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The case of a general impurity

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4.8 Linear response theory

4.8.2 The case of a general impurity

Integrado na província do Ribatejo, o concelho de Vila Nova da Barquinha pertence ao distrito de Santarém. O concelho tem uma superfície de cerca de 49Km2 e é limitado a sul e a nascente por dois cursos de água: o rio Tejo e o rio Zêzere.

De fácil acesso por se situar no cruzamento entre a A23 e a A13, Vila Nova da Barquinha encontra-se assim bem localizada geograficamente e favorecida por importantes

facilitando assim a ligação da mesma com todo o litoral português e até mesmo com os nossos vizinhos espanhóis. Aliás, como é referido no “ALBÚM DE PRATA DO PODER LOCAL DEMOCÁRTICO, (2001:293), uma obra da Associação Nacional de Municípios Portugueses, “Todas as potencialidades do concelho vieram a ser valorizadas pela abertura de importantes rodovias que cruzam o Município e dinamizam a sua acessibilidade”.

Conforme consta no DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DAS FREGUESIAS 2º VOL., (1997:532) o concelho está confinado com os municípios de Tomar a Norte, Chamusca e Golegã a Sul, Torres Novas e Entroncamento a Oeste e Constância a Leste. Composta em tempos por cinco freguesias: Atalaia, Moita do Norte, Praia do Ribatejo, Tancos e Vila Nova da Barquinha, após reorganização administrativa territorial autárquica, ficou reduzida a quatro, uma vez que as freguesias da Moita do Norte e de Vila Nova da Barquinha se agregaram. Na tabela que se segue, constam as freguesias que integram o concelho, assim como uma listagem do património mais significativo de cada uma delas.

Figura 38 Freguesias do Concelho Fonte: Dicionário Enciclopédico das Freguesias 2º Vol. (1997:532)

Atualmente a sua população ronda os 7.322 habitantes. (INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, CENSOS 2011) A maioria desses habitantes, quando não encontram

Atalaia • Património cultural e edificado: Igreja Matriz, Capela do Senhor Jesus da Ajuda, Quinta da Ponte da Pedra • Outros locais: Miradouro da Capela do Senhor Jesus da Ajuda Moita do Norte • Património cultural e edificado: Igreja Matriz • Outros locais: Miradouro Praia do Ribatejo • Património cultural e edificado: Castelo de Almourol, Igreja Matriz e de Nossa Senhora do Loreto, Ponte Ferroviária, Capela de S. João Baptista, Capela de Nossa Senhora de Fátima • Outros locais: Vistas Panorâmicas Tancos • Património cultural e edificado: Igreja Matriz, Edifício do Centro Cultural, Capela de Nossa Senhora da Piedade, Casa da Viscondesa Vila Nova da Barquinha • Património cultural e edificado: Igreja Matriz, Monumento aos Mortos da Grande Guerra, Chafariz Centenário, Praça de Touros • Outros locais: Margens do Rio Tejo, Quinta do Lagarito

trabalho no concelho, uma vez que a atividade económica da Barquinha é ainda reduzida, são forçados a procurar fora dos limites do mesmo. Contudo, a indústria é bastante diversificada, abarcando ramos tão distintos como a transformação de mármores, serração de madeiras, panificação e pirotecnia. (DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DAS FREGUESIAS 2º VOL.,1997:532)

No que respeita às Artes e Ofícios, existem no Município alguns polos artesanais, nomeadamente olaria na freguesia da Atalaia, cestaria em Vila Nova da Barquinha, artefactos relacionados com a pesca fluvial na freguesia de Tancos e bonecos de pano e cana na Praia do Ribatejo. “NAVEGANDO NO TEJO” da Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo, (1995:146)

Tendo por padroeiro o Santo António, tradicionalmente adorado por pescadores, não se conhece nenhuma outra tradição religiosa diretamente relacionada com o rio. “NAVEGANDO NO TEJO” da Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo. (1995:40)

Ainda na mesma obra, salienta-se a importância do Rio Tejo e dos Portos do Concelho “O Tejo influenciou decisivamente as povoações ribeirinhas que constituem o concelho de Vila Nova da Barquinha. Primeiro pelo traçado que ocorre paralelo ao Rio, tendo normalmente uma via que acompanha o seu curso sendo estruturadas a partir daí as outras ruas. (NAVEGANDO NO TEJO, 1995:54)

Figura 39Mapa das Freguesias de V. N. Barquinha Fonte: http://geneall.net/pt/mapa/234/vila -nova-da-barquinha/

Vestígios arqueológicos remetem a ocupação do concelho para épocas ancestrais. Em Aldeinha, (rua próxima da Moita do Norte), na estação arqueológica foram encontrados vestígios do período Paleolítico. Por outro lado, em Tancos e na freguesia da Atalaia (Quinta

do Serrado), os vestígios referem-se ao período do Neolítico (DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DAS FREGUESIAS, 2º VOLUME, 1997:532). Por fim, a ocupação romana e árabe é delimitada no concelho, concentrando-se sobretudo no Castelo de Almourol.

