1.3 Complicaciones posibles por elevación de seno maxilar
1.3.1 Complicaciones intraoperatorias
No gerenciamento de fluxos da informação, quer sejam formais ou informais, são realizadas ações integradas de prospectar, selecionar, filtrar, tratar e disseminar todo o ativo informacional e intelectual produzidos dentro ou fora da
organização/ setor6, sendo recomendada equipe específica para desenvolver ações
e atividades de gestão da informação e de gestão do conhecimento (VALENTIM, 2002, 2003, 2008).
A autora relaciona a gestão da informação ao conhecimento explícito, aos dados e às informações já consolidados e registrados, desde o livro impresso até a rede internet, trabalhando com os fluxos formais de informação.
Gestão da informação é definida por Davenport (1994, p. 84) como “o gerenciamento de todo o ambiente informacional de uma organização”, e por Wilson (apud TARAPANOFF, 2006, p. 21) como “a aplicação de princípios administrativos à aquisição, organização, controle, disseminação e uso da informação para a operacionalização efetiva de organizações de todos os tipos”.
Dessas definições se observa que o principal objetivo da gestão da informação é identificar e potencializar recursos informacionais da organização e sua capacidade de informação, ocorrendo o aprendizado e a adaptação de mudanças ambientais (TARAPANOFF, 2006).
Com isso, a informação, tanto interna quanto externa à organização/ setor, e o trabalho realizado com a informação é transformado em produtos e serviços com valor para os usuários que a utilizam, sendo uma ferramenta estratégica em organizações e instituições (TARAPANOFF, 2006).
Então, na gestão da informação são tratadas “ações relacionadas à ‘obtenção da informação adequada, na forma correta, para a pessoa indicada, a um custo adequado, no tempo oportuno, em lugar apropriado, para tomar a decisão correta’” (WOODMAN apud VALENTIM, 2002, não paginado).
Isso nos remete à analogia que se pode fazer às cinco Leis da Biblioteconomia7 do indiano Ranganathan, transformando as premissas abaixo ao
contexto informacional:
a) os livros são para serem usados:
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Para compreensão dos termos gestão da informação e gestão do conhecimento, estes são estudados na perspectiva da organização aqui entendida como toda comunidade de indivíduos de qualquer área do conhecimento e não somente às corporações e empresas, ressaltando a concepção sistêmica, ou seja, a organização como uma totalidade integrada por meio de diferentes níveis de relações. Sua natureza é dinâmica e suas estruturas não são rígidas, mas sim flexíveis embora estáveis, bem como resultam das interações e interdependência de suas partes (CAPRA, 1982).
7 Biblioteconomia é “uma prática de organização: a arte de organizar bibliotecas” (LE COADIC, 2004,
- a informação impulsiona a criação do conhecimento (informação adequada);
b) todo livro tem seu leitor:
- a informação certa para pessoa certa (na forma correta); c) todo leitor tem seu livro:
- pessoa certa para receber a informação certa (pessoa indicada); d) poupe o tempo do leitor:
- diminuir o tempo necessário para encontrar a informação desejada (tempo oportuno);
e) uma biblioteca é um organismo em crescimento:
- controle desse crescimento, verificando qual a informação necessária e que está sendo usada (para tomar a decisão certa).
Portanto, na gestão da informação é preciso estar atento às reais necessidades da organização/ setor, para que se realizem buscas representativas de informação e, assim, possam ocorrer ações efetivas no ambiente organizacional com a tomada de decisão adequada, ou seja, é realizado o monitoramento ambiental.
Nesse monitoramento se observa o ambiente interno e externo à organização/ setor, a fim de propiciar informações que identifiquem oportunidades e limitações, implementando adaptações estratégicas ou estruturais (MORESI apud TARAPANOFF, 2006, p. 24).
Resumindo, Tarapanoff (2006) indica que na gestão da informação são executadas tarefas como:
a) estabelecimento de políticas de informação;
b) criação e manutenção de estoques de informação8;
c) coordenação das informações da organização;
d) promoção para a permanente qualidade das informações;
e) criação de unidades de informação9 baseadas nas necessidades dos
usuários;
8 Segundo Barreto (1996), os estoques de informação são produzidos quando se produz e organiza a
informação visando sua recuperação e uso.
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Unidades de informação aqui entendidas como bibliotecas, centros de documentação, serviço de informação e centro de análise da informação, não cabendo fazer as diferenças existentes.
f) disponibilização de produtos e serviços de informação;
g) compartilhamento de informações entre os setores da organização.
Robredo (2006) afirma que, para consolidar o processo de gestão da informação, é necessário ter a gestão eficiente do conhecimento. No entanto, segundo De Sordi (2008), para que se faça a gestão do conhecimento é preciso converter e capitalizar a aprendizagem individual para o conjunto de conhecimento da organização/ setor, a fim de que se possa reutilizá-lo.
Valentim (2002, 2003, 2008) e Wilson (2006) identificam a gestão do conhecimento pelo desenvolvimento de estratégias para o compartilhamento de informações, saberes, dos atores envolvidos nas organizações/ setores, pois o conhecimento reside nas pessoas. O foco é direcionado para a socialização do conhecimento, para seu ativo intangível, isto é, seu capital intelectual, os indivíduos.
O interesse da gestão do conhecimento está no capital intelectual da organização/ setor, sendo enfatizados os fluxos informais da informação, isto é, nos contatos pessoais, na troca de informação face a face. Assim, são realizadas atividades para o desenvolvimento da cultura organizacional voltada ao conhecimento, o mapeamento dos fluxos informais de informação, o uso de tecnologias para tratamento, análise e agregação de valor às informações, a transferência do conhecimento ou socialização do conhecimento no ambiente organizacional e a criação e disponibilização de sistemas de informação empresariais de diferentes naturezas (VALENTIM, 2002, 2003, 2008).
Na gestão do conhecimento as atividades de desenvolvimento e controle do conhecimento da organização/ setor, bem como de planejamento e controle da obtenção, do tratamento e da distribuição de informações, facilitam seu processo decisório, na busca de seus objetivos (LIMA-MARQUES; MACEDO, 2006; MORESI, 2006).
Para isso, deve-se criar fluxo otimizado dos conhecimentos, com a contribuição permanente dos atores da organização/ setor e metodologias e tecnologias adequadas à gestão do conhecimento (ROBREDO, 2006).
Portanto, ao utilizar-se a gestão do conhecimento no setor/ organização, se destaca o conhecimento das pessoas, disseminando suas melhores práticas (REZENDE, 2006), o que também é compactuado por Pérez-Montoro Gutiérrez (2006) que sugere o estabelecimento de um sistema no qual se identifica, capta e
compartilha continuamente o conhecimento da organização, a fim de que o torne de valor a essa organização.
O processo de realização da gestão do conhecimento perpassa por seis fases, as quais se iniciam pela identificação do conhecimento, seguida da criação, desenvolvimento, armazenamento, compartilhamento coletivo e uso do conhecimento (MARTINS; FERNEDA; MARTINS, 2008).
Comparando a gestão da informação com a gestão do conhecimento, a partir dos autores refletidos, observa-se que na primeira são enfatizados os fluxos formais do ambiente organizacional, àqueles relacionados às informações sistematizadas e disponíveis em algum suporte, enquanto, na gestão do conhecimento são realçados os fluxos informais das organizações, àqueles voltados à cultura organizacional, e, por isso, não estão sistematizados nesses ambientes.
Por outro lado, Valentim (2008) ressalta que a gestão da informação e a do conhecimento faz parte de um ciclo sem começo, meio e fim, sendo os indivíduos, os atores desses processos.