3 Comparison of Cayuga and TelegraphCQ
3.6 Cayuga vs. TelegraphCQ
Além dos ensaios antibacterianos e hemolíticos, ensaios contra insetos foram realizados. Inicialmente, testes in vitro foram conduzidos utilizando cultura de células SF-9 de
S. frugiperda. Do mesmo modo, realizamos avaliação in vivo, com administração da
Parigidina-br1 na dieta de larvas neonatas de D. saccharalis (Broca-da-cana). Desta forma a Parigidina-br1 apresentou atividade inseticida nos dois experimentos. Os testes in vitro realizados nas concentrações de 1 µM, 5 µM e 10 µM da Parigidina-br1, mostraram que as
90 células SF-9 em meio com o peptídeo apresentaram uma viabilidade celular de 53%, 38,9% e 32,3% nas respectivas concentrações nas leituras realizadas após 24 horas de experimento (Figura 24). Nas leituras realizadas em 48 horas, as células apresentaram uma viabilidade maior em torno de 83,8%, 71,7% e 49,3% e em 72 horas 65,4%, 76,4% e 68,8% nas concentrações de 1 µM, 5 µM e 10 µM respectivamente.
Figura 24: Representação gráfica da atividade citotóxica da Pigidina-br1 em células SF-9, analisadas em 24, 48 e 72 horas.
Com a utilização destes dados e com ajuda do programa de análises estatísticas Probit, foi possível determinar a concentração citotóxica da Parigidina-br1 para 50% de células viáveis, que foi de 1,7 µM.mL-1 no tempo de 24 horas. Com esse resultado, acreditamos que
essa ação citotóxica da Parigidina-br1 sobre as células SF-9 pode ocorrer por interação com a membrana celular da célula. Além do mais, a sua ação mais tóxica é observada nas primeiras 24 horas. Isso pode indicar que a ação da Parigidina-br1 pode ser dose-dependente, em outras palavras, para que a Parigidina-br1 apresente o seu efeito tóxico é necessário em intervalos de tempo aplicar a mesma concentração ou uma concentração maior evitando com que as células se tornem resistentes ao estresse químico submetido. Entretanto, estudos mais detalhados
91 serão realizados para se determinar um possível mecanismo de atuação da Parigidina-b1 sobre as células de insetos.
Nos estudos in vivo com a adiministração da Parigidina-br1 na dieta de D. saccharalis em quantidades comparáveis aos níveis endógenos em plantas, a Parigidina-br1 exibiu redução significativa do crescimento e uma considerável taxa de mortalidade quando comparados com os insetos alimentados com uma dieta controle (Figura 25). O experimento foi desenvolvido durante 15 dias, com observações diárias de mortalidade. Desta forma, ao final do experimento a mortalidade média observada das larvas na dieta contendo o peptídeo foi de 60 % (Figura 26A). Alem disso, seu peso na presença do peptídeo cíclico ficou em torno de 0,6 mg, enquanto as do controles apresentaram um peso em média de 1,4 mg sendo reduzidas a 43 % (Figura 26B). Já o tamanho médio das larvas ficou em torno de 3,4 mm na dieta com a Parigidina-br1 e 5,1 mm na dieta sem a Parigidina-br1 (Figura 26C), sendo desta forma o tamanho reduzido em aproximadamente 33 %. A análise estátistica foi realizada pelo método Welch Two Sample t-test, nos dando um intervalo de confiabilidade de 95 %, p-value = 3.172e-07 P < 0.01, resultado este que confirma a diferença estatísticamente significativa do desenvolvimento larval.
Figura 25: Larvas da D. saccharalis. A) Larvas neonatas mortas no 6o dia de experimento, tratadas na dieta contendo a Parigidina-br1, imagem ampliada 25x. B) No 8o dia de experimento, observamos larvas tratadas na dieta com Parigidina-br1 (larva menor) e controle (larva maior), imagem ampliada 6x. C) No 15o dia, larvas tratadas com Parigidina-br1 e larvas do controle, imagem ampliada 2x.
92
Figura 26: Analises dos efeitos in vivo da Parigidina-br1 sobre (A) mortalidade, (B) peso e (C ) desenvolvimento das larvas de D. saccharalis em dieta artificial. Como controle positivo (proteína Cry),como controle negativa (água) e 1 µM de Parigidina-br1.
