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Comparison of the direct pressure integration method and the con-

7.4 Drift forces

7.4.1 Comparison of the direct pressure integration method and the con-

Plantas rupícolas. Caule ereto, não arborescente, com escamas triangulares, concolores, castanho- claras a castanho-escuras, margem inteira ou esparsamente denticulada. Frondes monomorfas, eretas a pendentes. Pecíolo contínuo com a raque, com escamas na base semelhantes as do caule. Lâmina pinatiseta, linear-elíptica, gradualmente reduzida no ápice e na base, com pinas vestigiais, pinatífida na porção apical, glabra em ambas as faces; pinas 6-32 pares, deltóides (as basais semicirculares), fortemente ascendentes, adnadas, ápice obtuso a agudo, margem das pinas inteira a finamente denticulada, plana ou levemente revoluta, pinas basais fortemente reduzidas, totalmente adnadas à raque, com a porção acroscópica da base não auriculada ou com aurícula inconspícua, as aurículas não sobrepostas à raque; raque recoberta de forma esparsa por escamas semelhantes às do caule e tricomas na face abaxial. Venação livre, nervuras 1-3 bifurcadas, espessadas no ápice, terminando antes da margem.

Na área de estudo: Blechnum asplenioides pode ser confundida com B. polypodioides, mas segundo Dittrich (2005), B. asplenioides se difere pela lâmina linear-elíptica (as pinas reduzindo de tamanho mais próximo das extremidades), mais estreita (menor que 2 cm de largura), e com pinas deltóides (comprimento cerca de 2x a largura), enquanto que B. polypodioides apresenta a lâmina elíptica (as pinas reduzem gradualmente de tamanho a partir do meio da lâmina para as

extremidades), mais larga (2-9 cm de largura), e as pinas lineares (comprimento mais de 2x a largura).

Ambiente de ocorrência: Floresta Ombrófila Densa, em fendas de paredões rochosos próximos a igarapés e cursos d´água ao longo da encosta, entre 480 e 650 m de altitude.

Distribuição geográfica: Sul-americana: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela. Brasil: Norte (Pará); Nordeste (Bahia); Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso); Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo); Sul (Paraná).

Material examinado: BRASIL. Pará: Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 28/10/2010, D.T. Souza 1181 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 2/10/2009, P.L. Viana 4347 (BHCB). 3. Blechnum brasiliense Desv., Ges. Naturf. Freunde Berlin Mag. Neuesten Entdeck. Gesammten Naturk. 5: 330. 1811.

Plantas terrícolas. Caule ereto, subarborescente, formando cáudice de até 30-50 cm de altura, com escamas lineares, concolores, nigrescentes, margem inteira. Frondes monomorfas, eretas a pendentes. Pecíolo contínuo com a raque, com escamas na base semelhantes as do caule. Lâmina 1-pinada (na porção proximal) a pinatiseta (porções mediana e distal), oblanceolada, gradualmente reduzida na base e no ápice, com pinas vestigiais, pinatífida na porção apical, esparsamente pubescente na face abaxial, glabra na face adaxial; pinas 31-56 pares, lineares (as basais triangulares a ovadas), levemente ascendentes ou não ascendentes, adnadas, ápice acuminado (as maiores) a obtuso (as basais), margem das pinas finamente serreada de forma regular, plana ou levemente revoluta; pinas basais fortemente reduzidas, totalmente adnadas à raque, par de pinas basais auriculiformes, geralmente não sobrepostas à raque; raque escamosa na porção basal da face abaxial. Venação livre, nervuras simples ou 1(2)-bifurcadas, espessadas no ápice, terminando na margem.

Na área de estudo: Blechnum brasiliense se diferencia das demais espécies congenéricas registradas pelo caule ereto, subarborescente, pecíolo com escamas lineares e lâmina com margem finamente serreada.

Ambiente de ocorrência: Floresta Ombrófila Densa e Matas Baixas sobre canga, associadas a locais alagadiços em ambientes parcialmente sombreados ou totalmente expostos ao sol, entre 320 e 640 m de altitude.

Distribuição geográfica: Neotropical. Brasil: Norte (Pará); Nordeste (Bahia, Ceará, Pernambuco); Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso); Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo); Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina). Primeira vez citado para o Estado do Pará.

Material examinado: BRASIL. Pará: Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 01/05/2010, T.E. Almeida 2360 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo C, 01/09/2010, T.E. Almeida 2525 (BHCB).

4. Blechnum heringeri Brade, Sellowia 18: 87, t. 1 & 2, 1966.

Plantas terrícolas ou rupícolas. Caule ereto, não arborescente, com escamas triangulares, concolores, castanhas, margem inteira. Frondes monomorfas, fasciculadas, eretas a levemente

pendentes. Pecíolo contínuo com a raque, com escamas esparsas na base semelhantes as do caule. Lâmina 1-pinada (na porção proximal) a pinatiseta (na porção distal), deltóide, ápice e base truncados, sem pinas vestigiais, ápice conforme, esparsamente pubescente em ambas as faces (tricomas com 1-3 células), pinas 2-5 pares, oblongo-lanceoladas, levemente ascendentes (com exceção das basais que podem ser fortemente descendentes), totalmente adnadas a raque (exceto as basais que têm a face acroscópica basal adnada e a basioscópica basal livre), ápice acuminado, margem aparentemente inteira (finamente denticulada), plana; pinas basais reduzidas, com a porção acroscópica da base frequentemente com uma grande aurícula; raque pubescente. Venação parcialmente anastomosada, nervuras formando aréolas ao longo da costa, mas livre próximo a margem da lâmina, neste caso com nervuras simples a 1-bifurcadas, levemente espessadas no ápice, terminando na margem.

