5. DRØFTELSE AV PATRULJESTRATEGIER FOR POLITIET
5.2.3 Community policing – fordeler og ulemper
A campanha de “Vacinação” é apresentada através de 41 textos e 6 ferramentas interativas. Diferente da anterior, não possui spots de áudio – porém a prevalência de conteúdos textuais é a mesma. O gráfico 8 ilustra a relação entre publicações da campa- nha.
133 Fonte: elaboração própria.
Da mesma forma que na de alimentação saudável, a exploração de gêneros tex- tuais acaba por excluir da campanha formatos característicos de ambientes virtuais que valorizam tanto os conteúdos quanto o meio de comunicação na disseminação de co- nhecimento científico.
A maior parte destes conteúdos apresenta destaques ou olhos, ou seja, trechos que evidenciam algumas informações. Porém, não são utilizados recursos próprios da internet, como efeitos piscantes e animações em flash, entre outras – o negrito, a cor, o tamanho da fonte e a posição no layout são as formas prevalecentes de destaques utili- zadas pelo Portal. O Gráfico 9 ilustra esta proporção.
134 Fonte: elaboração própria.
O total de peças comunicativas analisadas é 47. Diferente da campanha de ali-
mentação saudável, a de vacinação apresentou equilíbrio de conteúdos datados e não datados, aumentando a transparência sobre quando os textos foram produzidos.
São 47% das peças comunicativas datadas contra 53% sem data. Outra constata- ção referente a este tema é que a maioria dos textos datados têm entre cinco e dez anos, ou seja, as informações prestadas, principalmente estatísticas, encontram-se defasadas. O manual “Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações/Avaliação do Programa de Imunizações”, por exemplo, analisado no quadro 23g, traz orientações para profissionais da saúde sobre utilização de sistema de atualização de dados em sis- tema operacional MS DOS, com instruções de salvamento de informações em disquetes. O conteúdo foi publicado em junho de 2001. Mesmo nesta época já havia sistemas ope- racionais mais Avançados. Depois de dez anos, a informática evoluiu e os sistemas ope- racionais DOS são raramente utilizados, bem como as unidades de disquete.
O texto “Cooperação técnica internacional”, analisado no quadro 18, apresenta programa de cooperação internacional brasileiro e canadense para auxiliar a imunização no Haiti. O texto afirma que “em 2008 foi feita uma readequação do projeto, resultando na sua prorrogação até o final do ano e, agora, está sendo proposta a sua extensão até março de 2009” (BRASIL, 2010). Não constam informações atualizadas sobre o assun- to, como a possível efetivação da extensão do projeto e se ainda hoje há alguma iniciati- va desta natureza.
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135 Isso evidencia que o material preparado para esta campanha não possui algumas características essenciais da internet, como a constante atualização de seus conteúdos. O gráfico 10 tem por objetivo enfatizar a relação de conteúdos datados e não datados da referida campanha online.
Fonte: elaboração própria.
Com relação à citação de fontes de informação, 68% do conteúdo da campanha de vacinação possuem referências. Foram identificadas 769 citações, entre fontes cientí- ficas, governamentais, documentos oficiais, governamentais internacionais (ligadas a países estrangeiros), internacionais (de atuação global, sem ligação com nacionalidades) e outras. O gráfico 11 apresenta estes dados.
136 Neste contexto, verifica-se que a maior parte das citações na campanha de vaci-
nação é de origem científica, seguida de fontes governamentais. Neste caso, as princi-
pais estratégias de aproximação desta campanha se baseiam no crédito científico e na autoridade política para convencimento de sua audiência.
A diferença para a campanha de alimentação saudável (82 fontes citadas) é que a de vacinação apresenta seção com publicações do Ministério da Saúde sobre imuniza- ção. Estes, por sua vez, referenciam conteúdos com mais frequência. A média é de aproximadamente 24 citações por texto.
A prevalência de fontes científicas, não coincidentemente, resulta na predomi- nância de enquadramentos de autoridade médica ou científica, que será comentada mais adiante. As demais referências, como documentos oficiais, governamentais internacio- nais e internacionais, também estão presentes em quantidade significativa, expondo que a elaboração dos conteúdos se preocupou em acompanhar as discussões que ocorrem em outros países e no âmbito internacional, bem como apresentou decretos e leis que guia- ram o desenvolvimento dos programas de saúde no Brasil.
