Descriptive Analysis
6.5 The Chosen Strategy’s ESG Risk Exposure
Entrevista realizada com o Prof. Ernani Maletta na sala laranja da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte – MG, no dia 02 de novembro de 2014, no intervalo das atividades do VIII Congresso da Abrace.
Diogo: Para começarmos, gostaria que você se apresentasse e contasse como você conheceu o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare.
Ernani: Meu nome é Ernani Maletta, sou professor da Universidade Federal de Minas Gerais –
UFMG desde os anos 2000, ou seja, praticamente desde a fundação do curso de teatro. Trabalho como diretor musical, diretor cênico, como ator, como cantor, e tenho de 2010 para cá um vínculo muito estreito com a Itália, devido a um pós-doutorado que fiz e por ter conhecido a Francesca Della Monica, que é possivelmente uma das artistas que mais respeito no mundo e que mudou sensivelmente um olhar que eu tinha para o meu próprio fazer teatral. Minha história com os Clowns começa com um desencontro. O Eduardo Moreira foi convidado por eles no final de 2001 para 2002 para fazer o Muito barulho por quase nada, e naquele momento ele me ligou perguntando se eu poderia assumir com ele o trabalho, tendo em vista o desejo do grupo de se aprimorar musicalmente. Eles tinham já o Grupo Galpão como referência, e não só pela estética de teatro popular – apesar de que teatro popular é um nome muito simplificado para a proposta do Galpão – mas eles tinham como referência também o jeito como o Galpão tratava música em cena e os arranjos não só instrumentais, mas também vocais. Naquele momento já era claro pra mim que esse trabalho era fruto de uma pesquisa, uma metodologia que é muito particular minha, que acabei sistematizando mais na minha tese e com o passar dos anos. Naquele momento eu estava fazendo meu mestrado e tinha como foco justamente essa metodologia. Coincidentemente, estava indo para Portugal com Gabriel Villela, que tinha sido convidado para montar Os saltimbancos, que era uma peça que ele havia montado em São Paulo e um grupo de teatro português assistiu, gostou muito, e sugeriu que ele montasse uma versão em Portugal com atores portugueses. Eu já tinha assumido com o Gabriel o compromisso de ir para Portugal, então não pude fazer esse trabalho com os Clowns. E ficou por isso mesmo. Em 2004, eu era naquele momento um dos coordenadores do Festival de Inverno da UFMG, e o Eduardo Moreira me liga no mês de junho, me lembrando do Grupo, e perguntando se eu poderia trazê-los para o Festival, tendo em vista que eles estavam querendo descer por conta própria lá do nordeste para cá, para fazer uma primeira turnê do espetáculo aqui, mas não tinham ainda espaços para se apresentarem, e o Festival então poderia de alguma maneira incorporá-los. O Festival já estava praticamente todo montado, mas a gente já estava vivendo uma dificuldade muito grande com grana naquela época, então falei para o Eduardo que faria o impossível para trazê-los, muito em função da minha relação de amizade com o Eduardo, e de respeito pelo seu trabalho. Nós não poderíamos pagar um cachê para o Grupo, mas a gente pagaria o transporte de Belo Horizonte até Diamantina, a hospedagem e tudo o mais. Eles toparam, na hora. Depois disso, eles teriam uma apresentação já marcada no Galpão Cine Horto em Belo Horizonte, então eles aproveitaram para fazer essas duas apresentações. Quando eles chegaram em Diamantina, curiosamente eu estava cantando, porque meu grupo vocal foi se apresentar no Festival no mesmo ano. Eles chegaram nessa igreja onde estávamos nos apresentando, não tenho certeza absoluta se estavam todos, mas estavam Marco França,
Renata Kaiser, Fernando Yamamoto, César Ferrario – eu não os conhecia, não tinha visto
nenhuma foto nem nada – mas curiosamente, quando eles entraram nessa igreja, eu comentei com uma pessoa que estava do meu lado que aqueles eram os Clowns de Shakespeare. E pensei: “Como é que eu sei que eles são os Clowns de Shakespeare se eu nunca os vi na vida?”. E eram