Na área de estudo: Blechnum heringeri se diferencia das demais espécies congenéricas pelas pinas em 2-5 pares, auriculadas na base da porção acroscópica, recobertas por curtos tricomas em ambas as faces. Pode ser confundida com B. areolatum, mas se difere desta pelo maior número de pinas, estas frequentemente com aurículas na porção basal acroscópica e presença de tricomas em ambas as faces da lâmina.

Ambiente de ocorrência: Transição de Mata Baixa sobre canga para Floresta Ombrófila Densa de encosta, em local com muitas rochas expostas, entre 550 e 600 m de altitude.

Distribuição geográfica: Brasil: Norte (Pará); Centro-oeste (Goiás); Sudeste (Minas Gerais). Material examinado: BRASIL. Pará: Canaã dos Carajás, Serra do Tarzan, 09/02/2012, A. Salino 15151 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 16/12/2010, N.F.O. Mota 1921 (BHCB).

5. Blechnum lanceola Sw., Kongl. Vetensk. Acad. Handl. 71, t.3, f.2. 1817.

Plantas rupícolas. Caule ereto, não arborescente, com escamas triangulares, concolores, castanhas, margem predominantemente inteira, com raros dentículos. Frondes monomorfas, eretas a levemente pendentes. Pecíolo contínuo com a raque, com escamas semelhantes as do caule na base. Lâmina inteira, linear-elíptica a linear-lanceolada, glabra em ambas as faces, com ápice geralmente acuminado; base cuneada; margem inteira a finamente denticulada, plana ou levemente revoluta; raque glabra. Venação livre, nervuras simples ou 1-2-bifurcadas, espessadas no ápice, terminando antes da margem.

Na área de estudo: Blechnum lanceola se diferencia das demais espécies congenéricas pela lâmina simples e inteira.

Ambiente de ocorrência: Floresta Ombrófila Densa, em paredões rochosos e rochas próximas a cursos d’água, 480 e 620 m de altitude.

Distribuição geográfica: Sul-americana: Peru, Bolívia, Brasil, Paraguai e Argentina. Brasil: Norte (Pará); Centro-oeste (Goiás, Mato Grosso); Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo); Sul (Rio Grande do Sul). Primeira vez citado para o Estado do Pará.

Material examinado: BRASIL. Pará: Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo A, 29/08/2012, A. Salino 15504 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 20/02/2010, T.E. Almeida 2270 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 28/10/2010, D.T. Souza 11082 (BHCB).

Plantas rupícolas. Caule curto-reptante, não arborescente, com escamas triangulares, concolores, castanho-claras, margem inteira a esparsadamente denteada. Frondes levemente dimorfas (as férteis mais longas e com pinas mais estreitas que as estéreis), fasciculadas, eretas a levemente pendentes. Pecíolo contínuo com a raque, glabrescente ou levemente pubescente no ápice e com escamas esparsas na base semelhantes as do caule. Lâmina 1-pinada (na porção proximal) a pinatiseta (na porção distal), lanceolada a oblonga, ápice e base gradualmente reduzidos, sem pinas vestigiais, ápice subconforme (pina apical geralmente mais larga que as laterais), densamente pubescente em ambas as faces (tricomas com mais de 5 células); pinas 4-7 pares, elípticas a linear- elípticas, perpendiculares a ascendentes (as basais às vezes fortemente deflexas), adnadas a raque, ápice obtuso a agudo, margem finamente denticulada (aparentemente inteira), plana; pinas basais com 1-3 pares, reduzidas, com a porção acroscópica da base ocasionalmente auriculada (aurículas às vezes sobrepondo a raque); raque densamente pubescente. Venação parcialmente anastomosada, nervuras formando aréolas ao longo da costa, mas livre próxima a margem da lâmina, neste caso nervuras simples a 1-3 furcada, levemente espessadas no ápice, terminando antes da margem. Na área de estudo: Blechnum longipilosum se diferencia das demais espécies congenéricas pela lâmina 1-pinada (ao menos na porção proximal), com 4-7 pares de pinas, densamente pubescentes em ambas as faces (tricomas longos com mais de 5 células). Pode ser confundido com B. areolatum e B. heringeri, por ambas apresentarem padrão de venação semelhante, mas se difere destas pela marcante presença de longos tricomas recobrindo densamente a lâmina em ambas as faces, e presença de 1-3 pinas proximais reduzidas.

Ambiente de ocorrência: Áreas de transição entre Matas Baixas sobre canga e Floresta Ombrófila Densa, em paredões rochosos e rochas próximas a cursos d’água em locais parcialmente sombreados, entre 530 e 750 m de altitude.

Distribuição geográfica: Brasil: Norte (Pará).

Material examinado: BRASIL. Pará: Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo C, 29/01/2012, L.V.C. Silva 1166 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 11/12/2012, A. Salino 15570 (BHCB); Parauapebas, Serra Norte corpo N1, 08/02/2012, A. Salino 15137 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 14/08/2012, A.J. Arruda 1408 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 28/01/2013, A.J. Arruda 1420 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 12/02/2013, A. Salino 15165 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 12/02/2013, A. Salino 15174 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 13/02/2013, A. Salino 15180 (BHCB); Parauapebas, Serra da Bocaina, 13/02/2013. A. Salino 15185 (BHCB); Parauapebas, Serra Norte corpo N6, 19/05/2012, Salino 15230 (BHCB); Parauapebas, Serra Norte corpo N1, 25/01/2012, A.J. Arruda 453 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 25/01/2012, A.J. Arruda 453 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo C, 18/03/2009, P.L. Viana 4148 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 23/05/2010, D.T. Souza 1115 (BHCB); Canaã dos Carajás, Serra Sul corpo D, 18/02/2010, T.E. Almeida 2257 (BHCB).