4.2 Working with Numpy and ndarray
4.2.2 Coding Accumulative cover status trick
No início do século XX os direitos formais das mulheres foram se ampliando na maioria dos países ocidentais, com o atendimento de parte das suas reivindicações: acesso ao trabalho, ao voto, à educação. No período das grandes guerras, ocorreu o chamamento
55 das mulheres às fábricas e ao trabalho fora de casa, por força da falta de mão de obra masculina; nos períodos de paz, mais uma vez foram feitas tentativas de enviá-las de volta para o lar. O modelo da família moderna cada vez mais se reafirmou como sendo o do homem provedor e da mulher dona de casa, cuidadora da prole e do marido. Porém, as mulheres já tinham se incorporado definitivamente no mercado de trabalho assalariado, ainda que em desigualdade de condições: com salários mais baixos, segregadas em profissões “femininas”, sem acesso a carreiras profissionais, tendo que compatibilizar o trabalho fora de casa com as tarefas domésticas.
No decorrer do século XX foi ficando claro que o mundo público não levava em conta as necessidades das mulheres, e que o mundo doméstico continuava sendo o lócus da ausência dos direitos. A igualdade formalmente conquistada ainda era uma ilusão, pois o privado continuava intocado; e sem esse questionamento, permanecia distante qualquer tentativa de conquista da autonomia feminina.
Será no final dos anos 1960 que o movimento feminista se rearticulará novamente, voltando-se agora para a discussão dos fatores que perpetuavam o padrão de dominação dos homens sobre as mulheres, tais como as relações de poder dentro das famílias e a construção das subjetividades.
Foi fundamental para a criação das condições para essa discussão a publicação, em 1949, da obra O segundo sexo, de Simone de Beauvoir, em que se abordavam as condições de construção da subjetividade feminina, a partir da atribuição às mulheres da maternidade como projeto de vida, o que as excluiu do mundo da transcendência e da liberdade.
Teresa López Pardina, uma especialista na obra dessa autora, explica que, como uma filósofa existencialista, Beauvoir acreditava no ser humano como um projeto em construção, cuja meta final seria a liberdade, sua e de seus pares, construída por meio de projetos pessoais nos quais se libertariam de um destino limitado e iriam em direção à transcendência. No entanto, os seres humanos não eram liberdade “pura”; eles encontravam-se sempre constrangidos por uma “situação”, que poderia, em princípio, favorecer ou obstaculizar o exercício dessa liberdade. A “situação” seria, então, o marco objetivo no qual se exerceria essa liberdade.
Buscando explicações sobre as relações de dominação, Simone de Beauvoir encontrou que, ao longo da história da humanidade, os homens sempre haviam propiciado
às mulheres situações opressivas que não permitiam o seu exercício da transcendência, e que a chave dessa questão estava na redução da função social das mulheres à sua função biológica de reprodutoras da espécie. As mulheres tinham ficado restritas ao mundo da imanência, da perpetuação da vida, sem terem tido a chance de escolherem um projeto próprio.
Enquanto os homens, para realizarem-se, podiam escolher entre milhões de possibilidades, às mulheres só tinha restado uma “escolha”: a maternidade. Essa não tinha sido efetivamente uma escolha das mulheres, e tampouco uma contingência da biologia, mas o resultado da negação do direito a exercerem a sua liberdade. Elas tinham se tornado a “Outra”, o “segundo sexo”; os homens haviam se transformado no referente principal da espécie humana, portadores, em exclusivo, de um projeto de transcendência (PARDINA, 2005, p. 343).
Sua obra focalizou, então, como havia se dado essa exclusão ao longo da história: os mecanismos através dos quais as mulheres haviam sido transformadas em “Outra” em relação aos homens; como haviam sido construídos os mitos da “feminilidade” inata; e como as sociedades e seus costumes modelavam, controlavam e reprimiam os seres humanos do sexo feminino, mutilando-os e “transformando-os” em “mulheres”, obrigando-as, portanto, a permanecer na imanência (PULEO, 1996, p. 205).