Durante o processo da reconquista cristã, as povoações deste município ganharam elevada projeção, uma vez que simultaneamente com a expansão do território para Sul, os reis da 1ª dinastia se preocupavam em manter a posse das terras. Neste contexto, ao longo do curso do Tejo surgiram baluartes defensivos com o intuito de impedir a ocupação muçulmana, como o Castelo de Almourol, ou os já desaparecidos castelos de Paio e Pelle (atual Praia do Ribatejo), de Ozêzere e da Cardiga, tal como é referido na obra “NAVEGANDO NO TEJO” da Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo. (1995:17)

Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, concede foral a Tancos em 1171. Como a importância militar decresce na época medieval, o Tejo assume um papel fundamental a nível económico. Os rios, em especial o Tejo, foram o principal polo de atração para a fixação das populações, uma vez que obtinham destes os meios de subsistência. A sua navegabilidade permitia um grande tráfego fluvial. Este constituía o principal eixo de ligação comercial com Lisboa.

Por volta de 1517, Tancos é elevada a vila e é-lhe concedido foral por D. Manuel I, ficando assim esta separada juridicamente da Atalaia. Quer o porto de Tancos, quer o porto da Barquinha, assumem um papel importante entre o Séc. XVI e XVIII. A sede do concelho localiza-se num aglomerado chamado Barca, pertencente ao concelho da Atalaia, havendo inclusive indícios que existiram dois portos a par: Porto da Boca e Porto do Barco. Este aglomerado desenvolveu-se e transforma-se num importante entreposto comercial. Por aqui circulam madeiras, sal, azeite, palha e neve. “NAVEGANDO NO TEJO” da Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo (1995:56). Esta última provinha das Serras da Lousã e destinava-se às cortes e à nobreza de Lisboa. Era recolhida e armazenada em poços profundos e posteriormente transportada em carros de bois, protegida com fenos e palha, até ao porto da Barquinha, seguindo por via marítima para Lisboa.

A população residente viveu essencialmente da pesca, da agricultura e do comércio fluvial, até à chegada do caminho-de-ferro, que contribuiu em grande escala para o declínio

da importância do Tejo, enquanto via de comunicação. (“NAVEGANDO NO TEJO”,1995:17). De referir ainda que, segundo alguns relatos e documentos da época, por votação dos 40 maiores proprietários da região, a Barquinha prescindiu desses caminhos-de- ferro.

No ano de 1836, a 6 de Novembro, a Barquinha (assim designada desde 1771) é elevada a concelho e passa a integrar Tancos, adquirindo os seus privilégios e a separar-se da Atalaia. Contudo, só três anos mais tarde, em 26 de Junho de 1939, D. Maria II eleva-a a vila e esta passa então a designar-se Vila Nova da Barquinha, sendo-lhe também concedido o primeiro brasão de armas. (“NAVEGANDO NO TEJO”, 1995:56).

Figura 40Brasão de Vila Nova da Barquinha Fonte: http://www.cm-vnbarquinha.pt/index.php/pt/municipio/heraldica

O então novo concelho viria a ser suprimido em 21 de Novembro de 1895, sendo anexado ao concelho da Golegã, tendo sido de novo restaurado em 13 de Janeiro de 1898.

Segundo nos relata ROLDÃO, ANTÓNIO LUÍS em “Barquinha Crónicas Históricas”, (2014:113) existiu em 1527, o que se poderia chamar de primeira tentativa de recenseamento “O numeramento de 1527, ordenado por D. João III, constitui, entre nós, a primeira tentativa séria e de objetivos perfeitamente definidos como recenseamento oficial, tendente a reconhecer com a possível exatidão o montante populacional e bem assim os lugares de habitação em casa de uma das partes do reino.”

Todavia, dada a inexatidão dos dados muito por culpa dos despovoamentos constantes da região e de um conjunto de outras circunstâncias associadas, não é de todo possível contabilizar o número de “vizinhos” existentes na altura, sendo que “Por vizinhos entendia-se, então, o agregado familiar na sua composição, vulgarmente multiplicado por 3, 5 – 4 indivíduos para alcance demográfico.”. (ROLDÃO, 2014:117)

Ainda que a origem do nome Barquinha esteja associado à existência de um ponto de passagem situado na então Barca, que fazia a ligação à outra margem do Tejo, é de salientar que o topónimo é referido pela primeira vez, no registo de quatro casamentos em 1594.

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