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6.   Communication  during  migration  and  returning  migrants

6.2   What  do  they  communicate  about?

Há basicamente três métodos utilizados para fixação de sinalizadores de faltas diretamente nos cabos aéreos de distribuição de energia elétrica. O primeiro deles é o sistema implementado através de garras e molas, que suportam o equipamento sinalizador e envolvem o cabo de maneira firme com o auxílio de poderosas molas. Exemplos deste tipo de fixação podem ser vistos na Figura 28 abaixo:

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Figura 28 – Exemplos de sinalizadores de faltas com fixação através de sistemas com garras e molas. Na ordem: Horstmann - Navigator; Cooper - S.T.A.R. Pathfinder; Linetroll - 110Eµ.

Este sistema é bastante rejeitado pelas equipes de eletricistas por diversos fatores, que incluem: a dificuldade na instalação e retirada dos equipamentos dos cabos de distribuição, a necessidade de ferramentas especiais em conjunto com o bastão de manobras (utilizado para içar e instalar o equipamento na linha viva), a possibilidade de danificar o cabo durante a retirada dos equipamentos da linha e o perigo para os próprios eletricistas que manuseiam o equipamento durante a preparação deste para a instalação, devido à possibilidade de fechamento acidental das garras nas mãos do usuário.

Um sistema similar, mas menos problemático é o sistema baseado apenas na utilização de molas, onde uma alça metálica se abre e fecha, permitindo a instalação do equipamento na linha e segurando o equipamento em sua posição de instalação com a ajuda de molas, cujos exemplos podem ser vistos na Figura 29 abaixo:

Figura 29 – Exemplos de sinalizadores de faltas com sistema de fixação por molas. Na ordem: SEL – AutoRanger; LOFA – RTA; FEBRÁS – Detecur.

95 Alguns dos problemas citados para os sinalizadores que utilizam garras persistem, como a necessidade de ferramentas especiais em alguns casos e a possibilidade de danificar cabos mais frágeis na retirada do equipamento da rede, dependendo da força mecânica dessa mola.

O terceiro tipo de sistema de fixação é similar ao sistema utilizado pelas “garras de linha viva”, amplamente utilizadas pelos eletricistas, e que se baseiam num grampo rosqueável. O equipamento sinalizador com um formato de gancho, ou com um elemento em formato de gancho, permite que se pendure o equipamento no cabo da rede aérea a ser monitorada e posteriormente proceda-se com o aperto do grampo rosqueável com a ajuda do próprio bastão utilizado para içá-lo. Com esse sistema de fixação não há perigo para o eletricista que prepara o equipamento para a instalação e não há perigo de danificar o cabo onde o equipamento está sendo instalado, pois toda a força aplicada para prender o dispositivo ao cabo é liberada antes da tentativa de retirá-lo da rede, minimizando a interação mecânica entre os elementos e preservando a integridade física do condutor. Exemplos podem ser vistos na Figura 30 abaixo:

Figura 30 – Exemplos de sinalizadores de faltas com sistema de fixação por grampo rosqueável. Na ordem: Fisher Pierce - 1548; ENGRO - IFTA 2000.

Por esses motivos, as equipes de campo da concessionária indicaram o sistema de grampo rosqueável como ideal para o sinalizador luminoso de faltas que estava sendo desenvolvido.

Os primeiros protótipos do equipamento sinalizador luminoso da CPFL, apresentados na Figura 31 abaixo, foram equipados com o sistema de fixação por molas. Isto se deu pela facilidade de implementação (já que se tratava de uma

96 quantidade reduzida de protótipos para teste) e a simplicidade geométrica do gabinete que possui este sistema de fixação.

Figura 31 – Primeiros protótipos do sinalizador luminoso de faltas da CPFL com fixação por molas.

Alguns protótipos com este sistema foram encaminhados para testes de campo, onde se comprovou as dificuldades e problemas relatados acima. Todas as implementações seguintes do equipamento sinalizador luminoso de faltas passaram a contar com o sistema de fixação por grampo rosqueável.

O protótipo cabeça-de-série do equipamento sinalizador foi o primeiro com este tipo de fixação entre os equipamentos detectores de faltas desenvolvidos pela CPFL. Sua aceitação foi muito boa entre as equipes de eletricistas de campo pela facilidade, agilidade e segurança na instalação e retirada do equipamento dos cabos da linha aérea de distribuição de energia. Entretanto, problemas foram detectados com este tipo de fixação, que não possuía um limitador de torque de fechamento do sistema. A falta de sensibilidade nas mãos dos eletricistas, que trabalham com luvas isolantes recobertas com luvas de proteção de raspa de couro, impediam a aplicação da força correta para a fixação do dispositivo na linha e um torque excessivo era aplicado no equipamento, causando deformações e quebra do gabinete. Essa quebra causava a violação da estanqueidade do dispositivo, conforme ilustrado na Figura 32 abaixo, que era posteriormente danificado pelas chuvas.

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Figura 32 – Dispositivo Cabeça-de-série do sinalizador luminoso, sem proteção contra torque- excessivo. Verificaram-se casos com rachaduras no gabinete e consequente falha da estanqueidade

do dispositivo.

A versão do lote pioneiro do equipamento sinalizador luminoso teve de incorporar um sistema de limitação de torque, feito com um sistema de catraca, que pode ser visto na Figura 33 abaixo. A partir de uma força pré-determinada, suficiente para fixar o equipamento no cabo, mas sem danificar o gabinete, a haste de fixação gira em falso impedindo a quebra do gabinete por aplicação de força excessiva.

Figura 33 – Sistema de catraca de proteção contra torque excessivo. Haste de fixação composta de 2 peças que possuem dentes e encaixes que limitam a força aplicada ao gabinete, evitando danificá-lo.

Esse sistema de proteção permitiu que a fixação através de grampo rosqueável do equipamento sinalizador de faltas se viabilizasse tecnicamente, permitindo sua adoção nos futuros lotes de equipamentos a serem produzidos comercialmente.

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