3 Data fra telefonintervju
4.6 Case 6: Et stort kontor med voldserfaring
Os métodos de quantificação de NPK associado às micropartículas foram validados conforme Documento de caráter orientativo (DOQ-CGCRE-008: Revisão 03 – FEV/2010) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO)81, e todos os termos quantitativos e definições utilizados neste trabalho seguiram a recomendação do INMETRO81.
A validação tem como objetivo a diminuição e controle dos fatores que levam à imprecisão ou inexatidão de um dado gerado. A validação deve garantir que o método atenda às exigências das aplicações analíticas, assegurando a confiabilidade dos resultados. Os parâmetros determinados nesse trabalho na validação das metodologias analíticas foram: precisão, seletividade, tendência/recuperação, sensibilidade/linearidade/faixa de trabalho, limite de detecção e limite de quantificação e exatidão40, 51, 71, 82.
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4.7.1 Precisão
A precisão é a avaliação da proximidade dos resultados obtidos em uma série de medidas de uma amostragem múltipla em uma mesma amostra. A repetibilidade (precisão intra-corrida) é a concordância entre os resultados dentro de um curto período de tempo com o mesmo analista e mesma instrumentação. A precisão intermediária (precisão inter-corridas) é a concordância entre os resultados do mesmo laboratório, mas alterando um parâmetro como, por exemplo, obtenção dos resultados em dias diferentes40, 81.
A precisão de um método analítico pode ser expressa como o desvio padrão ou desvio padrão relativo de uma série de medidas. A precisão foi avaliada a partir do cálculo de desvio padrão relativo (DPR) (Equação 5).
DPR = CMDDP × 100% (Equação 5)
em que, DP é o desvio padrão e CMD, a concentração média determinada.
O valor máximo aceitável deve ser definido de acordo com a metodologia empregada, a concentração do analito na amostra, o tipo de matriz e a finalidade do método, não se admitindo valores superiores a 5%81.
4.7.2 Seletividade
A seletividade é a capacidade que o método possui de medir exatamente um composto em presença de outros componentes tais como impurezas, produtos de degradação e componentes da matriz40, 71, 81, 82.
A especificidade dos métodos analíticos para quantificação de NPK foi avaliada a partir de análises de amostras utilizadas para o preparo das micropartículas sem adição dos nutrientes NPK.
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4.7.3 Tendência/Recuperação
Normalmente se utiliza para avaliar a tendência de um método, entre outros: materiais de referência certificados (MRC), participação em comparações interlaboratoriais e realização de ensaios de recuperação.
A tendência, quando aplicada a uma série de resultados de ensaio, implica numa combinação de componentes de erros aleatórios e sistemáticos, sendo que estes últimos não podem ser admitidos. Pode ser expressa como recuperação analítica, definida como (Equação 6)51:
Recuperação = valor observadovalor esperado ×100% (Equação 6)
4.7.4 Sensibilidade/linearidade/faixa de trabalho
A linearidade é a capacidade de uma metodologia analítica de demonstrar que os resultados obtidos são diretamente proporcionais à concentração do analito na amostra, dentro de um intervalo especificado. Recomenda-se que a linearidade seja determinada pela análise de, no mínimo, cinco concentrações diferentes e o critério mínimo aceitável do coeficiente de correlação (r) deve ser ≥ 0,9940, 71, 81, 82. A linearidade dos métodos foi determinada a partir de
três curvas analíticas realizadas em três dias diferentes, gerando um total de nove curvas com concentrações variadas diluídas em água.
4.7.5 Intervalo
O intervalo especificado é a faixa entre os limites de quantificação superior e inferior de um método analítico. Normalmente é derivado do estudo de linearidade e depende da aplicação pretendida do método. É estabelecido pela confirmação de que o método apresenta exatidão, precisão e linearidade adequadas quando aplicadas a amostras contendo quantidades de substâncias dentro do intervalo especificado51, 81, 82.
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4.7.6 Limites de detecção e quantificação
Limite de detecção(LOD) é a menor quantidade do analito presente em uma amostra que pode ser detectado, porém não necessariamente quantificado, sob as condições experimentais estabelecidas. O limite de detecção é estabelecido por meio da análise de soluções de concentrações conhecidas e decrescentes do analito, até o menor nível detectável. Limite de quantificação (LOQ) é a menor quantidade do analito em uma amostra que pode ser determinada com precisão e exatidão aceitáveis sob as condições experimentais estabelecidas. As estimativas dos limites de detecção e quantificação foram realizadas a partir de dados obtidos com as regressões lineares das curvas analíticas aplicados às Equações 7 e 8, respectivamente40, 51, 81, 82.
LOD = DP × 3IC (Equação 7)
LOQ = DP × 10IC (Equação 8)
em que, DP é o desvio padrão do intercepto com o eixo y e IC é a inclinação da curva analítica média.
4.7.7 Exatidão
A exatidão de um método analítico é a proximidade dos resultados obtidos pelo método em estudo em relação ao valor verdadeiro. A exatidão do método deve ser determinada após o estabelecimento da linearidade e da especificidade do mesmo, sendo verificada a partir de, no mínimo, nove determinações contemplando o intervalo linear do procedimento, ou seja, três concentrações, baixa, média e alta, com três réplicas cada. A exatidão é expressa pela relação entre a concentração média determinada experimentalmente (CMD) e a concentração teórica (CT) correspondente, segundo a Equação 940, 81, 82.
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4.7.8 Compatibilização de amostras
A matriz pode ter um efeito considerável sobre a forma como a análise química é conduzida e a qualidade dos resultados obtidos; tais efeitos são chamados efeitos da matriz. A abordagem mais comum para a compatibilização para efeitos de matriz é a construção de uma curva de calibração com padrão e que tentam aproximar a matriz da amostra, tanto quanto possível63.
Assim, alíquotas de 5,0 mL de amostras de micropartículas poliméricas de PLC e PLG, previamente digeridas, foram transferidas para balões volumétricos de 100 mL. Adicionou-se a estes balões soluções padrão de N, P e K, de forma a obter a curva analítica para cada elemento químico em estudo. As análises foram feitas em replicata (n = 3) e conforme cada método empregado. Como "branco", utilizou-se uma solução ácida previamente preparada conforme cada método.