• No results found

Collaboration associated risks and the business impact

4.1 Collaborations

4.1.2 Collaboration associated risks and the business impact

Existem vários tipos de abordagens voltados para questões que abrangem problemas de tomada de decisão. Entre essas abordagens, pode-se destacar a Metodologia Multicritério de Apoio à Decisão. Trata-se de um conjunto de métodos e técnicas que tem o objetivo de auxiliar ou apoiar a tomada de decisões no que diz respeito à multiplicidade de critérios e largo espaço amostral. O uso de qualquer método multicritério presume a necessidade de caracterização anterior dos objetivos pretendidos pela decisão, quando comparadas às alternativas do problema (BANA; COSTA, 1992).

De acordo com Zeleny (1994), “a distinção entre as metodologias multicritérios e as metodologias tradicionais de avaliação é o alto grau de incorporação dos valores subjetivos nos modelos de avaliação” que permite a análise de um espaço amostral de forma diferente, conforme os critérios de valor individuais. Assim sendo, a tomada de decisão pode ser considerada “um esforço para tentar resolver problemas cuja presença de vários fatores impede a existência de uma solução ótima, e conduz a procura de uma solução de compromisso” (ZELENY, 1994). Para Roy e Vanderpooten (1996), a utilização de uma Metodologia Multicritério de Apoio à Decisão é bem significativa quando usada em

problemas complexos, especialmente naqueles em que existem diversas decisões a serem analisadas, tendo como foco um processo decisório de difícil mensuração. Em muitos casos, têm de utilizar variáveis de ordem qualitativa.

Segundo Martinez (1998), uma análise de apoio à decisão multicritério compreende os seguintes elementos envolvidos:

§ um conjunto finito de alternativas estáveis, geralmente finitas, em que se assume que cada um deles está perfeitamente identificado, embora não necessariamente sejam conhecidas todas as suas consequências quantitativas e qualitativas de forma exata ou completa;

§ uma família de critérios de avaliação (atributos ou controles) que permita avaliar cada uma das alternativas (analisar suas consequências), de acordo com pesos atribuídos a esses pesos; pesos esses que refletem a importância (relevância) de cada critério;

§ uma matriz de decisão que resume a avaliação do impacto de cada alternativa em cada critério na formação de soluções à luz de cada um dos critérios, onde a escala de medição de avaliações pode ser quantitativa ou qualitativa e a ação resultante pode ser expressa em escalas cardinais (razão e intervalo), ordinal, nominal e probabilística;

§ uma metodologia ou modelo de agregação, de preferência em uma síntese global, triagem, classificação, partição, ou classificação, em que ensaios devem ser realizados (simulações) para determinar a solução que recebe as melhores avaliações globais; e

§ um processo de tomada de decisão que realiza negociação consensual entre atores ou partes interessadas, e que pode ser expressa na forma de uma inferência computacional (grifo do autor).

Assim sendo, uma das maiores dificuldades para tomada de decisão é o estabelecimento dos atributos inerentes a essa decisão. Segundo Kruskal e Wish (1978), existem muitos métodos para a construção de escalas fundamentadas em avaliações subjetivas.

Considerável parcela das metodologias de múltiplos critérios utiliza a formação de uma lista de atributos criados a partir da opinião de especialistas que colaboram por meio de comparações paritárias dos atributos e alternativas envolvidos na questão.

Segundo Costa, Risicato e Torres (2006), considerando-se os atributos E1, E2, ..., En, que contribuem para a consecução de determinado objetivo, a metodologia Multicritério de Apoio à Decisão é fundamentada em uma comparação da importância relativa entre um conjunto de atributos, sempre atribuindo maior peso ao atributo que se julga mais importante. “A análise comparativa deverá se realizar aos pares de atributos, onde devemos identificar dentro de uma escala a distância em importância entre os diversos atributos” (COSTA; RISICATO; TORRES, 2006). Portanto, essas comparações devem estar embasadas em questionamentos a quem cabem as decisões (no caso, os especialistas), que cumprem “normas pré-estabelecidas para a atribuição de valores”.

Assim, cada especialista deve construir uma Matriz de Julgamento (Eq. 2.2):

A = [ aij ] (2.2)

Nesse tipo de matriz, aij representa a importância relativa do atributo Ei em relação ao conceito geral de atributos E. De modo geral, refere-se a um valor de peso atribuído ao atributo Ei, de modo que aij > 1, se, e somente se, Ei for mais importante do que Ej, e aij = 1/ aji para qualquer par (i,j). Então, para a tomada de decisão, essa matriz de julgamento é transposta no suporte ao modelo e realizada através de métodos discretos de avaliação e de decisão multicritério.

Segundo Martinez (1998), tem-se como principais métodos discretos de avaliação e de decisão multicritério:

§ Ponderação Linear: um método com uma fundamentação teórica ortodoxa e direta que pode resolver situações de incerteza ou com níveis modestos de informações, que é a construção de uma função de valor para cada alternativa. O método de ponderação linear assume transitividade das preferências ou a comparabilidade. É um método totalmente compensatório, e pode ser dependente da atribuição de pesos para os critérios ou avaliações escala de medição.

§ Utilidade Multiatributo: um método em que para cada atributo da função de utilidade correspondente é determinada de forma parcial e, em seguida, acrescenta- se uma função de utilidade multiatributo aditiva ou multiplicativa. Ao determinar a utilidade de cada alternativa, a ordenação completa do conjunto finito de alternativas é alcançada. O método de utilidade multiatributo assume transitividade das preferências ou a comparabilidade; em geral, usa “escalas intervalares” e aceita o princípio de “preservação da ordenação” (rank preservation).

§ Análise Hierárquica: o processo de Análise Hierárquica (AHP) decompõe uma situação complexa e não estruturada em seus componentes, ordenando esses elementos em uma hierarquia; em seguida, executa comparações binárias, atribuindo valores numéricos subjetivos aos julgamentos (acerca da importância relativa de cada variável) e a sintetiza agregando soluções parciais. A AHP usa uma “escala de razão” e não suporta o princípio da “preservação de ordenação”. Esse método permite uma análise de sensibilidade interessante em que, normalmente, os objetivos (critérios) são classificados da forma mais geral e menos controlável para o mais específico e controlável.

§ Relações de Superação: esse método é um instrumento relativamente simples para um grupo pré-definido de alternativas (escolhas) muito grande. Nele, o tamanho do conjunto de soluções eficientes é reduzido por meio de uma partição em subconjuntos (núcleos) de alternativas "mais favoráveis" e "menos favoráveis".

2.6 – AGREGAÇÃO DE CONTROLES EM DOMÍNIOS PELO EMPREGO DE