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4.3 Code Abstractions
A partir da definição do problema de pesquisa e das questões norteadoras, pode se classificar um estudo de diversas formas. Numa abordagem mais geral, Gil (2004) apresenta uma tipologia de pesquisa bastante usual, que divide as pesquisas em três tipos principais:
a) Pesquisa exploratória: Tem por objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná lo mais explícito ou a constituir hipóteses, tendo como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. Embora o planejamento da pesquisa exploratória seja bastante flexível, na maioria dos casos assume a forma de pesquisa bibliográfica ou de estudo de caso;
b) Pesquisa descritiva: Tem com objetivo principal a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. Uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática, assumindo geralmente a forma de levantamentos;
c) Pesquisa explicativa: Tem como preocupação central a identificação dos fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos, sendo o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. A maioria das pesquisas deste grupo pode ser classificada como experimentais e 1% .
Considerando os aspectos supracitados, pode se definir esse estudo primordialmente como uma pesquisa explicativa, já que a preocupação central
consiste em identificar os fatores que determinam, ou que contribuem, para a ocorrência de fenômenos. No presente estudo, o fenômeno principal investigado é a contribuição da gestão da cadeia de suprimento para a obtenção de vantagem competitiva, tendo como pano de fundo os construtos do SCM e os pressupostos da visão relacional dos recursos. Ademais, buscou se também investigar quais outros fatores contribuem para a obtenção de vantagem competitiva por parte das empresas pesquisadas.
Do ponto de vista da estratégia de pesquisa, Yin (2005) relata que existem muitas maneiras de se fazer pesquisa em ciências sociais, sendo que cada estratégia apresenta vantagens e desvantagens próprias, dependendo basicamente de três condições: (a) o tipo de questão da pesquisa; (b) o controle que o pesquisador tem sobre os eventos comportamentais efetivos e; (c) o foco em fenômenos históricos, em oposição a fenômenos contemporâneos.
Observando se o objetivo geral do trabalho e as questões norteadoras da pesquisa, percebe se a existência de questões do tipo “que” (ou qual) e do tipo “como”, sendo esse último tipo o predominante. Ademais, na presente investigação, houve pouco controle do pesquisador sobre os acontecimentos, já que a realização das entrevistas, que propiciaram a coleta da maior parte dos dados utilizados no trabalho, dependeu totalmente da disponibilidade dos entrevistados, tendo muitas delas sido realizadas em outros estados, sempre nas dependências das empresas das quais os entrevistados fazem parte. Assim sendo, o foco do trabalho foi a observação de fenômenos contemporâneos inseridos no contexto ambiental das organizações pesquisadas. Desse modo, a estratégia utilizada foi o estudo de caso, pois, na visão de Yin:
Em geral, os estudos de caso representam a estratégia preferida quando se colocam questões do tipo “como” e “por que”, quando o pesquisador tem pouco controle sobre os acontecimentos e quando o foco se encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real (2005, p. 19).
A realização de estudos de caso em trabalhos científicos sobre o tema estratégia, bem como sobre a questão da vantagem competitiva, é incentivada por Porter (1991), que relata a necessidade de estudos de caso em profundidade para identificar variáveis significantes, explorar o relacionamento entre as mesmas, bem como lidar com a especificidade da indústria e da firma nas escolhas estratégicas. Já
que essa tese lida com a questão da vantagem competitiva na perspectiva, principalmente, das relações inter organizacionais na cadeia de suprimento, entende se que o uso da estratégia de estudo de caso mostra se pertinente.
Ao tratar especificamente dos diferentes tipos de estudo de caso, Yin (2005) apresenta uma classificação semelhante àquela definida por Gil (2004), relatando a existência de estudos de caso exploratórios, descritivos e explanatórios (ou causais), os quais possuem características que se aproximam àquelas das pesquisas exploratórias, descritivas e explicativas, respectivamente.
Com relação aos tipos de pesquisa, Yin (2005) comenta que uma interpretação equivocada muito comum é a que as diversas estratégias de pesquisa devem ser dispostas hierarquicamente. Ademais, Yin (2005) ressalta que muitos cientistas sociais ainda acreditam profundamente que os estudos de caso são apropriados apenas à fase exploratória de uma investigação6, que os levantamentos de dados e as pesquisas históricas são apropriados à fase descritiva e que os experimentos constituem a única maneira de fazer investigações explanatórias ou causais. Essa visão hierárquica reforça a idéia de que os estudos de caso são apenas uma ferramenta exploratória preliminar e não podem ser utilizados para descrever ou testar proposições, visão esta que pode ser questionada, pois pode haver estudos de caso exploratórios, descritivos e explanatórios.