A atividade inseticida da Parigidina-br1 mostrou possuir uma potente atividade contra larvas neonatas de D. Saccharalis. Portando este peptídeo pode servir como uma molécula de defesa para planta. Essa estratégia é comum no reino vegetal, como as proteínas inibidores de proteases que são amplamente distribuídas e atuam contra proteases exógenas, um papel importante na defesa das plantas (NIELSEN et al., 1994). Resultados semelhantes foram vistos em experimentos realizados com os ciclotídeos Kalata B1 e B2 que apresentaram atividade inseticida contra larvas neonatas de Helicoverpa armigera e H. punctigera (JENNINGS et al., 2001; JENNINGS et al., 2005). Ainda não se sabe qual o mecanismo exato de ação dos ciclotídeos em insetos. Acredita-se que o modo mais provável de ação, poderia ser por ruptura da membrana. Contudo, não se sabe se essa ação é ocasionada por formação de poros ou simplesmente uma perturbação generalizada da estrutura da membrana. Mas não se descarta que a atividade inseticida possa ser por inibição de alguma enzima específica do inseto (JENNINGS et al., 2005). Em estudos com análises morfológicas das células epiteliais do trato intestinal de larva de H. Armigera tratadas com Kalata B1, foram observados inchaços e lise celular semelhante aos observados em intestinos de insetos que são tratados com delta-endotoxinas de Bacillus thuringiensis, também conhecidas como toxinas
Bt (BARBETA et al., 2008).
As delta-endotoxinas são proteínas que possuiem uma atividade inseticida por meio da ação proteolítica das enzimas digestivas do próprio inseto. Nesse aspecto, a própria tripsina presente em espécies de Lepidopteros, Dípteros e Coleópteros, que quando cliva a endotoxina
93 liberando uma proteína que varia de tamanho entre 55 a 70 kDa, conforme o tipo da toxina Bt. Contudo, o peptídeo liberado interage com membrana das células epiteliais do intestino, essa interação ocasiona a formação de poros, que é responsável por um desbalanço eletrolítico que leva o inseto à morte (CARLINI e GROSSI-DE-SA, 2002). No estudo morfológico realizado por Barbeta e colaboradores em 2008, a ingestão dos ciclótideos pelos insetos causa alterações no intestino médio das Helicoverpa armigera e H. punctigera pertencentes às Lepdópteras, mesma ordem das D. saccharalis. O baixo desenvolvimento das larvas sugere que os ciclotídeos não são altamente tóxicos e que essa falta de crescimento pode ter sido ocasionada pela falta de ingestão de nutrientes.
Entretanto, a Parigidina-br1 como outros ciclotídeos com atividade inseticida, poderia exercer sua atividade por meio da interação com a membrana das células dos insetos se ligando seletivamente em lipídeos contendo fosfatiletanolamina (HUANG et al., 2009). Contudo, baseado em estudos realizados em protótipos de Kalata B1 (SHENKAREV et al., 2006), o resíduo que poderia estar envolvido na atividade da Parigidina-br1 seria o Glu3 presente no loop 1 (um), como ja foi discutido anteriormente sua importância para atividade dos peptídeos desta família. Outros resíduos que poderiam estar envolvidos na atividade da Parigidina-br1 seriam a Lys19 e a Lys21 presentes no loop 5 (cinco). Suas cargas positivas
poderiam auxiliar na conformação da estrutura fazendo com que os resíduos hidrofóbicos presentes no loop 6 (seis), como a Tyr25, Tyr26 eVal30, e os resíduos do loop 3 (três), como a Ser13, Leu14 e Ala15, se liguem na membrana. Mas não podemos descartar outro mecanismo de
atuação da Parigidina-br1 em larvas de D. saccharalis, pois não se tem relatos até o momento de outro ciclotídeo pertencente a subfamília dos Braceletes com atividade inseticida. Estudos mais detalhados serão realizados com o objetivo de delinear o mecanismo de atuação inseticida da Parigidina-br1.
