• No results found

7 Changing Christianities: implications for tradition and fa'asamoa

7.6 Closing observations: some indications of change

estro com Prostaglandina F2α

No Anexo I encontram-se os dados relativos a todas as fêmeas coletadas durante os dias de sincronização, e no Anexo J os dados referentes ao diagnóstico de gestação das fêmeas inseminadas. Uma fêmea (97002) perdeu a gestação entre 21 e 60 dias. Quatro fêmeas foram submetidas a coletas de sangue nas datas determinadas anteriormente (Item 3.4.2 do Material e

Métodos), e apresentaram diferentes respostas ao protocolo de sincronização. Entretanto, como não apresentaram sinais de estro após a segunda aplicação de

PGF2α, não foram, desta forma,

inseminadas (4422, 4447, 4427 e 2298 - Anexo I).

4.2.1. Progesterona plasmática de fêmeas caprinas submetidas à sincronização do

estro com Prostaglandina F2α

Na Tabela 4.34 encontram-se os valores médios de progesterona em todos os dias

96

avaliados em cada grupo experimental. Após a realização das dosagens de progesterona, três grupos foram formados, de acordo com a resposta ao protocolo de sincronização. A resposta foi considerada positiva quando a progesterona apresentou uma queda acentuada de suas concentrações, mensuradas nas datas imediatamente após a aplicação da PGF2 (D5 e D15), para valores abaixo de 1,5 ng/mL, caracterizando a regressão dos corpos lúteos. Os padrões de progesterona

encontrados nestas fases caracterizam fêmeas que apresentavam corpos lúteos responsivos, no momento da aplicação de PGF2. Aos D5 e D15, ou seja, cinco dias

após a aplicação da PGF2 os padrões de

progesterona refletem a rapidez de resposta à PGF2, o intervalo da aplicação da PGF2

à ovulação, bem como do intervalo da aplicação de PGF2 à produção de padrões

de progesterona mensuráveis, advindos dos novos corpos lúteos formados.

D0 (1ª PGF2α) D5 D10 (2ª PGF2α) D15 D20 D33

Grupo I 1 14 7,02 ± 0,75Aa 0,76 ± 0,75Bb 5,81 ± 0,75Aa 1,03 ± 0,75Ab 6,00 ± 0,81ABa 8,60 ± 0,75Aa Grupo II 2 7 0,72 ± 1,77Bc 4,38 ± 1,77Abc 8,21 ± 1,77Aab 0,66 ± 1,77ABc 13,09 ± 1,91Aa 6,33 ± 1,77Abc Grupo III 3 2 7,37 ± 0,29Ab 0,46 ± 0,29Bc 0,33 ± 0,29Bc 0,12 ± 0,29Bc 0,22 ± 0,29Bc 9,34 ± 0,29Aa

2 Fêmeas que não responderam à primeira aplicação de PGF2α, responderam à segunda aplicação e ficaram ou não gestantes

3

Fêmeas que responderam à primeira aplicação dePGF2α, não responderam à segunda aplicação, embora tenham apresentado características externas de cio, sendo assim inseminadas, e ficaram vazias

Valores de progesterona (ng/mL)

Grupos Nº de

fêmeas

Tabela 4.34. Valores médios de progesterona plasmática de ciclos advindos da luteólise induzida com ProstaglandinaF2α, via submucosa vulvar, à intervalos de 10 dias, em cabras da raça Toggenburg, considerando-se

as diferentes respostas e dias após a aplicação da primeira dose de PGF2α (D0)

a,b,c

Médias nas linhas seguidas por letras diferentes, diferem (P<0,05)

1 Fêmeas que responderam às duas aplicações de PGF2α e que ficaram ou não gestantes

A,B

Médias nas colunas seguidas por letras diferentes, diferem (P<0,05)

A presença de um corpo lúteo responsivo à

PGF2, no momento das aplicações

determina o percentual de animais manifestando estro. Assim, Ott et al., (1980b) demonstraram que a sensibilidade do corpo lúteo, na espécie caprina, é observada a partir do quarto dia do ciclo estral. No entanto, Prosperi et al., (2004) verificaram que 69,23% das cabras estudadas manifestaram estro após a

aplicação de PGF2α, no terceiro dia do

ciclo estral. Segundo Rubianes et al., (2003), a refratariedade do corpo lúteo em ovelhas ocorre apenas nos dois primeiros dias após a ovulação. A luteólise, o comportamento de estro, a ovulação e a formação de um novo corpo lúteo foram observados em fêmeas tratadas no terceiro dia após a ovulação, de maneira similar às

tratadas no quinto dia (Rubianes et al., 2003). Além disso, alguns estudos que avaliaram o perfil de secreção de progesterona durante o ciclo estral da cabra demonstraram que a sua secreção aumenta de maneira significativa, a partir do quarto e quinto dias, em relação ao dia do estro (Akusu et al., 1990; Ferraz, 2007).