O uso de imagens não é comum nos conteúdos da campanha de vacinação. Ape- sar de terem sido identificadas 233 imagens (151 fotos e 82 ilustrações), estas constam em apenas 14 textos, o que corresponde a 30% das publicações. Somente no livro “Pro- grama Nacional de Imunizações – 30 anos”, analisado no quadro 23j, há 114 fotos e duas ilustrações. O gráfico 12 apresenta a proporção.
137 Fonte: elaboração própria.
O uso de imagens pode significar um atrativo para o usuário e ressaltar determi- nados temas, contribuindo para sua discussão. A questão, porém, não é a quantidade de imagens utilizadas, mas os critérios de distribuição das imagens e sua associação ao conteúdo da campanha. A utilização balanceada de ilustrações, fotografias e textos po- deria tornar a assimilação dos temas tratados mais fácil e atrativo ao usuário.
Sobre os modelos de comunicação científica, são predominantes nos conteúdos da campanha de vacinação os de déficit cognitivo e contextual. Foram identificadas duas peças comunicativas que possuem características do modelo de expertise leiga e não houve registros de conteúdos de acordo com o modelo de participação pública.
138 Fonte: elaboração própria.
Da mesma forma como aponta avaliação da campanha de alimentação saudável, não há quantias significativas dos dois modelos que possibilitam maior interação com o usuário. Isso quer dizer que a internet não está sendo utilizada de maneira a abranger grande parte dos recursos dos quais dispõe.
Conclui-se que a campanha privilegia o fornecimento de informações, ora para públicos específicos ora não. A maior parte do conteúdo caracterizado pelo modelo con- textual é destinada aos profissionais da saúde, como manuais e cartilhas. Isso indica que o conteúdo produzido para o usuário comum é organizado de acordo com o modelo de déficit cognitivo.
É desejável que o direcionamento dos conteúdos valorize e explore os diversos segmentos da audiência, como campanhas voltadas para crianças, jovens, adultos, ges- tantes, homens, mulheres, idosos, fumantes, dependentes químicos, entre outros.
Conteúdos destinados a usuários do Portal, e das campanhas de vacinação, de- vem prevalecer sobre segmentação para profissionais que atuam no SUS. Não se defen- de aqui a exclusão de conteúdos para a formação e especialização desses profissionais, cuja importância é elevada e a internet pode contribuir para o aperfeiçoamento e com- plementaridade da formação profissional. Mas não se pode perder de foco o público- alvo das campanhas de vacinação – o usuário do SUS.
139 Tem-se, portanto, mais uma campanha em ambiente virtual cuja estruturação se baseia no conceito de educação em saúde, privilegiando condutas consideradas “corre- tas” e responsabilizando o usuário por sua saúde.
O modelo de expertise leiga está presente em apenas uma publicação: o “Fo- rum.Datasus.Gov.Br”, analisado no quadro 20c. O fórum propõe temáticas (através de moderadores ou dos próprios usuários) e os usuários são convidados a apresentarem seus argumentos. Neste caso, as contribuições dos usuários são tão importantes para a comunicação quando os textos que geraram a discussão. São 92 seções divididas em 41 temáticas. As contribuições são constantes e atuais, necessitando que o usuário se cadas- tre para utilizar o sistema.
A presente dissertação identificou quatro tipos de enquadramento principais nos conteúdos das campanhas online. São eles: de autoridade médica ou científica, direcio-
nado, de expertise leiga e da integração social. O Gráfico 14 traz representação dos enquadramentos identificados na campanha de vacinação.
Fonte: elaboração própria.
O gráfico apresenta os enquadramentos identificados em textos e ferramentas interativas, em que o de autoridade médica ou científica é o mais frequente, seguido pelo direcionado. Os enquadramentos de expertise leiga foram identificados em uma
140 peça comunicativa e não há registro de conteúdos com enquadramento de integração
social.