94
CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS
Que Palicourea rigida, uma planta nativa na região do Cerrado, pertencente à família das Rubiaceae, conhecida popularmente como bate-caixa e utilizada na medicina popular para tratamentos de infecções. Além dos seus compostos secundários já elucidados, ela nos mostrou que entre seu arsenal de moléculas de defesa produz peptídeos cíclicos, especificamente da família dos ciclotídeos, um deles nomeado Parigidina-br1.
A Parigidina-br1 pertencente a subfamília dos Braceletes, possuí 32 resíduos de aminoácido, apresentando uma massa molecular de 3,278 kDa. Durante a prospecção e análises percebemos, que a expressão deste peptídeos ocorria em diferente partes morfológicas da planta e que mudanças climáticas não afetavam a sua expressão. Nos dando um indicativo da sua importância.
Que foi comprovada em testes realizados in vitro e in vivo contra insetos, com resultados significativos de citotoxidade e inseticida contra larvas de Lepidoptera (Diatraea saccharalis), conhecida popularmente com broca-da-cana. Além de apresentar atividade hemolítica contra células de mamíferos.
Portanto, com esses resultados fica bem claro a importância de se estudar essa família de peptídeos. Pois além de apresentar bons resultados de atividade, os ciclotídeos, no geral, possuem uma estabilidade estrutural que é muito desejável na prospecção de produtos biotecnológicos.
Por isso, como continuidade para esse trabalho, pretendo elucidar a estrutura protéica da Parigidina-br1, utilizando as técnicas de Ressonância Magnética Nuclear e Cristalografia de raios-X. Com o objetivo de entender melhor essa estrutura tão peculiar que esses peptídeos apresentam e a partir disso traçar como realmente eles atuam.
Buscar novos resultados, realizando teste de atividade contra nematóide, vírus e células cancerosas, além de realizar destes de imunomodulação, além de buscar novos ciclotídeos biológicamente ativos.
Encontrar o gene de expressão da Parigidina-br1, para entender seu papel na defesa da planta, e saber se ela é realmente expressa por toda planta ou em um lugar específico e depois transportada.
95 Entendendo esses pontos importantes (mecanismo e expressão); desenvolver um produto de ação inseticida ou outro produto biotecnológico eficaz e que não cause danos ao homem.
Através da estabilidade da estrutura, incorporar atividade que ela não tenha apresentado, como a antimicrobiana. Pois esses peptídeos seriam de grande ajuda no tratamento infecções ocasionada por patógenos resistentes.
96
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALTSCHUL, S. F., MADDEN, T. L., SCHAFFER, A. A., ZHANG, J., ZHANG, Z., MILLER, W. e LIPMAN, D. J. 1997. Gapped BLAST and PSI-BLAST: a new generation of protein database search programs. Nucleic Acids Res, 25, n.17, Sep 1, p.3389-3402.
ANAYA-LOPEZ, J. L., LOPEZ-MEZA, J. E., BAIZABAL-AGUIRRE, V. M., CANO- CAMACHO, H. e OCHOA-ZARZOSA, A. 2006. Fungicidal and cytotoxic activity of a
Capsicum chinense defensin expressed by endothelial cells. Biotechnol Lett, 28, n.14, Jul,
p.1101-1108.
ARAKANE, Y. e MUTHUKRISHNAN, S. 2010. Insect chitinase and chitinase-like proteins.
Cell Mol Life Sci, 67, n.2, Jan, p.201-216.
BALAGUE, C., LIN, B., ALCON, C., FLOTTES, G., MALMSTROM, S., KOHLER, C., NEUHAUS, G., PELLETIER, G., GAYMARD, F. e ROBY, D. 2003. HLM1, an essential signaling component in the hypersensitive response, is a member of the cyclic nucleotide- gated channel ion channel family. Plant Cell, 15, n.2, Feb, p.365-379.
BARAGUEY, C., SKOURI-PANET, F., BONTEMS, F., TARDIEU, A., CHASSAING, G. e LEQUIN, O. 2004. (1)H, (15)N and (13)C resonance assignment of human gamma crystallin, a 21 kDa eye-lens protein. J Biomol NMR, 30, n.3, Nov, p.385-386.
BARBETA, B. L., MARSHALL, A. T., GILLON, A. D., CRAIK, D. J. e ANDERSON, M. A. 2008. Plant cyclotides disrupt epithelial cells in the midgut of lepidopteran larvae. Proc Natl
Acad Sci U S A, 105, n.4, Jan 29, p.1221-1225.