A predominância das questões do tipo “como” configura um estudo de caso explanatório, considerando a perspectiva de Yin (2005), que possui as características da pesquisa explicativa na visão de Gil (2004).
Apesar de haver uma predominância do uso da tipologia apresentada por Gil (2004) e Yin (2005) nos trabalhos científicos de variadas áreas do conhecimento, percebe se que a classificação em que o presente trabalho melhor se enquadra é apresentada por Godoy (2007), que introduz o chamado !%# #
$(! '&' ! !$+ que, além de conter uma rica descrição do fenômeno estudado, busca encontrar padrões nos dados e desenvolver categorias conceituais que possibilitem ilustrar, confirmar ou oporem se a suposições teóricas, características estas que estão bastante alinhadas com os objetivos dessa tese.
Na visão de Bruyne, Herman e Schoutheete (1977), o estudo de caso permite o estudo em profundidade de casos particulares, possibilitando uma análise intensiva
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Essa é, por exemplo, a visão de Gil (2004), que considera o estudo de caso uma estratégia típica das pesquisas exploratórias.
e minuciosa. Ademais, Becker (1997) considera que o estudo de caso tem, na maioria das vezes, um duplo propósito: tenta chegar a uma compreensão abrangente e também tenta desenvolver declarações teóricas mais gerais, sobre regularidades do processo e das estruturas sociais.
Como estratégia de pesquisa, utiliza se o estudo de caso em muitas situações, para contribuir com o conhecimento que se tem dos fenômenos individuais, organizacionais, sociais, políticos e de grupo, além de outros fenômenos relacionados (YIN, 2005). A necessidade pelos estudos de casos surge do desejo de se compreender fenômenos sociais complexos; o estudo de caso permite uma investigação para se preservar as características holísticas e significativas dos acontecimentos da vida real. Segundo Eisenhardt (1989), o estudo de caso é uma estratégia de pesquisa que tem o foco sobre o entendimento da dinâmica presente em determinado ambiente.
Considerando a utilização da estratégia de estudo de caso, é importante a definição de que se trata de um caso único ou de casos múltiplos. Consoante Yin (2005), os estudos de caso único e de casos múltiplos refletem situações de projeto diferentes e, dentro desses dois tipos, pode haver também unidades de análise unitárias ou múltiplas. A unidade de análise está diretamente relacionada às questões iniciais da pesquisa (questões norteadoras) e, de acordo com Godoy (2007), a definição da unidade de análise estabelece as fronteiras de interesse do pesquisador, a quem caberá decidir: Onde observar? Quando observar? Quem observar? O que observar? Como observar? Quando toma essas decisões, o pesquisador decide em quais ambientes o estudo será realizado, quando os dados serão coletados, qual o tempo estimado para a coleta, quais atores serão envolvidos, quais situações chaves e incidentes críticos fazem parte do caso.
Baseando se nas considerações supracitadas, pode se afirmar que essa tese teve, dentro de cada caso estudado, duas unidades de análise incorporadas: (i) os relacionamentos das empresas do núcleo principal de análise com outras empresas ou instituições principais fornecedores de 1ª camada, seus prestadores de serviços logísticos e os componentes que representaram o ambiente institucional (governo e instituições de fomento) – no intuito de atender aos dois primeiros objetivos específicos do trabalho e; (ii) características das firmas (casos) que contribuem para a obtenção da vantagem competitiva, no intuito de atender ao terceiro objetivo específico.
Retornando se à questão dos tipos diferentes de projetos de estudo de caso, convém apresentar as idéias de Yin (2005), que apresenta quatro tipos resultantes: (1) projetos holísticos de caso único (tipo 1), projetos incorporados de caso único (tipo 2), projetos holísticos de casos múltiplos (tipo 3) e projetos incorporados de casos múltiplos (tipo 4). Projetos de casos múltiplos apresentam vantagens e desvantagens distintas em comparação aos projetos de caso único, mas, em geral, os casos múltiplos são considerados mais convincentes, levando a estudos mais robustos. Por outro lado, a definição sobre a realização de estudos de caso holísticos ou incorporados depende da necessidade ou não de se pesquisar mais de uma unidade de análise dentro de cada caso, necessidade esta que configura a realização de um estudo de caso incorporado. A figura 3.2 apresenta os quatro tipos básicos de projetos de estudos de caso, na qual a sigla UAI significa Unidade Incorporada de Análise.