Em O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir mostrou detalhadamente a construção social dessas diferenças sexuais, o que, anos mais tarde, será chamado de “gênero”. E, como conseqüência lógica, ela reivindicava, como tantos e tantas que a precederam, a necessidade de reverter esse processo. A emancipação feminina deveria se dar através da educação e do acesso à cidadania, de forma que as mulheres pudessem escolher um projeto existencial independente das supostas “amarras corporais”.
Simone de Beauvoir foi uma autora fundamental para a maioria das discussões que se seguiram dentro do movimento de mulheres, ainda que houvesse (e haja ainda) muitas críticas a determinados aspectos de seu trabalho. Uma das questões em aberto, por exemplo, é a aceitação mais ou menos explícita de que o projeto de transcendência, tomado como “genericamente humano” (a guerra, a caça, e todas aquelas atividades em que a vida está em jogo, por exemplo; e não a maternidade, em que o objetivo é a reprodução da vida) seja aquele definido pelos homens, sem a participação das mulheres.
57 Autoras como Célia Amorós e Ana de Miguel, por exemplo, lembram que é preciso desconfiar de todas as abstrações que foram construídas com base na exclusão, ou seja, todas as definições de projeto para a humanidade, de transcendência, que não tenham levado em conta as aspirações das mulheres. Somente assim se radicalizará o projeto igualitarista, na medida em que o que for definido como universal terá que ser revisto, de modo a incorporar as aspirações de todos e todas (AMORÓS; DE MIGUEL, 2005, p. 40). Independente dessas questões, a obra de Simone de Beauvoir tornou-se um clássico e foi a base a partir da qual muitos movimentos que se seguiram desenvolveram suas análises.
Os movimentos feministas enquanto movimentos de massa serão retomados em meados da década de 1960, inicialmente nos Estados Unidos, e a seguir em vários outros países, no que ficou conhecido como a “segunda onda” do feminismo internacional. Como afirmam aquelas autoras, se tratava de fazer a crítica não só política, mas também cultural, do androcentrismo e do caráter patriarcal de certas teorizações presumivelmente universalistas, tais como o marxismo e a psicanálise, assim como correntes do freudismo- marxismo (AMORÓS; DE MIGUEL, 2005, p. 40).
Em 1966 fundou-se a Organização Nacional de Mulheres dos Estados Unidos (NOW, em inglês), liderada pela ativista Betty Friedan, que, em 1963 havia publicado The feminine
mystique. Formada principalmente por mulheres brancas de classe média, esta organização
reivindicava o direito ao estudo e ao trabalho para as mulheres, e insurgia-se contra o seu confinamento nos lares, onde viviam em função dos maridos e dos filhos, sem poderem desenvolver um projeto próprio.
Betty Friedan contribuiu para desvendar como o mundo do american way of life era uma armadilha para as mulheres, que ficavam presas no consumismo dos novos eletrodomésticos e da moda, no trabalho doméstico, na obsessão por sexo e por amor, vivendo neuroticamente voltadas para agradar aos demais, particularmente à sua própria família. Esta autora e a NOW ficaram conhecidas como representantes do feminismo liberal, pois, embora clamassem por maior justiça nas relações entre os sexos, não se questionavam acerca da estrutura social que produzia e reproduzia essas relações de dominação (PULEO, 1996, p. 207; DE MIGUEL, 2002, p. 37).
Já a partir de 1967, integrantes da NOW, descontentes com o caráter reformista de suas propostas, e militantes egressas de grupos da Nova Esquerda americana – que reuniam socialistas, anti-imperalistas, pacifistas, anti-racistas e também feministas – constituíram novas organizações: Women’s Liberation Movement, New York Radical
Women, The Feminists, e outras, que ficaram conhecidas como defensoras do “feminismo
radical”.