BARRY, D. G., DALY, N. L., CLARK, R. J., SANDO, L. e CRAIK, D. J. 2003. Linearization of a naturally occurring circular protein maintains structure but eliminates hemolytic activity.
Biochemistry, 42, n.22, Jun 10, p.6688-6695.
BERROCAL-LOBO, M., SEGURA, A., MORENO, M., LOPEZ, G., GARCIA-OLMEDO, F. e MOLINA, A. 2002. Snakin-2, an antimicrobial peptide from potato whose gene is locally induced by wounding and responds to pathogen infection. Plant Physiol, 128, n.3, Mar, p.951-961.
BIGNAMI, G. S. 1993. A rapid and sensitive hemolysis neutralization assay for palytoxin.
Toxicon, 31, n.6, Jun, p.817-820.
BLISS, C. I. 1934. The Method of Probits a Correction. Science, 79, n.2053, May 4, p.409- 410.
BOKESCH, H. R., PANNELL, L. K., COCHRAN, P. K., SOWDER, R. C., 2ND, MCKEE, T. C. e BOYD, M. R. 2001. A novel anti-HIV macrocyclic peptide from Palicourea condensata.
97 BOLTER, C. e JONGSMA, M. A. 1997. The adaptation of insects to plant protease inhibitors.
J Insect Physiol, 43, n.10, Oct, p.885-895.
BOLZANI, VANDERLAN DA, S., YOUNG, MARIA CLAUDIA, M., FURLAN, MAYSA, CAVALHEIRO, ALBERTO, J., ARAUJO, ANGELA, R., SILVA, DULCE HELENA, S., LOPED e MARCIA, N. 2001. Secondary metabolites from BRAZILIAN RUBIACEAE
plant species: Chemotaxonomical and biological significance.
BOWLES, D. J. 1990. Defense-related proteins in higher plants. Annu Rev Biochem, 59, n., p.873-907.
BROGDEN, K. A. 2005. Antimicrobial peptides: pore formers or metabolic inhibitors in bacteria? Nat Rev Microbiol, 3, n.3, Mar, p.238-250.
BROUSSALIS, A. M., GORANSSON, U., COUSSIO, J. D., FERRARO, G., MARTINO, V. e CLAESON, P. 2001. First cyclotide from Hybanthus (Violaceae). Phytochemistry, 58, n.1, Sep, p.47-51.
BULL, J., MAUCH, F., HERTIG, C., REBMANN, G. e DUDLER, R. 1992. Sequence and expression of a wheat gene that encodes a novel protein associated with pathogen defense.
Mol Plant Microbe Interact, 5, n.6, Nov-Dec, p.516-519.
BURMAN, R., GRUBER, C. W., RIZZARDI, K., HERRMANN, A., CRAIK, D. J., GUPTA, M. P. e GORANSSON, U. 2009. Cyclotide proteins and precursors from the genus Gloeospermum: filling a blank spot in the cyclotide map of Violaceae. Phytochemistry, 71, n.1, Jan, p.13-20.
BURMAN, R., SVEDLUND, E., FELTH, J., HASSAN, S., HERRMANN, A., CLARK, R. J., CRAIK, D. J., BOHLIN, L., CLAESON, P., GORANSSON, U. e GULLBO, J. 2010. Evaluation of toxicity and anti-tumour activity of cycloviolacin O2 in mice. Biopolymers, May 26.
CAMARERO, J. A., KIMURA, R. H., WOO, Y. H., SHEKHTMAN, A. e CANTOR, J. 2007. Biosynthesis of a fully functional cyclotide inside living bacterial cells. Chembiochem, 8, n.12, Aug 13, p.1363-1366.
CAMARERO, J. A. e MUIR, T. W. 2001. Native chemical ligation of polypeptides. Curr
Protoc Protein Sci, Chapter 18, n., May, p.Unit18 14.
CARLINI, C. R. e GROSSI-DE-SA, M. F. 2002. Plant toxic proteins with insecticidal properties. A review on their potentialities as bioinsecticides. Toxicon, 40, n.11, Nov, p.1515- 1539.
CARVALHO ADE, O. e GOMES, V. M. 2009. Plant defensins prospects for the biological functions and biotechnological properties. Peptides, 30, n.5, May, p.1007-1020.