Figura 3.2 Tipos Básicos de Projetos para Estudos de Casos Fonte: Adaptado de Yin (2005)
projetos de casos múltiplos CONTEXTO Caso CONTEXTO Caso CONTEXTO Caso CONTEXTO Caso CONTEXTO Caso
projetos de caso único
holístico CONTEXTO Caso CONTEXTO CONTEXTO CONTEXTO CONTEXTO Caso incorporado Unidade Incorporada de Análise 1 Unidade Incorporada de Análise 2 UA1 UA2 Caso UA1 UA2 Caso UA1 UA2 Caso UA1 UA2 projetos de casos múltiplos
Uma boa ocasião para a definição por estudos de casos múltiplos é, conforme Meredith (1998), quando existe algum conhecimento sobre o fenômeno em estudo, mas ainda existe muito a se conhecer. Nesse caso, a inclusão de casos e de categorias diametralmente opostos é altamente conveniente. A utilização deste tipo de múltiplos casos aumenta a possibilidade de generalização dos dados, o que, por sua vez, pode diminuir a força das críticas dirigidas aos estudos de casos em relação a esse critério. Com relação à generalização, é importante mencionar a diferença existente entre a chamada generalização estatística, que é típica dos trabalhos que utilizam uma abordagem quantitativa, e a denominada generalização analítica, que constitui um dos objetivos do estudo de caso qualitativo, no sentido de propiciar uma maior robustez ao estudo.
Na visão de Yin (2005), a generalização analítica utiliza uma teoria previamente desenvolvida como modelo com o qual se devem comparar os resultados empíricos do estudo de caso. Se dois ou mais casos são utilizados para sustentar a mesma teoria, pode se solicitar uma replicação, seja uma replicação literal, para prever resultados semelhantes, ou uma replicação teórica, para prever resultados contrastantes apenas por razões previsíveis. Os resultados empíricos podem ser ainda mais fortes se dois ou mais casos sustentam a mesma teoria, mas não sustentam uma teoria igualmente plausível.
No presente trabalho, optou se por projetar um estudo de caso múltiplo do tipo incorporado (tipo 4), em pares de organizações pertencentes a diferentes setores. O fato de se investigar diferentes setores permite considerar a influência do ambiente externo, de forma comparativa, para cada setor. Por outro lado, dentro de cada setor foram investigadas organizações diferentes em vários aspectos, especialmente no que diz respeito aos produtos oferecidos e aos mercados alvos, o que, potencialmente, poderia levar a situações diferentes em termos de desempenho, da tipologia dos relacionamentos inter organizacionais estabelecidos e às fontes de vantagem competitiva, estando essas características mais relacionadas a fenômenos intra e inter organizacionais do que à influência do ambiente externo. Pode se, então, considerar o trabalho um estudo comparativo de casos múltiplos.
Para a escolha dos casos a serem estudados, definiu se que o primeiro parâmetro que fossem empresas pertencentes à indústria de transformação, fazendo parte de setores que possuam relevância econômica para o estado do Ceará. A relevância econômica foi considerada em função do número de vínculos
empregatícios no ano de 2007, disponível na RAIS (MTE, 2009). Assim sendo, foram selecionados como setores a serem estudados a indústria de calçados e a indústria têxtil. A indústria de calçados constitui o setor com maior número de vínculos empregatícios da indústria de transformação do Ceará, totalizando 52.746 vínculos em 2007. Já a indústria têxtil, considerando se todos os seus segmentos (fiação, tecelagem e malharia), totalizava 16.107 vínculos em 2007, constituindo o terceiro setor que mais emprega na indústria de transformação do Ceará. O segundo setor da indústria de transformação com maior número de vínculos empregatícios, no mesmo ano, é o da indústria de confecção de artigos do vestuário e acessórios (41.796 vínculos), que constitui um setor consumidor de produtos da indústria têxtil, formando com esta a chamada Cadeia Têxtil Confecções, além de possuir fortes inter relações com a indústria de calçados.
É importante mencionar que, embora façam parte de setores econômicos industriais diferentes, todos os casos estudados pertencem à indústria de transformação de bens não duráveis, estando, possivelmente, sujeitos a impactos macroeconômicos similares.
Em cada setor estudado, foram escolhidas duas empresas com características diferentes em termos dos aspectos supracitados (tipos de produtos que oferecem, segmentos de mercado em que atuam) e que, além disso, estivessem disponíveis para a realização da pesquisa. Quanto à questão da disponibilidade, houver certa dificuldade do autor, especialmente no setor têxtil, para obter a permissão necessária à execução da pesquisa. As empresas foram contatadas a partir de uma relação mais próxima das mesmas com a instituição em que o autor trabalha. No caso da segunda empresa do setor têxtil, só foi possível o contato através de relações pessoais que o autor possui e que possibilitaram o contato do mesmo com a empresa, bem como a permissão para a realização da pesquisa. Desse modo, quatro empresas, sendo duas pertencentes a cada setor acima mencionado, foram investigadas. Essas quatro empresas compuseram o chamado núcleo principal de análise.
