ser professor. Eu acho que é vocação, maturidade. Cada dia mais a gente aprende. Com a experiência diária, sabe. Os alunos ensinam muito. O dia-a-dia. A gente aprende com o dia a dia.
A entrevistada não aposta numa fórmula para aprender a ser professor. Enxerga, sobretudo, a necessidade do profissional da educação inovar, buscar progredir na sua prática educacional.
Eu acho que não tem professor pronto. Eu acho que ele a cada dia percebe que pode melhorar. Percebe que precisa inovar. Percebe que precisa aprender. É assim que ele vai ficando pronto. Mas não há uma fôrma, vamos dizer assim. Questionada sobre as características ou requisitos para ser um bom professor, a docente destaca o compromisso com a aprendizagem e a didática empregada pelo professor.
Dedicação, responsabilidade, compromisso sobretudo com a aprendizagem do aluno. Essa preocupação faz com que você eleve o nível da docência. Infelizmente a gente hoje tem uma percepção que os alunos dizem que o professor de faculdade não está preocupado se ele está aprendendo ou não. Vai lá, dá a aula e vai embora. Isso é uma prática que precisa ser mudada. O professor de faculdade tem que trazer sobre si aquela mesma responsabilidade da didática do ensino fundamental, do ensino médio, que permeia justamente essa necessidade de identificar a aprendizagem do aluno. Acho que tudo está voltado para a aprendizagem do aluno.
Relatando suas primeiras experiências na sala de aula, como professora do ensino superior, revelou um clima de ansiedade e certa tensão.
Eu não diria insegurança, mas eu tremi as pernas. Primeira sala que eu entrei, a responsabilidade que recaia nos ombros era muito grande, porque ali a gente está formando um profissional. Aquele medo me fez trazer sempre uma cautela muito grande e eu acho que esse medo é necessário.
Indagada sobre a questão de a pós graduação ter contribuído mais para sua formação como pesquisadora ou como professora, a entrevistada reafirmou a negligência dos programas de pós com a formação docente.
A pós contribuiu para minha formação enquanto pesquisadora. Eu não encontrei na verdade ainda um direcionamento real para um aperfeiçoamento enquanto professor. Na verdade, você, quando passa a pesquisar, você aprimora o seu conhecimento e até sua prática docente, mas eu diria que falta mais a questão didática neste curso.
Relatando a experiência do estágio de docência, realizado durante a graduação em Pedagogia, a professora afirma que os alunos se espelham em seus mestres e constroem modelos positivos e negativos desses profissionais durante as suas experiências como estudantes.
Quando você tem a oportunidade de avaliar, de observar, na verdade, um profissional, você se espelha nele ou não. Então, ali você tem a oportunidade de imitar o que é bom e extrair o que você percebe que não é viável. Essa oportunidade, se você souber de fato agarrar, você vai tirar um proveito. A entrevistada foi monitora durante a graduação e revela que a monitoria contribuiu para sua atuação como professora.
A monitoria contribui até para questão de segurança mesmo. Segurança de