eles mesmos. Esse foi o primeiro momento de uma coisa que foi se repetindo no desenrolar da vida, e continua se repetindo, de uma espécie de uma sintonia, ou cumplicidade, ou empatia, ou afeto, ou qualquer outro nome que a gente quiser encontrar e que ultrapassa o mundo concreto, que é uma relação que eu tenho com eles e que se estabeleceu desde esse primeiro momento. Essa é uma imagem pela qual tenho muito carinho: eu os vendo e falando que eram eles, sem saber que eram. Conclusão: logo depois disso, eles se apresentaram no final do espetáculo do meu grupo, e então combinei com eles de encontrá-los uma hora antes da apresentação deles para fazer um aquecimento. Lá em Diamantina não deu certo porque estava tudo muito tumultuado, e acabamos fazendo isso em Belo Horizonte. Em Diamantina, fomos assisti-los, e quando eu terminei de assistir o Muito barulho por quase nada eu falei: “Gente, é encantador, é maravilhoso, é uma coisa impressionante a delicadeza, a poesia”. Me remeteu diretamente ao Romeu e Julieta, me remeteu diretamente à essa estrutura que é única na vida do Galpão, do mesmo jeito que eu acho que Muito barulho vai ser único na vida dos Clowns, que nasceu do encontro do Grupo com o Eduardo que foi fruto de um desejo muito grande. Existe aí certa busca de um determinado tipo de expressão teatral que eles estavam correndo atrás e foi Eduardo quem foi o catalisador disso. Eu fiquei muito encantado com eles. Já estabeleci uma espécie de amizade, com uma intimidade inexplicável. A gente já se relacionava no segundo dia brincando, gozando um da cara do outro, que é uma coisa que a gente faz muito, é um comportamento que eu tenho com eles. Acabei não largando deles, com uma necessidade de ficar perto deles. Eles vieram para Belo Horizonte e vim junto, fui assisti-los novamente no Galpão Cine Horto, que foi quando fiz essa uma hora de aula antes do trabalho, que era só um desejo de encontro mesmo. Depois eles foram para a Pizzaria do Cardoso, que curiosamente é um lugar emblemático em Belo Horizonte naquela época, um lugar de muitos encontros teatrais, e fui junto, e rolou essa paixão. Essa paixão que acontece muitas vezes, e tem um caráter muito forte, mas no caso dos Clowns essa paixão foi se transformando numa coisa que a gente pode chamar de amor, ou de uma amizade muito profunda, porque ela só foi crescendo em profundidade e perdendo aquela coisa do efêmero, do fogo de artifício, e foi ganhando uma profundidade muito grande. Estabelecido esse encontro, ficou essa paixão no ar, esperando uma oportunidade para eu trabalhar com eles. Em 2004 não aconteceu nada, em 2005 também não aconteceu nada, e eu nem poderia, porque estava defendendo minha tese, e em 2006 quando eu já estava mais liberado da tese, eles me ligam perguntando se eu poderia participar de um evento que eles estavam produzindo, que era uma série de oficinas, e como eles já queriam me levar para dar uma oficina para eles, eles aproveitariam essa verba que eles tinham para criar esse evento de oficinas para me levar, eu daria uma oficina só para eles e em outros momentos eu daria uma oficina para outro público convidado, uma oficina menor. Fui pra lá para ficar duas semanas para fazer esse trabalho. Quando cheguei foi essa coisa absurda. A gente começou a trabalhar e parecia que tinha séculos que a gente trabalhava juntos e foi dando tudo certo, uma empatia cada vez maior, e aconteceu a mesma coisa, mas de uma maneira amplificada, com o Marco, por ele ser o representante da música no Grupo. Houve uma empatia imensa entre nós dois, apesar de uma formação muito diversa, e às vezes de um temperamento muito diverso, e ao mesmo tempo manias idênticas, TOCs parecidos, e foi muito engraçado isso. Isso com o Grupo é uma constante, vira e mexe acontece isso. E essa empatia imensa fez com que a gente ficasse trabalhando o dia inteiro sem parar e me lembro de uma passagem na qual eu interrompi a oficina por dois dias no final da primeira semana, para ir ao batizado de uma sobrinha minha em João Pessoa, e essa despedida que nem era uma despedida longa foi comovente. Me lembro que fiz uma brincadeira pela primeira vez na vida: a gente estava em roda, eu estava me despedindo, sugeri que a gente inspirasse profundamente, prendesse a respiração e ficasse nas pontas dos pés. Saí correndo falei que eles tinham que ficar assim até eu voltar na segunda-feira.