98 CHEN, B., COLGRAVE, M. L., DALY, N. L., ROSENGREN, K. J., GUSTAFSON, K. R. e CRAIK, D. J. 2005. Isolation and characterization of novel cyclotides from Viola hederaceae: solution structure and anti-HIV activity of vhl-1, a leaf-specific expressed cyclotide. J Biol
Chem, 280, n.23, Jun 10, p.22395-22405.
CHEN, X. Y. e KIM, J. Y. 2009. Callose synthesis in higher plants. Plant Signal Behav, 4, n.6, Jun, p.489-492.
CHRISTENSEN, A. B., CHO, B. H., NAESBY, M., GREGERSEN, P. L., BRANDT, J., MADRIZ-ORDENANA, K., COLLINGE, D. B. e THORDAL-CHRISTENSEN, H. 2002. The molecular characterization of two barley proteins establishes the novel PR-17 family of pathogenesis-related proteins. Mol Plant Pathol, 3, n.3, May 1, p.135-144.
CLAESON, P., GORANSSON, U., JOHANSSON, S., LUIJENDIJK, T. e BOHLIN, L. 1998. Fractionation Protocol for the Isolation of Polypeptides from Plant Biomass. J Nat Prod, 61, n.1, Jan 23, p.77-81.
CLARK, R. J., DALY, N. L. e CRAIK, D. J. 2006. Structural plasticity of the cyclic-cystine- knot framework: implications for biological activity and drug design. Biochem J, 394, n.Pt 1, Feb 15, p.85-93.
COELHO, C. P. e BARBOSA, A. A. L. A. 2003. Biologia reprodutiva de Palicourea
macrobotrys Ruiz & Pavon (Rubiaceae): um possível caso de homostilia no gênero Palicourea
Aubl. Revista Brasileira de Botânica, 26, n., p.403-413.
COELHO, V. P. A. D. M., AGRA, M. D. F. T. e BARBOSA, M. R. D. V. 2006. Estudo farmacobotânico das folhas de Tocoyena formosa (Cham. & Schltdl.) K.Schum. (Rubiaceae).
Revista Brasileira de Farmacognosia, 16, n., p.170-177.
COLGRAVE, M. L. e CRAIK, D. J. 2004. Thermal, chemical, and enzymatic stability of the cyclotide kalata B1: the importance of the cyclic cystine knot. Biochemistry, 43, n.20, May 25, p.5965-5975.
COLGRAVE, M. L., HUANG, Y. H., CRAIK, D. J. e KOTZE, A. C. 2010. Cyclotide interactions with the nematode external surface. Antimicrob Agents Chemother, 54, n.5, May, p.2160-2166.
COLGRAVE, M. L., KOTZE, A. C., HUANG, Y. H., O'GRADY, J., SIMONSEN, S. M. e CRAIK, D. J. 2008. Cyclotides: natural, circular plant peptides that possess significant activity against gastrointestinal nematode parasites of sheep. Biochemistry, 47, n.20, May 20, p.5581-5589.
COMBELLES, C. M. 2008. What are the trade-offs between one-cell and two-cell biopsies of preimplantation embryos? Hum Reprod, 23, n.3, Mar, p.493-498.
CONLAN, B. F., GILLON, A. D., CRAIK, D. J. e ANDERSON, M. A. 2010. Circular proteins and mechanisms of cyclization. Biopolymers, May 26.
99 CRAIK, D. J. 2001. Plant cyclotides: circular, knotted peptide toxins. Toxicon, 39, n.12, Dec, p.1809-1813.
CRAIK, D. J.. 2009. Circling the enemy: cyclic proteins in plant defence. Trends Plant Sci,
14, n.6, Jun, p.328-335.
CRAIK, D. J. 2010. Discovery and applications of the plant cyclotides. Toxicon, Feb 26. CRAIK, D. J. 2010. The Folding of Disulfide-Rich Proteins. Antioxid Redox Signal, Sep 20. CRAIK, D. J., CEMAZAR, M. e DALY, N. L. 2006. The cyclotides and related macrocyclic peptides as scaffolds in drug design. Curr Opin Drug Discov Devel, 9, n.2, Mar, p.251-260. CRAIK, D. J., CEMAZAR, M. e DALY, D. J. 2007. The chemistry and biology of cyclotides.
