2.4 Subsequent developments in lexicography
2.5.1 The Kit ā b
2.5.1.4 Characterizing the morphology and phonology of words in Arabic
Como as questões socioambientais se caracterizam por um emaranhado de dimensões e raízes, é necessário compreendê-las o mais amplamente possível, considerando suas esferas sociais, econômicas, políticas, culturais assim como os aspectos implícitos que reforçam o estabelecimento da crise ambiental. Assim,
reconhecendo a amplitude dessas questões, anuncia-se a emergência de agregar novos saberes, incluindo os não-formais, ou seja, aqueles extracurriculares, tornando- se dessa forma favorável, no âmbito da EA, o estabelecimento de parcerias com outras instituições que possuam objetivos comuns no enfrentamento dos problemas. Nesse sentido, Carvalho (2008b) aponta que EA possui uma força propulsora para construir pontes entre a educação formal e a não-formal.
Entendemos que o elo que relaciona espaço formal com espaço não-formal de educação, no âmbito da EA, é a perspectiva integradora de construção de uma prática coletiva comprometida com a transformação socioambiental, e que para isso, mais uma vez, aponta-se a necessidade das práticas pedagógicas transcenderem o espaço escolar para considerar seu entorno e potenciais parceiros para um ação-reflexiva.
Jacobucci (2008) analisa que o termo “espaço não-formal” está sendo utilizado por profissionais da educação para descrever um lugar, diferente da escola, em que seja possível realizar prática educativa. Para complementar esse conceito, a autora elenca duas categorias que podem indicar espaços não-formais: os institucionais, isto é, espaços regulamentados com equipe técnica como Zoológicos, Museus, Centros de Ciências, Parques Ecológicos, Jardins Botânicos, Planetários, Institutos de Pesquisa, dentre outros, e os que não são instituições, como ambientes naturais ou urbanos que não dispõem de estrutura institucional, a exemplo de rua, praça, cinema, caverna, praia, rio, dentre outros. Dessa forma, a FJZB se enquadra na denominação de instituição não-formal de educação.
Dialogando no âmbito da EA Crítica, Guimarães (2007) aponta para uma participação além dos muros da escola e que supere a fragmentação entre educação formal e não-formal:
um caminho percebido por esta perspectiva crítica é o da ampliação do ambiente educativo para além dos muros da escola superando a fragmentação e a dualidade que tradicionalmente não se complementam entre educação formal (escolar) e não-formal. É o processo educativo de a escola estar integrada, interagindo com os movimentos externos a ela, presentes nas comunidades. Isso se contextualiza no processo formativo das ações cotidianas de constituição da realidade próxima, local, na comunidade à qual a escola está inserida, mas sem perder o sentido que esta realidade próxima é influenciada e influi na constituição da realidade global. (GUIMARÃES, 2007, p. 90)
Considerando que a pesquisa contou com a parceria da FJZB, por fazer parte do contexto geográfico em que o córrego Guará faz seu percurso e assim poder contribuir com novos saberes e reflexões a respeito do problema, outros aspectos também suscitaram a importância dessa parceria. Trata-se da gestão da área4 que é de responsabilidade da FJZB, a qual inclui o córrego, e das metas e finalidades da Fundação5, das quais destacam-se: a transformação das áreas de sua responsabilidade em centros de excelência voltados para conservação, pesquisa, educação e lazer; contribuição na conservação do patrimônio de Biodiversidade do Distrito Federal (DF); produção, sistematização e disseminação de informações, pesquisas, análises, estudos e projetos de preservação do meio ambiente, em particular sobre a fauna e flora, para a melhoria do complexo ecológico sob sua guarda; promoção da conscientização ecológica por meio de programas interativos de Educação Ambiental que permitam envolvimento e participação; investimentos de atividades destinadas à valorização da cultura e à preservação da natureza; criação de condições objetivas para a sustentabilidade das áreas sob sua gestão, mediante a implementação de política de gestão ambiental moderna, compartilhada e participativa, ancorada no respeito aos princípios éticos e morais que regem a convivência harmoniosa entre o ser humano e a natureza.
Dessa forma, o Zoológico de Brasília tem procurado, por meio de seus diferentes programas, oferecer cursos, atividades e parcerias no âmbito das questões ambientais relacionadas ao Bioma Cerrado, incluindo aquelas de seu contexto, em que envolvam escolas e comunidade local. Sendo assim, atribuímos sentido de corresponsabilidade entre a FJZB e a escola na promoção de uma formação crítica da comunidade escolar e local em busca do alcance da qualidade ambiental do contexto geográfico do córrego Guará, onde ambas as instituições estão situadas.
4 A área sob responsabilidade de gestão da Fundação Jardim Zoológico de Brasília refere-se ao espaço atualmente ocupado pelo Zoológico de Brasília, que compreende 139,75 hectares, a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo, com 440 hectares e o Parque das Aves com 110 hectares, totalizando 689,75 hectares. (BRITO, 2012). 5 Tais metas e finalidades regem atualmente o Estatuto da Fundação e estão regulamentadas pela Lei
nº 1.813, de 30 de Dezembro de 1997, posteriormente alterada pela Resolução nº 68, de 26 de Julho de 2016.
3 - EDUCAÇÃO LÚDICA
Para operacionalizarmos as ideias discorridas sobre EA Crítica, nos apropriamos de uma metodologia lúdica baseada nos pressupostos teórico- metodológicos de Paulo Nunes de Almeida. Consideramos a partir desse autor, suas discussões em torno do sentido sério dado aos jogos e levamos em conta a ideia de “trabalho-jogo”, explicitado por ele, com a perspectiva de associarmos uma atividade que pode ser prazerosa com um propósito específico de transformação socioambiental. As observâncias necessárias à elaboração e execução das atividades lúdicas, para a implementação de uma gincana, que intitulamos Gincana Ambiental (Apêndice A), também seguiu as orientações do referido autor.