E foi um exercício muito bonito, porque quando cheguei na segunda-feira, eles já estavam lá na posição de novo. É um símbolo que pode parecer sutil, mas é muito forte, de uma ligação muito profunda que se estabeleceu entre a gente. Na verdade, eu os adotei como filhos, eu tinha uma clareza muito grande do talento deles, da busca, era como se eu tivesse a oportunidade de ter um grupo que nunca tive, de participar de um grupo que nunca participei, apesar de nunca ter feito parte do grupo de uma forma oficial. Acho que eu tinha já uma idade, naquele momento, que era uma idade de pai deles. Pode ser o fato também de eu nunca ter tido filhos, e às vezes os alunos viram filhos, as pessoas com as quais a gente convive viram filhos... No caso deles eu não sei explicar o que foi, mas foi essa sensação de querer aproveitar um pouco da minha trajetória e do que eu tinha conquistado para ver se eu conseguia ajudá-los de alguma maneira a conquistar um espaço que eu achava que eles mereciam conquistar. Como resultado dessas duas semanas, naquele momento eles estavam montando O casamento dos pequenos burgueses, na verdade O casamento – mas a ideia de cortar o “dos pequenos burgueses” nunca deu muito certo – e eles estavam montando de uma forma ousada, num processo muito parecido com o do Galpão, que era sair de um espetáculo extremamente popular – no caso do Galpão foram dois espetáculos seguidos – para uma proposta mais hermética. Não tão hermética, mas menos solar, que é a palavra que a gente usava. Acabei assistindo alguns ensaios deles, o Marco estava muito empolgado com o processo que ele tinha inventado para criar as músicas do espetáculo a partir de oficinas com os atores que geraram registros em desenhos das personagens, com um tema para cada um. Foi um processo maravilhoso que Marco fez da composição da trilha. Ele estava dividindo esse processo comigo, me contando, e assistindo aos atores cantando, acabei interferindo, fiz alguns arranjos vocais, e eles me convidaram para fazer a codireção musical do trabalho junto com o Marco, o que a princípio não era muito pensado. Nunca vou saber se eles já tinham essa ideia, mas queriam me conhecer primeiro para saber o que é que rolava... Na verdade, quando fui pra lá, não tinha a menor ideia dessa possibilidade. Conclusão: terminado esse processo, voltei no final do mesmo ano para a estreia d’O casamento. Eu vivia uma experiência de quando ir para Natal ter uma vontade de não querer voltar mais, ter vontade de ficar lá. Comecei a viver com eles uma experiência de uma amizade muito profunda, e de interesse muito grande no trabalho que eles realizavam, e é claro que esses desejos eram desejos não-realizáveis naquele momento. Nunca cheguei a tomar nenhuma atitude de me mudar para Natal, mas cheguei a sentir essa vontade, que é fruto de um envolvimento muito grande. Depois vêm várias outras coisas, mas entendo que esse foi o meu primeiro encontro com eles. Não poderia resumir esse primeiro encontro ao momento que olhei para eles na igreja em Diamantina. Isso tudo, pra mim, é o primeiro encontro. Depois disso vem outra relação minha com eles, mas nesse momento o encontro era um fascínio meu por um grupo jovem de atores talentosíssimo, que estava fazendo uma coisa linda, numa cidade linda, e que tive a sorte de conhecer e queria aproveitar isso ao máximo.