Curr Opin Drug Discov Devel, 10, n.2, Mar, p.176-184.
CRAIK, D. J. e DALY, N. L. 2007. NMR as a tool for elucidating the structures of circular and knotted proteins. Mol Biosyst, 3, n.4, Apr, p.257-265.
CRAIK, D. J., DALY, N. L., BOND, T. e WAINE, C. 1999. Plant cyclotides: A unique family of cyclic and knotted proteins that defines the cyclic cystine knot structural motif. J Mol Biol,
294, n.5, Dec 17, p.1327-1336.
CRAIK, D. J., DALY, N. L., MULVENNA, J., PLAN, M. R. e TRABI, M. 2004. Discovery, structure and biological activities of the cyclotides. Curr Protein Pept Sci, 5, n.5, Oct, p.297- 315.
CRAIK, D. J., DALY, N. L. e WAINE, C. 2001. The cystine knot motif in toxins and implications for drug design. Toxicon, 39, n.1, Jan, p.43-60.
CRAIK, D. J., MYLNE, J. S. e DALY, N. L. 2009. Cyclotides: macrocyclic peptides with applications in drug design and agriculture. Cell Mol Life Sci, 67, n.1, Jan, p.9-16.
DALY, N. L., CLARK, R. J., PLAN, M. R. e CRAIK, D. J. 2006. Kalata B8, a novel antiviral circular protein, exhibits conformational flexibility in the cystine knot motif. Biochem J, 393, n.Pt 3, Feb 1, p.619-626.
DALY, N. L. e CRAIK, D. J. 2000. Acyclic permutants of naturally occurring cyclic proteins. Characterization of cystine knot and beta-sheet formation in the macrocyclic polypeptide kalata B1. J Biol Chem, 275, n.25, Jun 23, p.19068-19075.
DALY, N. L., LOVE, S., ALEWOOD, P. F. e CRAIK, D. J. 1999. Chemical synthesis and folding pathways of large cyclic polypeptides: studies of the cystine knot polypeptide kalata B1. Biochemistry, 38, n.32, Aug 10, p.10606-10614.
100 activities of cyclotides. Adv Drug Deliv Rev, 61, n.11, Sep 30, p.918-930.
DARVILL, A., AUGUR, C., BERGMANN, C., CARLSON, R. W., CHEONG, J. J., EBERHARD, S., HAHN, M. G., LO, V. M., MARFA, V., MEYER, B. e ET AL. 1992. Oligosaccharins oligosaccharides that regulate growth, development and defence responses in plants. Glycobiology, 2, n.3, Jun, p.181-198.
DARVILL, A. G. e ALBERSHEIM, P. 1984. Phytoalexins and their Elicitors-A Defense Against Microbial Infection in Plants. Annual Review of Plant Physiology, 35, n.1, p.243- 275.
FELIZMENIO-QUIMIO, M. E., DALY, N. L. e CRAIK, D. J. 2001. Circular proteins in plants: solution structure of a novel macrocyclic trypsin inhibitor from Momordica
cochinchinensis. J Biol Chem, 276, n.25, Jun 22, p.22875-22882.
FRANCO, O. L., RIGDEN, D. J., MELO, F. R. e GROSSI-DE-SA, M. F. 2002. Plant alpha- amylase inhibitors and their interaction with insect alpha-amylases. Eur J Biochem, 269, n.2, Jan, p.397-412.
GANZ, T. 2003. Hepcidin, a key regulator of iron metabolism and mediator of anemia of inflammation. Blood, 102, n.3, Aug 1, p.783-788.
GARCIA-OLMEDO, F., MOLINA, A., ALAMILLO, J. M. e RODRIGUEZ-PALENZUELA, P. 1998. Plant defense peptides. Biopolymers, 47, n.6, p.479-491.
GATEHOUSE, A. M., NORTON, E., DAVISON, G. M., BABBE, S. M., NEWELL, C. A. e GATEHOUSE, J. A. 1999. Digestive proteolytic activity in larvae of tomato moth, Lacanobia
oleracea; effects of plant protease inhibitors in vitro and in vivo. J Insect Physiol, 45, n.6,
Jun, p.545-558.
