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Commoditization of oil and gas

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4. The Market for Oil & gas

4.1 The International Oil and Gas Industry

4.1.2 Commoditization of oil and gas

Como dito anteriormente, no arcabouço das teorias com as quais dialoga a ASCD, temos a Linguística Sistêmica Funcional (LSF) que contribui com os sistemas de Transitividade e de Avaliatividade. Primeiramente, traremos algumas considerações acerca da nomenclatura, uma vez que temos teóricos que utilizam ora Gramática Sistêmico-Funcional, ora Linguística Sistêmico–Funcional.

Embora articuladas,Linguística Sistêmico-Funcional (LSF) e Gramática Sistêmico- Funcional (GSF) têm sido utilizadas, ultimamente, de modos distintos: esta referindo aos estudos, análises e descrições relativas ao estrato das formas, isto é, aspectos lexicogramaticais, ao passo que aquela se refere aos estudos relacionados a todos os estratos (GOUVEIA, 2009, p.14).

Podemos sintetizar dizendo que se usa Linguística Sistêmico-Funcional quando referir-se ao discurso, ao contexto, ao gênero textual. E usa-se Gramática Sistêmico- Funcional, quando se reportar aos sistemas, à gramática em si, como avaliatividade, transitividade, tema e rema. Dessa forma, optaremos nesta pesquisa pela nomenclatura

11 Disponível em: <http://www.libras.ufsc.br/colecaoletraslibras/eixoformacaobasica>. Acessado em: 4 de jun. de 2013.

Gramática Sistêmico-Funcional, uma vez que, nosso foco em GSF repousa sobre o sistema de transitividade.

Tanto a LSF como GSF já vêm sendo amplamente utilizadas pela Análise Crítica do Discurso de FairCglough e de Van Leewem, principais abordagens desenvolvidas e seguidas no Brasil (PEDROSA 2012a).

A proposta de um modelo sistêmico-funcional de linguagem vem sendo desenvolvida por Halliday desde o início dos anos 1960. Logo, não é recente utilizá-las como arcabouço na análise discursiva da ACD. Segundo Ramalho e Resende (2006), a GSF (LSF) é uma teoria da linguagem que se coaduna com a ADC, “porque aborda a linguagem como um sistema aberto, atentando para uma visão dialética que percebe os textos não só como estruturados no sistema mas também potencialmente inovadores do sistema” (RESENDE, 2006, p.56)

A GSF proporciona, assim, ao analista discursivo os subsídios linguísticos necessários para se debruçar sobre o texto. Isso se dá pela visão de que os estratos da linguagem são permeáveis ao social, diferente de outras gramáticas. Halliday (2004) afirmou que as línguas se organizam em três esferas/estratos de sentido que são chamados de macrofunções ou metafunções, a saber: a ideacional, interpessoal e textual. Esses estratos agem, concomitantemente, embora separados no momento de análise por uma questão didática.

As três metafunções e as instâncias de realização da linguagem podem ser visualizadas da seguinte forma:

Figura 4: Metafunções propostas por Halliday

Essas características indicam que devemos considerar a noção de instanciação só a partir da relação entre sistema-processo, sendo que o processo, isto é, o texto, instancia o sistema (VIAN JR, 2012).

O sistema de Transitividade constitui um conjunto de significados da metafunção ideacional, ou seja, preocupa-se com a experiência, por isso, a oração é vista como representação do real. Diferente da gramática tradicional que vê a transitividade como a relação dos verbos com os seus complementos, a transitividade da Teoria Sistêmico- Funcional é um sistema de descrição de toda a oração, a qual se compõe de processos, participantes e eventuais circunstâncias. Como mostra o quadro:

Quadro 4: Componentes e suas definições

Componentes Definição Categoria

gramatical típica

Exemplo

retirado do

corpus

Processo É o elemento central da

configuração, indicando

a experiência se

desdobrando através do tempo

Grupos verbais ele quebrou meu

braço em

Fevereiro deste ano

Participantes São as entidades

envolvidas – pessoas ou coisas, seres animados ou inanimados-, as

quais levam à

ocorrência do processo ou são afetadas por ele.

Grupos nominais ele quebrou meu

braço em

Fevereiro deste ano

Circunstâncias Indica, opcionalmente, o modo, o tempo, o lugar, a causa, o âmbito em que o processo se desdobra

Grupos adverbiais ele quebrou meu

braço em

Fevereiro deste ano

Pelo sistema de Transitividade, temos seis tipos de processos e cada um deles se associa a participantes específicos e circunstâncias variadas. No quadro abaixo, temos uma síntese desses processos e participantes.

Quadro 5: Processos, significados e participantes

Processo Significado Participantes obrigatórios

Participantes opcionais

Material Fazer, acontecer Ator Meta, Extensão e

Beneficiário

Mental Sentir Experienciador e

Fenômeno - Relacional: Atributivo Identificador Ser Classificar Definir Portador e Atributo Característica e Valor -

Verbal Dizer Dizente e

Verbiagem (ou

Dito)

Receptor

Existencial Existir Existente -

Comportamental Comportar-se Comportante Behavior

Fonte: CUNHA & SOUZA, 2011, p. 76.

À priori, esperamos que esses processos funcionem como pistas linguísticas que nos auxiliem na identificação dos sujeitos e suas identidades fragmentadas nas diversas esferas identitárias. Sendo assim, ater-nos-emos basicamente aos processos e participantes, e apenas quando estritamente necessário também apontaremos as circunstâncias (de Extensão, de Causa, de Locação, de Assunto, de Modo, de Papel e de Comportamento). Para visualizar essas circunstâncias citadas por Halliday (2004), montamos a tabela abaixo:

Quadro 6: Representação das circunstâncias

Tipos de circunstâncias Exemplos

1. Extensão Distância Caminhar por 2 km

Duração apanhar a cada dez segundos

Frequência Bater três vezes

2. Localização Lugar Chegar perto.

Tempo Sair ao meio-dia

3. Modo Meio Cortar com a faca

Qualidade Chegar bruscamente

Comparação comer como bicho

Grau Amar profundamente

4. Causa Razão Chorava por causa do meu

namorado

Propósito Lutar por liberdade

Interesse/representação Falar por você

5. Contingencia Condição Acionar em caso de morte

Falta Sem recursos não se faz a obra

Concessão Correr apesar do cansaço

6. Acompanhamento Comitativo Viajar com o marido

Aditivo Pedro partiu e João também.

7. Papel Estilo/Aparência Vir como amigo

Produto Voltar como uma indigente.

8. Assunto (sobre o quê?) Falar sobre amor

9. Ângulo Recurso Para Halliday, a linguagem é

multifuncional.

Ponto de vista É culpado aos olhos da sociedade. Fonte: a autora.

Sendo assim, a GSF nos dará subsídio para analisar a materialidade linguística das narrativas do “eu” de vítimas de violência de gênero por meio de processos verbais que verificam as ações e atividades humanas que estão nos discursos.

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