Diogo: Nas entrevistas que realizei com o Grupo, eles te designam como este articulador entre os encontros do Grupo com outros profissionais das artes cênicas, incluindo o Gabriel Villela e o Marcio Aurelio. Chegam a usar a expressão “cupido do Grupo” para se referir a você nesses encontros. Gostaria que você falasse sobre essa sua função de articulador.
Ernani: A partir desse primeiro momento, comecei a acompanhar o Grupo principalmente em
oficinas porque aconteceu um dos grandes privilégios da minha carreira acadêmica, que foi sempre essa junção da academia com a produção artística simultânea. Eu tenho essa alegria de falar isso com uma sinceridade absurda, porque tudo que faço na academia é artístico, e tudo que faço na arte é acadêmico, porque as coisas são juntas, sempre foram juntas. Tudo que faço
com o Galpão é pesquisa minha mesmo, e com os Clowns também. Um dos exemplos disso é que os Clowns adotaram a minha pesquisa. Assim que cheguei lá e falei de polifonia com eles, falei da atuação polifônica, lembrando que em 2006 eu tinha acabado de defender minha tese, então a ideia estava na minha cabeça obsessivamente, eles adotaram toda essa forma minha de falar de teatro, de falar de relação de música com teatro, que hoje em dia já é diferente, mas naquele momento é o que eles queriam aprender. Paralelamente a isso, como já disse, houve uma empatia muito grande com o Marco, inclusive no jeito de trabalhar. Na forma como ele tinha de chegar nos atores, na forma que ele tinha de chegar nas pessoas que faziam oficina com ele, nos alunos. Tínhamos estratégias muito semelhantes, estratégias que passavam por uma espécie de sedução, e que envolvia alguma coisa clownesca, uma atuação um pouco clownesca com as pessoas. Coisa que eu via, sabia que era uma identidade minha como professor, como preparador, e que fazia com que eu atingisse muitos dos meus objetivos e que me identificava como professor e como pesquisador na relação com o outro. Eu via no Marco exatamente essa energia, obviamente, com ações diferentes, próprias dele, mas as mesmas coisas. Eles inclusive abraçam todos meus exercícios, tanto que no nordeste eu não posso fazer mais nada, porque já está tudo feito por eles. Outro dia fui para Fortaleza para dar uma aula, quando fui explicar um exercício, todos os grupos de Fortaleza já conheciam meus exercícios. Essa relação minha com os Clowns que começou muito nessa troca de metodologia, nessa troca de olhar sobre o teatro, de entendimento de como é que a gente faz teatro e tudo o mais, e que polifonia é uma palavra muito forte, ressaltou em mim uma coisa que já queria desde o início que era “eu preciso fazer alguma coisa por eles”. A minha função como um Clown honorário muito mais do que ajudá- los numa criação artística – porque eles são extremamente criativos, eles têm um potencial interno muito grande – é de alguma maneira estar junto deles no processo como uma forma de usar um pouco das minhas experiências e das minhas oportunidades que já tive para solucionar questões de uma forma mais rápida. Porque musicalmente falando, o Marco é o criador musical do grupo, não tenho que interferir nesse lugar, mas entro num lugar que ele nunca teve, numa interlocução, porque ele nunca teve ninguém em quem ele confiasse e entendesse o que ele estava propondo, e mais ainda, que talvez fizesse uma coisa muito parecida. O único momento mais criativo que eu tive dentro da trajetória deles foi no Ricardo III. Mas n’O casamento, n’O capitão e a sereia, e depois no Hamlet, fui praticamente um consultor. Na verdade, fui um solucionador de problemas de uma forma mais rápida. Problemas que eles estavam naturalmente enfrentando. A criação já estava pronta, eu chegava, apertava parafusos usando coisas que eu já tinha vivido na vida. Esse desejo descomunal de fazer esse