GAYMES, T. J., CEBRAT, M., SIEMION, I. Z. e KAY, J. E. 1997. Cyclolinopeptide A (CLA) mediates its immunosuppressive activity through cyclophilin-dependent calcineurin inactivation. FEBS Lett, 418, n.1-2, Nov 24, p.224-227.
GOMES, V. M., OKOROKOV, L. A., ROSE, T. L., FERNANDES, K. V. e XAVIER-FILHO, J. 1998. Legume vicilins (7S storage globulins) inhibit yeast growth and glucose stimulated acidification of the medium by yeast cells. Biochim Biophys Acta, 1379, n.2, Feb 2, p.207- 216.
GRAN, L., SLETTEN, K. e SKJELDAL, L. 2008. Cyclic peptides from Oldenlandia affinis DC. Molecular and biological properties. Chem Biodivers, 5, n.10, Oct, p.2014-2022.
GRUBER, C. W. 2010. Global cyclotide adventure: A journey dedicated to the discovery of circular peptides from flowering plants. Biopolymers, May 26.
GRUBER, C. W., CEMAZAR, M., ANDERSON, M. A. e CRAIK, D. J. 2007. Insecticidal plant cyclotides and related cystine knot toxins. Toxicon, 49, n.4, Mar 15, p.561-575.
101 GRUBER, C. W., CEMAZAR, M., ANDERSON, M. A. e CRAIK, D. J. 2009. Enzyme mechanism and function of a novel plant PDI involved in the oxidative folding of cystine knot defense peptides. Adv Exp Med Biol, 611, n., p.31-32.
GUNASEKERA, S., DALY, N. L., CLARK, R. J. e CRAIK, D. J. 2009. Dissecting the oxidative folding of circular cystine knot miniproteins. Antioxid Redox Signal, 11, n.5, May, p.971-980.
GUSTAFSON, K. R., MCKEE, T. C. e BOKESCH, H. R. 2004. Anti-HIV cyclotides. Curr
Protein Pept Sci, 5, n.5, Oct, p.331-340.
GUSTAFSON, K. R., SOWDER, R. C., HENDERSON, L. E., PARSONS, I. C., KASHMAN, Y., CARDELLINA, J. H., MCMAHON, J. B., BUCKHEIT, R. W., PANNELL, L. K. e BOYD, M. R. 1994. Circulins A and B. Novel human immunodeficiency virus (HIV)- inhibitory macrocyclic peptides from the tropical tree Chassalia parvifolia. Journal of the
American Chemical Society, 116, n.20, p.9337-9338.
GUSTAFSON, K. R., WALTON, L. K., SOWDER, R. C., JR., JOHNSON, D. G., PANNELL, L. K., CARDELLINA, J. H., JR. e BOYD, M. R. 2000. New circulin macrocyclic polypeptides from Chassalia parvifolia. J Nat Prod, 63, n.2, Feb, p.176-178.
HALLOCK, Y. F., SOWDER, R. C., 2ND, PANNELL, L. K., HUGHES, C. B., JOHNSON, D. G., GULAKOWSKI, R., CARDELLINA, J. H., 2ND e BOYD, M. R. 2000. Cycloviolins A-D, anti-HIV macrocyclic peptides from Leonia cymosa. J Org Chem, 65, n.1, Jan 14, p.124-128.
HANCOCK, R. E. e SAHL, H. G. 2006. Antimicrobial and host-defense peptides as new anti- infective therapeutic strategies. Nat Biotechnol, 24, n.12, Dec, p.1551-1557.
HEITZ, A., HERNANDEZ, J. F., GAGNON, J., HONG, T. T., PHAM, T. T., NGUYEN, T. M., LE-NGUYEN, D. e CHICHE, L. 2001. Solution structure of the squash trypsin inhibitor MCoTI-II. A new family for cyclic knottins. Biochemistry, 40, n.27, Jul 10, p.7973-7983. HENRIQUES, S. T. e CRAIK, D. J. 2009. Cyclotides as templates in drug design. Drug
Discov Today, 15, n.1-2, Jan, p.57-64.
HERRMANN, A., BURMAN, R., MYLNE, J. S., KARLSSON, G., GULLBO, J., CRAIK, D. J., CLARK, R. J. e GORANSSON, U. 2008. The alpine violet, Viola biflora, is a rich source of cyclotides with potent cytotoxicity. Phytochemistry, 69, n.4, Feb, p.939-952.