As questões imediatas que as haviam levado a separar-se da esquerda foram, em primeiro lugar, a consciência de que o espaço outorgado para as discussões propostas pelas mulheres era sempre secundário: sobre as relações dentro do matrimônio, o direito ao divorcio, à contracepção, à liberdade sexual, à supressão da pornografia, etc. E também o fato de que, embora no discurso houvesse propostas de igualdade, nos debates políticos as contribuições das mulheres eram desprezadas e o seu papel se reduzia a mão de obra para a organização e as mobilizações. Seguiam um caminho já aberto pelos negros que haviam criado movimentos próprios por não se sentirem contemplados nas discussões gerais dos partidos de esquerda, formados por brancos de classe média.
Os debates eram aprofundados entre as próprias radicais, que se cindiram em “feministas” e “políticas”. As “feministas” defendiam que a opressão das mulheres não era apenas um “subsistema” dos mecanismos de dominação capitalistas, e sim, um sistema específico de dominação; enquanto as outras, mais próximas ao marxismo, continuavam a enfatizar que todos – homens e mulheres – eram vítimas de um “sistema opressor” e que, portanto, não deveria haver confrontos e sim alianças com os homens.
Entre os anos de 1967 e 1975 muitas ações espetaculares foram empreendidas por esses grupos, como manifestações e marchas, entre as quais as famosas queimas de sutiãs em praças públicas, assim como a criação de grupos de autoconsciência e de centros de saúde e de auto-ajuda, creches e casas abrigo para mulheres maltratadas, centros de defesa pessoal. Seus grupos eram auto-organizados e não hierárquicos; isto, por um lado, ajudou a criar uma nova forma de fazer política, mas, por outro, fez com que se dissolvessem mais rapidamente por sua incapacidade de gerir as divergências internas (PULEO, 1966, p. 212; DE MIGUEL, 2002, p. 43 et seq.).
Como militantes e teóricas profundamente engajadas na discussão das raízes da opressão feminina, esses grupos produziram muitas reflexões que tiveram importância para os rumos que o feminismo tomou a partir de então. Uma das suas áreas de trabalho foi, por exemplo, a busca por uma ginecologia alternativa, menos agressiva e invasiva, desenvolvida pelo Coletivo de Mulheres de Boston, cuja publicação “Nossos corpos, nossa vida” (1970) segue sendo um clássico nesta área até hoje, para todos os movimentos de mulheres.
59 Várias teóricas radicais foram fundamentais também na denúncia do caráter androcêntrico dos paradigmas científicos e tecnológicos da modernidade ocidental, propondo a criação de uma epistemologia feminista alternativa. A critica feita pelas radicais ao caráter masculino da cultura, por exemplo, dará origem a outros questionamentos e alianças, com o pacifismo e o ecologismo.
Um outro campo em que se aprofundaram foi na discussão da família e da sexualidade. Para estes grupos, as mulheres, definidas como seres ligados à natureza em razão das suas funções maternais, teriam sido excluídas da cidadania por meio da estrita separação entre o âmbito público, do político, e o âmbito doméstico, do privado. Essa separação teria uma origem liberal, pela necessidade de afirmação da família burguesa diante da família aristocrática, do Antigo Regime, e também da família operária. As radicais mostraram como o sexo passou a ser um ato privado e direito dos homens; enquanto às mulheres, cabia apenas a reprodução. A sexualidade e o trabalho doméstico (que segregou as mulheres à esfera privada e garantiu a sua dependência econômica, social e política) formaram as bases para a opressão dos homens sobre as mulheres, centrada no matrimônio.
Para além da denúncia sobre esses mecanismos de opressão e da exigência de participação das mulheres no âmbito público, as radicais passaram a afirmar o desejo sexual das mulheres, o que não foi feito anteriormente nem pelas sufragistas nem pela NOW. Algumas teóricas passaram a ver a sexualidade como o instrumento patriarcal fundamental para oprimir as mulheres; e gênero passou a ser a contradição principal em que todas as mulheres se irmanavam, desaparecendo as diferenças de raça, classe, etnia, preferência sexual (OSBORNE, 2005, p. 213).