intercâmbio com eles começava a ficar presente em mim. Eu dizia: “eu tenho que dar um jeito de trazer esses meninos, de colocar ele em contato com algumas pessoas”. Não pensava no Gabriel, mas pensava muito no Marcio Aurelio. Eu tinha um contato anterior com o Marcio Aurelio, e achava que ele tinha de ter um contato com os meninos. Eu nem pensava no Marcio Aurelio como diretor de um espetáculo deles. Eu pensava no Marcio Aurelio como um formador. Na verdade o Marcio Aurelio foi um dos membros da minha banca de doutorado. Conheci o Marcio como professor. Ele estava dando uma palestra para um grupo de teatro. Meu contato com ele foi sempre como professor da Unicamp. Queria que ele fosse meu orientador, pensei em fazer meu mestrado na Unicamp. Então, minha relação com o Marcio Aurelio foi sempre muito acadêmica, e muito da troca de formação. E o que acontece? Quando os Clowns foram se inscrever para realizar a temporada e residência no TUSP, eles me ligam perguntando se eu tinha alguém para indicar para realizar uma oficina com eles, e é claro que eu tinha alguém para indicar, porque eu já queria aproximá-los do Marcio Aurelio imediatamente. A única questão é que o Marcio já estava naquele momento se aposentando, muito cansado. Na verdade, ele estava muito seletivo. Ele já tinha trabalhado demais na vida dele em tudo quanto é canto, e ele queria
selecionar mais. E não é fácil entrar em contato com o Marcio, porque ele mora fora de São Paulo, ele não atende telefone... Então tem sempre uns saltos para chegar até o Marcio. E tenho a sorte, e o privilégio, de ter uma relação de amizade muito grande com ele, então mesmo tendo que passar por esse caminho até ele, eu passava mais rápido, porque as pessoas já me conhecem e me levam mais rápido até ele. Liguei para o Marcio, apresentei os Clowns para o Marcio, e ele me falou por telefone que não estava num momento bom de assumir nada, por conta da quantidade de coisa que estava fazendo, mas que não deixaria de atender uma sugestão minha porque se eu estava sugerindo que seria um encontro bom entre os meninos e ele, é porque iria ser. Deu tudo certo, eles foram aprovados no projeto, e houve esse primeiro encontro com o Marcio. E os encontros com o Marcio são magníficos, o Marcio é uma figura maravilhosa. E eu estou falando sempre desse lugar da formação, porque é o lugar no qual eu queria chegar com eles e o Marcio. Calhou deles mergulharem sobre o Hamlet, e calhou deles terem o desejo de montar o Hamlet, em algum momento, com a direção do Marcio. A história deles com o Gabriel é quase simultânea. O Marcio foi muito primeiro, porque estava presente desde quando eles inscreveram o projeto pro TUSP, quando eu fiz esse intercâmbio entre o grupo e ele. Posso dizer que nesses dois casos, tanto com o Marcio quanto com o Gabriel eu fui um cupido mesmo, porque não teria sido fácil para eles chegarem perto do Marcio nesse momento, primeiro porque não é fácil mesmo, e depois porque o Marcio não estava muito disponível naquele momento, mas acabou que deu tudo certo. Estando eles já no TUSP, já fazendo o trabalho com Marcio Aurelio, já fazendo a residência em São Paulo, eu fui para a fazenda do Gabriel Villela devido a um feriado prolongado que houve. Chegando lá, conversando com Gabriel, ele já programou um próximo encontro na fazenda, e nessa data eu já sabia que era um feriado que eu estaria em Natal com os Clowns, já havia me programado para dar uma oficina, e falei para o Gabriel que infelizmente daquela vez eu não poderia ir porque estaria em Natal com os Clowns de Shakespeare. Ele já tinha ouvido falar dos Clowns de Shakespeare uma ou outra vez, principalmente por minha causa, porque já tinha havido outros momentos em que eu não podia ter estado com ele por causa dos Clowns. Gabriel é uma figura extremamente ciumenta, e nesse