Analisamos, primeiramente, os textos identificados com enquadramento de au-
toridade médica ou científica. Conforme revisado anteriormente, este enquadramento é
caracterizado pela verticalidade da prestação da informação, possui características do modelo de déficit cognitivo de comunicação científica e está atrelado ao conceito de educação em saúde, por possuir tom didático e objetivar mudança de comportamento individual por parte da audiência.
O texto analisado no quadro 11 (Vacinação) é um exemplo deste enquadramen- to. Trata-se da apresentação das campanhas de vacinação brasileiras a partir de duas referências: dos seus órgãos gestores e de sua história. Em seu destaque de capa, traz texto que evidencia a autoridade científica: “A maneira mais eficaz de se prevenir con- tra diversas doenças, como poliomielite (paralisia infantil), tuberculose, rubéola e febre amarela, entre outras, é a vacinação. Ao se vacinar, a pessoa passa a ter proteção (anti- corpo) e torna-se imunizado” (BRASIL, 2010).
Ao elencar passagens da história da saúde no Brasil, texto reforça seu caráter in- formativo e seu enquadramento de autoridade médica ou científica. Entretanto, não há contextualizações recentes sobre as campanhas de vacinação no Brasil (a última é de 2006) nem indicações sobre onde o usuário pode encontrar esses dados no Portal da Saúde, comprometendo a eficácia da prestação das informações.
O texto analisado no quadro 21 (Vacinação de Viajante) também serve de exem- plo do enquadramento de autoridade médica ou científica. São apresentadas as propos- tas e articulações da Secretaria de Vigilância em Saúde e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para vacinar populações flutuantes ou viajantes internacionais. Os argumentos apresentados pelo texto remetem aos próprios órgãos governamentais como autoridades capazes de garantir a prestação do serviço, como no trecho:
Essa discussão [vacinação do viajante] aborda a experiência das ativi- dades de vigilância sanitária no âmbito de portos, aeroportos e fron- teiras, bem como a experiência em epidemiologia e controle de do- enças, cujo princípio básico é o conhecimento da saúde coletiva (BRASIL, 2010).
A ênfase voltada para a atuação da Secretaria de Vigilância em Saúde e da Anvi- sa em garantir a imunização em populações flutuantes e viajantes estrangeiros, acompa-
141 nhada da prestação verticalizada de outras informações, caracteriza o enquadramento de autoridade médica ou científica.
Por outro lado, o texto não apresenta dados sobre a atuação da Secretaria de Vi- gilância em Saúde e da Anvisa sobre as operações de imunização de populações flutu- antes e viajantes estrangeiros. Isso pode comprometer um entendimento mais amplo do usuário sobre a real situação de vulnerabilidade à qual este público-alvo estaria exposto. O enquadramento direcionado, identificado em 19 textos, assemelha-se ao en- quadramento de autoridade médica ou científica, pois também é caracterizado pela prestação verticalizada de informações e remete aos conceitos de educação em saúde. Porém, sua característica principal, e que o diferencia do outro enquadramento, é a seg- mentação do público ao qual o texto é destinado, remetendo ao modelo contextual de comunicação da ciência.
O texto analisado no quadro 19 (Febre amarela) é exemplo desta abordagem e apresenta informações sobre áreas de risco de febre amarela, sugerindo a imunização antes de viagens para estas regiões. O texto pressupõe que o usuário pode ser um viajan- te brasileiro ou estrangeiro, disponibilizando informações em português e espanhol so- bre a prevenção da febre amarela em caso de viagens para locais previamente determi- nados. É uma construção textual característica do modelo contextual de comunicação científica. O trecho a seguir evidencia o direcionamento do texto aos viajantes: “Reco- menda-se a vacina contra FA para todas as pessoas que viajam para as áreas de risco. (...) O viajante deve usar, sempre que possível, calças e camisa de manga comprida e repelentes contra insetos” (BRASIL, 2010).