Entre as várias contribuições das radicais encontram-se as obras de Kate Millet,
Sexual Politics (de 1969) e de Christine Delphy, L’Ennemi principal (de 1970) em que se
debatem com profundidade os vínculos existentes entre o capitalismo e o patriarcado, com um foco particular nas questões da sexualidade.
Kate Millet se dedica a examinar de que forma o patriarcado se estrutura enquanto um sistema político, que se estabelece como relações de poder entre os sexos. Conforme Alicia Puleo, não é uma análise apenas do aspecto simbólico ou ideológico dessas relações, mas também das raízes materiais sobre as quais essas relações se apóiam (PULEO, 2005, p. 47-54).
Millet vai mostrar que, assim como os homens dominam o sistema de representações (a ciência, a arte, a religião, a filosofia), apropriam-se também dos meios materiais de vida (a riqueza, o patrimônio, os empregos), além da polícia e do governo. O patriarcado é mostrado, então, como um sistema político universal de domínio do masculino sobre o feminino, baseado na força e no consenso (obtido através da socialização de gênero). Os componentes principais desse sistema seriam: o status (condições de acesso ao poder), o temperamento (obtido por meio da socialização de gênero), e o papel social (expresso na divisão sexual do trabalho). Da mesma forma como o racismo, o patriarcado definiria as características do oprimido – que se adequaria a essas condições e usaria diferentes subterfúgios para amenizar suas condições de vida (interiorização de valores patriarcais, diminuição da auto-estima dos dominados, “demonização” do próprio feminismo, etc.). Para Millet, a família é fundamental como instrumento e mediadora da sociedade patriarcal. Seria como uma “ilha feudal” dentro das sociedades modernas. O domínio econômico derivado do trabalho não remunerado das mulheres seria então um fator fundamental do poder masculino no patriarcado.
Christine Delphy aborda a relação entre os sexos como sendo uma relação de exploração entre diferentes classes; todas as mulheres, independentes de serem burguesas ou proletárias, seriam membros de uma mesma classe oprimida, a das mulheres. Existiria, portanto, um “modo de produção industrial”, próprio da exploração capitalista; e um “modo de produção doméstico”, que ocorreria dentro dos lares, e que seria próprio do patriarcado.
Alicia Puleo define as seguintes características como comuns aos principais grupos que surgiram a partir do feminismo radical:
a) utilização do conceito de patriarcado como dominação universal, como um sistema político, que outorga especificidade à agenda militante do coletivo feminino;
b) noção de poder e de política ampliados para além do Estado; o político abrange também as relações pessoais, e, portanto, “o pessoal é político”;
c) análise da sexualidade e crítica da heterossexualidade obrigatória;
d) denúncia da violência patriarcal, particularmente a sexual;
e) contribuição à sociologia do conhecimento, pela crítica ao androcentrismo em todos os âmbitos da vida, inclusive da ciência;
61 f) crítica à esquerda que não discutia relações de poder para além da questão
econômica;
g) gênero concebido como um conceito que mostra o caráter sócio-cultural construído, diferente da biologia, para dominar as mulheres; evidenciando, portanto, as relações ilegítimas de poder;
h) desprezo a qualquer forma de reforma do sistema político vigente, em prol de uma transformação radical que implicasse a derrubada do capitalismo e do patriarcado (PULEO, 2005, p. 35 et seq.).
Teóricas do feminismo radical como Sulamith Firestone, Anna Koedt, Ti-Grace Atkinson, Juliet Mitchell, Nancy Chodorow, entre outras, desenvolveram igualmente obras originais, em que dialogavam com o marxismo, a psicanálise e outras correntes importantes do pensamento social. A partir dessas correntes de pensamento ocorreram vários desdobramentos teóricos importantes na França (Lucy Irigaray e outras), na Itália (Grupo da Livraria de Mulheres de Milão) assim como em outros países, agrupados nas correntes que
vieram a ser chamadas “feminismo da diferença” 11.