Além das quatro empresas, foram também investigadas empresas fornecedoras de matérias primas utilizadas nos processos produtivos das empresas do núcleo principal. A intenção era se trabalhar com um fornecedor para cada setor, desde que estes cumprissem o requisito de serem fornecedores comuns para cada par de empresas dos setores investigados. A inclusão das empresas fornecedoras
teve como principal função ratificar as informações relatadas pelas quatro empresas compradoras, o que satisfaz um requisito importante a ser seguido na coleta de dados, conforme os pressupostos de Yin (2005): a utilização de múltiplas fontes de evidências, que constitui a técnica de triangulação dos dados. Outros elementos contribuíram para a referida triangulação, como, por exemplo, a utilização de diferentes tipos de dados (primários e secundários).
No caso do setor de calçados, não foi possível trabalhar com apenas uma empresa fornecedora, pois as empresas fabricam produtos diferentes que, consequentemente, necessitam de insumos diferentes, embora existam algumas matérias primas que são utilizadas pelas duas empresas. Mesmo no caso dos insumos utilizados por ambas as empresas (por exemplo, adesivos), percebeu se que estas se relacionavam com fornecedores diferentes para atender as suas unidades produtivas do Ceará. Desse modo, foi necessária a realização da pesquisa em dois fornecedores, sendo um para cada empresa do núcleo principal. Já no setor têxtil, foi possível trabalhar com apenas um fornecedor que, embora não tenha mantido relações frequentes com as duas empresas pesquisadas, satisfaz o requisito de ter o relacionamento com as duas e, além disso, constitui um grande # do mercado brasileiro de produção de algodão, que constitui a principal matéria prima utilizada pelas duas empresas do setor têxtil analisadas.
Apesar do fato de o total de empresas investigadas tenha sido sete, é conveniente ressaltar que se trata de um estudo de caso comparativo múltiplo de um total de quatro empresas, já que as empresas fornecedoras foram incluídas com o intuito principal de se fazer a ratificação, ou não, das informações fornecidas pelas empresas compradoras (as quatro empresas do núcleo principal de análise, sendo duas de cada setor investigado).
É importante resgatar que dois níveis de análise fazem parte dessa pesquisa, conforme mostrado no tópico 2.6. O nível de análise inter organizacional, que inclui as sete empresas supracitadas, além dos prestadores de serviços logísticos e o nível de análise ambiente institucional, do qual fazem parte o governo e as instituições de fomento. Convém mencionar que, no caso das relações das empresas do núcleo principal de análise com os prestadores de serviços logísticos, as instituições de fomento e o governo, as informações relevantes foram coletadas a partir das entrevistas realizadas nas empresas do núcleo principal.
Um último fator a ser considerado em relação à estratégia de pesquisa é a abordagem a ser utilizada: qualitativa, quantitativa ou uma combinação de ambas. Na presente pesquisa foi utilizada uma abordagem eminentemente qualitativa. Richardson (1985) relatam que a abordagem qualitativa permite descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis e compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais.
De acordo com Merriam (2002, apud Godoi e Balsini, 2007), a pesquisa qualitativa constitui um conceito “guarda chuva”, que abrange várias formas de pesquisa e ajuda a compreender e explicar o fenômeno social com o menor afastamento possível do ambiente natural. Nesse cenário não se buscam regularidades, mas a compreensão dos agentes, daquilo que os levou a agir do modo como agiram, sendo essa empreitada possível somente se os sujeitos forem ouvidos a partir da sua lógica e exposição de razões. Nas pesquisas de cunho qualitativo, tanto a delimitação quanto a formulação do problema possuem características próprias, ambas exigindo do pesquisador a imersão no contexto que será analisado (GODOI; BALSINI, 2007).
Ao falar sobre análise qualitativa, Strauss e Corbin (2008) referem se não à quantificação de dados qualitativos, mas sim ao processo não matemático de interpretação, feito com o objetivo de descobrir conceitos e relações nos dados brutos, bem como organizar esses conceitos e relações em um esquema explanatório teórico. Os três principais componentes da pesquisa qualitativa envolvem a possibilidade de coleta de dados de diversas fontes distintas, a interpretação e organização dos dados por meio de categorias e codificação, além da apresentação dos resultados escritos ou verbalizados oralmente, em artigos, livros, palestras ou revistas científicas. No presente trabalho, os dados brutos foram analisados no intuito de se buscar relações entre as variáveis observadas e se verificar a adequação ou não dessas relações aos argumentos descritos no referencial teórico, bem como buscar explicações alternativas, se for o caso. Os tipos de dados coletados e as técnicas de análise utilizadas são descritos nos tópicos seguintes.