Outro exemplo do modelo direcionado é ferramenta interativa (analisada no quadro 19b) que estimula o usuário a consultar a cidade para a qual pretende viajar - o site responde se ela integra zona considerada de risco ou não. De acordo com a cidade que cada usuário consultar, o site enfatizará uma resposta diferente, caracterizando o modelo contextual de comunicação da ciência e o enquadramento dirigido. Caso o usuá- rio consulte uma cidade em zona de risco, o site apresenta a resposta: “A área que você visitará ou mora tem recomendação de vacina contra a Febre Amarela. Abaixo as in- formações sobre a vacina e a doença”. Quando não há risco, a ferramenta interativa apresenta a resposta: “A área que você visitará ou mora não tem recomendação de vaci- na contra a Febre Amarela. Consulte outro município”.
142 A maior parte dos textos publicados na seção “Publicações” (quadro 23 e subse- quentes) possui características do enquadramento direcionado, pois se trata de manuais e cartilhas de treinamento para profissionais da saúde. Neste contexto, há linguagens específicas da área de conhecimento e instruções direcionadas para profissionais da sala de vacinação (quadros 23c, 23d e 23e ), das unidades locais de saúde (quadros 23f e 23h), gestores municipais ou estaduais de saúde (quadro 23g) e técnicos de manutenção de equipamentos da rede de frio (quadro 23i). Estes textos trazem orientações diretas a estes profissionais, de maneira didática e verticalizada, caracterizando o enquadramento
direcionado. O trecho a seguir, retirado do “Manual dos Centros de Referência para imunobiológicos especiais” (quadro 23h) torna evidente seu direcionamento:
O presente Manual dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) (...) constitui um instrumento essencial de normati- zação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), destinado à orien- tação e atualização dos profissionais que atuam na área e se dedicam à imunização da população brasileira (BRASIL, 2010).
O enquadramento de expertise leiga é aquele em que a contribuição do usuário é tão importante para o processo comunicativo quanto o texto que gerou a discussão. Apesar de toda a potencialidade da internet em prover recursos para esta modalidade de comunicação, foi identificada apena uma peça comunicativa com estas características.
Refere-se à ferramenta interativa analisada no quadro 20c (Fo- rum.Datasus.Gov.Br). Refere-se ao fórum que reúne diversos temas de discussão sobre saúde. São 92 seções divididas em 41 temáticas. Constatou-se que as participações e contribuições são constantes e atuais. A seção “Análise de informações em saúde com TabWin” serve de exemplo para ilustrar o conteúdo do fórum, estando inserida na temá- tica “Política”, possuindo 550 tópicos de discussão e 2196 contribuições40, tendo a mais recente mensagem sido postada dois dias antes desta avaliação. O usuário pode acessar, desde que cadastrado, os assuntos que mais lhe interessam e participar das discussões. Os links disponíveis estimulam a participação. Portanto, foram identificadas caracterís- ticas do modelo de expertise leiga de comunicação científica e da promoção da saúde, caracterizando o enquadramento de mesmo nome.
143 O enquadramento de integração social, que é o que mais explora as potenciali- dades da internet como meio de comunicação por estimular a participação pública, não foi identificado em nenhuma das peças comunicativas da campanha de vacinação.
Apesar de disponíveis recursos que permitem a interação com o usuário e a apreciação de suas contribuições, a campanha de vacinação pouco as utiliza, favorecen- do a disseminação de conteúdos informativos e com objetivos de mudança individual ou organizacional de comportamento. O gráfico 15 apresenta dados que contribuirão para as discussões:
Fonte: elaboração própria.
A campanha de vacinação apresentou abordagens que visam, em sua maioria, mudanças individuais de comportamento. Foram identificadas 25 construções textuais que sugeriam comportamentos aos usuários e apenas cinco que sugeriam mudanças or- ganizacionais.
Se o ambiente virtual tivesse sido usado como meio propagador de treinamento para os profissionais da saúde, como sugerem as publicações dos quadros 23 e subse- quentes, teríamos construções textuais com propostas de mudanças organizacionais, porém o que se apresentam são reproduções de materiais utilizados para treinamento em ambiente presencial.
144 Somando os textos e as ferramentas interativas da campanha de vacinação (47), observa-se que há proximidade entre a quantidade de publicações de mesmo gênero da campanha de alimentação saudável (49). Porém, na campanha de vacinação, os textos são mais longos e, em alguns casos (como os conteúdos dos quadros 23 e subsequen- tes), mais prolixos. Também há grande diferença na citação de fontes de informação. A estruturação textual das campanhas, portanto, apresenta características diferentes.
