Retraining ST-GCN to increase its relevance for rehabilitation
5) Constructing the skeleton files
6.6 Combining our model with robotics
Com relação ao formato que os investimentos chineses tomam, Hu, Ma e Zen (2012) elaboram cinco hipóteses em seu trabalho, todas confirmadas através de um modelo econométrico, nas quais as condições econômicas internacionais determinam se será escolhido F&A ou greenfield investment como modo de investir, que são os tipos de investimento externo mais avançados.
A primeira delas é a de que quanto mais arriscado é o investimento em um país, maior a preferência por greenfield investments, ou seja, começar todo o processo de instalação do início. A justificativa se dá pela preocupação do país hospedeiro com o motivo político envolvido no investimento chinês. Sendo assim, algumas tentativas de fusão e aquisição foram frustradas, pois os países receptores não se sentiram seguros no âmbito nacional e econômico. Além disso, países que possuem alto risco, disponibilizam menos capitais (financiamento) para os investidores externos. Desse modo, presume-se que as firmas chinesas optem pelo greenfield investment nessa situação, pois o risco diminui através da criação de empregos locais e por depender menos dos mercados de capital.
A segunda hipótese é a de que quanto maior a taxa de crescimento de um país, menos saturado ele é e mais uma empresa pode se estabelecer e expandir com o mercado crescente, desse modo opta-se pelo greenfield investment. Quando o contrário ocorre, a competição é maior e para adentrar no mercado opta-se pela praticidade e rapidez das fusões e aquisições. Assim:
Em um mercado saturado, F&A transfronteiriças seriam preferíveis porque é mais simples para as firmas adquirentes obterem ativos estratégicos a preços baixos e rapidamente capturar a parcela de mercado das firmas adquiridas. Atualmente, a competitividade das empresas chinesas não é equivalente a das ocidentais, mas superam a da maioria dos países em desenvolvimento. Quando as firmas chinesas aplicam seu investimento em países desenvolvidos com baixo crescimento, elas tentam contrapor as desvantagens competitivas através da aquisição de capacidades estratégicas. Quando investem em países em desenvolvimento com rápido crescimento econômico, elas dão preferência ao
97 explorar oportunidades de longo prazo nos mercados crescentes. (Hu, Ma e Zen, 2012, p.41) (Tradução livre da autora94)
Em terceiro, Hu, Ma e Zen (2012) consideram que quanto maior a proximidade cultural, mais seguro é realizar um greenfield investment. Por outro lado, se a afinidade cultural for menor, as F&A são uma melhor alternativa. Desse modo, a firma que não tem afinidade cultural com o país entra no mercado com um ―guia‖ para o ambiente diferenciado e pode se estabelecer rapidamente devido ao conhecimento e redes comerciais existentes da firma adquirida. Essa hipótese só foi significativa ceteris paribus.
A quarta hipótese é a de que quanto maior a capacidade inovativa do país hospedeiro, maior a probabilidade da China escolher as F&A para adentrar no país. Como apontado anteriormente, sobre o sistema de desvantagens comparativas adotado pela China, sabe-se que as empresas investem na tentativa de adquirir ativos estratégicos, para que assim possam superar suas desvantagens de latecomer. Desse modo, pressupõe-se que a China escolha as F&A como investimento nesse caso, pois através delas podem obter ativos complementares, além de usufruírem de aprendizado tecnológico e serem estimulados a melhorarem sua tecnologia e produção através do ambiente institucional maduro do país receptor.
Por fim, a última hipótese é a de que quanto maior a qualidade de mão de obra de um país, é mais provável que se escolha as F&A para usufruir dessas capacitações, mas se a qualidade da mão de obra for baixa, opta-se pelo greenfield investment para aproveitar os baixos custos de mão de obra.
Já a respeito da localidade em que o investimento é aplicado, Alon et al. (2014, p. 10- 11) afirma que a China escolhe o país que vai investir de acordo com a avaliação dos seguintes aspectos:
...a importância do país alvo como mercado, potencial de negócio ou de expansão, políticas governamentais e assistência, e acesso a recursos naturais. ... Além do mais, levam em conta também a segurança do investimento, se o ambiente é justo e transparente, assistência governamental, acesso aos padrões de gerenciamento internacionais, o sistema tributário, disponibilidade de capital de investimento, aquisição de marcas e acesso a tecnologia e P&D.
94 ―In such a saturated market, cross-border M&As would be preferred because it‘s likely for the acquiring
firms to obtain the strategic assets at low prices, and quickly capture the market share of the acquired firms. Currently, the overall competitiveness of Chinese enterprises cannot match that of the Western counterparts, but outmatch that of most developing countries. When making FDI in developed countries with slower economic growth, Chinese firms are motivated to remedy competitive disadvantages by acquiring strategic capabilities. When making FDI in developing countries with rapid economic growth, Chinese firms prefer greenfield investment in order to leverage their competitive advantages, and exploit long-term opportunities in growing markets.‖
98 Outros fatores motivacionais incluem mercados domésticos estagnados, crescimento dos preços domésticos de mão de obra, acesso a mão de obra barata e acesso a mão de obra qualificada. Apesar de serem importantes, esses fatores recebem uma menor importância. (Tradução livre da autora95)
De acordo com Andreff (2015), o investimento externo chinês tem como destino frequente países vizinhos, do sudeste e leste asiático, devido à proximidade geográfica e cultural. No entanto, ele tem percorrido grandes distâncias, chegando à América latina e ao continente africano a fim de achar uma fonte de recursos naturais duradoura. A China também tem investido na Rússia, através das companhias Hisense, TCL, Chery, Geely, bem como em países vizinhos, como a Hungria, Polônia e Ucrânia. Além disso, os investimentos no setor têxtil têm se concentrado na Mongólia e, através da CNOOC, o país tem procurado por petróleo no oriente médio, mais especificamente no Cazaquistão.
As companhias chinesas também se utilizam dos esquemas de offshoring e round tripping, que constituem na manipulação do capital a seu favor. Segundo Garcia-Herrero, Xia e Casanova (2015), offshoring consiste no estabelecimento de centros intermediários das companhias chinesas, em lugares como Hong Kong, Ilhas Caimã e Ilhas Virgens (brit.), por conta das baixas taxas de imposto e know-how superior, sendo ainda favorecidos por sistema de câmbio fixo. No caso do investimento round-tripping, as empresas chinesas direcionam seu capital para os paraísos fiscais apenas para retornar à China e receber todos os benefícios que seriam oferecidos a um investidor estrangeiro.