As fêmeas que não responderam à primeira aplicação de PGF2 (Grupo II), não apresentavam um corpo lúteo funcional no momento da aplicação, o que está demonstrado pelas baixas concentrações de progesterona (Tabela 4.34 e Anexo I). Entretanto, quando novamente avaliadas cinco dias após (D5), apresentavam níveis de progesterona acima de 1,5 ng/mL, condizentes com a presença de um corpo

97 lúteo funcional, com exceção de uma cabra

(3393 – Anexo I), cujas concentrações alcançaram apenas 0,90 ng/mL.

Os resultados obtidos no presente experimento reforçam afirmações anteriores (Ott et al., 1980b; Rubianes e Menchaca, 2003), sobre a importância do protocolo de sincronização ser realizado com duas doses

de PGF2α a intervalos de 9 a 12 dias. No

momento da primeira aplicação de PGF2, a luteólise ocorre somente naqueles animais que apresentam um corpo lúteo responsivo à PGF2. Entretanto, na segunda aplicação, a grande maioria, ou a totalidade dos

animais, apresenta um corpo lúteo responsivo (Ott et al., 1980b), como pode ser observado nos grupos I e II, na Tabela 4.34 e Anexo I.

Uma cabra respondeu à segunda aplicação, apresentou valores de progesterona abaixo de 1,0 ng/mL no D15, porém não manifestou sinais de estro e não foi inseminada (cabra 2298 - Anexo I).

Na Figura 4.11, observa-se as concentrações de progesterona em cada grupo de acordo com a resposta à PGF2.

B A A AB A B A A AB A A A B B B A 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0

D0

D5

D10

D15

D20

D33

P ro g ester o n a p lasm ática ( n g /m L )

Grupo I Grupo II Grupo III

PGF 2α

Figura 4.11. Valores médios de progesterona plasmática (ng/mL), de acordo com o dia de coleta, após a luteólise induzida pela prostaglandina F2α, em cabras da raça Toggenburg

Grupo III: Fêmeas que responderam à primeira aplicação dePGF2α, não responderam à segunda aplicação, embora tenham apresentado características externas de cio, sendo assim inseminadas, e ficaram vazias

Grupo II: Fêmeas que não responderam à primeira aplicação dePGF2α, responderam à segunda aplicação e ficaram ou não gestantes

Grupo I:Fêmeas que responderam às duas aplicações de PGF2α e que ficaram ou não gestantes

No que diz respeito à resposta ao protocolo de sincronização (Tabela 4.35), não foram observadas diferenças (P>0,05), quanto à taxa de concepção das fêmeas entre as que

responderam às duas aplicações de PGF2 (Grupo I) ou apenas à segunda aplicação (Grupo II).

98

Respostas à PGF2α Número de cabras Taxa de concepção (%)

Grupo I a 14 (10)1 71,43

Grupo II b 07 (05) 71,43

Grupo III c 02 (0) 0,00

Total 23 (15) 65,22

a Fêmeas que responderam às duas aplicações de PGF2α e que ficaram ou não gestantes

b Fêmeas que não responderam à primeira aplicação de PGF2α, responderam à segunda aplicação e ficaram ou não

gestantes

c Fêmeas que responderam à primeira aplicação de PGF2α, não responderam à segunda aplicação, embora tenham

apresentado características externas de cio, sendo assim inseminadas, e ficaram vazias

1

Números entre parênteses representam as fêmeas que ficaram gestantes

Tabela 4.35. Taxas de concepção de fêmeas caprinas da raça Toggenburg apresentando diferentes respostas à um protocolo de sincronização do estro, utilizando duas doses de ProstaglandinaF2α, via submucosa vulvar, à intervalos de 10 dias

4.2.2. Avaliação das concentrações de