Os conteúdos exclusivos do ambiente virtual (a exemplo das ferramentas intera- tivas), conforme também identificado na campanha de alimentação saudável, estão em menor quantidade e não estimulam a participação política, caracterizando o ambiente virtual como reprodução de conteúdos produzidos para outros meios.
O gráfico 16 apresenta a relação das exclusões identificadas nos conteúdos da campanha de vacinação.
Fonte: elaboração própria.
Entre os conteúdos que não registraram exclusões (32%), a ferramenta interativa analisada no quadro 19b (Febre Amarela) é exemplo. Ela possibilita a consulta de cida- des em risco de infecção de febre amarela, para usuários que pretendem se deslocar pelo país ou que residem na região. A proposta não vai além da prestação de informação so- bre quais regiões do Brasil possuem risco de infecção. Informações adicionais, como os cuidados que devem ser tomados por moradores e visitantes destas regiões, a quantidade de dias antes da viagem que o usuário deve tomar a vacina, entre outras informações,
145 estão disponibilizadas em conteúdos próximos à ferramenta. Desta forma, não são regis- tradas exclusões.
Em 43% dos conteúdos analisados faltam informações relevantes para a partici- pação pública. Pode-se concluir que o esforço para engajamento do público nas ques- tões de vacinação, por parte dos organizadores da campanha, é pequeno. Uma das prin- cipais características que contribuem para as exclusões é utilização recorrente de lin- guagem técnica ou de difícil acesso ao público não iniciado em ciência. Exemplo está no quadro 14b (Indicações para uso dos imunobiológicos especiais nos centros de refe- rência – Cries). Possui formato de manual e aborda as vacinas e outros imunobiológicos e suas aplicações. Há descrições detalhadas de indicações de uso, composições, aplica- ções, doses, reforços e vias de aplicação. Texto explica que a imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) é indicada para “prevenção da infecção perinatal pelo vírus da hepatite B; vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente sus- peito de infecção por VHB; comunicantes sexuais de casos agudos de hepatite B; víti- mas de abuso sexual; imunodeprimido após exposição de risco, mesmo que previamente vacinados” (BRASIL, 2010). A linguagem prolixa pode ser um obstáculo para usuários leigos, limitando a comunicação da ciência para os iniciados. Não há explicações sobre termos técnicos e nomes de doenças.
Exclusões que não comprometem, necessariamente, a participação pública cor- respondem a 25% dos quadros analisados (12 peças comunicativas). Exemplo está no quadro 20d (Vacinômetro da campanha contra a gripe). Conteúdo apresenta dados sobre a vacinação contra gripe separados por crianças, trabalhadores da saúde, gestantes, indí- genas e idosos, com a opção de visualização do total de imunizações. Também é possí- vel acompanhar os dados relativos a cada unidade da federação. Não está presente texto explicativo sobre o funcionamento da ferramenta, apesar de ser de uso intuitivo. Esta exclusão pode dificultar a navegação de iniciantes em informática e internet, mas não é significativa para prejudicar possível participação pública deste usuário.
Em síntese, as principais características encontradas nesta campanha são: gêne- ros textuais, referenciados em fontes científicas e governamentais, sustentados princi- palmente pelos modelos de déficit cognitivo e contextual, com enquadramentos predo- minantes de autoridade científica e direcionado e que sugerem mudanças individuais de comportamento. Quase metade (43%) dos conteúdos analisados exclui de sua agenda informações relevantes para a participação pública.
146 Conforme apontamento de Oliveira (2005), referenciada a partir da página 27 desta dissertação, confirma-se que, na campanha de vacinação, apesar dos propósitos da “nova” saúde pública, as ações continuam voltadas para a prevenção de doenças. As possíveis causas sociais dos problemas de saúde referentes às doenças imunoprevení- veis não são principais na abordagem desta campanha.
Erros gramaticais e links inoperantes fazem parte dos problemas que poderiam ser resolvidos com o trabalho de revisão do conteúdo publicado. Estes erros prejudicam a credibilidade e a prestação dos serviços pelo Portal da Saúde.
A presença de conteúdos desatualizados, com informações e campanhas de anos