HERRMANN, A., SVANGARD, E., CLAESON, P., GULLBO, J., BOHLIN, L. e GORANSSON, U. 2006. Key role of glutamic acid for the cytotoxic activity of the cyclotide cycloviolacin O2. Cell Mol Life Sci, 63, n.2, Jan, p.235-245.
HSIEH, P. W., CHANG, F. R., WU, C. C., LI, C. M., WU, K. Y., CHEN, S. L., YEN, H. F. e WU, Y. C. 2005. Longicalycinin A, a new cytotoxic cyclic peptide from Dianthus superbus
102 var. longicalycinus (MAXIM.) WILL. Chem Pharm Bull (Tokyo), 53, n.3, Mar, p.336-338. HSIEH, P. W., CHANG, F. R., WU, C. C., WU, K. Y., LI, C. M., CHEN, S. L. e WU, Y. C. 2004. New cytotoxic cyclic peptides and dianthramide from Dianthus superbus. J Nat Prod,
67, n.9, Sep, p.1522-1527.
HUANG, R. H., XIANG, Y., LIU, X. Z., ZHANG, Y., HU, Z. e WANG, D. C. 2002. Two novel antifungal peptides distinct with a five-disulfide motif from the bark of Eucommia ulmoides Oliv. FEBS Lett, 521, n.1-3, Jun 19, p.87-90.
HUANG, Y. H., COLGRAVE, M. L., DALY, N. L., KELESHIAN, A., MARTINAC, B. e CRAIK, D. J. 2009. The biological activity of the prototypic cyclotide kalata b1 is modulated by the formation of multimeric pores. J Biol Chem, 284, n.31, Jul 31, p.20699-20707.
IRELAND, D. C., COLGRAVE, M. L., NGUYENCONG, P., DALY, N. L. e CRAIK, D. J. 2006. Discovery and characterization of a linear cyclotide from Viola odorata: implications for the processing of circular proteins. J Mol Biol, 357, n.5, Apr 14, p.1522-1535.
IRELAND, D. C., WANG, C. K., WILSON, J. A., GUSTAFSON, K. R. e CRAIK, D. J. 2008. Cyclotides as natural anti-HIV agents. Biopolymers, 90, n.1, p.51-60.
JANARTHANAN, S., SURESH, P., RADKE, G., MORGAN, T. D. e OPPERT, B. 2008. Arcelins from an Indian wild pulse, Lablab purpureus, and insecticidal activity in storage pests. J Agric Food Chem, 56, n.5, Mar 12, p.1676-1682.
JAULENT, A. M. e LEATHERBARROW, R. J. 2004. Design, synthesis and analysis of novel bicyclic and bifunctional protease inhibitors. Protein Eng Des Sel, 17, n.9, Sep, p.681-687. JENNINGS, C., WEST, J., WAINE, C., CRAIK, D. e ANDERSON, M. 2001. Biosynthesis and insecticidal properties of plant cyclotides: the cyclic knotted proteins from Oldenlandia
affinis. Proc Natl Acad Sci U S A, 98, n.19, Sep 11, p.10614-10619.
JENNINGS, C. V., ROSENGREN, K. J., DALY, N. L., PLAN, M., STEVENS, J., SCANLON, M. J., WAINE, C., NORMAN, D. G., ANDERSON, M. A. e CRAIK, D. J. 2005. Isolation, solution structure, and insecticidal activity of kalata B2, a circular protein with a twist: do Mobius strips exist in nature? Biochemistry, 44, n.3, Jan 25, p.851-860.
JENSSEN, H., HAMILL, P. e HANCOCK, R. E. 2006. Peptide antimicrobial agents. Clin
Microbiol Rev, 19, n.3, Jul, p.491-511.
JOHAL, G. S., HULBERT, S. H. e BRIGGS, S. P. 1995. Disease lesion mimics of maize: A model for cell death in plants. BioEssays, 17, n.8, p.685-692.
KAMIMORI, H., HALL, K., CRAIK, D. J. e AGUILAR, M. I. 2005. Studies on the membrane interactions of the cyclotides kalata B1 and kalata B6 on model membrane systems