Tratava-se, basicamente, de reverter o sistema de valorização entre feminino e masculino estabelecido pelo patriarcado, passando a tomar como positivas as características que ao longo da história da humanidade tinham sido desvalorizadas por serem “femininas”. Sublinhavam não mais o que era igual, mas o que era distinto entre homens e mulheres, reivindicando que somente fora dos limites do patriarcado se poderia engendrar uma teoria e uma prática que levasse à construção de relações livres entre os sexos.
Nos Estados Unidos, sua principal derivação tomou o caminho do que veio a ser
chamado “feminismo cultural” 12, que preconizava a necessidade da criação de uma cultura
feminina própria, independente dos homens e não contaminada por seus valores. Algumas de suas principais representantes serão Sherry Ottner, Mary Daly, Susan Griffin, Kathleen Barry. As características mais relevantes dessas correntes são apontadas por Raquel Osborne:
11 Para consulta sobre essas diferentes posições, ver a obra em três volumes Teoría Feminista, de la Ilustración
a la globalización, de Célia Amorós e Ana de Miguel, já citadas (AMORÓS; DE MIGUEL, 2005).
12 As integrantes dessas correntes preferem ser chamadas apenas de “radicais”, recusando o rótulo de “culturais”. Ver por exemplo, Kathleen Barry (2005).
a) propõem a consagração dos chamados princípios femininos; doçura, ternura, dedicação aos demais;
b) a sexualidade masculina seria agressiva, irresponsável, orientada genitalmente e potencialmente letal; a sexualidade feminina seria difusa, terna, e dirigida às relações interpessoais;
c) os homens representariam a cultura, e as mulheres, a natureza;
d) “ser natureza” e ter a capacidade de ser mãe significaria possuir qualidades positivas; uma dessas qualidades é a de se preocupar pelos demais, o que faria com que as mulheres naturalmente tendessem, por exemplo, a salvar o planeta, pois elas seriam moralmente superiores aos homens;
e) acentuam-se as diferenças entre os homens e as mulheres e não as suas semelhanças; e condena-se a heterossexualidade como conivência com o mundo masculino (posição chamada de “lesbianismo político”), uma vez que a sexualidade masculina é rejeitada por violenta;
f) a opressão da mulher não seria mais decorrência do gênero, e sim da supressão da essência feminina (OSBORNE, 2005, p. 217).
Esse posicionamento será bastante criticado até os dias de hoje por absolutizar as relações entre os sexos independente das mediações históricas, e por levar os movimentos feministas, politicamente, a um isolamento dos demais movimentos. Como será examinado no próximo capítulo, o feminismo cultural foi uma das correntes que deu origem aos primeiros movimentos ecofeministas – dentro de uma perspectiva de se revalorizar a suposta ligação das mulheres com a natureza, que o patriarcado desprezava, o que contribuiu para a rejeição a priori de muitas de suas propostas, tachadas de essencialistas.
Como lembra Alicia Puleo, hoje existem múltiplas tendências dentro do feminismo, o que revela a sua vitalidade e as interfaces construídas com distintas escolas de pensamento, não sendo um pensamento cristalizado. Hoje é possível encontrar:
Uma teologia feminista, um feminismo socialista renovado (sistema dual de Heidi Hartman), um feminismo hebermasiano (Seyla Benhabib), um feminismo pragmático (Nancy Frazer), um feminismo foulcaultiano (Judith Buttler), etc. Quanto à forma de organização do movimento, se desenvolveram dois tipos: um feminismo de grupos de interesse (majoritário
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nos Estados Unidos, e relacionado com o feminismo liberal) que pressiona para conseguir a igualdade de oportunidades, e um feminismo alternativo mais interessado em transformação de valores e atitudes, e/ou mais vinculado a correntes de esquerda (PULEO, 1996, p. 220).